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quinta-feira, 18 de julho de 2019

DESAFIO PORTUGUÊS: Arroz "Malandrinho" de Tomates

Arroz Malandrinho de Tomates
Mais uma receita provada, testada e aprovada após a nossa maravilhosa viagem a Portugal em Junho desse ano! Ficamos apaixonados por essa versão de arroz servido com um saboroso caldo de tomates, bem molhadinho! Nessa receita, quando mais caldo ficar após o cozimento do arroz, melhor! Nada daquele arroz sequinho e soltinho: o Arroz Malandrinho é exatamente o contrário! E porque esse nome? rs... Não encontrei explicação! Talvez seja a "malandragem" de colocar caldo demais e, mesmo assim, a receita ficar maravilhosa!!

O ideal é fazer a receita do Malandrinho com o arroz tipo carolino, que só existe em Portugal! Como o carolino é um tipo de arroz curto, gordinho e com bastante amido, imaginei que o mais parecido que podemos ter aqui no Brasil é a versão do arroz para risoto (arbóreo)... Mas eu testei com o arroz agulhinha mesmo e ficou divino!!

Em Portugal, o Arroz de Tomates é o acompanhamento perfeito para as Pataniscas de Bacalhau, Lulas ou Chocos Fritos, Peixes assados... Na minha opinião, ele é delicioso até para comer sozinho!! E não dispense o coentro de jeito nenhum! Ele harmoniza perfeitamente com a leve acidez dos tomates e perfuma todo o prato!! Existe também uma versão de Arroz de Feijões que é deliciosa e que logo logo vou testar e postar aqui!

Arroz Malandrinho de Tomates

4 porções


  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • azeite para refogar
  • 1,5 xícaras de arroz (de preferência arbório)
  • 4 tomates italianos bem maduros picados (sem pele e sem sementes)
  • 1/2 pimentão vermelho picado
  • 5 xícaras de caldo de sua preferência (legumes, carne, peixe...) - quente
  • sal e pimenta do reino
  • coentro picado para finalizar

Em uma panela de fundo grosso, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Junte os tomates e o pimentão, mexa bem e deixe cozinhar por 10 a 15 minutos com a panela tampada. Quando os tomates estiverem bem desmanchados, junte o arroz (lavado, se necessário) e misture bem. Acrescente o caldo quente, acerte o sal e a pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 12 minutos. Após este tempo, verifique se o arroz está cozido (não deve ficar cozido demais). Se estiver, desligue o fogo e deixe descansar uns 10 minutos. Na hora de servir, salpique o coentro picado e sirva bem quente.

#dica: Para quem não sabe tirar a pele dos tomates, segue a receita: Ferva uma panela com água. Desligue o fogo e coloque os tomates inteiros. Tampe e marque 5 minutos. Coe a água quente e você já vai ver a pele soltando. É só puxar com os dedos. Corte no meio, esprema para retirar as sementes e pique a polpa.

Bom Apetite! (em português de Portugal)

DESAFIO PORTUGUÊS: Bacalhau à Brás

Bacalhau a Brás
Continuando os Desafios Portugueses, inspirados nos pratos da terrinha, que visitei no mês de junho, hoje vamos preparar um dos pratos mais icônicos e típicos (encontrado em praticamente todos os restaurantes que visitamos), o Bacalhau à Brás!

É um prato simples, de preparo rápido (se você desconsiderar o tempo de dessalgar o bacalhau, que pode demorar de 24 a 36 horas - por isso, opte pela versão já dessalgada, disponível em alguns supermercados) e que é servido como um prato único (sem acompanhamentos)! Realmente, é uma refeição completa porque, além do bacalhau, leva batata palha e ovos mexidos!

Também é uma opção normalmente mais barata nos restaurantes portugueses, se comparado com outros pratos de bacalhau feitos com o lombo inteiro. Como vantagem do bacalhau desfiado, há pouca chance de você encontrar espinhas (o que acontece com certeza no lombo, que, para ficar inteiro, acaba trazendo as espinhas no meio da carne...).

Para quem não come peixe (como o meu marido), há uma ótima variação deste prato, feito com outro ingrediente tradicionalíssimo português: a Alheira, uma linguiça defumada a base de pão e carnes variadas! Para ver esta variação da receita (Alheira a Brás), clique aqui!

Bacalhau à Brás 

(4 pessoas)


  • 500 gr de bacalhau já dessalgado
  • azeite a gosto
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 cebolas cortadas na metade e depois em fatias finas
  • 1 pacote de batata palha (140 gr)
  • 3 ovos batidos
  • 1 punhado de azeitonas portuguesas
  • sal e pimenta a gosto
  • salsinha a gosto para finalizar

Coloque o Bacalhau já dessalgado em uma panela grande com água e afervente por alguns minutos. Retire as peças de bacalhau, deixe esfriar um pouco e desfie em pedaços médios, desprezando as espinhas e as peles. Reserve.

Aqueça uma panela grande (tipo wok, de preferência de ferro) com bastante azeite. Refogue o alho e a cebola. Junte os pedaços de bacalhau e refogue por 1 minuto. Acrescente a batata palha, misture bem e, no fogo baixo, coloque os ovos e as azeitonas. Misture tudo, sem deixar os ovos cozinharem demais (o bacalhau deve ficar cremoso). Desligue o fogo e salpique a salsinha. Sirva na própria panela, imediatamente! Se ressecar um pouco, capriche no azeite!

Bom apetite! (em português de Portugal!)

DESAFIO PORTUGUÊS: Creme de Tomates com Ovo Escalfado (Pochê)

Creme de Tomates com Ovos Escalfados (pochê)
Junho foi um mês muito especial! Para comemorar nosso aniversário (meu marido e eu somos do mesmo dia em junho), passamos uma temporada incrível em Portugal, conhecendo várias cidades e regiões (Alentejo, Douro, Região de Lisboa/Cascais, Coimbra...) Portugal é lindo, acolhedor, acessível e, principalmente, um excelente lugar para comer e beber! A partir de agora, publicarei uma série de receitas provadas, aprendidas e testadas da Culinária Portuguesa! Foram tantas refeições maravilhosas, regadas a bons (e baratos) vinhos nacionais! Como bisneta de portugueses (pelo lado da minha mãe), cresci conhecendo essa culinária tão simples e tão acolhedora, com pratos bem servidos, mergulhados em azeite extra virgem e com muitos frutos do mar, principalmente nas regiões próximas à costa! O hábito de iniciar as refeições com uma deliciosa sopa,  que sempre tivemos em casa, principalmente ao jantar, está presente em nos restaurantes mais simples e também nos mais sofisticados! Foi o caso da Sopa ou Creme de Tomates, que apareceu no cardápio de vários restaurantes e foi provado várias vezes: em um restaurante super requintado (o Belcanto - do chef José Avilez - em uma versão inovadora e molecular, com gel e espuma de tomates), no excelente restaurante da Quinta da Pacheca (nesta versão, com ovo escalfado) e em um restaurante muito aconchegante, dentro de uma antiga fábrica de cerâmica em Coimbra - Refeitro da Baixa, que serviu um creme mais espesso, muito temperado e incrementado com outros legumes além de tomates, servido com ovo escalfado e croutons! Esta última versão foi a minha preferida e a inspiração para essa receita: Tomates e legumes (cenoura, batatas, salsão) cozidos e depois processados para formar um creme espesso e bem temperado, servido com ovo escalfado (aqui chamamos de pochê - cozido em água fervente, com a gema bem mole) e croutons (pedacinhos de pão crocantes)!

Versão de Sopa de tomate do Belcanto (com gel e espuma de tomates)

Versão de Creme de tomates (menos espesso) com ovo escalfado da Quinta da Pacheca

Creme de Tomates do Restaurante Refeitro da Baixa (Coimbra) - a referência para a nossa receita!
Antes de irmos para a receita, algumas observações interessantes sobre o "ovo escalfado": testei várias formas de preparo (colocando o ovo em uma concha e mergulhando a concha na água fervente; embrulhando o ovo cru em um filme plástico e mergulhando o "pacotinho" na água fervendo), mas a forma tradicional (explicada abaixo) foi a que deu mais certo (e é bem divertido fazer o rodamoinho na água fervendo e ver o ovo girando lá dentro! rs).

Esta receita pode ser servida como uma entrada leve (sem o ovo, só com croutons) ou como prato principal (bom para um jantar em um dia frio - neste caso, reforce com umas torradas no lugar do crouton)!

Creme de Tomates com Ovos Escalfados (Pochê)

4 porções

  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes de alho picados
  • azeite para refogar
  • 6 tomates picados sem sementes
  • 1 batata grande picada
  • 1 cenoura grande picada
  • 1 talo de salsão picado
  • folha de louro
  • ramo de salsinha
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 4 ovos inteiros
  • uma colher de chá de vinagre branco
  • croutons (pão amanhecido cortado em cubinhos, tostados em frigideira na manteiga)
  • salsinha para salpicar (opcional)
Prepare os croutons e reserve. Refogue, em uma panela grande, a cebola e o alho. Junte a batata, a cenoura, o salsão e os tomates. Acrescente água fervendo até cobrir os legumes, tempere com sal, pimenta, louro e o ramo de salsinha. Deixe cozinhar por 30 minutos. Deixe esfriar um pouco e bata no liquidificador até ficar bem homogênea (retire antes a folha de louro e o ramo de salsinha). Reserve aquecido.

Para preparar os ovos pochê:  Aqueça água em uma panela grande e funda (preencha 2/3 da panela com a água) e acrescente o vinagre. Quando ferver, abaixe o fogo. Quebre um ovo em um bowl separado. Com uma colher grande, mexa a água em círculos até formar um "rodamoinho". Coloque o ovo no centro do rodamoinho e deixe cozinhar por 2 a 3 minutos (até a clara ficar branca e a gema ainda mole). Pesque com muito cuidado o ovo com uma escumadeira e coloque cada ovo sobre o prato de sopa individual (já com o creme de tomates). Tempere o ovo com um pouco de sal e pimenta, salpique os croutons e a salsinha (opcional) e sirva imediatamente (é importante que a sopa esteja bem quente, para continuar cozinhando o ovo).

E Bom Apetite! (em português de Portugal)

Minha versão de Creme de Tomates com Ovo Escalfado, servido como prato principal no jantar
Outra versão, como entrada de um Jantar Português, sem ovo e com croutons colocados na hora de servir!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DESAFIO: Ambrosia para minha BFF

Ambrosia by Desafios Gastronômicos
 A Nara (minha BFF - Best Friend Forever) nem se lembrava mais, mas há alguns meses, ela me fez um pedido/desafio: Ambrosia! E eu estava só esperando uma oportunidade para preparar esta iguaria dos deuses, quando combinamos de almoçar no domingo em sua casa, e eu iria levar a sobremesa! Pronto, encontrei a ocasião perfeita!

Chamar a Ambrosia de "iguaria dos deuses" não foi por acaso... Na mitologia grega, a Ambrosia era um alimento mágico que dava forças aos deuses e semi deuses... Mas devia ser ingerido com cuidado, pois seu excesso poderia ser fatal... No nosso caso, se ingerido em excesso, vai certamente elevar sua glicose e seu colesterol! rs

Ambrosia também foi o nome que os portugueses deram a um doce feito à base de leite, ovos e açúcar, que se tornou muito comum também no Brasil, desde a época do descobrimento. Nesta época, era considerado um doce muito refinado, para ser servido em jantares especiais! Atualmente, está mais "popular" e é vendido em vidros de conserva, ao lado do doce de leite e do doce de abóbora! rs

Existem algumas versões da receita mas todas elas levam leite, ovos e açúcar. Encontrei algumas variações também com leite condensado (que não deixa de ser "leite e açúcar"), mas a receita escolhida para este desafio veio do Livro de Receitas Portuguesas que tenho há muitos anos e é muito semelhante com a receita do livro da Helena Sangirardi ("A Alegria de Cozinhar"). Em ambas, faz-se uma calda de água e açúcar, juntam-se os ovos e o leite, aromatizados somente com baunilha! Para caprichar, utilizei a própria fava da baunilha, que deixou aqueles pontinhos pretos tão característicos por todo o doce! E as cascas das favas ficaram ótimas como decoração final (parece canela em pau, mas não é, rs)! Em algumas das receitas que vi na internet, a Ambrosia também pode ser aromatizada com cravo, canela e raspas de limão... Também há receitas que não levam água e o açúcar é engrossado com o leite, formando uma calda com cor mais "caramelo"... A gosto do freguês!

A receita não é difícil de fazer, só é necessário ficar girando a panela (sem mexer, mas não desfazer os "grumos") durante o cozimento no fogo. Quando fica pronto, o doce ainda parece que está com "excesso" de água, mas, depois de gelar, a calda fica mais encorpada! Bon Appetit!

Ambrosia

(6 porções)


  • 1 xícara de água (200 ml)
  • 1 1/2 xícaras de açúcar (300 gr)
  • 3 claras
  • 5 gemas
  • 2 xícaras de leite (480 ml)
  • 1/2 fava de baunilha (ou 1 colher de chá de essência)

Variações: utilize cravo, canela em pau e raspas de limão no lugar da baunilha

Ferva a água com o açúcar em uma panela de fundo grosso e deixe até engrossar (consistência de mel). Enquanto ferve a calda, bata ligeiramente os ovos (claras e gemas) e junte o leite e a baunilha (Dica: para ver como se raspa a fava de baunilha, clique aqui). Se utilizar a fava, acrescente as cascas também para dar mais gosto.


Assim que a calda estiver grossa, despeje o líquido de leite e ovos na panela e vá fazendo movimentos circulares com a panela (não use nada para mexer). Aos poucos, a mistura vai começar a empelotar.

Continue mexendo a panela de tempos em tempos. Deixe ferver em fogo baixo por cerca de 30 minutos, até a calda ficar mais grossa.


Retire do fogo, deixe esfriar e leve à geladeira por algumas horas. Sirva em pequenas porções, porque é um doce muito doce!


Ambrosia by Desafios Gastronômicos

domingo, 25 de novembro de 2012

DESAFIO: Preparar um prato com um ingrediente típico português, a Alheira!

O desafio da Alheira começou em um jantar com degustação de vinhos que fomos com meus pais, em um empório de vinhos em Moema (Infinity). Foi um evento agradabilíssimo, com um jantar delicioso preparado por dois jovens chefs do Via Carlo Buffet! Um deles, o Juan Soares, é chef de cozinha da Rede TV! e tem só 19 anos! Isso é que é vocação!! Para harmonizar com o jantar, vinhos da Occhio Nero, importados da Itália, com excelente relação custo benefício.

Após o jantar, fomos comprar algumas garrafas dos vinhos degustados (óbvio!! rs) e acabei encontrando as tais alheiras portuguesas... Embora tenha sangue português nas veias (minha mãe é neta de portugueses), eu nunca havia preparado nada com este embutido! Estava lançado o desafio!!

As duas alheiras ficaram "esquecidas" na geladeira por algumas semanas até que, ontem, resolvi prepará-las para o jantar. A receita escolhida estava na própria embalagem: Alheira à Brás, feita com batata palha, ovos, azeitonas, cebola e, é claro, muito azeite!

Antes de detalhar a receita, que ficou maravilhosa e todo mundo gostou (até o Ian, rs), vamos falar um pouco sobre este ingrediente, tão importante na culinária portuguesa. A alheira é um embutido feito a base de diversas carnes, pão e condimentos, que surgiu em Portugal no século XV. A sua origem está associada à perseguição e expulsão dos judeus por D. Manuel. As famílias mais abastadas conseguiram fugir, mas os judeus mais pobres acabaram ficando em Portugal e tiveram que se converter ao cristianismo (transformando-se nos chamados "Cristãos Novos"). Embora ainda mantivessem sua crença e hábitos anteriores (como, por exemplo, não comer carne de porco), para "convencer" os portugueses de sua conversão, começaram a produzir embutidos defumados com carnes de galinha, coelho e outras caças. Assim surgiu a alheira. Para saber mais sobre a origem da alheira, acesse o blog português "Lendas e Narrativas".

Atualmente a alheira é produzida com carne de porco e a mais tradicional de Portugal é produzida em Mirandela, região de Tras-os-Montes, considerada uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal (juntamente com o Caldo Verde, as Sardinhas Assadas, o Queijo Serra da Estrela, O Leitão da Bairrada, o Arroz de Marisco e o Pastel de Belém). Só estranhei não ver nenhum prato com bacalhau entre as 7 Maravilhas... Como pode o Bacalhau com Couve Tronchuda da minha mãe ter ficado de fora, rs?? Acabei de incluí-lo como a oitava maravilha!!

A produção em Mirandela ainda é caseira, como mostra o vídeo abaixo (só fiquei curiosa com o fato de haver um sofá ao lado do defumador... E as alheiras penduradas em um cabo de vassoura, logo acima... Bem "caseiro" mesmo!!! Fiquei imaginando como deve ser o cheiro do tal sofá... E das pessoas que costumam ficar sentadas nele... rs).



Obviamente o meu desafio não chegou ao ponto de preparar o embutido e defumá-lo em casa (até porque eu não pretendo que meu sofá seja defumado também... kkkk). Mas realmente fiquei com vontade de ir a Mirandela acompanhar o preparo desta iguaria!! Fica o desafio para uma próxima viagem a Portugal! Mãe, que tal? Se você for antes de mim, passo este desafio para você!!

Alheira à Brás





quarta-feira, 22 de junho de 2011

DESAFIO: Divulgar experiências gastronômicas dos amigos - A Rabanada da Mali!



Uma das coisas mais legais de se ter este blog é a participação dos amigos, pessoalmente ou por meio do próprio blog, comentando suas experiências, mandando receitas, tirando fotos dos pratos que fizeram ou provaram... Eu fico "super" feliz em saber que, de alguma forma, os Desafios estimulam as pessoas a entrarem no Mundo Maravilhoso da Gastronomia!!

Este é um primeiro post onde divulgarei as experiências vividas por amigos e enviadas para mim!

Conheci a Mali no trabalho e imediatamente sua simpatia me cativou! Ficamos amigas imediatamente (aliás, o difícil é não ficar imediatamente amiga da Mali! rs). E, para ajudar, ela adora cozinhar e já experimentou várias receitas do blog (Bacalhau com Couve Tronchuda, Crumble de Frutas Vermelhas...), o que me deixou muito feliz! Ainda mais porque ela me disse que as receitas foram um sucesso na família!!

Embora a Mali seja de origem japonesa, a família de seu marido é de Portugal! Por isso, a receita que a Mali me enviou é de origem portuguesa: uma deliciosa Rabanada com Vinho do Porto, receita da sogra dela! Que sogra legal! kkkk

Rabanada com Vinho do Porto

Ingredientes:

  • 10 fatias de pão para rabanada de 2cm de espessura (obs da Bia: eu vi, outro dia, na padaria Santa Marcelina, um filão de pão especial para rabanadas! Mas o mais comum é usar pão francês amanhecido!)
  • 2 copos de água
  • 1 xícara de açúcar (ou mais um pouco)
  • casca de 1 limão
  • 2 ovos batidos
  • óleo para fritar
  • açúcar e canela para polvilhar
Ferva a água, o açúcar e a casca de limão e quando começar a engrossar, molhe as fatias na calda quente e deixe descansando em uma assadeira.


Bata os ovos e molhe as fatias nos ovos. Frite em óleo quente.

Polvilhe com açúcar e canela a gosto.

Prepare a Calda de vinho do porto:
  • água (1/2 copo)
  • açúcar
  • pau de canela
  • um cálice de vinho do porto
Ferva a água, o açúcar e a canela. Jogue o vinho do Porto dê uma fervidinha; jogue ainda quente nas rabanadas.


O interessante e diferente desta receita é que não leva leite! Nunca tinha visto!
Como a Mali não me mandou foto desta delícia e para não usar fotos da internet, fui "obrigada" a preparar a receita e fotografar! Vejam o resultado!


É simplesmente deliciosa! Eu comi praticamente tudo sozinha! Uma completa travessura calórica, culpa total da Mali!! kkk
E para quem quiser conhecer a versão francesa da Rabanada, o Pain Perdu ("pão perdido") já foi tema de post aqui no blog!! Bón Apetit!!!

domingo, 12 de junho de 2011

DESAFIO: Preparar a mais portuguesa das sopas, o Caldo Verde!

Caldo Verde
Segundo o Wikipedia, o Caldo Verde é a mais portuguesa das sopas. É feita com batatas, linguiça defumada e couve picada bem fininha... E para servir, a tradição portuguesa pede um pote de barro, um filete de azeite extra virgem e uma fatia de broa de milho!

Em um texto legitimamente português, onde é possível verificar a diferença das nossas línguas, apesar de ambas serem chamadas de "português", o autor demonstra a preocupação com a "banalização" do Caldo Verde em Lisboa, que passou a ser servido nos "restaurantezinhos" como um caldo ralo de batatas, com alguns fios de couve cozidos em demasia, e que, portanto, perderam totalmente a cor e a textura... Vale a pena ler!

O Caldo Verde legítimo deve  ser feito com linguiça portuguesa, couve picada bem fininha (em máquinas de picar, como aparece no texto português) e ser engrossado com o purê de batatas! Segui estas regras importantes na receita que preparei! Só exagerei um pouco na quantidade da couve... rs... Coloquei um maço inteiro e foi demais! Meio maço está ótimo!!

Caldo Verde
  • 2 batatas médias cortadas em cubinhos
  • 2 litros de caldo de legumes
  • 2 linguiças paio ou portuguesa cortadas em rodelas
  • 1 cebola picada
  • 1/2 maço de couve picada bem fininha
  • sal a gosto
  • um filete de azeite extra virgem em cada prato
Em uma caçarola, frite as linguiças até dourarem bem. Acrescente a cebola picada e deixe fritar mais. Reserve.


Na mesma panela, coloque o caldo de legumes e as batatas para cozinhar. Cozinhe por 20 minutos, ou até estarem macias. Enquanto isso, pique a couve:


Retire os pedaços de batata e passe-os em uma peneira ou no espremedor de batatas.


Volte o purê de batatas ao caldo de legumes, acrescente as linguiças com cebola e deixe cozinhar por uns 10 minutos. Coloque a couve picada e cozinhe por apenas 5 minutos. Sirva bem quente, com um filete de azeite e com broa de milho!

Caldo Verde


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DESAFIO: Testar o Bolo de Família, receita típica da Ilha da Madeira

Paisagem da Ilha da Madeira- Portugal
Alguns assuntos aproximam pessoas desconhecidas de tal forma que, em alguns minutos de conversa, já parecem amigos de longa data! Um destes assuntos é a culinária... Todo mundo tem uma receita especial para contar! E a maioria das pessoas adora compartilhar seus segredinhos culinários! Foi assim com a Vera, irmã do nosso mecânico Mário e a receita maravilhosa do Pão de Queijo... Foi assim também com a Fátima Majolo, proprietária da Pousada Ronco do Bugio, onde estivemos para passar um final de semana romântico... (até escrevi sobre o Café da Manhã servido, charmosíssimo).

Na nossa conversa sobre receitas, a Fátima comentou de uma receita que passa de mãe para filha... O Bolo de Família. Família esta vinda da Ilha da Madeira. Ela comentou que este bolo está presente em todos os encontros familiares, principalmente no Natal e é delicioso! Depois de alguns dias, recebi um email muito carinhoso dela com esta receita especial!

Imediatamente juntei os ingredientes (que são muitos, mas, por sorte, tinha todos na minha despensa, com exceção do melaço de cana, devidamente substituido por mel) e preparei a receita, como faziam antigamente, batendo na mão! Fiz metade das quantidades que a Fátima me mandou, pois a receita inteira faz 2 bolos médios. Vou reproduzir aqui exatamente as quantidades que utilizei, suficiente para um bolo médio:

Bolo de Família da Fátima Majolo
  • 200 gr de açúcar
  • 250 gr de farinha de trigo
  • 2 ovos grandes ou 3 pequenos
  • 225 gr de manteiga ou margarina
  • 1/2 colher de sopa de canela em pó
  • 1/2 colher de chá de noz moscada em pó (ralei na hora)
  • raspas de um limão pequeno
  • 1/2 xícara de leite
  • 1/4 xícara de cachaça
  • 1/4 xícara de vinho do porto
  • 1/3 xícara de mel (ou 1/2 pote de melaço de cana, de preferência o que vem no pote de cerâmica, como pede a receita original)
  • 100 gr de passas pretas
  • 150 gr de nozes picadas
  • 1/2 colher de sopa de bicarbonato
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
Aquecer o forno a 200 graus e untar uma forma redonda, com buraco no meio. Derreter a manteiga e o mel (ou melaço). Reservar para amornar. Juntar a farinha e o açúcar em uma vasilha grande, abrir um buraco no meio e juntar a canela, a noz moscada e as raspas de limão e os ovos. Misturar bem e juntar o leite, o vinho do porto e a cachaça.

Passar as passas e as nozes na farinha de trigo. Juntar à massa e misturar. Acrescentar a margarina derretida com o mel e mexer até incorporar tudo. Por último, salpicar o bicarbonato e o fermento e mexer novamente.

Colocar para assar até formar uma casquinha bem dura e dourada na superfície. Testar com o palito para ver se está assado por dentro (o palito deve sair seco).


Bolo de Família no forno, terminando de assar

Deixar esfriar no forno por 15 minutos, para não murchar.
Obrigada, Fátima! Receita maravilhosa!!

Bolo de Família da Fátima Majolo