Mostrando postagens com marcador cozinha americana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cozinha americana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

DESAFIO: Fazer e refazer um Brownie!

Brownies by Desafios Gastronômicos
Há uns 2 anos, eu testei e aprovei uma ótima receita de Brownie, devidamente postada no blog, onde contei também a origem deste bolo tão famoso (clique aqui para ver). Quando resolvi agradar minha enteada (ela AMA brownies), que iria viajar conosco para Paraty, e preparar sua sobremesa predileta, adivinhem?? A internet estava fora do ar!! E eu não tinha como acessar o blog!! Ironias do mundo digital!! Tive que apelar para meus livros (em papel mesmo, pois não "saem do ar"... rs) e encontrei uma receita legal no meu querido livro Illustrated Baking!

Havia uma dica na receita que achei interessante: o bolo deveria sair ainda úmido do forno, para ficar bem "massudo", como deve ser um brownie!

o desastre...
Resolvi assar o brownie em uma forma descartável, para facilitar o transporte na viagem! Que burrice!! Primeiro, porque a massa ficou muito "alta" e demorou demais para assar... Eu colocava o palito e achava que ainda estava muito mole... Por outro lado, a receita pedia que a massa saísse do forno ainda meio crua... Que dúvida, que dilema! O bolo já estava uns 15 minutos além do tempo dito pela receita e parecia muito mole... Resolvi tirar do forno e deixar esfriar... Foi aí que o desastre aconteceu... Deixei a forma em uma grade esfriando e, sem querer (é claro!), esbarrei na grade e a forma, que era muito mole, se espatifou no chão! Soltei um berro!!! O Alê achou que havia uma barata na cozinha e, quando entrou, viu a meleca toda e me abraçou carinhosamente, até meu coração parar de bater descompensadamente... Limpou tudo e me ajudou a fazer outra receita! Isso é que é marido!! Te amo, amor!

Mas há males que vem para o bem... Quando o bolo caiu no chão, vi que estava totalmente cru ainda! Parecia um Petit Gateau gigante atropelado! rs

Depois de diversas lições aprendidas, fiz o Brownie novamente (decorei a receita desta vez...), em uma forma normal! Sucesso!!

Os 12 pedaços (que depois foram divididos em 24 pedaços, para render), foram servidos como sobremesa em um jantar delicioso à bordo do Veleiro Maremio, dos nossos amigos Roberta e Carlos! Mais uma noite memorável na Ilha da Cotia - Paraty, com amigos incríveis! E o Brownie não fez feio não! Estava uma delícia! E nem precisou de sorvete: estava úmido na medida certa, saboroso, macio e com pedaços crocantes de nozes! Resumindo: perfeito! Receita aprovadíssima!

Brownie com Nozes

(12 pedaços)

  • 150 gr de manteiga sem sal
  • 300 gr de chocolate meio amargo picado
  • 1 xícara de açúcar
  • 4 ovos
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de cacau em pó 
  • 1 xícara de nozes picadas
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio
  • manteiga para untar
  • papel manteiga para forrar
  • forma retangular média

Aqueça o forno a 180 graus. Unte a forma com farinha e cubra com papel manteiga. Derreta o chocolate e a manteiga em banho maria. Deixe esfriar e junte o açúcar. Mexa bem. Misture os ovos em uma outra tigela e junte ao chocolate aos poucos, mexendo com um fue ou com uma batedeira manual.

Acrescente a farinha, o cacau em pó e o bicarbonado, misturando bem. Por último, junte as nozes picadas. Coloque na forma e leve ao forno por uns 20 a 25 minutos (até a superfície estar assada e o palito sair levemente sujo com massa). Deixe esfriar e corte em 12 pedaços!



Ideia divertida: corte com as mãos pedaços do papel manteiga e empilhe os pedaços de brownie! Fica lindo!! E Bon Appetit!

Brownies "empilhados"

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

DESAFIO: Donuts (ou Doughnuts) - Gordice pura!


Donuts by Desafios Gastronômicos
Se você está de regime ou quer evitar "gordices" a qualquer custo, pare imediatamente de ler este post... O que você vai ler (e ficar com vontade de comer) a seguir é extremamente prejudicial ao seu regime e à sua força de vontade... Afinal, é praticamente impossível resistir a este bolinho redondinho, fofinho, macio, todo besuntado de açúcar e que surpreende nossos sentidos quando a mordida revela uma deliciosa e suculenta geleia de frutas vermelhas, que escorre pela boca... Ops... Ops... Vamos parando por aqui, pois, além de proibido para quem está de regime, este post vai acabar proibido para menores de idade também!! rs

Donuts (ou Doughnuts) são pequenos bolinhos feitos com massa de pão doce, fritos em óleo e recheados com creme de baunilha, chocolate, geleia de frutas... É primo-irmão dos tradicionais Sonhos das nossas padarias... Há também a versão "rosquinha", sem recheio, mas com cobertura (que são os preferidos do personagem Homer Simpson, para quem curte desenhos animados...).

Os Donuts são extremamente populares nos Estados Unidos e contribuem significativamente para a obesidade do povo americano... Mas vamos deixar esta "neura" pelas calorias do tal bolinho de lado... Afinal, somos pessoas comedidas, controladas e responsáveis por nossa saúde! Só vamos comer um, certo??? rs (e as 220 calorias podem facilmente desaparecer depois de uma corridinha... rs).

Para quem já costuma fazer pão doce, não há muito segredo no preparo da massa (segui a receita do livro Illustrated Baking, mas a quantidade de farinha estava errada - tive que colocar bem mais para dar o ponto - problema já corrigido na receita abaixo). O maior desafio para sua execução perfeita, porém, está na fritura, que deve ser feita a 180 graus (se o óleo ficar muito frio, não vai dourar... Se ficar muito quente, vai queimar por fora e ficar cru por dentro)... É importante ter um termômetro de panela para garantir esta temperatura.

Outra ferramenta importante é a "injeção" para a geleia... Eu utilizei um equipamento de fazer churros, com um bico para rechear (clique aqui para ver a receita), mas é possível utilizar também um saco de confeitar com bico fino.

Eu já disse que os donuts são calóricos e também não são muito fáceis de fazer... Como vou convencer meus queridos leitores a experimentarem esta receita? Simples... Olha a foto dos degustadores! E se tivesse som, vocês ouviriam: Hum... hum... hum... hum... hum... hum...

Família Mondejar e Roberta, na árdua tarefa de degustar os Donuts!
Agradecimentos especiais à Roberta, ao Carlão, ao Alê, à Milena, Andreia, Leo e Terêncio que se sacrificaram para participar deste post!!! Valeu, pessoal, vocês foram muito corajosos!! Aguardem os próximos desafios!! Vou precisar de vocês em breve!! rs

Donuts com Geleia

(12 unidades)

  • 5 colheres de sopa de manteiga (80 gramas)
  • 2/3 xícara de leite
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha
  • 2 colheres de chá (ou 10 gramas) de fermento biológico seco
  • 2 ovos grandes
  • 1/3 xícara de açúcar
  • 450 a 500 gr de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 litro de óleo
para o recheio
  • 1 vidro de geleia de sua preferência (framboesa, morango, blueberries...)
  • água para amolecer a geleia
para cobertura
  • açúcar impalpável
Derreta a manteiga no leite. Deixe amornar. Junte o fermento biológico, a essência de baunilha e 1 colher de sopa do açúcar e deixe crescer por alguns minutos. Bata bem os ovos e reserve.


Coloque em uma bancada ou tigela a farinha (450 gr), o restante do açúcar e o sal. Faça um buraco no meio e acrescente os ovos e o líquido com fermento. Comece a misturar até formar uma massa que desgruda das mãos (se necessário complete com o restante da farinha). Sove por 10 minutos, coloque em uma tigela grande, cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora ou até dobrar de volume em um ambiente protegido e aquecido (dentro do forno ou do microondas desligados).


Quando a massa crescer, sove novamente por 1 minuto e divida a massa em 12 partes iguais (cerca de 75 gr cada pedaço). Faça bolinhas e leve para descansar em uma assadeira grande por mais 1 hora. Prepare o recheio de geleia, misturando um pouco de água para ficar mais líquido.


Aqueça o óleo em uma panela de borda alta (que comporte 3 donuts por vez). Controle a temperatura até ficar entre 170 e 180 graus (se, mesmo com o fogo mais baixo a temperatura ainda subir, eleve a panela com outra grade do fogão - conforme a foto). Coloque, com a ajuda de uma escumadeira, 3 donuts de cada vez e deixe fritar por 1 minuto. Vire e frite do outro lado por mais um minuto (vire os bolinhos só uma vez, para que se forme uma linha mais clara no meio deles - típico dos donuts).
Deixe escorrer sobre papel absorvente.


Coloque a geleia no aparelho ou no saco de confeitar e recheie os bolinhos (cuidado para não deixar vazar). Passe os bolinhos no açúcar impalpável e deixe esfriar, com o buraquinho do recheio para cima!



Donuts by Desafios Gastronômicos

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DESAFIO: Pizza HUT em casa, sabor Portuguesa Caprichada!

Pizza Hut by Desafios Gastronômicos
Eu sei que a Pizza Hut é polêmica no Brasil... Tem gente que ama, tem gente que odeia... E os que não gostam, criticam principalmente a tal "massa pan", que os americanos adoram: uma massa alta e fofa, semelhante a uma massa de pão, com bordas bem assadas e crocantes! Agora, se você é do time que adora ou que ainda não tem uma opinião formada sobre o assunto, vai adorar este post! Encontrei uma receita ótima de massa pan, que ficou incrível com uma cobertura de presunto, queijo, ovos, alcaparras, cebola... Uma Pizza Hut Portuguesa Caprichada! E na forma retangular que, cá entre nós, deu um charme à parte, vocês não acham??

Pizza Hut Sabor Portuguesa Caprichada

(1 pizza retangular grande)


  • 300 ml de água morna
  • 10 gr de fermento seco biológico
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1/4 de xícara de leite em pó desnatado
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de óleo (para a massa)
  • 4 xícaras de farinha de trigo
  • 4 colheres de sopa de óleo para untar a forma
  • manteiga derretida para untar as bordas
para o molho de tomates

  • 1 lata de tomate pelado
  • sal e pimenta a gosto
  • orégano a gosto

para o recheio

  • 400 gr de mussarela
  • 200 gr de presunto sem gordura
  • 2 ovos cozidos e picados
  • 2 colheres de sopa de alcaparras (sem o líquido)
  • 1 cebola cortada em rodelas
  • 50 gr de parmesão ralado
  • orégano para polvilhar

Dissolva o fermento, o açúcar, o leite em pó e o sal na água morna. Deixe descansar por 5 minutos. Coloque a farinha em uma tigela grande, faça um buraco no meio e coloque o líquido com fermento. Vá misturando até virar uma bola homogênea (se ficar grudenta, junte um pouco mais de farinha). Sove por 10 minutos. Abra com a ajuda de um rolo, formando um retângulo do tamanho da forma. Unte a forma com o óleo e coloque a massa. Pincele toda a borda com manteiga derretida. Deixe crescer por 1 a 2 horas, até dobrar de volume.

Enquanto a massa cresce, prepare o molho de tomates: desfaça os tomates com as mãos e tempere o molho com sal, pimenta e orégano. Reserve.


Aqueça o forno a 250 graus. Monte a pizza: espalhe bastante molho de tomates, deixando as bordas sem molho. Preencha com mussarela, o presunto picado, os ovos, as cebolas, o parmesão e finalize com o orégano.

Leve a pizza ao forno por 20 minutos, até as bordas estarem bem assadas e o fundo também! Corte em pedaços e sirva acompanhado de bastante azeite extra virgem!





Em uma segunda tentativa (também sucesso total), preparei uma pizza com 4 sabores: Margherita, Cogumelos com Alecrim, Portuguesa e Calabresa com Queijo! Ficou linda e perfeita para servir em um jantar informal com amigos queridos!! Bon Appetit!





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

DESAFIO: Um pão de milho que virou Happy Hour

Pão de Milho e Melaço (Anadama Cornbread)
Como assim, um pão que vira "Happy Hour"??

Muito simples: primeiro você precisa ter um blog de gastronomia e cozinhar tudo o que vê pela frente; aí resolve experimentar uma receita nova de pão que leva milho e melaço de cana...
Quando o pão fica pronto você lê que ele combina perfeitamente com queijos como Emmental, Gruyére e defumados como presunto e copa... Aí você passa no supermercado, compra os complementos, chega em casa, monta uma mesa bonita no jardim, pede para o maridão escolher um vinho e pronto! Um simples pão caseiro acabou de virar um Happy Hour romântico!!

A tal receita de pão me chamou atenção pois era feita com milho, ou melhor, com polenta, pois o milho é cozido na água e no leite antes de entrar na massa! Outro ingrediente pouco comum é o melaço de cana (ou mel do engenho), que os americanos chamam de molasses. O nome do pão também me chamou a atenção: Anadama Bread... Fiquei imaginando ser o nome de uma pessoa, ou de uma cidade, ou de uma padaria... Mal sabia eu...

Há duas versões para o nome do pão, ambas da região da Nova Inglaterra, EUA... A primeira conta a história de um pescador que tinha uma esposa, Anna, sem nenhum dote culinário (espero que este não seja o caso desta "Anna" aqui! rs)... O coitado jantava, todas as noites, a mesma coisa: mingau de milho com melaço. Um dia, saturado da mesma "gororoba", o pescador resolveu ter iniciativa e juntar farinha e fermento ao pote de comida para tentar fazer um pão... Enquanto preparava o pão, xingava a infeliz: Anna, damn her (Anna, maldita seja ela!) que, de forma abreviada, virou "Anadama"! kkkkkkk

A segunda versão, um pouco diferente, conta a história de Anna, uma habilidosa cozinheira que preparava para seu marido um delicioso pão a base de milho e melaço... Quando Anna faleceu, o marido escreveu em sua lápide:  “Anna was a lovely bride, but Anna, damn ’er, up and died.” - Anna foi uma esposa amável mas Anna, maldita seja ela, levantou e morreu". E foi assim que sua melhor receita de pão levou o seu nome: Anadama!

Particularmente, por também me chamar "Anna" (para quem não sabe, meu nome é Anna Beatriz), me identifiquei mais com a segunda história... Só não gostei muito da parte em que a Anna levanta e morre! rs

A receita veio, mais uma vez, do meu livro predileto, Illustrated Step by Step Baking e o resultado superou todas as minhas expectativas: textura macia, casca escura e crocante, sabor adocicado vindo do melaço da cana... E, no rodapé da receita, as sugestões de acompanhamento que me deram a ideia do "Happy Hour"!

A escolha do vinho, feita por meu sommelier amado, foi perfeita (como sempre!): um Chardonnay bem gelado! E, para finalizar, uvas thompson como sobremesa! Um momento especial que fez jus ao nome de "Hora Feliz"!

Nossa "Hora Feliz" com o Anadama Bread!

Pão de Milho com Melaço (Anadama Cornbread)

  • 120 ml de leite (1/2 xícara)
  • 120 ml de água (1/2 xícara)
  • 100 gr de farinha de milho fina (1/2 xícara)
  • 80 gr de manteiga (4 colheres de sopa)
  • 150 gr de melaço de cana (1/2 xícara)
  • 10 gr de fermento seco biológico (2 colheres de chá)
  • 80 ml de água para dissolver o fermento (1/3 xícara)
  • 380 gr de farinha de trigo (2 1/2 xícaras)
  • 10 gr de sal (1 colher de chá)
  • óleo vegetal para untar
  • 1 ovo batido para finalizar
  • farinha de trigo para polvilhar (opcional)
  • 1 forma para assar o pão
  • 1 forma com água fervente para colocar no fundo do forno
Ingredientes da massa do pão
Aqueça o leite e a água em uma panela. Quando ferver, junte a farinha de milho aos poucos e vá mexendo até que engrosse. Desligue o fogo, junte a manteiga e misture até incorporar bem. Junte o melaço e misture. Deixe esfriar.


Dissolva o fermento nos 80 ml de água morna e deixe descansar alguns minutos. Coloque a farinha e o sal em uma tigela grande. Junte o fermento e a mistura de milho. Aos poucos, vá incorporando tudo até formar uma bola homogênea. Se necessário, coloque um pouco mais de água. Sove por 10 minutos.


Unte uma tigela grande com óleo e deixe a massa descansar por 1 a 2 horas, até dobrar de volume. Sove novamente e modele no formato desejado. Coloque em uma assadeira grande, cubra com um pano limpo e deixe descansar novamente, por mais uma hora.


Aqueça o forno a 180 graus e coloque uma panela de água para ferver. Pincele o pão com o ovo batido e, com muito cuidado, faça cortes na superfície (vai murchar um pouco, mas irá crescer novamente, no forno).


Coloque uma forma vazia no fundo do forno e, com cuidado, despeje a água fervendo. Coloque o pão na grade do meio e deixe assar por 45 minutos (cuidado para não queimar a cobertura. Se começar a ficar muito escuro, cubra com papel alumínio).
Retire do forno, coloque em uma grade para esfriar.




Pão de Milho e Melaço (Anadama Cornbread) by Desafios Gastronômicos

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DESAFIO: Fazer Bagels em casa


Bagels com coberturas variadas
Outro dia recebi o seguinte email de uma leitora do blog: 
"Bia, gostaria de fazer uma sugestão para um desafio gastronômico. Que tal o preparo de bagels?!  Me viciei neste pão quando fui aos USA, e tenho dificuldades de encontrá-lo por aqui.Obrigada!!! Cristiane". 
Minha resposta imediata: "Cristiane, desafio aceito!!"

Bagels são pães muito comuns nos Estados Unidos, principalmente no café da manhã, para acompanhar ovos com bacon. Eu diria que bagels são o "pãozinho francês" dos americanos! No formato de uma rosca, podem ser feitos de farinha normal ou integral, com ou sem cobertura... As coberturas também são variadas: sal grosso, sementes como gergelim, linhaça, erva doce, papoula... Mas todos os bagels tem algo em comum: sua textura "chewy" ou seja, "borrachenta"! E há uma técnica diferente no seu preparo que garante esta textura única: os pães são cozidos rapidamente em água fervente antes de serem assados! Aqui no Brasil, podem ser encontrados na rede Starbucks, servidos com potinhos de Cream Cheese!


Bagels do Starbucks
Há várias versões para a origem dos Bagels, como nos diz o texto abaixo, retirado do site www.bagelhouse.com.br
A história do bagel começou em pequenas vilas do leste europeu e viajou com as famílias judias para se tornar um dos pães mais populares do mundo.A lenda diz que o primeiro bagel foi enrolado em 1683. Um padeiro austríaco quis homenagear Jan Sobieski, Rei da Polônia, que havia salvado o povo da Áustria de um ataque de invasores turcos. O rei era um grande cavaleiro e o padeiro decidiu moldar a massa fermentada no formato de um círculo não muito uniforme parecendo um estribo. A palavra austríaca para estribo é “Beugel”.A verdadeira história diz que o bagel foi inventado muito antes, em Cracóvia, na Polônia, como um competidor do “Bublik”, um pão magro de farinha de trigo consumido durante a Quaresma. No século 16 e na primeira metade do século 17, o “bajgiel”, como era conhecido, tornou-se um elemento básico da dieta nacional polonesa.Outras histórias contam que o formato de anel também servia para ajudar os vendedores de rua a carregar os bagels. Em vez de puxar uma carroça pela cidade, eles carregavam longos mastros ou barbantes com os bagels pendurados.O nome bagel também pode simplesmente ter sua origem na palavra “Bügel”, em iídiche e alemão, que significa estribo ou laço, e que às vezes é usada para se referir a um pão de forma redondo.  
Os bagels foram levados para os Estados Unidos por imigrantes judeus no final do século 19. Inicialmente, eram populares somente entre os judeus do leste europeu que se estabeleceram em Nova York. Por volta de 1910, formou-se a União dos Produtores de Bagels e a arte se espalhou.
Em 1927, o padeiro polonês Harry Lender foi para New Haven, Connecticut, EUA, e fundou a primeira fábrica de bagels fora da cidade de Nova York. Sua empresa é tida como responsável pela fabricação de bagels congelados e pela venda de bagels em supermercados, espalhando assim a “bagelmania” para as massas.Os padeiros judeus na Europa mantiveram a chama acesa ao longo dos anos fazendo o bagel tradicional. No final dos anos oitenta os bagels ao estilo americano começaram a aparecer na Europa em uma variedade de sabores e com uma textura mais macia e mais apropriada para sanduíches. Assim, os redondos bagels completaram um círculo, originando-se na Europa e voltando como um produto americano. 
Como eu já esperava, este não foi um desafio fácil... A primeira receita que testei, do meu livro "Illustrated Baking", não funcionou... A massa ficou grudenta, difícil de modelar. Na hora de cozinhar na água quente, os bagels murcharam assim que os toquei e ficaram totalmente enrugados depois de cozidos... Tive ainda a esperança que a aparência melhoraria ao serem assados, mas eles continuaram parecendo pães de 80 anos... rs. Mesmo assim, Erik e Alê acharam uma delícia e comeram tudo! Estes meus meninos não são o máximo?? kkk


A primeira tentativa... Com muitos erros!!
Após a primeira tentativa, muitas lições aprendidas: a receita do livro levava água demais para a quantidade de farinha... Eu também não usei a "strong flour" ou farinha "forte", especial para pães que a receita indicava (achei "frescura" e caí do cavalo! rs). Outro erro foi o tempo de crescimento da 2a. etapa: se crescer demais, eles murcham mais rapidamente na hora de cozinhá-los!

A farinha "forte", indispensável para fazer os Bagels
Segui para a próxima tentativa, agora com uma receita da internet (All Recipes UK), que também levava a farinha "forte" (óbvio!! rs), ovos, menos água e a sugestão de coberturas variadas, ideia que adorei... A massa ficou mais firme, mais fácil de modelar... Na hora de cozinhar, os pãezinhos estavam crescidos, porém firmes e não murcharam! Lindos!! Fiquei olhando para eles, depois de assados e contemplando sua beleza: gordinhos, redondinhos, douradinhos... Meus bebês bagels!! Eu quase não tive coragem de serví-los, com pena de serem cortados e comidos! A gente se apega mesmo!! rs

Bagels

(10 unidades)

  • 450 gr de farinha de rigo para pão ("forte")
  • 08 gr de sal
  • 10 gr de mel
  • 7 gr de fermento seco
  • 200 ml de água morna
  • 5 gr de óleo
  • 2 ovos para a massa
  • 1 ovo para pincelar
  • coberturas diversas (sal grosso, gergelim, erva doce, alcarávia, sementes de linhaça...)

Dissolva o fermento biológico sco na água morna com o mel. Deixe descansar por uns 5 minutos. Coloque a farinha e o sal em uma tigela grande. Junte o líquido do fermento, os 2 ovos batidos e o óleo. Misture até incorporar bem. Sove por 10 minutos, até a massa ficar homogênea. Unte a tigela com um pouco de óleo, coloque a massa, cubra com filme plástico e deixe descansar por 1 hora (ou até dobrar de volume).


Amasse novamente a massa e divida em 10 partes (cerca de 80 gramas cada parte). Faça uma "minhoca" de 20 cm e enrole nos 3 dedos do meio da mão. Una as partes pressionando bem. Coloque os pães em uma forma grande, forrada com papel manteiga ou silpat. Deixe descansar por 20 minutos.


Aqueça o forno a 180 graus. No fogão, coloque uma panela grande com água e deixe ferver. Com cuidado, mergulhe 2 a 3 bagels de cada vez e deixe cozinhar 1 minuto de cada lado. Retire e seque com papel toalha. Coloque os bagels novamente na forma, passe o ovo batido e salpique a cobertura de sua preferência.


Leve para assar até os bagels ficarem crescidos e dourados. Retire do forno, coloque sobre uma grade para esfriar.


Sirva com cream cheese, manteiga, geleia, ou como sanduíche (uma versão bem tradicional é a de cream cheese e salmão defumado! Sublime!!)



Bagels by Desafios Gastronômicos
Querida Cristiane, obrigada por me desafiar! E espero que esta receita a faça relembrar os bagels americanos que você sente tanta falta! Mas não vá se apaixonar por eles, hein??? rs

quarta-feira, 10 de julho de 2013

DESAFIO: Preparar um Bolo "Upside-down" de Morangos com Especiarias!

Bolo Invertido de Morangos e Especiarias
Estamos na época de morangos! R$ 2,00 a caixinha!! Que alegria! É hora de fazer geléia, coulis, caldas, tortas, bolos... E eu sempre me empolgo com o baixo preço e com as infinitas possibilidades desta frutinha, símbolo de sensualidade por sua cor, formato e sabor! Desta vez, foram 3 caixas compradas no supermercado! E aí, vem a pressão para encontrar uma forma criativa de prepará-los, antes que mofem e estraguem na geladeira, uma completa heresia!

Pensei em uma versão com muitos morangos da Torta da vovó Donalda, como a de Maçãs que é sucesso total aqui no blog... Depois pensei em um Crumble de Morangos, fácil e saboroso... Ou ainda, um Cheesecake de Morangos, com Calda Pedaçuda... Mas era hora de tentar algo novo! Pensei em uma combinação que me deu água na boca: morangos e gengibre! E fui para a internet procurar receitas com esta combinação, no mínimo, heterodoxa... E encontrei uma variação, mas que poderia ser perfeitamente adaptada aos meus anseios: em um site americano, vi uma receita de Strawberry Cardamom Upside-Down Cake, que significa: Bolo Invertido de Morangos e Cardamomo! Calda de açúcar e manteiga com Morangos por baixo, massa com cardamomo por cima... Depois de assado, vira-se o Bolo e bingo! Morangos por cima! Prá falar a verdade, já fazemos este bolo em sua versão com bananas, mas ninguém usa este nome "chic"! rs... A partir de agora, o Bolo de Bananas Carameladas está rebatizado: Caramel Bananas Upside-down Cake! kkkkkk

Escolhi uma forma bem antiga, herança de família (acho que veio da casa de minha avó Margot, de origem alemã e francesa, mas não tenho certeza...), toda trabalhada nas laterais. Depois que vi o resultado final, concluí que não foi uma boa escolha... As laterais não ficaram definidas como eu esperava... Uma forma redonda teria sido mais adequada e teria deixado o bolo com uma aparência ainda melhor... (maldito perfeccionismo! rs)

A receita é bem interessante, mas fiquei um pouco ansiosa imaginando se o bolo iria soltar bem do fundo da forma ou se os morangos iriam ficar todos grudados... Felizmente (e por causa da calda caramelada que se forma durante o cozimento), nada grudou!! Fiz somente uma alteração nas especiarias e fui mais arrojada: além do cardamomo, incluí também noz moscada e, é claro, o gengibre em pó! Fiquei na dúvida quanto a canela, mas imaginei que o sabor da canela iria "dominar" as outras especiarias... E, desta vez, a canela ficou "de fora"!

O bolo foi servido como sobremesa de um jantarzinho na casa dos meus pais e eles adoraram, principalmente meu pai, que é fã de bolos com frutas!! A combinação do morango com as especiarias funcionou muito bem, e a textura da massa era incrivelmente macia, talvez por um ingrediente não muito comum nas nossas receitas: Creme de Leite azedo! Para fazer, basta colocar 1 colher de chá de suco de limão no creme de leite fresco e deixar uns 15 minutos em temperatura ambiente! Vai engrossar um pouco e deixar a sua massa super macia! Outro destaque é o uso somente de açúcar mascavo, que dá uma coloração mais escura e diferente à massa e ao caramelo dos morangos... Depois de tantas observações, vamos ao que interessa! A receita!!

Bolo Invertido de Morangos e Especiarias 

(Strawberry Upside-down Cake)




E o resultado final!


Bolo Invertido de Morangos e Especiarias (Strawberry Upside-down Cake)