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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DESAFIO: O Pudim de Leite Perfeito (Sem furinhos)!

Pudim de Leite Condensado sem furinhos
A sobremesa mais tradicional nos almoços de família dos brasileiro é cremosa, saborosa, aparentemente tão simples e cheia de técnica para ser preparada... É o famoso Pudim de Leite Condensado! Não conheço ninguém que não goste deste doce à base de leite, com sabor intenso de caramelo!

Poucos ingredientes (leite condensado, leite, ovos, açúcar), uma forma de preparo trabalhosa e demorada (preparação do caramelo, cozimento em banho maria, no fogo ou no forno) e muita polêmica quanto ao resultado: você prefere com ou sem furinhos??

Já falei sobre a polêmica dos "furinhos" em um post anterior (clique aqui para ver). Nesta receita anterior, fiz uma versão individual do Pudim. Mas faltava, aqui no blog, a versão "família", mais tradicional! E a oportunidade surgiu no aniversário do meu cunhado Lu, quando um amigo dele, João, levou de presente um maravilhoso pudim de leite, totalmente sem furinhos! Do jeito que eu gosto!

Claro que eu pedi a receita. E claro que eu tinha que testar! A primeira tentativa foi "meia boca", literalmente: só tinha uma lata de leite condensado e, portanto, fiz metade da receita. Deixei assar demais no forno e a calda queimou levemente... O povo comeu tudo, achou uma delícia... Mas o meu perfeccionismo não curtiu...

A segunda tentativa ficou perfeita, exatamente como o original do João! Bingo!! Mas não vou enganar os leitores... Não foi fácil! Demorou bastante para assar (quase 2 horas) e a tensão na hora de virar foi enorme!! Difícil ter certeza se está no ponto certo! Mas, no final, tudo deu certo!! Segue a receita, com todas as dicas e "pegadinhas"!! Espero que curtam! A família e os amigos por aqui curtiram bem! rs

Pudim de Leite Condensado (sem furinhos)

12 pedaços


  • 2 latas de leite condensado
  • 300 ml de leite
  • 6 gemas peneiradas
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 forma de pudim
  • 1 forma redonda (para o banho maria)
  • papel alumínio

Prepare o caramelo: coloque o açúcar na forma e leve diretamente ao fogo baixo, até derreter e ficar bem "moreninho" (#Dica 1: cuidado para não dourar demais, senão o pudim fica com gosto de queimado). Retire do fogo e gire a forma de forma a cobrir suas laterais com o caramelo. Deixe esfriar.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva água para o banho maria.
Misture o leite condensado, as gemas e o leite. (#Dica 2: não bata no liquidificador, use somente uma colher para incorporar os ingredientes).  Coloque a mistura na forma caramelizada.
Cubra a forma com papel alumínio e coloque sobre a forma redonda. Preencha com a água quente. Leve ao forno por 1 hora e meia a 2 horas (#Dica 3: para saber se o pudim está no ponto, enfie uma faca, que deverá sair limpa). Deixe esfriar e leve para a geladeira por umas 2 horas.
Para desenformar, #Dica 4: leve a forma ao fogo por alguns segundos, até sentir que o pudim está solto na forma. Vire sobre um prato com bordas (por causa da cauda). #Dica 5: Para aumentar a calda, coloque um pouco de água no fundo da forma (onde ficou parte do caramelo endurecido) e leve ao fogo até derreter o caramelo. Deixe esfriar e incorpore ao pudim.




E Bon Appetit!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DESAFIO: Fazer um Bolo de Milho, com sabor de infância e milho de verdade!!!

Bolo Cremoso de Milho
Por motivos óbvios, as pessoas adoram me sugerir desafios! Aliás, este sempre foi o propósito do blog, o que me deixa muito feliz!!!

Alguns desafios são feitos porque são difíceis... Outros, porque são os pratos preferidos de algum amigo ou família... Há desafios, porém, que são estimulados por nossas lembranças distantes, por nossa infância... Por puro saudosismo!!

Quando era pequena, costumávamos ir sempre ao sítio em Juquitiba... E nosso caseiro, na época, plantava alguns pés de milho que, miraculosamente (para nós, crianças), cresciam rapidamente e davam lindas espigas! Espigas estas que viravam pequenas "bonecas", com olhos pintados de canetinha e "cabelos ruivos", ou, ainda, nas mãos de minha habilidosa mãe, se transformavam em curau, pamonha, bolo de milho...


Mas hoje a vida é feita de praticidade! Tudo se compra pronto! Até o milho fresco foi, pouco a pouco, substituído pelo milho em lata... Há misturas prontas para curau, para creme de milho, para bolo de milho... A gente até se esqueceu de como o milho verde fresco pode ser um ingrediente saboroso...

Minhas lembranças de fazer curau com minha mãe, embora distantes no tempo, estão bem vívidas em minha memória: tínhamos que ralar, pacientemente, as espigas até extrair um caldo que era devidamente coado, para ficar sem as cascas... Açúcar, canela e fogo... Até engrossar... Depois, era só colocar na geladeira, decorar com canela e se deliciar! Ainda mais quando o milho havia sido colhido no pé, por você mesma!!

Este saudosismo aflorou em um café com minhas amigas Glória e Sofia... Meio da tarde, um cafezinho para dar uma relaxada no trabalho e "bateu uma fominha"... Que tal dividir um pedaço do Bolo de Milho que está na vitrine? Parecia tão apetitoso! E estava mesmo! Tão singelo, tão brasileiro, tão saboroso! É um bolo diferente, mais "consistente", com textura de um pudim, bem douradinho nas bordas.

E lá fui eu procurar uma receita de Bolo Cremoso de Milho... Procurar não foi bem o termo... A receita do bolo praticamente "pulou" no meu colo! Vendo uma revista sobre cafés, havia uma reportagem sobre bolos simples, ideais para tomar com um café quentinho. E lá estava a receita de Bolo de Milho da Maya Midori: Milho fresco, leite de côco e outros ingredientes, tudo batido no liquidificador!!

O maior trabalho foi separar os ingredientes! Até mesmo "debulhar" as espigas de milho foi muito simples: é só colocar a espiga em pé e, com uma faca afiada, ir cortando os grãos de milho. Depois, é só bater tudo no liquidificador e levar para assar!

Bolo Cremoso de Milho


  • 2 xícaras de milho cru (cortado de cerca de 3 espigas de milho)
  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de manteiga
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 xícara de leite
  • 1 vidro de leite de côco
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo
  • óleo para untar
  • assadeira com fundo removível de 25 cm de diâmetro


Aqueça o forno a 180 graus. Unte a assadeira com o óleo. Bata todos os ingredientes no liquidificador por 5 minutos. Coloque na forma e leve ao forno por cerca de 40 minutos, ou até crescer bem e ficar bem dourado. Deixe esfriar (vai murchar um pouco) e desenforme.


Ficou perfeito: douradinho por fora, cremoso e bem amarelinho como uma pamonha mais consistente por dentro... Dava prá sentir as casquinhas do milho e o leve sabor do leite de côco! Que sabor de infância eu senti! E as "meninas" do escritório também aprovaram, dizendo que estava igualzinho ao bolo que apreciamos tanto naquele café! Bón Appetit!!


E aí, fica a pergunta: com este resultado final lindo e delicioso, com uma forma de preparo simples, com ingredientes naturais e frescos, faz sentido comprar massa pronta de bolo?? Eu acho que não... E você, o que acha?? Deixe aqui a sua opinião!!


terça-feira, 18 de setembro de 2012

DESAFIO: Fazer o Caldinho de Feijão do Bar Pirajá!

Que tal transformar a sua casa em um Boteco Gourmet, com pratos inspirados nas tradicionais comidas de boteco e com uma deliciosa degustação de cervejas gourmet?

Nos próximos posts aqui dos Desafios, vocês virão, passo a passo, como foi montar um evento "Boteco Gourmet" aqui em casa! Foi demais!

Uma das receitas escolhidas para montar o menu do evento, como não poderia deixar de ser, foi o Caldinho de Feijão Preto!

Caldinho de Feijão do Bar Pirajá
Pesquisando na net, encontrei uma reportagem da Folha.com sobre o famoso caldinho, com receitas dos bares que servem boas versões desta receita. Um destes bares é o famoso Pirajá, que serve o caldinho em porções individuais, em copinhos americanos e acompanhados de torresmo crocante. É de dar água na boca!

 Esta foi a receita que utilizei para fazer o meu Caldinho de Feijão, com uma pequena modificação para deixá-lo um pouquinho mais light: substitui o torresminho por casquinhas de massa de pastel, bem crocantes! Ideia genial de uma amiga do escritório, a Sofia! Eu acabei fazendo a massa do pastel em casa, utilizando a máquina de macarrão para abrir a massa, mas você pode comprar um rolo de massa pronta nas pastelarias ou mesmo no supermercado! Vai ficar ótimo!

Caldinho de Feijão Preto com Casquinha de Pastel

  • 300gr de feijão preto cozido com um pedaço de costelinha defumada
  • 100gr de bacon em cubinhos
  • 1 cebola picada
  • 1 alho picado
  • 1 maço de salsinha e cebolinha picado
  • 1/2 pimentão vermelho cortado em cubinhos
  • sementes de coentro
  • sal e pimenta do reino a gosto
Acompanhamentos
  • cebolinha picada
  • cebola picada
  • salsinha picada
  • bacon torradinho
  • palitos de massa de pastel
  • molho de pimenta
Aqueça uma panela e coloque o bacon para fritar. Quando começar a dourar, junte a cebola, o pimentão e o alho e deixe fritar bem. Coloque o feijão cozido com parte da água do cozimento (descarte o pedaço de costelinha e reserve o restante da água do cozimento) e a salsinha e cebolinha picados e as sementes de coentro. Acerte o sal e a pimenta do reino e deixe cozinhar alguns minutos. Desligue o fogo, deixe esfriar um pouco e bata tudo no liquidificador, até ficar um caldo bem homogêneo. Se ficar muito grosso, junte um pouco mais da água do cozimento.

Prepare os acompanhamentos: frite o bacon picado até ficar bem crocante e deixe secar em papel absorvente. Pique a cebola, a salsinha e a cebolinha. Disponha em pequenas cumbucas.


Corte a massa de pastel em tiras utilizando uma carretilha e frite em óleo bem quente. Deixe secar bem no papel absorvente.

Sirva o Caldinho em pequenas xícaras de café, com um palito de massa espetado dentro dele. Tempere a gosto com o bacon, cebola, salsinha e cebolinha e... Bón Appetit!


terça-feira, 21 de agosto de 2012

DESAFIO: Divulgar a melhor Feijoada do mundo!! A da minha mãe!!

A Melhor Feijoada do Mundo, a da minha mãe!!
Desculpem-se os restaurantes como o Bolinha, o Figueira Rubayat e outros que já receberam menções honrosas e prêmios por suas badaladas e caras feijoadas, mas, feijoada boa mesmo é a da minha mãe!!! Só carnes nobres,  dessalgadas sem pressa, cozidas lentamente com a gordura excessiva sendo cuidadosamente retirada... E depois, com o feijão preto, terminar o seu cozimento para formar esta mistura tão especial e tão brasileira!! E os acompanhamentos?? Um melhor que o outro... Arroz branquinho, com gosto de arroz de mãe (nada de arroz "de plástico", como é o parboilizado...), farofa crocante, a couve fininha, refogada levemente com um toque suave de alho e azeite... O molhinho de pimenta, feito com o caldo do feijão, cebola, salsinha picada e, é claro, um toque de pimenta vermelha para aquecer ainda mais nosso apetite! Por último, aquele toque light de toda a feijoada, para amenizar o peso na consciência e nas calorias... fatias de laranja pera, levemente ácidas, levemente adocicadas, para "quebrar" gentilmente o sabor defumado do feijão preto...

E esse foi o presente que meu pai recebeu no último Dia dos Pais! Não só ele, todos nós convidados para este banquete!! Minha mãe é daquelas cozinheiras habilidosas que, às vezes, acha que está "perdendo a mão"... Ainda não sei se é charme ou humildade... Em qualquer um dos casos, o mais importante é continuar fazendo sempre estes pratos maravilhosos! Assim você não perde a mão, não é, mãe??

E para quem ainda não se aventurou a fazer uma bela feijoada em casa, segue a receita gentilmente cedida por minha mãe (que a entregou em um papel escrito com sua letra caprichada, de quem é do saudoso tempo em que se tinha aula de caligrafia na escola...):

Feijoada da Nilza (para 10 pessoas)

  • 1 kg de feijão preto (deixado de molho de véspera)
  • 3 kg de carnes para feijoada:
    • carne seca
    • lombo salgado
    • costela salgada
    • costela defumada
    • linguiça portuguesa
    • linguiça calabresa
    • paio
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola picada
  • 2 folhas de louro
  • óleo
  • sal a gosto (só no final)
Deixe o feijão de molho na véspera. Também no dia anterior, deixe de molho as carnes salgadas (carne seca, lombo e costela salgada).
No dia seguinte, cozinhe o feijão na panela de pressão grande (7 litros) por cerca de 20 minutos. Afervente as linguiças e descarte a água do cozimento. Cozinhe a carne seca, o lombo, as costelas em panela de pressão por uns 45 minutos. Descarte a água do cozimento.
Em uma panela bem grande, junte o feijão e as carnes já cozidas. Prepare o tempero, fritando o alho e a cebola no óleo até dourarem. Jogue sobre o feijão e deixe ferver até apurar o caldo. Acerte o sal.

Sirva com arroz branco, couve manteiga refogada, farinha de mandioca torrada, molho de pimenta (feito com o caldo do feijão, cebola crua picada, salsinha picada, sal e pimenta vermelha) e gomos de laranja.





Agradecimentos especiais também ao meu pai, que tirou as fotos da preparação da feijoada e ao Alê, que tirou a foto de família, com habilidade de também sair nela! Estão vendo uma pessoa com o braço levantado no espelho da sala de jantar? É ele!! rs

domingo, 12 de fevereiro de 2012

DESAFIO: Servir um lindo almoço "à brasileira" para minha querida família!

Virado a Carioca
Todo sábado que ficamos em São Paulo vira dia de "desafio"! Começa com uma ideia, seguida do planejamento do cardápio, das receitas e dos ingredientes. Depois, vem as compras e, estando tudo à postos, começa a "mão na massa"!

Naquele sábado, ainda sem nenhuma ideia em mente, virei para o Alê, meu marido, e perguntei o que ele estava a fim de comer... Para minha surpresa, ouvi algo que não esperava... "Uma comidinha bem brasileira... arroz, feijão, farofa..."! Só isso?? Fiquei até meio decepcionada com a "simplicidade" do pedido, mas desejo é desejo... Quem me mandou perguntar?? rs

O desafio, então, foi pensar em um almoço "à brasileira", mas com algum charme, que não ficasse parecendo uma refeição de dia a dia... Pensei até em preparar uma Feijoada, mas não havia tempo para deixar as carnes de molho, dessalgando... Mas um feijão preto bem temperado, um uma linguiça calabresa podia ser uma boa ideia... Pensei também em um Virado a Paulista, mas o Alê não gosta muito de tutu de feijão, embora adore a couve e a bisteca de porco! Pronto: um Virado a Carioca!! Feijão Preto, Arroz, Farofa com Couve e Bisteca de Porco grelhada! Estava montado o cardápio! É só clicar no título do prato para ver a receita em detalhes!

Virado à Carioca




Depois de muitos pratos com inspiração italiana, francesa, marroquina, alemã, foi muito legal preparar as receitas da nossa cultura gastronômica que é tão rica, tão cheia de sabores! Olhem que mesa bonita e farta!! E BOM APETITE!!


Virado a Carioca

Obs: E para quem não entendeu o "Virado a Carioca": o Virado a Paulista é feito com Tutu de feijão (feijão marrom misturado com farinha de mandioca), bisteca, ovo, couve e arroz branco. No Rio de Janeiro, o feijão servido no dia a dia é sempre o preto (embora aqui em São Paulo chamemos o feijão marrom de "carioquinha"... nunca entendi isso...rs), acompanhado de farofa e arroz branco. E assim, o Virado a Carioca tem inspiração no Virado a Paulista, mas sem Tutu e com Feijão Preto!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bisteca Grelhada

Bisteca de Porco Grelhada
Esta receita, tradicional da nossa cozinha mineira, é fácil de fazer e muito saborosa. E pode deixar de lado o preconceito com a carne de porco, que, atualmente, é considerada mais saudável que a carne vermelha! Acompanhe as bistecas com arroz branco, farofa, feijão ou, ainda, tutu de feijão. Só se prepare para usar o exaustor da sua cozinha, porque faz muuuuita fumaça!



Bisteca de Porco Grelhada 
  • 6 bistecas de porco com osso
  • suco de 1 limão
  • azeite a gosto
  • sal
  • pimenta do reino
  • salsinha para decorar
Coloque as bistecas para marinar no limão, azeite, sal e pimenta. Deixe umas 2 horas na geladeira (se ficar de um dia para o outro, melhor ainda). Aqueça uma chapa (bistequeira) em fogo alto e frite 2 ou 3 bistecas no máximo, deixando grelhar bem de cada lado (cerca de 5 a 7 minutos). Decore com salsinha picada.

Bisteca de Porco Grelhada

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Farofa de Couve

Farofa de Couve
Outro dia meu marido me pediu uma comidinha bem brasileira... Arroz, feijão preto, bisteca de porco, couve, farofa... Quando fui pegar o pacote de farinha de milho, gostei da receita que estava no pacote, uma Farofa com Couve! Pronto, um prato para atender a dois pedidos de uma vez só!!





Farofa de Couve
  • 10 folhas de couve sem talo
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 dentes de alho picados
  • 1/2 cebola
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 xícara de farinha de milho flocos grandes
  • 3 colheres de sopa de azeitonas picadas sem caroço (opcional)
  • pimenta dedo de moça (opcional)
  • sal e pimenta a gosto
Pique a couve bem fininha. Aqueça uma frigideira grande, de borda alta e aqueça o azeite. Frite o alho e a cebola, junte a couve e deixe fritar um pouco.


Acrescente a manteiga e a farinha de milho. Frite até a farinha começar a dourar. Por último, junte as azeitonas e a pimenta picada sem as sementes.

Farofa de Couve

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feijão Preto com Linguiça Calabresa

Feijão Preto com Linguiça Calabresa
Sabe o que você faz quando seu marido disser que está com desejo de feijoada no sábado às 11 horas da manha?? Não... você não manda ele para aquele lugar... Nem vai gastar os "tubos" no Bolinha... Você vai para cozinha e prepara este delicioso feijão preto com linguiça calabresa!! Leva menos de uma hora para fazer, é super saboroso e muito mais light que uma  feijoada completa! Prepare também um arroz branco e uma farofa para acompanhar!! Maridinho bem alimentado é maridinho feliz!! rs... Não é, amor??

Feijão Preto com Linguiça Calabresa
  • 2 xícaras de feijão preto
  • 2 litros de água
  • 2 costelinhas defumadas ou um pedaço de bacon
  • 1 linguiça calabresa em rodelas
  • 2 dentes de alho
  • 1/2 cebola picada
  • azeite a gosto
  • sal a gosto
  • pimenta vermelha a gosto
Cozinhe o feijão na panela de pressão com a água e as costelinhas (ou bacon) por 40 minutos. Enquanto cozinha, prepare um refogado com azeite, alho, cebola picada e deixe dourar bem. Afervente as rodelas de linguiça calabresa para tirar bem a gordura.


Quando o feijão estiver cozido, tire da pressão, tempere com o refogado, coloque a linguiça calabresa e deixe cozinhar mais um pouco, até engrossar. Se estiver muito aguado, tire um pouco do feijão, amasse bem e volte à panela, deixando apurar mais um pouco. Acerte o sal e a pimenta a gosto.

Feijão Preto com Linguiça Calabresa

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DESAFIO: Preparar uma "Carne Louca" em versão fashion!

Pãezinhos com Carne Louca
Este desafio começou quando falávamos, lá no escritório, sobre "comidinhas de antigamente, com cara nova", tema de uma reportagem bem legal da Revista Casa e Jardim. A conversa foi animadíssima e muitas sugestões surgiram... Pratos, decoração, utensílios, músicas de uma época saudosa para aqueles com mais de 35 (não é o meu caso, mas eu "fingi" que era para poder participar da conversa... kkkkk).

E todos foram unânimes em concordar que uma receita daquela época não podia faltar na "Festa Vintage": a Carne Louca!

Quantas lembranças vieram à minha cabeça quando mencionaram este prato... Senti-me voltando ao passado...

Sereno (wikipedia)
Aniversário dos filhos de uma amiga da minha mãe, a Tia Erô... Aquele monte de gente na sala da casa, crianças correndo desordenadamente por todos os lados, algumas escapando para o quintal (onde, afinal, era o lugar correto de estar correndo...), seguidos pelos gritos de mães desesperadas dizendo: "Menino/a, sai já do sereno!!!"

Aquilo sempre me intrigou... Primeiro, eu nem sabia o que era, exatamente, o "Sereno"... Depois que descobri o que era,  continuava sem entender como aquelas lindas gotinhas de orvalho da noite, que pareciam tão inofensivas, podiam ser tão letais... Seriam alguma forma de vida alienígena disposta a liquidar os humanos? Ou um veneno liberado por plantas carnívoras?? Ou talvez fosse um ácido que libera gases tóxicos com a luz da lua??? A própria Tia Erô, dona da festa, era a primeira a contar quantas vezes a Gislaine Cristina e o Carlos Fernando já haviam ficado tremendamente doentes depois de "tomar sereno", gerando uma comoção em todas as mães, que saíam desesperadas cobrindo a cabeça de seus rebentos com gorros e capuzes...

E assim, por culpa completa do "sereno", ficávamos confinados à sala lotada de adultos (e, pensando bem, em um ambiente muito mais carregado de vírus e bactérias que o pobre e injustiçado sereno...rs). De tempos em tempos, uma parente entrava na sala, vinda da cozinha, com uma enorme bandeja, repleta de grandes sanduíches de pão francês recheados com Carne Louca, que os convidados comiam e se deliciavam, torcendo para não cair pingos de azeite na roupa!! Para nós, crianças, a lambança era divertida e inevitável (ah.. e para o meu pai também... kkkkk). E minha mãe, que teve uma criação humilde, "uma pobre menina da Vila Maria", como ela mesmo diz, mas que sempre teve uma postura refinada e elegante graças ao seu apurado senso de observação, inteligência e dedicação aos estudos, torcia muito o nariz para aqueles sanduíches...

Desde então a Carne Louca virou, para mim, sinônimo de comida pouco elegante, principalmente para se servir em festas... Tanto que eu nunca havia feito este prato antes (nem minha mãe, que eu me lembre...rs).

Por isso, me propus este desafio... Preparar a Carne Louca de uma forma diferente, mais delicada, que valorizasse o seu sabor marcante, sem perder a elegância!!

Primeiro passo foi encontrar uma receita de Carne Louca que me agradasse (pensei em ligar para a Tia Erô, mas minha mãe perdeu o contato... rs). Muitas das receitas levavam "acém", uma carne muito gordurosa... Até que encontrei uma feita com lagarto, no site do Panelinha. A peça de carne era cozida em um caldo de legumes bem temperado por várias horas, depois a carne era desfiada e se acrescentavam os ingredientes do vinagrete: pimentão, cebola, temperos... E tudo isso ficava marinando por horas ou dias, de preferência... Trabalhoso, não?? E eu tirava "sarro" da Tia Erô...
Uma adaptação que eu farei na receita do Panelinha é o uso da panela de pressão para "agilizar" o cozimento da carne que, mesmo depois de 2 horas no fogo baixo, não estava macia como eu gostaria...

Além da Carne Louca (por que eu também sou meio "louca"...rs), decidi preparar uns pãezinhos caseiros, receita do Jamie Oliver, para fazer as vezes do tradicional "pão francês"... Só que recheados de uma forma mais charmosa do que, simplesmente, cortar na metade e enfiar a carne dentro... Certamente uma ideia "vintage" para a sua próxima festa!

Pãezinhos com Carne Louca Desfiada

Para os pãezinhos (cerca de 15 com 50 gr cada)
  • 250 gr de farinha de trigo
  • 250 gr de semolina
  • 11 gr de fermento biológico seco (ou 15 gr de fermento fresco)
  • 15 gr de mel
  • 15 gr de sal
  • 300 ml de água morna

Para a Carne
  • 1 kg de lagarto
  • 2 talos de salsão picados
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cenoura grande picada
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1,5 l de água

Para o vinagrete
  • 1 pimentão verde em tiras finas
  • 1 pimentão vermelho em tiras finas
  • 1 cebola picada
  • 2 tomates picados
  • 1 xícara de azeite extra virgem
  • suco de 1 limão
  • salsinha e cebolinha picados a gosto
  • sal e pimenta do reino a gosto

Comece preparando a massa do pão. Dissolva o fermento e o mel na água morna. Disponha as farinhas em uma mesa e faça um buraco no centro. Junte o fermento dissolvido e comece a sovar, até ficar bem homogêneo. Se necessário, junte mais água morna. Sove bem até ficar uma massa bem lisa. Cubra com filme plástico e deixe descansar por 1 hora ou até dobrar de tamanho em um lugar bem protegido.


Sove novamente e faça bolinhas de 50 gramas cada. Acomode em uma assadeira polvilhada com semolina, faça dois cortes com uma faca afiada formando uma cruz em cada pãozinho. Deixe descansar novamente por mais uma hora (ou até dobrarem de tamanho).


Enquanto a massa cresce, prepare a carne. Retire toda a gordura e tempere bem com sal e pimenta. Em uma panela de pressão, aqueça o azeite e frite bem o pedaço de carne de todos os lados, até ficar bem dourado. Junte o salsão, a cebola, os dentes de alho e deixe fritar. Junte a água, tampe a panela de pressão e deise cozinhar por 40 minutos ou até a carne ficar macia. Se utilizar uma panela normal, levará mais de 2 horas para ficar macia.


Enquanto a carne cozinha, aqueça o forno a 180 graus. Coloque os pãezinhos para assarem por uns 15 minutos, até ficarem dourados.


Quando a carne ficar pronta, espere esfriar e desfie com as mãos, em pequenos pedaços (a minha carne não ficou muito macia, da próxima vez vou cozinhar mais...)


Tempere com todos os ingredientes do vinagrete e leve a geladeira para tomar gosto por, no mínimo, 2 horas (o ideal é preparar no dia anterior). Vejam como fica linda e colorida!


Na hora de servir, corte delicadamente uma tampinha dos pãezinhos, retire um pouco do miolo e recheie com a Carne Louca. Olhem como fica charmoso!

Pãezinhos com Carne Louca
Outra opção é servir a Carne Louca em uma travessa e os pãezinhos para acompanhar... Aí cada convidado monta o seu sandubinha!! Você escolhe como servir! Bón Appetit e adeus preconceito à Carne Louca da Tia Erô!!

Carne Louca Desfiada

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DESAFIO: Preparar uma "releitura" das tradicionais Batatinhas a Vinagrete!

Batatinhas ao Vinagrete de Tangerina
 Quando assisti a um vídeo postado no blog Gordelícias sobre Comidinhas de antigamente, de cara nova, fiquei simplesmente doida para reproduzir todas as receitas! Todas aquelas receitas têm, para mim, sabor de infância, sabor de "comida de mãe", sabor de "festa na garagem de casa"... E uma delas, as Batatinhas Vinagrete, presentes em todos os nossos churrascos no sítio, foi brilhantemente "repaginada" acrescentando-se tangerina (suco e pedaços do gomo) ao vinagrete, além da pimenta caiena! Corri para comprar as batatinhas e as tangerinas no Mercadão e testar a receita! Ficou delicioso! O suco da tangerina é adstringente e adocicado ao mesmo tempo! E, como substitui o tradicional vinagre, o sabor fica mais suave, com um toque picante da pimenta caiena! Parabéns ao criador da receita, o chef Otávio Felix do Mais Gourmet!

Batatinhas ao Vinagrete de Tangerina
  • 1,5 de batatinhas com casca
  • 1 xícara de suco natural de tangerina
  • 10 gomos de tangerina sem sementes
  • 1 xícara de azeite extra virgem
  • 1/2 xícara de vinho branco
  • 1 cebola picada
  • salsinha picada a gosto
  • sal a gosto
  • pimenta caiena a gosto

Lave bem as batatinhas e cozinhe em água e sal (pode colocar umas ervas para dar mais sabor).


Enquanto as batatas cozinham, prepare o vinagrete, misturando o suco de tangerina, os gomos, o azeite, o vinho, a cebola picada, a salsinha, sal e pimenta caiena. Reserve.




Quando as batatas estiverem cozidas (al dente), deixe esfriar bem. Misture o vinagrete e leve à geladeira por, no mínimo, 2 horas para tomar gosto. O ideal é fazer no dia anterior. Sirva como entrada ou como aperitivo!! E Bón Apettit!


Batatinhas ao Vinagrete de Tangerina

domingo, 20 de novembro de 2011

DESAFIO: Fazer Pão Francês caseiro!

Pão Francês Caseiro
Quando o Alê resolve fazer um churrasquinho aqui em casa, eu fico até desanimada... Afinal, ele cuida de quase tudo!! Minha participação gastronômica se restringe a fazer uma farofinha, um molho de cebola, uma salada de tomates... Mas, naquele domingo, fui criativa: decidi fazer o pão francês (fundamental em um churrasco) na sua versão caseira, para acompanhar o churrasco!!

Vocês sabem como surgiu o Pão Francês? É uma história interessante, porque, quando estive na França, não encontrei nenhum pão parecido, embora haja uma certa semelhança com as tradicionais baguetes... No início do século XX, brasileiros endinheirados voltavam da Europa pedindo aos seus cozinheiros que reproduzissem os pães crocantes e de massa branca e macia por dentro que provaram por lá... Foi assim que surgiu o pão mais famoso e consumido no Brasil, apelidado de "Pão Francês"... Mas há outros nomes para esta mesma receita ao redor do Brasil: cacetinho, pão de sal, pão careca, média, filão, pão jacó, pão carioquinha... 

Encontrei diversas receitas na internet, mas optei por testar uma que estava em explicada e, de "brinde", ainda contava a história do pão francês, que eu reproduzi no parágrafo acima! (Como fazer pão francês)

A receita pedia fermento fresco e eu havia comprado fermento biológico seco (Fermix). Isso exigiria uma adaptação nas quantidades (10 gramas do fermento seco correspondem a 30 gramas do fresco) e na forma de preparo (o seco não deve ser dissolvido na água morna e pode ser colocado diretamente na farinha).

A pá de massa da Kitchen Aid
Feitas estas adaptações, comecei o preparo, separando todos os ingredientes (fiz metade da receita do site). Para facilitar, coloquei minha Kitchen Aid com sua pá de massa para sovar a massa... E fiquei só olhando a batedeira trabalhar!

Depois, é só esperar crescer até dobrar de volume, fazer os pãezinhos, esperar crescer de novo, assar... E, quando assar, um "segredinho" para garantir a crocância da casquinha: colocar uma travessa com água no fundo do forno, para liberar vapor! Essa foi uma completa novidade para mim! Não acertei muito bem os cortes para fazer a "decoração" dos pãezinhos, mas eles ficaram crocantes por fora e macios por dentro!

Pão Francês Caseiro
    Os ingredientes do Pão Francês Caseiro
  • 500 gramas de farinha
  • 10 gramas de fermento seco
  • 10 gramas de sal
  • 5 gramas de açúcar
  • 10 gramas de margarina
  • 250 ml de água morna

Misture todos os ingredientes na batedeira com a pá de massa ou vá sovando com as mãos até ficar uma massa bem lisa e macia.




 Deixe crescer por uma hora, no mínimo, até dobrar de volume. Faça bolinhas de 50 gramas cada e dê 2 cortes em curva com a uma faca afiada. Deixe crescer por mais uma hora. 



Pão Francês Caseiro antes de assar
 Aqueça o forno até 200 graus. Coloque os pãezinhos para assar, juntamente com uma travessa de alúminio com água no fundo do forno (para formar vapor), por uns 30 minutos, até começarem a dourar.

Retire do forno, deixe esfriar um pouco e sirva! Fez o maior sucesso no churrasco!!


Bón Appetit!!

Pão Francês Caseiro