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terça-feira, 29 de novembro de 2016

DESAFIO: Doce Cremoso de Abóbora com Coco, para uma Almoço Mineiro!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco
Tivemos, há alguns meses, uma ótima produção de mandioca e de abóbora no nosso sítio... A produção de mandioca virou uma série de receitas ótimas (clique aqui para ver)!

E a abóbora também foi inspiradora, mas acabei congelando a maior parte, em pedaços já descascados (obrigada, Nenê, por esta valiosa ajuda! rs). E chegou a vez da abóbora quando decidi fazer um Almoço de Domingo com inspiração mineira, onde o prato principal seria o delicioso Frango com Quiabo, feito na panela de barro (só não usei o fogão a lenha porque não tenho...).

E a abóbora entraria como a sobremesa: Doce de Abóbora com Coco, acompanhado de queijo minas... Tem coisa mais mineira que isso??

Preparei a receita com um dia de antecedência, para que ficasse mais saboroso na hora de servir! A abóbora era bem fibrosa, e se desfez quando cozida... E o coco ralado fresco garantiu mais sabor e crocância ao doce. Sucesso total!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco

  • 1 kg de abóbora em pedaços
  • 500 gr de açúcar
  • 1 xícara de coco fresco ralado
  • canela em pau (2 pedaços grandes)
  • cravo a gosto
  • queijo minas para acompanhar
Em uma panela grande de fundo grosso, coloque a abóbora, o açúcar, a canela e o cravo para cozinhar até a abóbora se desfazer e restar pouca água (deixe um pouco para que o doce fique mais cremoso).


Junte o coco, misture bem e deixe esfriar. Coloque em um pote fechado e leve para a geladeira de um dia para outro.


Sirva com queijo minas! E Bon Appetit!!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DESAFIO: Broinha (Aerosa) de Milho, receita da Rita Lobo!

Broinha Aerosa de Milho
Sempre adorei aquelas broinhas de milho ocas por dentro que se vendem em algumas padarias aqui de São Paulo (chamo de "Broinha Aerosa")! A melhor que provei (macia e saborosa) é a da Padaria Gemel, no Alto da Boa Vista, perfeita para acompanhar um cafezinho! Embora fã, não sei porquê, nunca havia tentado fazer!

E lá estava a receita da Broinha no meu livro da Rita Lobo, Cozinha Prática! A oportunidade perfeita foi o último almoço de domingo, com inspiração mineira (Frango com Quiabo era o prato principal e Doce de Abóbora com Coco e Queijo Minas como sobremesa)... As broinhas complementariam a sobremesa, e seriam servidas acompanhadas de uma deliciosa geleia (caseira) de morangos.

A forma de preparo é semelhante a da massa choux (aquela dos profiteroles e das bombas), perfeita para rechear, porque fica oca por dentro: a massa é cozida antes de ser assada!

Minhas broinhas ficaram um espetáculo, desmanchando na boca, com sabor suave de milho e da erva doce seca, que eu adoro! Receita sensacional da Rita Lobo (prá variar... rs). E o melhor... rende bastante (16 broinhas), apesar de parecer pouca farinha (um pouco mais de 1 xícara, somando a farinha e o fubá)!

Broinha Aerosa de Milho

(16 unidades)


  • 1/3 de xícara de fubá
  • 3/4 de xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de leite
  • 1/2 xícara de água
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 75 gramas de manteiga 
  • 1 colher de chá de erva doce
  • 3 ovos
  • fubá para polvilhar

utensílios

  • batedeira com pá triangular
  • panela média de fundo grosso
  • forma rasa grande teflon (ou untada com manteiga e fubá)
  • boleador ou saco de confeitar com bico grande

Aqueça o forno a 220 graus.

Aqueça a água, o leite, o açúcar, o sal e a manteiga em uma panela de fundo grosso. Quando ferver, junte a farinha, o fubá e a erva doce. Mexa bem e cozinhe por uns 2 minutos (deve desgrudar do fundo da panela).

Coloque a massa para bater por 5 minutos na batedeira, até esfriar (se tiver, use o batedor triangular).

Junte os ovos, um a um, batendo bem. Bata por 2 minutos para deixar a massa bem brilhante.

Com um boleador ou um saco de confeitar (buraco grande), faça bolinhas da massa em uma assadeira grande (deixe uns 3 cm entre cada broinha). Polvilhe com fubá.

Leve para assar por 15 minutos no forno alto. Depois abaixe o forno para 180 graus e asse por mais 20 minutos.



E Bon Appetit!

terça-feira, 10 de maio de 2016

DESAFIO: Frango com Quiabo, sem baba!

Tem receitas que aquecem o estômago e a alma... Ainda mais aqueles pratos com memória afetiva da nossa infância! Para mim, Frango com Quiabo é um destes pratos!

Apesar da família ter origem portuguesa (pelo lado da minha mãe), este prato tradicional mineiro sempre fez parte do cardápio de casa.

Muita gente tem preconceito com o quiabo, por causa da "baba" que solta ao ser cozido... Mas se souber preparar, não fica baba nenhuma (veja a receita abaixo, onde o quiabo é refogado a parte, com bastante limão, até a baba sumir!!) Vale a pena tentar! E se tiver uma panela de barro * daquelas que se usa com fogão a lenha (mesmo que não tenha o fogão a lenha), melhor e mais original ainda vai ficar!!

* Atenção: a panela de barro é ótima, mas demora muuuuito para esquentar (uns 20 minutos) - precisa ter paciência - em compensação, também demora muuuito para esfriar, mantendo o prato aquecido depois de servido!

Frango com Quiabo

(6 porções)

para o frango
  • 1,5 kg de sobrecoxa (sem pele)
  • suco de 1 limão
  • sal, pimenta e azeite a gosto para temperar o frango
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho picados
  • 3 tomates maduros sem sementes picados
  • 1 colher de sopa de colorau
  • molho de pimenta vermelha a gosto
  • 2 folhas de louro
  • 1 xícara de água 
para o quiabo
  • 2 xícaras de quiabo cortado em pedaços de 1,5 cm
  • suco de 1 limão
  • azeite para refogar
  • sal para temperar
  • salsinha para finalizar
Deixe o frango marinando no sal, pimenta e suco de 1 limão por 30 minutos.
Aqueça uma panela grande (de preferência de barro ou ferro) e doure no azeite os pedaços de frango, aos poucos para não juntar água. Reserve.

Coloque na panela um pouco mais de azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente o tomate picado e deixe apurar um pouco. Retorne os pedaços de frango, coloque a água, o louro, o coloral, a pimenta vermelha, misture bem, tampe e deixe cozinhar por, no mínimo, 1 hora (até que o frango fique bem macio).

Prepare o quiabo: Aqueça uma frigideira grande com um pouco de azeite. Junte os quiabos e o suco de limão e o sal e deixe refogar até ficar sem baba. Reserve.


Junte o quiabo ao frango e deixe cozinhar por mais uns 10 minutos. Sirva com arroz branco soltinho (clique aqui para ver a receita!).

Bon Appetit (ao estilo mineiro!!)

quarta-feira, 12 de março de 2014

DESAFIO: Bolo (Salgado) de Pão de Queijo

Bolo de Pão de Queijo by Desafios Gastronômicos
Provei esta receita pela primeira vez em um local bem inusitado... Dentro dágua! Isso mesmo: estávamos em Paraty, passeando no nosso veleiro quando encontramos outro veleiro amigo, o "Vento", do Coca e da Maria Helena. Atracamos perto de uma ilha e fomos nadar - ou melhor - boiar com nossos "espaguetes". Não tem nada mais gostoso que ficar boiando na água (quase morna) e batendo papo! Até que começou a bater uma fominha e a Maria Helena foi até seu barco e nos serviu fatias de um bolo salgado delicioso, com sabor de queijo (e nós continuávamos dentro dágua, que folga... rs). Claro que eu pedi a receita e me surpreendi quando ela falou que era um Bolo de Pão de Queijo, feito com polvilho (sem farinha de trigo).

Receita facílima e prática: em menos de 45 minutos um delicioso lanche está pronto (com bem menos trabalho que fazer as "bolinhas" do pão de queijo), mas com o mesmo sabor e textura! Adorei!! A única modificação que fiz foi substituir uma das xícaras de polvilho doce (eram 3 na receita original) por uma de polvilho azedo... Acho que o polvilho azedo dá aquele gostinho tão peculiar do pão de queijo! A recomendação da Maria Helena também foi utilizar o queijo ralado da marca Vigor, mas pode ser feito com parmesão ralado na hora também! Testei das duas formas e ambas ficaram ótimas! Agora, se você quiser fazer o pão de queijo "tradicional" em casa, também tenho uma receita ótima: clique aqui!

Bolo de Pão de Queijo


(1 bolo grande)


  • 1/2 xícara de óleo
  • 1 xícara de leite
  • 3 ovos
  • 200 gr de parmesão ralado
  • 2 xícaras de polvilho doce
  • 1 xícara de polvilho azedo
  • 1 colher de chá de orégano (opcional)
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • queijo ralado para polvilhar (opcional)
  • óleo para untar a forma

Aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma de bolo com buraco no meio com óleo. Bata no liquidificador o óleo, o leite e os ovos por 2 minutos. Acrescente o queijo parmesão e bata mais alguns segundos. Coloque os polvilhos, o fermento e o orégano (opcional) em uma tigela. Acrescente o líquido aos poucos e vá misturando até  ficar bem homogêneo. Coloque na forma, polvilhe com queijo parmesão (opcional) e leve para assar por 30 minutos, ou até ficar bem dourado e o palito sair limpo.


Dica: sirva morno. Depois que esfria, a massa fica com uma textura diferente, semelhante a um bolo feito com farinha de trigo. Para voltar a ficar com textura de "pão de queijo" - com casquinha crocante e o interior meio puxa-puxa - aqueça por alguns minutos no forno ou no forninho elétrico. Se desejar, antes de aquecer novamente, polvilhe com queijo parmesão.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DESAFIO: Testar uma receita com "ora pro nobis"

Costelinha com Ora-Pro-Nobis e Angu Mole
Este desafio começou com uma limpeza de pele... Conversa vai, conversa vem com a esteticista, a Zezé, e logo caímos no meu tema preferido: culinária! A Zezé, mineira, é cozinheira de mão cheia e herdou da mãe a habilidade de cozinhar com calma e paciência... Preparar pratos em panelas de barro que levam horas no forno ou no fogão a lenha assando, cozinhando, pingando água, pingando gordura... Pura tradição da verdadeira comida mineira!

Em uma destas conversas, entre uma máscara no vapor e uma esfoliação, a Zezé me perguntou se eu conhecia a "ora-pro-nobis". Eu sabia que se tratava de uma verdura utilizada na cozinha mineira, pois minha mãe já havia comentado sobre ela quando foi a Tiradentes! Mas meus conhecimentos paravam por aí... Não me lembrava de tê-la provado e muito menos sabia onde poderia comprar ou conseguir este ingrediente! Mas a Zezé resolveu o problema para mim: me mandou um maço das folhinhas verdes e tenras, colhidas do seu próprio jardim, prontinhas para me desafiarem a fazer um prato típico mineiro!!


E a "solução" do desafio continuou com a ajuda dos leitores do face: coloquei uma foto das folhinhas, perguntando que ingrediente era aquele! E fiquei surpresa com as respostas, pois a maioria conhecia a ora-pro-nobis!

 Vejam o texto enviado pelo leitor Edur Fernandes dos Santos, via Facebook:
Trata-se de um cacto trepadeira que atinge 10 m de altura, proveniente de uma família de regiões quentes e secas das Américas. Tem folhas lanceoladas, ou seja, semelhante à ponta de uma lança, e verdejantes, flores brancas e espinhos, sendo perfeitamente utilizado para a formação de cercas-vivas, vivendo bem tanto à sombra quanto ao sol. Propaga-se por estacas.Na cactácea, flores e folhas são comestíveis, além delas, a planta oferece frutos espinhosos de coloração alaranjada na maturidade. Ramos e caules são frequentemente verdes e fotossintetizantes, também recobertos por espinhos.Devido à sua riqueza proteica, é denominada carne de pobre. Suas folhas, de sabor semelhante ao do espinafre, possuem cerca de 25% de proteína, 85% da qual em forma digestível, portanto, facilmente aproveitável pelo organismo humano. Quando picadas, essas folhas exsudam uma espécie de visgo.
Refogadas ou cruas, tanto flores quanto folhas se prestam a alimentação humana, podendo ser aproveitadas também por animais, in natura ou na ração.Com as folhas adicionadas à farinha, se faz nutritiva massa para pães. Delas também se fazem tortas, omeletes e suflês. No interior de Minas Gerais, onde é muito apreciada, é misturada ao feijão, combinada com o angu, cozida com galinha (à cabidela) ou usada em substituição às folhas de couve. Fica bem no acompanhamento de carnes suínas e de aves, como as costelinhas e o frango, em que a planta é utilizada sem o talo.Das flores se faz proveitosa salada, além dos refogados.
O nome científico homenageia o cientista francês Nicolas Claude Fabri de Pereisc, e o termo aculeata significa espinho, agulha; o nome popular, ora-pro-nobis (“rogai por nós”) vem do latim e se deve ao fato de, segundo a lenda, nos tempos do ciclo do ouro, na Vila de São José, onde hoje se tem Sabará, São João del-Rey, Ouro Preto e Tiradentes, padres europeus residentes, aproveitando a robustez dos espinhos espalhados por toda ela, fazerem cercas vivas com a planta para circundar as igrejas. Em pouco tempo, as qualidades gastronômicas do cacto já eram conhecidas, sobretudo pelos mais pobres do local, que passaram a consumir as folhas como mistura na alimentação diária, fazendo com que ficasse conhecida como carne dos pobres, também por conta de suas proteínas.Sem o desejo de verem desfolhados seus arbustos cactáceos, os padres vigilantes estavam sempre de prontidão na defesa das cercas. Somente baixavam a guarda durante os sermões da missa, rezada em latim, momento em que os desvalidos apreciadores da iguaria aproveitavam para fazer sua colheita.Durante o sermão, na ladainha em que se pede aos santos para rogarem por nós, a frase em latim era repedida – ora pro nobis – servindo de deixa e de nome ideal para o alimento recém-descoberto. A ladainha de todos os santos estendia-se por longos minutos, e dessa grande oração tem-se o seguinte trecho:
Christe, exaudi nos. Pater de caelis Deus, miserere nobis. Fili Redemptor mundi Deus, miserere nobis. Spiritus Sancte Deus, miserere nobis. Sancta Trinitas, unus Deus, miserere nobis. Sancta Maria, ora pro nobis. Sancta Dei Genetrix, ora pro nobis. Sancta Virgo virginum, ora pro nobis. Sancte Michael, ora pro nobis. Sancte Gabriel, ora pro nobis.[…]
Jesus Cristo, atendei-nos. Deus pai do céu, tende piedade de nós. Deus filho, redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Santa Mãe de Deus, rogai por nós. Santa Virgem das virgens, rogai por nós. São Miguel, rogai por nós. São Gabriel, rogai por nós.[…]
Considerada iguaria das mais interessantes, em Sabará, a planta recebe uma festa em sua homenagem, na qual as produções a partir dela são tema central.
Além desta descrição detalhadíssima sobre a planta, sua história e usos, recebi também várias sugestões de receitas, principalmente da turma mineira, que conhece e utiliza muito este ingrediente! As sugestões incluíam: saladas, omeletes, refogados, cozidos com frango, com costelinha, com polenta, com peixe... Acabei escolhendo a receita enviada pelo leitor Denilson Lourenço, de Costelinha com Ora-Pro-Nobis, servida com Angu e Arroz com Alho! Deu água na boca só de ler a receita! Outra receita que ele enviou, Frango Cozido com Ora-Pro-Nobis, ficou na minha lista... Só preciso conseguir mais das folhinhas da Zezé!!

Além do utilizar a ora-pro-nobis em uma receita, fazer o angu também virou um desafio! Encontrei a receita no blog "Socorro na Cozinha". Sempre achei que fazer angu era difícil: tinha dúvidas quanto ao ponto, quanto aos temperos, quanto ao tempo de cozimento! Tanto que, sempre que fiz "polenta" (o angu italiano), utilizei a "milharina", que é o fubá pré cozido! Maior bobagem! A polenta feita com fubá é fácil de fazer (1 parte de fubá para 2 partes de água para a polenta - ou angu - dura e 1 parte de fubá para 4 partes de água, para a polenta - ou angu - mole) e fica saborosíssima!

Toda esta combinação - costelinha de porco, temperos ao estilo mineiro, longo tempo de cozimento, a ora-pro-nobis, o angu mole e o arroz branco com alho - ficou simplesmente deliciosa!! Uma refeição aconchegante, que alimenta com carinho toda a família!!

Agora o "desafio" vai ser conseguir uma muda de "ora-pro-nobis" para plantar no meu jardim! Será que a Zezé consegue prá mim??? rs

Costelinha com Ora-Pro-Nobis e Angu Mole

(6 pessoas)
Para as costelinhas
  • 2,5 kg de costelinhas cortadas em pedaços (no osso)
  • 2 1/2 litros de água
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1 colher de sopa de sal
  • 1 cebola média ralada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 colher de sopa de urucum (colorífico)
  • 1 folha de louro
  • 50 ml de aguardente (ou conhaque)
  • 50 ml de suco de limão
  • pimenta a gosto
  • folhas de ora pro nobis sem o talo e picadas
Para o Angu
  • 4 xícaras de água 
  • sal (ou um caldo de carne)
  • 1 xícara de fubá
Ferva a água com a aguardente (ou conhaque) e o suco de limão. Coloque as costelinhas e deixe cozinhar por alguns minutos. Escorra e reserve as costelinhas. Em uma frigideira grande, aqueça o óleo e frite as costelinhas aos poucos, deixando dourar bem. Despreze a gordura da frigideira, aqueça uma panela grande de ferro, coloque as costelinhas, acrescente a cebola, o alho, tempere com o sal, o louro, o urucum, um pouco de água, a pimenta, tampe, deixe ferver e abaixe o fogo. Deixe cozinhar por umas 2 a 3 horas, completando com mais água sempre que começar a secar.


Enquanto cozinha a costelinha, prepare o angu: aqueça a água em um panela grande, tempere com sal (ou o caldo de carne) e vá juntando aos poucos o fubá, mexendo sempre com uma colher de pau ou com um fuê (não jogue o fubá de uma só vez, pois vai empelotar!). Deixe cozinhar mexendo sempre, até ficar no ponto que você quer. Se ficar muito grosso, junte mais água (cuidado porque, enquanto ferve, ele solta "bolhas" que podem queimar!).


Prepare a ora-pro-nobis: lave bem, corte o cabo e o talo, pique as folhas e reserve.


Quando a costelinha estiver pronta (desmanchando e soltando do osso), desligue o fogo, junte a ora pro nobis e tampe (não mexa para não soltar o visco das folhas).


Sirva com o angu mole e arroz branco com alho.

Para saber como preparar o Arroz Branco soltinho, clique aqui! Capriche no alho! E Bon Appetit!

Costelinha com Ora-pro-nobis e Angu Mole, by Desafios Gastronômicos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bisteca Grelhada

Bisteca de Porco Grelhada
Esta receita, tradicional da nossa cozinha mineira, é fácil de fazer e muito saborosa. E pode deixar de lado o preconceito com a carne de porco, que, atualmente, é considerada mais saudável que a carne vermelha! Acompanhe as bistecas com arroz branco, farofa, feijão ou, ainda, tutu de feijão. Só se prepare para usar o exaustor da sua cozinha, porque faz muuuuita fumaça!



Bisteca de Porco Grelhada 
  • 6 bistecas de porco com osso
  • suco de 1 limão
  • azeite a gosto
  • sal
  • pimenta do reino
  • salsinha para decorar
Coloque as bistecas para marinar no limão, azeite, sal e pimenta. Deixe umas 2 horas na geladeira (se ficar de um dia para o outro, melhor ainda). Aqueça uma chapa (bistequeira) em fogo alto e frite 2 ou 3 bistecas no máximo, deixando grelhar bem de cada lado (cerca de 5 a 7 minutos). Decore com salsinha picada.

Bisteca de Porco Grelhada

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DESAFIO: Jantar em um "bistrozim na montanha"!

Canto da Gula, um bistrozim da montanha
Em um final de semana super charmoso para comemorar nosso aniversário, Alê e eu fomos para Santo Antônio do Pinhal. Nossa experiência na Pousada do Charme Quinta dos Pinhais já virou um lindo post...

Um momento especial da viagem foi o jantar no sábado à noite... Há dois anos, quando estivemos em Santo Antonio do Pinhal para uma prova de bike do Alê, conhecemos, por acaso, o Canto da Gula, que se auto intitula "um bistrozim da montanha"! Adorei esta descrição! Na época, tivemos uma ótima impressão do lugar... aconchegante, boa comida, preços acessíveis... Estávamos com as crianças e o jantar foi muito agradável!
Decidimos repetir a experiência, agora só nós dois, para comemorar nosso aniversário! Que responsabilidade do Canto da Gula! E eles nem imaginavam! rs

Chegamos cedo na cidade (não almoçamos e estávamos morrendo de fome!!). Tanto que, no caminho, passamos em uma Festa Junina e tive que praticamente "arrancar" o Alê da barraquinha de sanduíche de pernil e dos Doces! Prá falar a verdade, até eu fiquei com vontade! kkkk



Vencida arduamente a tentação da barraquinha de pernil, chegamos ao Canto da Gula. Sua localização é bem central, na avenida principal (e única... rs) da cidade.

Quando chegamos, o restaurante ainda estava vazio... Pudemos observar, com mais atenção, os detalhes da decoração... E me chamou a atenção uma parede inteira de imagens de "São Francisco de Assis"... A foto ao lado é do blog ateliercasadasantonias.blogspot.com, que também só teceu elogios a este charmoso "bistrozim".

O cardápio é bem interessante, com pratos próprios para o clima montanhoso... Sopas, fondues, massas, grelhados e pratos típicos mineiros (daí o "bistrozim"...rs) como escondidinho, arrumadinho, picadinho...

Eu escolhi, como entrada, a Casquinha Crocante de Truta. A novidade deste prato era a casquinha que, realmente, era crocante! Ou seja, era feita de biscoito! E o recheio, bem temperado, mais suave que a tradicional carne de siri.

O Alê foi mais criativo... Decidiu pedir "meio" Nhoque Recheado com Queijo e Molho de Tomates Frescos como entrada... Bem italiano! Primo piatto!! rs


Para o prato principal, escolhi logo: Rabada com Polenta e Agrião! Que saudade da rabada que minha mãe costumava fazer! E a combinação de polenta com agrião é simplesmente sensacional!

Rabada com Polenta e Agrião

O Alê optou por uma das especialidades da casa, o Picadinho! Mas pediu "meia porção", que veio muito bem servida! Será que eles erraram e montaram uma porção inteira? Arroz, farofa, carne, bananas empanadas e um caldinho de feijão delicioso! Até pedimos um refil, para o Alê não ficar sem!! kkk


Picadinho de Filet Mignon
Os pratos estavam deliciosos! Bons ingredientes, preparo cuidadoso... E os preços são super honestos, cerca de 30 a 40 reais a porção inteira (no caso do Picadinho, foi metade disso!).

Finalmente, chegou a minha hora predileta! A sobremesa!! Também fui rápida na escolha: Mousse de Queijo com Calda de goiabada! Tem combinação mais mineira e mais deliciosa que queijo com goiabada? E esta versão era bem criativa, o mousse com uma textura leve, própria do cream cheese... Era como estar comendo um cheese cake "desconstruído"... Só faltou um biscoito para o toque de crocância!!


Foi um jantar delicioso! E os elogios foram muitos para a tímida dona do local, a Cristina! Parece até que ela não está acostumada a receber elogios!! rs

Com a temporada de inverno, não deixe de visitar Santo Antônio do Pinhal. É perto de São Paulo, tem uma vista linda do vale do paraíba, boa comida, boa hospedagem e você foge da bagunça generalizada de Campos do Jordão nesta época!!

domingo, 10 de outubro de 2010

DESAFIO: Fazer pão de queijo em casa!

Para muitas pessoas, "fazer pão de queijo" em casa significa comprar um saquinho de pão de queijo Forno de Minas no supermercado e colocar para assar. Para falar a verdade, eu era, até ontem, uma das pessoas.

Algumas semanas atrás, fui com meu marido buscar o carro dele no mecânico. Lá, enquanto ele e o Mário (mecânico) conversavam sobre carros, fui bater papo com a Vera, irmã do Mário, que também trabalha na oficina, na parte administrativa. A Vera é uma pessoa super simpática e logo descobrimos que tínhamos algo em comum: o gosto pela culinária. Em poucos minutos, a Vera já estava me passando a receita de Pão de Queijo dela! O irmão passou por nós e disse: "Este pão de queijo é muito bom!!!". Guardei a receita para testá-la em casa!

E ontem foi o dia de experimentar o famoso Pão de Queijo da Vera.

Preparei todos os ingredientes (fiz metade da receita que a Vera me deu).
  • 250 gr de queijo meia cura
  • 250 gr de queijo branco
  • 50 gr de queijo ralado
  • 400 gr de polvilho doce
  • 100 gr de polvilho azedo
  • 25 gr de manteiga
  • 2 ovos
  • 175 ml de leite
  • sal
Primeiro, liguei o forno a 180 graus. Passei os queijos no processador até virarem uma pasta. Em uma bacia grande, misturei esta massa com os polvilhos, manteiga, ovos, leite e sal. A massa ficou com uma textura maravilhosa, super fácil de enrolar. Fiz 72 bolinhas!! Imagine se eu tivesse feito a receita toda!! Assei metade como aperitivo do nosso jantar e congelei os demais (deixei congelar na bandeja e depois coloquei os pãezinhos em um saco de plástico.




O resultado foi surpreendente!! Os pães assaram lindamente, redondinhos, levemente dourados. Ficaram com uma casquinha crocante por fora, e macios e "puxa-puxa" por dentro!! Espetacular!! Olhem a foto que o Alê tirou assim que saíram do forno!



Nunca mais compro pão de queijo congelado!! Obrigada, Vera! Sua receita é maravilhosa!!

Beijos, Bia