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domingo, 11 de agosto de 2013

DESAFIO: Provar o maravilhoso cordeiro feito pela Neila, do veleiro Iratembé!

Cordeiro com Ervas e Cuscuz de Legumes e Linguiça
Vocês já conhecem a minha paixão por Paraty e pelo Black Swan, nosso veleiro... E esta paixão, que é minha e do Alê também, não é só por causa da bela paisagem, das águas mansas e do mar azul esverdeado que acalma os olhos e a alma... Temos amigos muito especiais que só encontramos quando estamos lá... Parece que o mar aproxima as pessoas, gera uma intimidade imediata com alguém que compartilha os mesmos gostos, os mesmos desejos, as mesmas aventuras!

E um dos casais especiais que conhecemos lá são a Neila e o Ricardo (ou "Recardo", como diz o pequeno Vittorio... rs)... Vindos de Campo Grande, região do Cerrado, bem longe do mar e que tiveram a coragem de comprar um veleiro (o charmoso Iratembé) e passar uma temporada a bordo! E esta "temporada" durou 3 anos!! Mas, a vida muda e novos ventos levaram nossos queridos amigos de volta a Campo Grande... Agora, vir para Paraty e para o Iratembé tem gosto de férias para eles! E foi assim nos meses de julho e agosto deste ano! Eles voltaram para nos visitar! Quando chegamos no porto (Black Swan e Iratembé são vizinhos... rs) e encontramos as luzes acesas no Iratembé é uma alegria... Horas de papo, de boa comida, de bom vinho... E, em uma destas sextas feiras que saímos de São Paulo, depois de muito trânsito para sair da cidade e 4 horas de estrada, chegamos lá e eles nos esperavam com um jantar espetacular! Cordeiro com Ervas, com Batata Palha e Arroz de Hortelã!!

Vocês não tem ideia como estava delicioso!! Desmanchando na boca, suculento, molho apuradíssimo!!

Bia, Ricardo e Neila, no Iratembé! (Alê tirando a foto!!)
Tanto que, no dia seguinte, quando marcamos outro jantar, eu pedi, na maior "cara de pau": "Neila, faz o cordeiro de novo?? Tava tão bom..." E eu, para colaborar com o jantar, preparei um acompanhamento bem interessante: Couscous Marroquino de Legumes com Linguiça! Ficou perfeito com o sabor agridoce e marcante do cordeiro!!

Seguem as duas receitas: a do Cordeiro, by Neila e a do Couscous de Legumes com Linguiça, by Bia! Jantar delicioso a 4 mãos! Parceira perfeita a bordo!

Cordeiro com ervas


  • 1 paleta de cordeiro cortada em pedaços médios
  • 1 taça de conhaque Domecq
  • 1 taça de vinho seco de sua preferência
  • 2 taças ou mais do mesmo vinho para regar a carne durante o cozimento
  • 1 cebola grande em cubos
  • 3 dentes de alho inteiros
  • 1 colher de sopa de gengibre ralado
  • 1 colher de sopa de alecrim seco ou um generoso ramo fresco
  • 1 colher de sopa de estragão
  • 1 colher de café de cominho
  • 1 colher de café de tempero sírio
  • 1 colher de café de canela em pó
  • 3 colheres de sopa de mel
  • Suco de ½ limão Siciliano
  • Sal a gosto
Retire o máximo que conseguir da gordura da carne; coloque os pedaços da paleta de cordeiro numa panela. Acrescente todos os ingredientes e deixe cozinhar por aproximadamente 1 hora, regando com mais vinho, sempre que houver necessidade.

Assim que a carne começar a soltar os ossos desligue o fogo, cuidando para que fique com uma boa porção do molho em que foi cozida.

Couscous de Legumes com Linguiça

  • 1 cebola roxa picada
  • azeite a gosto
  • 1 linguiça calabresa sem casca, cortada em rodelas
  • 1 abobrinha cortada em cubinhos
  • 1 cenoura cortada em cubinhos
  • 250 gr de cuscuz marroquino
  • 250 ml de caldo de carne (pode ser de "cubinho")
  • sal a gosto

Prepare o caldo de carne e reserve (aquecido). Em uma panela média, frite a cebola no azeite, junte a linguiça e deixe fritar. Acrescente os legumes e refogue-os até que estejam cozidos, porém firmes. Junte o caldo de carne aos legumes, acerte o sal, deixe levantar fervura, desligue o fogo e junte o cuscuz. Tampe a panela e deixe descansar por 5 minutos. Misture com uma colher, acrescente um filete de azeite (a gosto) e sirva, acompanhando o Cordeiro com Ervas!


Queridos Neila e Ricardo, mais uma vez, obrigada por compartilharem conosco momentos tão especiais e tão deliciosos!! Sentiremos MUITA falta de vocês quando voltarem para Campo Grande... E, para terminar este post, fica a foto do nosso "cantinho" em Paraty... Vocês tem certeza que vão deixar este paraíso??? rs (só uma pequena provocação...)


quarta-feira, 13 de março de 2013

DESAFIO: Reproduzir o Bolinho de Chuva com suco de laranja que minha avó fazia!!

Bolinho de Chuva de Laranja
Pode parecer estranho e inusitado, mas a inspiração deste desafio veio de um passeio maravilhoso que fizemos em Paraty, dentro do Saco do Mamanguá, com um grupo de amigos, no feriado do carnaval!

O percurso, percorrendo pequenos rios margeados por manguezais, foi feito de caiaque e de canoa e incluía duas paradas: uma, para o almoço, no Restaurante da Dona Gracinha e a outra, a visita e o mergulho na Cachoeira do Mamanguá! A região é maravilhosa, com mar tranquilo, perfeito para remar! Saímos do Hotel do Paulo e da Cris com um barco de apoio que nos levou até o fundo do saco, onde desembocam 10 rios que vem da mata atlântica, formando um enorme estuário circundado por manguezais... Dá prá imaginar?? Para quem desejar conhecer este paraíso, pode sair de barco de Paraty ou, ainda, de Paraty Mirim, onde dá para chegar de carro e depois alugar um barco de pesca! Imperdível!!


Mas, continuando a história, depois de alguns probleminhas com a maré, que insistia em ficar muito baixa e nos fez percorrer parte do percurso puxando a canoa por um rio quase inexistente, cheio de curvas e desviar dos caranguejos vermelhos do mangue que nos observavam curiosos, chegamos à nossa primeira parada. O restaurante fica no fundo do manguezal, com acesso somente de canoa, bote ou caiaque... Dona Gracinha, moradora do local, nos "empresta" sua casa, sua cozinha e sua habilidade como cozinheira para nos proporcionar momentos gastronômicos muito especiais! O cardápio, caseiro e caprichado, incluiu salada, arroz, feijão, dois tipos de farofa (de banana e de mariscos), peixe frito e, o "gran finale", o famoso Bolinho de Chuva!

O Bolinho de Chuva estava realmente delicioso e, segundo Dona Gracinha, o segredo é fazê-lo com água no lugar do leite, para não queimar enquanto frita! Interessante!!

Quando voltei para São Paulo, perguntei à minha mãe qual era a receita do Bolinho de Chuva que minha avó fazia quando éramos crianças... Lembro-me bem de vê-la misturando os ingredientes em uma tigela e  fritando os bolinhos às colheradas... Lembro-me também que ela, além da receita mais tradicional com leite, também fazia um bolinho de chuva com suco de laranja, o meu preferido!! E o mais interessante (e desesperador! rs): não havia receita... Ela ia misturando os ingredientes "a olho", até dar o ponto!!

Estava lançado o desafio: Reproduzir o Bolinho de Chuva feito com suco de laranja da minha avó! Com açúcar, canela, e um enorme sabor de infância!!!

Embora tenha me baseado em algumas receitas que encontrei na internet, fiz como minha avó: adaptei os ingredientes para chegar no melhor ponto para fritar!! Se fica mole demais, ele não fica redondinho, fica achatado e oleoso... Se há farinha demais, o bolinho fica duro... Depois de alguns testes, encontrei o ponto ideal: a massa deve cair da colher lentamente, sem escorrer ou pingar!! Outro cuidado é a temperatura do óleo: se estiver muito quente, o bolinho vai ficar escuro por fora e cru por dentro... Se estiver muito frio, o bolinho vai encharcar e não vai ficar uniforme! Resumindo: fazer Bolinho de chuva não é bolinho não!! kkkk Mas assim que você acerta a mão, fica uma delícia! Bón Appetit!!

Bolinho de Chuva de Laranja 

(30 bolinhos)

  • 1 ovo
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 2/3 xícara de suco de laranja coado
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • óleo para fritar
  • 2 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de chá de fermento para polvilhar
Bata na batedeira (ou com um fuê) o ovo, o sal e o açúcar, até ficar esbranquiçado. Junte metade do suco de laranja e metade da farinha já peneirada e bata mais um pouco. Junte o restante do suco, o restante da farinha e o fermento e bata mais um pouco. A consistência deve ser firme, de forma a não pingar da colher. Aqueça o óleo em fogo médio.



Vá colocando colheradas da massa (cerca de 2/3 de uma colher de sobremesa). Utilize outra colher para retirar a massa e colocá-la no óleo. Deixe dourar bem e vire para o outro lado (se estiver dourando muito rápido, reduza o fogo ou retire a panela do fogo por alguns minutos, caso contrário a massa ficará crua por dentro). Deixe escorrer em papel toalha e passe os bolinhos pela mistura de açúcar e canela. Sirva quente!



Ficou uma delícia! E o "premiado" com o desafio foi meu filho Erik, que comeu quase o pote todo! Adolescente tem uma fome, não é?? rs

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DESAFIO: Fazer pão caseiro no Black Swan!

Finados em Paraty, a bordo do Black Swan! Como já é tradição, foram 3 dias (deliciosos) de chuvisco e céu nublado! A boa notícia é que este é o clima ideal para fazer receitas de forno no barco, pois, no calor, fica meio desconfortável... rs

Senti um pouco de falta da minha batedeira Kitchen Aid, pois tive que sovar a massa nas mãos! Que exercício para os braços!! Mas o resultado compensa todo o esforço, principalmente quando o pão está assando no forno e aquele aroma se espalha por todo o ambiente! Ou quando se come o pão ainda quente, com um pouco de manteiga derretendo...

A primeira receita, de Pão de Cerveja, foi inspirada em uma receita do Jamie Oliver... Basta substituir a água morna por cerveja!! O pão fica muito saboroso, com uma casquinha crocante! E rende bastante, dois pães médios! Um deles foi totalmente devorado na mesma hora, ainda quente, com manteiga! Um delírio! E o segundo foi deliciosamente degustado no café da manhã do dia seguinte, após ser levemente aquecido no forno! Hummm!!

Pão de Cerveja

  • 350 gr de farinha de trigo
  • 150 gr de semolina de grano duro
  • 1 colher de sopa de fermento seco biológico (Fermix)
  • 300ml de cerveja (1 latinha)
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 colher de chá de sal
Aqueça a cerveja até que fique morna. Dissolva o mel e o fermento e reserve.
Coloque a farinha, a semolina e o sal em uma superfície horizontal e faça um buraco no meio. Despeje metade do líquido no centro das farinhas e vá misturando com as mãos. Vá juntando o restante do líquido e vá sovando a massa por 10 minutos, até ficar uma bola bem lisa, que não gruda na mão. Coloque a bola em um travessa, faça alguns talhos com a faca para ajudar a crescer, cubra com um pano de prato limpo e coloque dentro do forno desligado por 1 hora. A massa irá crescer e dobrar de volume. Volte a sovar a massa, faça 2 pães no formato que quiser. Deixe crescer por mais 45 minutos. Aqueça o forno a 190 graus e leve os pães para assar por 30 minutos, até começarem a dourar na superfície.


Fiquei muito satisfeita com o resultado de fazer pão a bordo! E, quando fomos convidados para um Happy Hour no nosso querido vizinho, Maremio, não tive dúvidas: decidi fazer outro pão, também delicioso, a Ciabatta! A receita também rendeu dois pães, que foram servidos aos convidados assim que saíram do forno! Como acompanhamento, deliciosos queijos e pastas, tudo regado a muito vinho e champagne! Vida dura, vocês não acham?

Ciabatta


  • 500 gr de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento seco biológico
  • 300 ml de água morna
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 colher de chá de sal
  • 3 colheres de sopa de azeite

Aqueça a água até que fique morna. Dissolva o mel e o fermento e reserve.
Coloque a farinha e o sal em uma superfície horizontal e faça um buraco no meio. Despeje metade do líquido no centro das farinhas e vá misturando com as mãos. Vá juntando o restante do líquido e vá sovando a massa por 10 minutos, até ficar uma bola bem lisa, que não gruda na mão. Coloque a bola em um travessa, faça alguns talhos com a faca para ajudar a crescer, cubra com um pano de prato limpo e coloque dentro do forno desligado por 1 hora. A massa irá crescer e dobrar de volume. Volte a sovar a massa, faça 2 pães no formato que quiser. Deixe crescer por mais 45 minutos. Aqueça o forno a 190 graus e leve os pães para assar por 30 minutos, até começarem a dourar na superfície.

E, tudo isso, apreciando a linda vista da baía de Paraty! Bon Appetit!!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

DESAFIO: Jogar o jogo dos oito erros no Pippo, restaurante em Paraty!

Restaurante Pippo, no Centro Histórico de Paraty
Paraty tem ótimos restaurantes, dos mais variados tipos e preços... Cozinha caiçara (Hiltinho), tailandês (Thai Brazil), cozinha brasileira contemporânea (Banana da Terra), contemporâneo internacional (Margarida Café), pizzarias (Pizzaria da Cidade e Rosa dos Ventos), bistrôs franceses (Voilá Bistrot)... E, na nossa lista para "conhecer" estava o Pippo, restaurante contemporâneo com toque italiano, localizado na Pousada do Sandi, uma das mais conhecidas e tradicionais de Paraty. Inaugurado há menos de um ano, leva o nome de um de seus donos, o italiano Pippo e tem uma ambientação linda, com fotos de atores e atrizes famosos de Hollywood, coleção pessoal do próprio dono, além de um lindo piso em mármore e granito, formando um surpreendente quadriculado! Decoração fina, nota 10!

A decoração é caprichada até no banheiro, que também segue o estilo "hollywoodiano"! Eu estava animadíssima e com as expectativas elevadas para este nosso jantar especial em Paraty!

O banheiro do Pippo. Chique!
Só que a linda decoração, o piso, os quadros, o banheiro chique e perfumado, não foram suficientes para que guardássemos boas recordações de lá... Não deu para apagar da nossa memória as várias "mancadas" provocadas pelo garçom, pela cozinha e pelo próprio Pippo...

Foi como jogar o jogo dos "oito" erros!!! Um atrás do outro, gritantes, grotescos... Será que demos tanto azar assim???

  • ERRO 1. Bebida pedida para dois, água para mim, Coca Zero para o Alê... Só veio a água que o garçom colocou em dois copos... Fiquei com dois copos de água!
  • ERRO 2. Só um prato chegou (o Tagliarini al Limone pedido pelo Alê), o outro prato (Pappardelle de rúcula com siri e camarão, meu pedido) foi esquecido pelo garçom!
  • ERRO 3. O dono estava sentado na mesa ao lado e a dona, na mesa em frente, com um grupo de amigos... Nenhum dos dois reparou que estávamos a mais de 40 minutos sem serviço! E nenhum movimento aconteceu!
  • ERRO 4. Quando vieram os pratos, o Tagliarini al Limone era o mesmo (não foi refeito, somente requentado)!
  • ERRO 5. O papardelle de rúcula, na verdade, era um tagliarini, bem fino!
  • ERRO 6. Na sobremesa, o Tiramisú veio em taça de plástico (!!!!) e tinha uma cereja em cima, além de um "mascarpone" com gosto de gordura hidrogenada (eu quase chorei de tristeza e raiva, juro!!)
  • ERRO 7. Na hora de ir embora, o dono perguntou se correu tudo bem... Quando falamos do papardelli, ouvimos dele: ah! é a mesma coisa, só é mais grosso! Tanto faz!!
  • ERRO 8. Aí falamos do Tiramisú abaixo da crítica, com "cara de churrascaria", e ele bateu na testa, dizendo: "que absurdo, esta cozinheira é fogo, aproveitou a sobremesa que fez para o casamento que vai acontecer amanhã!!!" E não fez mais nada! Nem retirou o valor da sobremesa (R$ 16,50) da conta!
Dizem que errar é humano... E perdoar é divino! Mas, nesta nossa experiência no Pippo, nossa capacidade de perdoar foi testada exaustivamente!! Merecemos a canonização!! Santo Alê e Santa Bia!! rs!

domingo, 25 de março de 2012

DESAFIO: Provar um pão feito com água do mar!

Pão de Água do Mar
Acho que este é um dos desafios mais inusitados deste blog! Estávamos nós em nosso veleiro Black Swan, acabando de atracar na marina, após um delicioso final  de semana em Paraty, com direito a almoço na praia do Sombreiro com os amigos, no Saco do Mamanguá, quando nossos vizinhos do veleiro Caramarujo nos chamaram para provar um pão que havia sido feito a bordo... Um pão feito com água do mar!!! Fiquei pasma!! Eu nem estava com fome, mas fui correndo provar a iguaria!

Como assim, um pão feito com água do mar?? Roberta, do Caramarujo, explicou que era uma receita ensinada por um francês que vivia em Paraty e que havia feito várias travessias marítimas... Imaginem comer um pão quentinho e feito na hora depois de dias em alto mar??

A receita é muito simples, e fácil de memorizar... 1+1+1 = 1 kg de farinha de trigo, 1 tablete de fermento biológico, 1 litro de água do mar! Obviamente esta água do mar deve ser apanhada o mais distante da costa possível, para evitar qualquer contaminação! No caso daquele pão em particular, que eu estava prester a provar, a água foi apanhada de um lugar mais afastado no Saco do Mamanguá!

E outro detalhe interessante: segundo o francês dono da receita, é possível fazer o pão mesmo sem fermento, deixando-se crescer por 2 dias... fermentando com a própria água do mar, rica em microorganismos!! Já pensou?? Mais "rústico" que isso, impossível!! Também é possível substituir o fermento fresco por fermento biológico seco, mais apropriado para se conservar em um barco em travessia.

Mas mesmo que você não pretenda fazer uma travessia marítima ou não tenha acesso a água do mar limpa o suficiente, é possível fazer o pão com água normal e sal. E vale a pena, pois fica um pão leve, com uma casquinha crocante, perfeito para comer com manteiga!

Pão de Água do Mar
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1 tablete de fermento biológico
  • 1 litro de água do mar (ou água normal salgada)
Dissolva o tablete em um pouco da água do mar morna. Coloque a farinha em uma bacia grande e faça um buraco no meio e coloque o fermento dissolvido. Comece a misturar com a farinha e vá juntando a água do mar até obter uma massa homogênea. Deixe crescer por 2 a 3 horas. Asse no forno até ficar dourado.

Pão de Água do Mar
E assim, a gente vai colecionando receitas boas para serem feitas à bordo do nosso querido veleiro! Aprendi mais uma! Bón appetit!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DESAFIO: Conhecer a casa nova do Thai Brasil, um tailandês em Paraty!

Lula Grelhada com Nirá no Thai Brasil - Paraty
Como vocês já sabem, Paraty é nossa segunda casa... Mais especificamente, o Black Swan é nossa segunda casa!! Vamos para Paraty pelos menos dois finais de semana por mês e, quando conseguimos sair cedo de São Paulo na sexta feira, é possível jantar em Paraty! Foi em uma ocasião destas que conhecemos o Thai Brasil, restaurante tailandês da chef alemã (isso mesmo, alemã!!!) Marina Schlaghaufer. A primeira vez que fomos lá, nos sentimos em casa... Aliás, aquela era a casa da Marina mesmo e estávamos jantando na sua sala, vendo-a cozinhar em sua cozinha totalmente aberta... A decoração, totalmente despojada, era super charmosa, com mesas pintadas com flores pela própria Marina e bowls de cerâmica combinando com as cores das mesas! Além de chef, ela também é uma artista!!

Manjericão Tailandês
 Não resisti em ficar no balcão da cozinha acompanhando o preparo e perguntando sobre os ingredientes! Ela me mostrou um ingrediente super especial da culinária tailandesa, o Manjericão tailandês... Semelhante em cor e formato com o manjericão tradicional, mas com sabor de erva cidreira, uma delícia!! Além do manjericão, havia o nirá, ou cebolinha japonesa, muito saborosa e marcante... Sem falar no curry, em suas versões verde e vermelha, altamente condimentado (e totalmente diferente do curry indiano, amarelo)... Para uma curiosa gastronômica como eu, foi o máximo!!!

Naquele dia, viramos fãs da Marina e sua história! A chef veio para Paraty há dez anos e abriu seu restaurante no Centro Histórico, transformando-se em uma das referências gastronômicas da cidade. Há alguns anos, por infortúnios do destino, perdeu seu restaurante e o ponto no centro da cidade... Teve que recomeçar, abrindo o Thai em sua própria casa, em um bairro afastado do Centro... Foi neste momento de sua vida que a conhecemos... Mas ficou claro também que seria questão de tempo para Marina se reerguer, considerando a extrema qualidade de seus pratos e sua simpatia com os clientes!

Imagem retirada do site do Thai Brasil
 Alguns meses depois desta experiência, encontramos a Marina com sua filha e neta no cartório de Paraty e recebemos a boa notícia: ela estava voltando para o Centro Histórico com o seu Thai Brasil!!

Em plena sexta feira de Carnaval, contrariando todas as nossas crenças de não ir para a cidade na alta temporada, resolvemos jantar no Thai, em sua nova unidade. E ficamos de boca aberta! O lugar, onde antes ficava um restaurante colonial, bem escuro, se transformou em um lugar alegre, com mesas em um lindo jardim, arejado e arborizado! E com as pinturas da Marina nas paredes e nas mesas! Imaginem um teto todo pintado de branco e azul, imitando um lindo céu com nuvens brancas... Ou uma parede com lindas bananeiras pintadas... Além da cozinha totalmente aberta para o jardim!  E lá estava a Marina, orgulhosa da sua nova casa, comandando o preparo de seus pratos deliciosos!

Pedimos Lulas grelhadas com Nirá e Camarão com Curry Vermelho no Abacaxi! Exóticos, condimentados, bem elaborados e com uma apresentação linda, decorados com folhas de bananeira e flores naturais...

Foto do site do Thai Brasil




Foto do site do Thai Brasil

Parabéns, Marina, por sua conquista!! Ficamos muito felizes por você e por Paraty, que volta a ter, no seu  Centro Histórico, um dos seus melhores restaurantes! Além da comida ser maravilhosa, o lugar ficou um espetáculo!!!

Quando forem a Paraty, não deixem de fazer uma visita a esta simpática alemã e seu delicioso restaurante tailandês!

Imagem retirada do site do Thai Brasil
 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESAFIO: Comemorar a chegada de 2012 com 4 sugestões para a Ceia de Reveillon!

Foto da net
Depois do merecido descanso de toda a agitação do Natal, hoje já é dia de pensar na próxima festa, o Reveillon!! E, para ajudar neste planejamento, selecionei receitas do blog para compor 4 ceias com propostas bem diferentes, para agradar a gregos, troianos, corinthianos, são-paulinos, palmeirenses... rs... Para acessar as receitas, é só clicar no título do prato!

A primeira é bem fácil de fazer, ideal para uma ceia mais íntima... Chego a dizer que é uma ceia "afrodisíaca", por conta das especiarias como curry, pimenta da jamaica, pimenta caiena e de ingredientes como morango, mirtilo... Sem contar com o champagne do final... (não economize nesta parte, por favor!! rs)

Ceia Afrodisíaca




Agora, se seu Reveillon não vai ser tão "íntimo", pense em um cardápio mais descontraído... A proposta da Ceia Vintage é exatamente essa: comidinhas de antigamente com cara nova... Combine com a galera e preparem os pratos juntos... só cuidado para não começar a beber a Sangria antes da hora!!

Ceia Vintage








Para você que é mais "conservador" e não quer abrir mão de uma ceia mais tradicional, esta sugestão inclui uma saborosa paleta de porco, que deve ser preparada logo cedo, pois leva umas 5 horas para ficar pronta. Sucesso garantido na ceia com a família!

Ceia Tradicional

Salada Verde com Salpicão de Frango (sem as cestinhas!)




E, por último, uma proposta mais gourmet, para os "avançadinhos" na cozinha! Só não esqueça de preparar a sobremesa com antecedência, pois precisa endurecer na geladeira!

Ceia Gourmet




Bom, 2011 foi um ano muito especial, cheio de "Desafios" e realizações pessoais e profissionais! E a todos que participaram comigo destes momentos maravilhosos, um brinde! Que venham os desafios de 2012 e que eles sejam ainda mais divertidos!! Tim tim!!

Bia e Alê no Reveillon 2010 em Paraty
Ah... E qual das ceias EU vou fazer? A Afrodisíaca, é claro!!!!!!!! A bordo do Black Swan com meu grande amor!!! Eita vida boa!!! E até 2012!!! FUUUUUUUIIIII....

quarta-feira, 15 de junho de 2011

DESAFIO: Ir de bote para Paraty e almoçar por R$ 19,00, para dois!!!

O Rio de Paraty, visto do bote!
Vocês já sabem que Alê e eu costumamos fazer algumas aventuras gastronômicas inusitadas...

Jantar dentro do mangue, na Ilha Grande...

Preparar uma almoço gourmet em uma praia deserta...

Fazer uma hamburgada para 16 pessoas no veleiro...

Provar o PF da Dona Marta, na longínqua Praia da Parnaioca...

E agora, mais este desafio... Ir almoçar no centro de Paraty... Saindo da Marina de bote, atravessando a baía e entrando no rio da cidade!! Olhem o vídeo que fizemos desta entrada triunfal em Paraty!!




Outra parte muito divertida do passeio foi estacionar o nosso "veículo"!! Ao lado dos barcos para turistas, lá estava o Blackinho (bote do Black Swan, que é branquinho, rs), todo pimpão!! "Não senhor, não é para alugar não!!!" rs


Bem ao lado do estacionamento, estava a Pastelaria Pastelonni, tradicional de Paraty, com seu pastelão de 30 centímetros!!


Que vontade de comer pastel!! "Amor, vamos dividir um pastel?? Que tal Frango, Palmito e Mussarela??"


Como boa blogueira e fotógrafa gastronômica amadora, lá fui eu fotografar a montagem do "big pastel"...

Primeiro o recheio de Frango com Palmito...

Depois, muita mussarela...

Fechando o pastelão...

Depois de frito... secando um pouquinho...
E pronto para ser "mordido"... Com o botinho ao fundo!!

Quer uma mordida?? Vale a pena!!
Depois do prato principal, era hora da sobremesa... Atravessamos a ponte principal de Paraty e, em frente ao pavilhão onde acontecia a Festa do Divino, encontramos o doceiro Adão, com seu carrinho cheio de guloseimas e uma história triste...

Perguntamos se era a sua esposa que fazia os lindos doces... E ele respondeu que não... Ele mesmo fazia os doces, depois que a esposa o deixou... "Vendedor de doce não ganha muito dinheiro..." Que dó, gente!!


A escolha foi, obviamente, difícil... Alê e eu fomos "obrigados" a provar várias opções e Seu Adão com a maior paciência... O Cuscuz de Tapioca com côco e leite condensado estava delicioso... Mas optei pelo Bombocado de Côco, douradinho e úmido! O Alê foi no tradicional Pé de Moleque, brilhante e com os amendoins inteiros! Uma beleza!


Pastel de 30 centímetros, R$ 14,00... Dois doces do Seu Adão, R$ 5,00... Chegar em Paraty de bote e almoçar na cidade, NÃO TEM PREÇO!! Obrigada, meu amor, por mais esta experiência maravilhosa! Só você para ter estas ideias!!