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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

DESAFIO: Conhecer o Bistrô do Ville du Vin, patrocinada pelo Diners Gourmet!

Bistrot Ville du Vin
Tenho o cartão Diners há muitos anos e, apesar de ter outro cartão que me dá mais milhas, não me desfaço dele... Sabem por quê? Porque o Diners tem um dos programas de benefícios mais legais que eu já vi... o Diners Gourmet! Com ele, você vai a restaurantes participantes da promoção e tem descontos de 50% dos pratos principais e sobremesas do titular e um acompanhante!

Foi assim que conheci o Ville du Vin, uma importadora de vinhos que também é bistrot! Era uma noite de semana bem fria, ideal para um jantar íntimo, acompanhado de um bom vinho! Mas, atenção! Há várias unidades do Ville du Vin pela cidade, mas só algumas têm bistrot, como é o caso da unidade da Vila Nova Conceição:


No térreo fica a importadora, com uma grande adega e um espaço muito interessante para degustão:


O espaço do bistrot, no andar superior, é pequeno e aconchegante, com algumas mesas, decoradas com lindas flores naturais, e um bar... E o charme fica por conta da cozinha toda envidraçada, onde é possível observar as cozinheiras trabalhando! Adorei! É o conceito de "conheça a nossa cozinha" levada às últimas consequências!! rs


O cardápio, bem enxuto, mostrava que o forte da casa eram as massas preparadas lá mesmo e pratos tradicionais franceses. O Alê optou por um Ravioli de Mussarela de Búfala com Molho de Tomates Frescos e eu fui um pouco mais ousada... Pedi um prato que nunca havia provado antes... Confit de Canard (ou traduzindo, Coxa de Pato cozida em sua própria gordura). Embora a tradução não fosse muito animadora, em minha busca por desafios, era fundamental que eu provasse, ao menos uma vez, este prato tradicionalíssimo da culinária francesa!

Escolhidos os pratos, descemos para o térreo, acompanhados do sommelier (legitimamente italiano), Gianlucca, para escolher o vinho que acompanharia nossa refeição... Deveria ser um vinho que combinasse com uma massa leve e com um prato de caça, bem gorduroso! Colocamos o sommelier em uma situação beeem complicada! rs. Após muita conversa, ficamos entre dois deles, ambos italianos da Toscana (uma clara preferência do sommelier...rs): o La Massa (feito de Sangiovese, Merlot e Cabernet) e o Perbruno, um Syrah.

Optamos pelo Syrah, para acompanhar nosso jantar, mas, na dúvida, compramos o La Massa para a nossa adega! As referências sobre este segundo vinho são excelentes, como a que encontrei no blog Goles e Dicas, que o classificou como "um supertoscano mais acessível"! Vai merecer um cardápio especial só para ele!!


Antes dos pratos chegarem, degustamos o Perbruno, um vinho com coloração cereja, bem encorpado e com álcool pronunciado (o que era perfeito para o meu canard, mas que, certamente, "brigaria" com a massa do Alê...). Pesquisando na internet, descobri que o vinho está muito bem avaliado, recebendo uma nota 9 da Wine Report



Servidos os pratos, vimos que a apresentação era bonita e cuidadosa... O Ravioli estava saboroso e leve, mas a "decoração de molho adociado" não caiu bem com o prato... O vinho também não era o ideal... forte demais para um prato tão leve...


Quanto ao meu prato, o risco de pedir uma "novidade" valeu totalmente à pena, porque o tal Confit de Canard estava espetacular!! A carne simplesmente desmanchava na boca e a combinação com lentilhas e o molho adocicado (o mesmo da massa) estava perfeita! Estou escrevendo o post e lembrando do prato... Acabei de ficar com água na boca!


Perguntei ao mâitre sobre o tempo de cozimento da carne e, ao voltar da cozinha me disse que levava 15 minutos de forno, o suficiente para dourar a pele e aquecer o prato! Como era possível ficar tão macio em tão pouco tempo??

Obviamente, minha curiosidade sobre esta especialidade francesa não parou por aí... E encontrei uma receita do Claude Troigros (o "que marravilha!!", sabe? rs) que explicava melhor a forma de preparo... E não eram só 15 minutos!! Antes de ir ao forno, a coxa do pato é cozida em banha (de pato ou porco) por várias horas e depois colocada na geladeira (na própria banha do cozimento) por muitos dias... Na hora de servir, tira-se a coxa da gordura e leva-se ao forno por 30 minutos! Acho que a cozinheira do Ville du Vin só me contou esta parte!!! rs... Será que um dia esta receita vai virar um desafio?? Terei coragem de preparar "pato"?? rs

O vinho também casou perfeitamente com o sabor forte da carne de pato! Definitivamente o sirah combinou com Confit de Canard!

Depois de uma conversa muito animada com o sommelier Gianlucca, que nos contou de suas aventuras na Itália, pedimos as sobremesas: Tarte Tatin (feita com maçãs verdes, diferente do tradicional) e um Mousse de Chocolate Amargo com Azeite de Baunilha e Flor de Sal:


A Tarte Tatin estava muito bem preparada, com finas fatias de maçã verde caramelizadas sobre uma massa folhada... Mas surpresa ficou por conta do mousse...

Embora a aparência deixasse um pouco a desejar e pudesse ser melhor trabalhada, tudo era esquecido ao se levar uma colherada do mousse à boca... A textura densa e o sabor único do chocolate belga 70%, misturados à suavidade do azeite com baunilha e à excentricidade da flor de sal temperando um prato doce, levou o tradicional "Mousse de Chocolate" a uma outra dimensão...  Era para se "comer de joelhos"! Parabéns ao chef do Ville du Vin por tanta criatividade e ousadia! Mas será que dá para melhorar a aparência dele?? rs

Foi uma noite muito especial... Ambiente aconchegante, atendimento personalizado, pratos muito bem elaborados, sobremesas deliciosas... Boa conversa e bom vinho! E o melhor, um grande desconto na conta "patrocinado" pelo Diners Gourmet!!  

domingo, 27 de fevereiro de 2011

DESAFIO: Degustar um Lungarotti San Giorgio 1997 da Umbria, Itália!

Sexta feira à noite... Dia de happy hour do casal... Dia de abrir um bom vinho e degustá-lo sem pressa, cuidadosamente... O vinho como a estrela do momento... Nossa ideia inicial era abrir um camenére chileno e, para acompanhá-lo, um risotto de aspargos frescos e brie...

Enquanto eu preparava o risotto, o Alê foi buscar o vinho em nossa adega... E mudou de ideia quando encontrou um umbriano de 1997, Lungarotti San Giorgio... Afinal, o vinho já estava próximo a sua validade e precisava ser tomado logo. Quando aberto, percebemos que estávamos certos em abri-lo... A rolha já estava começando a se impregnar de vinho, sinal claro de início de deterioração da bebida. A temperatura estava um pouco baixa demais, 12 graus, e deixamos descansar um pouco no decânter. Devíamos ter deixado mais, pois, quando atingiu a temperatura ambiente, o vinho ganhou muito mais vida.






Nossas observações durante a degustação:
  • Visual - rubi intenso bordas de caramelo lágrima fina e rápida
  • Sensação olfativa - metal, ferrugem, bolor, fumaça. O aroma de metal, um pouco forte demais, talvez fosse por estar próximo à sua idade...
  • Sabor - cacau, cherry brand, manteiga, frutas vermelhas maduras, adstringente enquanto estava até a temperatura de 14 graus, aveludado depois de ficar à temperatura certa, corpo leve a moderado (o que foi uma surpresa...), final prolongado.

  • Acompanhamento: Casou perfeitamente com o risotto de aspargos verdes, queijo saint paulin e um toque de grana padano. O sabor suave e adocicado dos aspargos se complementou à cremosidade e lembrou muito o sabor de um brie bem maduro, sem a casca branca; e o grana padano deu o toque picante ao prato... Aliás, a ideia original da receita era utilizar um brie... Mas havia um pedaço do saint paulin na geladeira e eu resolvi arriscar... Que surpresa interessante! E o vinho realmente pedia uma carne ou um queijo forte e maduro. Como comer carne e beber uma garrafa de vinho não é muito recomendável à noite, a opção do risotto com uma combinação de dois queijos, um mais cremoso e outro mais forte e picante foi muito adequada.

Risotto de Aspargos Frescos, Queijo Saint Paulin e Grana Padano

Abaixo as informações da Vinícola Lungarotti sobre este vinho... mas só encontramos dados da safra de 2004... (para quem fala italiano...)
  • Tipologia: rosso robusto da lungo invecchiamento
  • Uve: Sangiovese 40%, Canajolo 10% e Cabernet
  • Sauvignon 50% raccolte nella seconda metà disettembre. Doppio cordone speronato; 4.000-5.000
  • ceppi/ha; resa: ql. 45/ha
  • Terreno: la vigna del Cabernet Sauvignon ha buonapresenza di scheletro su medio impasto ed ètendenzialmente calcarea; la vigna del Sangiovese e delCanajolo è argillo-sabbiosa con sottosuolo calcareo
  • Vinificazione: fermentazione in acciaio con macerazionesulle bucce per 15/20 giorni. Seguono 12 mesi inbarriques e 36 in bottiglia dopo una leggera filtrazione.
  • Immesso sul mercato a 4-5 anni dalla vendemmia
  • Colore: rosso rubino molto intenso con riflessi granato
  • Profumo: esuberante e fresco frutto, richiama la baccarossa e la marasca con note persistenti di confettura diprugna; boisé elegante con sentori di cannella e cacao e sottofondo balsamico. Chiusura con note di cuoio erabarbaro
  • Gusto: attacco decisamente concentrato, denso epolposo, con tannini maturi e avvolgenti; evolve condelicato frutto maturo, finale lungo e persistente
  • Gradazione alcolica: 13,5% Vol.
  • Consumo: se ben conservato, ha lunga vita; dato il lungoaffinamento in bottiglia, se ne consiglia la decantazione.
  • Servire a 16°-18°C in calice ampio
  • Abbinamenti: si esalta con arrosti di carne rossa,cacciagione, selvaggina, formaggi piccanti
  • Focus: il primo “superumbrian” nel 1977. Si distingue perl’impronta data dal Sangiovese piuttosto che dalCabernet
  • Curiosità: porta la firma di Giorgio Lungarotti perché, conla sua continua voglia di sperimentare, volle provarequesto uvaggio, allora inconsueto
  • Etichetta: San Giorgio e il drago, tratto dal famosodipinto di Raffaello conservato al Louvre, in omaggio allatradizionale festa di San Giorgio, quando a Torgiano,
  • ancora oggi, vengono accesi falò propiziatori nelle vigne
  • Formato: ml 750; ml 1500; ml 3000
  • Bottiglie prodotte: 30.000
Informações encontradas na internet (Wines from Bedford), depois da nossa degustação. Vejam como algumas percepções são coincidentes (agora em inglês):
  • 50% Cabernet Sauvignon, 40% Sangiovese, 10% Canaiolo, estate bottled and unfiltered
  • The label depicts Saint George and the dragon, from the superb painting by Raffaello, now part of the Louvre's permanent collection
  • The bottle bears the signature of Giorgio Lungarotti, winery founder
  • Produced since 1977 only in the best vintages. As the first "Superumbrian," this is a classic wine that symbolizes Italy's best winemaking and expresses typicity and elegance exalted by a long bottle aging
  • Stainless steel fermentation with 15-20 days of maceration on the skins
  • Aged 12 months in barriques, then bottle refined for a minimum of 36 months before release
  • Deep and intense ruby red color with violet hints. The nose is very intense, immediately displaying notes of red fruits and black cherry jam
  • Warm structure with an enveloping opening and solid, fleshy body. Powerful yet extremely elegant with discreet and velvety tannins
  • Long, persistent and juicy finish
  • Accompaniment: roasted and braised red meats; sharp cheeses
  • Ratings by vintage:
  • 2000: Parker 91; Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90
  • 2001: Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Decanter Silver Medal; Wine Enthusiast 90
  • 2003: Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90; Tanzer 90
  • 2004: Parker 89; Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 91
 Nossa nota para o Lungarotti San Giorgio 1997: 8