sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DESAFIO: Geleia de Morangos para aproveitar a safra!

Geleia Caseira de Morangos
Esta semana eu estava inspiradíssima para cozinhar... Baixou o espírito da camponesa (tenho certeza que já fui uma em vidas passadas...)!!! Lembram do post do Cassolet com Confit de Pato?

Fiz pão integral, bolo, pudim de leite, ricota caseira, molho de tomate (só com tomates), caldo de frango (para congelar)... E, para completar, vi uma oferta de morangos daqueles caminhões bem na esquina de casa: 4 caixas por 10,00! Simplesmente irresistível! Não comprei 4 caixas... Comprei 8! Perfeito para aproveitar a safra de morangos e estocar geleia para os próximos meses!

Só tem um probleminha... Quando vocês provarem essa geleia feita em casa, sem corante, sem espessante, sem conservante, cheia de pedaços deliciosos de morango, vai ser difícil vocês querem voltar para o produto industrializado... E aguardem um próximo desafio que está na minha lista: Doce de Leite feito em casa! Super "camponesa"!

Geleia Caseira de Morangos

(3 potes de 200 gr)


  • 1,5 kg de morangos lavados, sem a coroa, cortados ao meio
  • 1 kg de açúcar refinado
  • suco de meio limão


Coloque os morangos, o açúcar e o limão em uma panela grande, com fundo grosso. Coloque para cozinhar. Conforme vá se formando uma espuma branca na superfície, retire com uma colher de sopa. Despreze a espuma (#dica 1: Retirar a espuma elimina a acidez e deixa a geleia mais brilhante).

Quando a calda ficar encorpada, retire do fogo e deixe esfriar. Acondicione em potes herméticos esterilizados previamente (dica 2: para esterilizar os potes, ferva uma panela grande com água e coloque os potes abertos e as tampas soltas. Deixe ferver por 1 minuto. Retire com uma pinça, escorra bem a água residual e deixe secar naturalmente.). Desta forma, a geleia se conservará por mais tempo, ainda mais se for colocada na geladeira. (#dica 3: você também pode congelar a geleia). (#dica 4: se quiser preparar uma calda mais rala - para usar em bolos, tortas ou sorvetes - retire mais cedo do fogo).


E Bon Appetit!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DESAFIO: Pão Integral feito com Malzbier!

Pão Integral de Malzbier
A minha receita básica de pão - 500 gr de farinha, 10 gr de fermento seco biológico, 300 ml de água, 10 gr de mel, 1 colher de chá de sal, 4 colheres de sopa de azeite - pode ter inúmeras variações!

Além da variação de formatos (redondo, filão, mini redondo, mini filão, trançado, etc, etc, etc...), você também pode mesclar diversos tipos de farinhas (sempre mantendo os 500 gr) como farinha integral, farinha de aveia, glúten, farinha de linhaça, sementes (mas fica a dica: sempre coloque no mínimo metade de farinha branca para dar maciez e leveza ao pão)...

O mel pode ser substituído por açúcar refinado, açúcar mascavo, melado de cana, melaço (de milho)...

No lugar do azeite pode-se colocar manteiga derretida, óleo de canola, óleo de coco... E, finalmente, a água pode ser substituída por cerveja! Normalmente utilizo a cerveja normal (pilsen), que não altera a coloração do pão... Mas, nesta receita, usei um ingrediente inédito: a Cerveja Malzbier! Bem escura e super adocicada, é a queridinha da mulherada aqui em casa para acompanhar o churrasco (se perguntar para os homens, falarão que não é cerveja... rs).

Pesquisando na Wikipedia, descobri que eles estão quase certos... Por seu baixíssimo teor alcoólico (menos de 1%) e a adição de açúcar, na Alemanha é considerada "bebida energética":

Malzbier é um tipo de cerveja, criada por Henrique Adriano Miller, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 - 4%), de cor escura, que é fermentada como uma cerveja normal, porém com a fermentação de levedo por volta do 0 °C. O CO₂ e o açúcar é adicionado depois. A Malzbier é geralmente usada como uma bebida energética.
As Malzbiers brasileiras são cervejas do tipo american pale lager na qual, após a filtração, são adicionados caramelo e xarope de açúcar, dando a coloração escura (que não vem do malte tostado) e o sabor adocicado. Dizem inclusive que, antigamente, cerca de 20 anos atrás, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões. Hoje em dia isso não acontece mais e a cerveja ganhou um pouco em qualidade. Muito famosa no Brasil, não possui muitos correspondentes fora do país. Na Alemanha, seu país de origem, nem é mais considerada cerveja e sim, bebida energética. Enquadra-se normalmente no grupo de “outras cervejas com baixo teor alcoólico”, já que a Malzbier original não chega nem a 1% de álcool, pois, apesar de ser produzida como qualquer outra cerveja, ela quase não tem fermentação.

Independentemente de ser ou não cerveja, a Malzbier é realmente muito doce e, portanto, na nossa receita de pão, acabei excluindo o mel. Também utilizei farinha integral (200 gr) e sementes de kümmel (alcarávia) para decorar e dar sabor.

O resultado foi um pão super macio e moreninho, bem neutro (nem salgado e nem doce), perfeito para o café da manhã, acompanhado de manteiga e geleia "pedaçuda" de morangos... Aliás, aguardem, em breve, a receita da geleia de morangos (não percam a temporada desta fruta para estocar geleia para o ano todo!!).

Pão Integral de Malzbier


1 pão grande

  • 10 gr de fermento biológico seco
  • 300 ml de malzbier morna
  • 300 gr de farinha de trigo
  • 200 gr de farinha de trigo integral
  • 1 colher de chá de sal
  • 4 colheres de sopa de azeite extra virgem para a massa
  • sementes de kümmel (ou alcarávia) para decorar (se desejar pode colocar um pouco na massa também)
  • azeite para untar 
  • 1 forma redonda de 20 cm com aro removível

Dissolva o fermento em metade da cerveja morna. Deixe crescer por 5 minutos. Em um bowl grande, coloque as farinhas, o azeite e o sal. Faça um buraco no meio. Junte o fermento e comece a misturar com as mãos. Aos poucos vá juntando o restante da cerveja até desgrudar das mãos. Sove em uma superfície lisa por 10 minutos. Coloque em um bowl untado com azeite, cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora (até dobrar de volume). Volte a sovar um pouco, faça uma bola com a massa e coloque na forma redonda com aro removível. Cubra com um pano limpo e deixe crescer por mais uma hora em ambiente protegido.
Quando faltar 15 minutos para terminar o 2o. crescimento, aqueça o forno a 180 graus.
Asse o pão por 35 a 40 minutos, até estar dourado em cima (#dica: para saber se o pão não está cru por dentro, retire da forma e dê pancadinhas embaixo dele. Se o som for um som "oco", o pão está assado).


Deixe amornar e sirva, cortado em fatias médias!


E Bon Appetit!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DESAFIO: Pão de Alho e Ervas, com recheio feito em casa!

Pão de Alho e Ervas com recheio feito em casa!
 O Churrasco de Dia dos Pais deste ano rendeu novos experimentos gastronômicos, principalmente com as dicas e receitas que estamos tendo dos nossos amigos do Rio Grande do Sul.

Foi o caso da Maionese de Batatas à Moda Gaúcha (clique aqui para ver a história e a receita) e do Frango Assado Marinado na Cerveja, receita do nosso amigo Márcio (as sobrecoxas devem marinar de um dia para o outro na cerveja clara, com sal grosso)...

E também do Pão de Alho, que experimentei na casa do Fernando e da Vanessa... O Fernando vai dizer que ele queimou o pão e que ficou imprestável... Mas há controvérsias, rs... Mesmo "meio tostadinho demais", deu para experimentar e perceber o tempero suave, a base de manteiga, alho e ervas, o que dava ao recheio uma coloração esverdeada. Também o pão era diferente do que encontramos normalmente nas versões de Pão de Alho compradas no supermercado: era um pão bem crocante, tipo pão francês... E havia sido preparado em uma padaria próxima à casa deles.

E lá fui eu tentar fazer o tal Pão com Alho!! E não é que ficou uma delícia? Utilizei uma baguete bem fresquinha e recheei com uma pasta de alho, manteiga, ervas frescas, sal e um toque de pimenta do reino. Ficou tão parecida com a original, que até o "queimadinho" tinha... rs... né, Alê??

Brincadeiras à parte, o Pão com Alho feito na churrasqueira corre mesmo o risco de queimar com facilidade... Por isso, embrulhe em papel alumínio e controle as labaredas!

Pão de Alho com Ervas

(4 unidades)


  • 2 baguetes grandes cortadas na metade (ou 4 baguetes mini)
  • 100 gr de manteiga
  • 6 dentes de alho descascados
  • ervas frescas a gosto (manjericão, tomilho, orégano, alecrim...)
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • papel alumínio para embrulhar

Aqueça o forno a 200 graus (caso não vá usar a churrasqueira).

Faça o recheio no triturador, colocando a manteiga, alho, ervas, sal e pimenta, até ficar bem homogêneo.


Faça sulcos no pão (com espessura de 2 a 3 cm, sem cortar até o final). Preencha os sulcos com a pasta de alho, manteiga e ervas.


Embrulhe cada pão com o papel alumínio.

Leve ao forno (ou a churrasqueira) por cerca de 20 minutos ou até ficar douradinho por fora.



Desembrulhe os pães e sirva imediatamente!

Pão de Alho com recheio feito em casa! (alho, manteiga, ervas frescas, sal e pimenta do reino).
 Ficou perfeito: crocante por fora e macio por dentro! Ao contrário de muitos pães de alho comprados prontos, o recheio ficou suave, saboroso e pouco gorduroso! Vale a pena experimentar a receita!

Bon Appetit!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DESAFIO: A melhor Maionese de Batatas do Mundo!

Maionese de Batata típica do Sul
Que os gaúchos são famosos por seu churrasco impecável, não é novidade para ninguém! As melhores churrascarias em São Paulo são de origem gaúcha, que incorporaram o rodízio e os cortes tradicionais ao gosto do paulistano!

Agora, o que eu não sabia é que eles fazem também a melhor Maionese de Batata do mundo (pelo menos, do "meu mundo", rs)!! Acompanhamento perfeito para um bom churrasco!!

Desde março deste ano, estamos (meu marido e eu) desenvolvendo um projeto de Consultoria no Norte do Rio Grande do Sul, mais especificamente em Frederico Westphalen, uma pequena cidade de 28 mil habitantes, próxima do Rio Uruguai, que divide os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Uma região agrícola maravilhosa, com paisagens incríveis e um povo educadíssimo, com muita tradição e respeito aos valores familiares.

Amanhecer com Chuva em Frederico Westphalen (foto de Eliandra Ribas dos Santos)

Região do Alto Uruguai - foto de Eliandra Ribas dos Santos

Por do Sol em Frederico Westphalen - RS (vista da janela do nosso apartamento)

Obviamente, além do trabalho e de conhecer as paisagens desta região linda, estou aproveitando muito para aprender sobre as tradições culinárias dos gaúchos! Fazer churrasco não é muito a minha praia (deixo esta especialidade para o maridão), mas os acompanhamentos são comigo mesmo!! E a maionese de batatas que eles fazem para acompanhar o churrasco é maravilhosa! Simples, saborosa e muito cremosa! Logo percebi que o segredo estava na maionese, feita em casa... Mas me surpreendi quando me falaram que é feita sem  gemas cruas... A base, além do óleo, é leite!!

Outro "segredinho" que minha amiga gaúcha Vanessa me contou é o tipo da batata: tem que ser a de casca rosa (ou asterix), mais firme e que não vira uma "massa" depois de cozida. É importante sentir os pedacinhos de batata na maionese! E foi na casa dela que eu comi a minha maionese de batatas "referência" para a receita deste post!

O Churrasco do nosso amigo gaúcho Fernando...

... E a forma super interessante de servir à mesa (à esquerda, Fernando e Vanessa, que fizeram este jantar
incrível). Destaque para a maionese da mãe da Vanessa, no fundo da mesa, à direita.
E lá fui eu, no último domingo, Dia dos Pais, "criar" a minha receita de Maionese de Batatas a moda gaúcha, juntando as várias dicas que recebi! Ficou incrível, bem parecida com as que tenho comido (e me deliciado) lá nos Pampas!! Até o nosso churrasqueiro estava "à caráter"! Só faltou o chimarrão!

Alê de Churrasqueiro Gaúcho, no Dia dos Pais!

Maionese de Batatas à moda gaúcha

(6 porções)

  • 2 batatas asterix (rosa) grandes, descascadas e picadas em cubinhos pequenos
  • 1 cenoura descascada e picada em cubinhos pequenos (opcional - se não quiser a cenoura, coloque mais uma batata)
  • 3 ovos inteiros, com casca
  • água com sal para cozinhar
para a maionese de leite
  • 150 ml de leite integral
  • suco de meio limão
  • 1 colher de sopa de mostarda amarela
  • 1 colher de chá de sal
  • pimenta do reino a gosto
  • 3 gemas cozidas (dos ovos cozidos acima - opcional)
  • 300 ml de óleo (ou o quanto baste para engrossar a maionese)

Cozinhe as batatas, as cenouras e os ovos inteiros em água com sal por 20 a 25 minutos.

Escorra a água, retire os ovos inteiros e deixe as batatas e as cenouras esfriarem.

Descasque os ovos: separe as gemas e pique as claras. Reserve (separadamente).

Prepare a maionese: em um liquidificador ou triturador coloque o leite, as gemas cozidas (opcional - serve para encorpar e dar mais cor ao molho), a mostarda, sal, pimenta e o suco de limão. Acrescente um pouco do óleo e bata em velocidade baixa. Aos poucos, vá juntando o restante do óleo, até a maionese engrossar. Reserve.

Misture as batatas, cenouras e as claras de ovos (tudo já frio) com a maionese de leite. Mantenha na geladeira até a hora de servir.


E Bon Appetit ao estilo gaúcho!

DESAFIO: O Pudim de Leite Perfeito (Sem furinhos)!

Pudim de Leite Condensado sem furinhos
A sobremesa mais tradicional nos almoços de família dos brasileiro é cremosa, saborosa, aparentemente tão simples e cheia de técnica para ser preparada... É o famoso Pudim de Leite Condensado! Não conheço ninguém que não goste deste doce à base de leite, com sabor intenso de caramelo!

Poucos ingredientes (leite condensado, leite, ovos, açúcar), uma forma de preparo trabalhosa e demorada (preparação do caramelo, cozimento em banho maria, no fogo ou no forno) e muita polêmica quanto ao resultado: você prefere com ou sem furinhos??

Já falei sobre a polêmica dos "furinhos" em um post anterior (clique aqui para ver). Nesta receita anterior, fiz uma versão individual do Pudim. Mas faltava, aqui no blog, a versão "família", mais tradicional! E a oportunidade surgiu no aniversário do meu cunhado Lu, quando um amigo dele, João, levou de presente um maravilhoso pudim de leite, totalmente sem furinhos! Do jeito que eu gosto!

Claro que eu pedi a receita. E claro que eu tinha que testar! A primeira tentativa foi "meia boca", literalmente: só tinha uma lata de leite condensado e, portanto, fiz metade da receita. Deixei assar demais no forno e a calda queimou levemente... O povo comeu tudo, achou uma delícia... Mas o meu perfeccionismo não curtiu...

A segunda tentativa ficou perfeita, exatamente como o original do João! Bingo!! Mas não vou enganar os leitores... Não foi fácil! Demorou bastante para assar (quase 2 horas) e a tensão na hora de virar foi enorme!! Difícil ter certeza se está no ponto certo! Mas, no final, tudo deu certo!! Segue a receita, com todas as dicas e "pegadinhas"!! Espero que curtam! A família e os amigos por aqui curtiram bem! rs

Pudim de Leite Condensado (sem furinhos)

12 pedaços


  • 2 latas de leite condensado
  • 300 ml de leite
  • 6 gemas peneiradas
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 forma de pudim
  • 1 forma redonda (para o banho maria)
  • papel alumínio

Prepare o caramelo: coloque o açúcar na forma e leve diretamente ao fogo baixo, até derreter e ficar bem "moreninho" (#Dica 1: cuidado para não dourar demais, senão o pudim fica com gosto de queimado). Retire do fogo e gire a forma de forma a cobrir suas laterais com o caramelo. Deixe esfriar.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva água para o banho maria.
Misture o leite condensado, as gemas e o leite. (#Dica 2: não bata no liquidificador, use somente uma colher para incorporar os ingredientes).  Coloque a mistura na forma caramelizada.
Cubra a forma com papel alumínio e coloque sobre a forma redonda. Preencha com a água quente. Leve ao forno por 1 hora e meia a 2 horas (#Dica 3: para saber se o pudim está no ponto, enfie uma faca, que deverá sair limpa). Deixe esfriar e leve para a geladeira por umas 2 horas.
Para desenformar, #Dica 4: leve a forma ao fogo por alguns segundos, até sentir que o pudim está solto na forma. Vire sobre um prato com bordas (por causa da cauda). #Dica 5: Para aumentar a calda, coloque um pouco de água no fundo da forma (onde ficou parte do caramelo endurecido) e leve ao fogo até derreter o caramelo. Deixe esfriar e incorpore ao pudim.




E Bon Appetit!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

DESAFIO: Pastinha de Ricota Caseira!

Pastinha de Ricota Caseira
Tudo começou com um post no Facebook de outra blogueira, a Teretetê na Cozinha, contando que tinha feito queijo cottage em casa! Fiquei animadíssima em testar a receita, principalmente por que adoro cottage mas não adoro o seu preço (R$ 15,00 o pote de 400gr). E a receita parecia muito simples: ferver o leite, talhar com vinagre, coar e... pronto!

Receita na cabeça, a oportunidade de testa-la apareceu no final de semana, em Paraty, dentro do nosso veleiro Black Swan!
Realmente a receita é muito simples, mas não chamaria de "Cottage", porque não fez as bolinhas características deste tipo de queijo... Ficou mais "esfarelento", como uma ricota bem macia... Aí veio a ideia de transformar em uma pastinha para aperitivo: cebolinha, salsinha, pimenta dedo de moça, um bom azeite... E os amigos que vieram jantar mais tarde conosco se surpreenderam: "Como assim, você FEZ a ricota?? Aqui no barco??" e comeram tudo!! rs

Pastinha de Ricota Caseira

(1 xícara de chá)


  • 1 litro de leite integral
  • 4 colheres de sopa de vinagre branco
  • sal a gosto
  • salsinha picada
  • cebolinha picada
  • pimenta dedo de moça picada
  • azeite extra virgem a gosto
  • 1 pimenta dedo de moça para decorar

Ferva o leite. Desligue o fogo. Junte o vinagre aos poucos, até talhar (se necessário para talhar coloque mais). Mexa bem e coe em um peneira fina. Leve para a geladeira para esfriar.


Misture os demais ingredientes. Coloque em um pote decorando com a pimenta dedo de moça. Sirva com torradinhas!!


#Dica: Pode ser criativo e "temperar" a ricota com outros sabores: azeitonas verdes ou pretas, alcaparras, ervas frescas, curry... O céu é o limite!!

Bon Appetit!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DESAFIO: Bolo (Fácil) de Maçãs e Especiarias!

Bolo de Maçãs e Especiarias
Esta é mais uma receita do Livro Illustrated Baking, minha "bíblia" confeiteira!! Já foram tantas  receitas testadas (a maioria aprovada) e tantas ainda por testar!!

Este Bolo de Maçã é super fácil de preparar, pois não precisa de batedeira. Os ingredientes secos são misturados aos ingredientes líquidos e... está pronta a massa para assar!! É a segunda vez que preparo a receita e que fico muito feliz com o resultado: um bolo moreninho, fofo, úmido, que se sente os pedacinhos de maçã, sem excesso de açúcar... Além das especiarias, que perfumam todo o ambiente! Uma boa dica é utilizar o tempero "Apple Pie" da Bombay (não é muito fácil de achar, costumo comprar no quiosque do Shopping Market Place em SP), que é uma combinação incrível de especiarias (coentro, canela, noz moscada, pimenta Jamaica, cravo e cardamomo), normalmente utilizadas para aromatizar as Tortas de Maçã americanas:



A receita original também leva nozes e passas (cerca de 1/4 de xícara de cada ingrediente), que eu preferi não incluir. Se for colocar, reduza em 1/2 xícara as maçãs picadas, para manter a proporção!

Bolo (Fácil) de Maçãs e Especiarias

1 bolo médio


  • 2 xícaras de maçãs fuji picadas (sem casca) 
  • suco de meio limão
  • 2/3 xícara de açúcar mascavo
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de chá do tempero "Apple Pie" da Bombay (ou faça um mix de especiarias em pó: canela, cravo, cardamomo, gengibre, noz moscada...)
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 2 ovos
  • 1/4 xícara de óleo
  • 1/2 xícara de leite
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • forma redonda de 23 cm
  • manteiga e farinha para untar
  • açúcar confeiteiro para decorar

Aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma redonda de 23 cm com manteiga e farinha. Pique as maçãs e coloque o suco de limão (para não escurecer). Em um bowl grande, misture as maçãs e o açúcar. Acrescente a farinha, o fermento, o sal e a canela. Em outro bowl, bata os ovos, o leite, a essência de baunilha e o óleo. Misture o líquido na mistura de maçãs até incorporar bem. Coloque na forma e leve para assar por 35 a 40 minutos. Deixe esfriar um pouco antes de desenformar. Depois de frio, decore com o açúcar confeiteiro (use uma peneira para distribuir bem o açúcar na superfície).



Bon Appetit!

Sopa Creme de Couve Flor, uma receita afetiva!

Sopa Creme de Couve flor
Há experiências, aparentemente insignificantes e passageiras, que acabam por nos marcar profundamente e influenciar diretamente o nosso comportamento... Na minha paixão por gastronomia, uma destas experiências aconteceu há mais de 20 anos, recém casada (do meu primeiro casamento). Fomos convidados para um jantar "formal" na casa de um professor de mestrado do meu ex-marido, que "elegeu" um grupo de alunos como seus "protegidos" e promoveu um jantar com todos eles e seus respectivos acompanhantes.

Aquele jantar influenciou a minha visão de como receber bem, de uma forma tranquila e refinada ao mesmo tempo.

O serviço foi americano (cada um se servia no buffet) e o cardápio era simples e refinado ao mesmo tempo: uma sopa creme de entrada, filet mignon assado com molho como prato principal, arroz e legumes como acompanhamento e, como sobremesa, sorvete com calda de chocolate quente). Havia um copeiro (que também era caseiro da casa) servindo canapés e bebidas. A esposa do professor, uma senhora simples e chic ao mesmo tempo, comandava o serviço do jantar de uma forma suave, sem stress (acho que isso foi o que mais me chamou a atenção, rs, pois eu costumo ficar super tensa na hora de servir meus convidados, até hoje...), demonstrando que preparou tudo com antecedência e estava com tudo sob controle. Não me lembro se havia uma cozinheira (acho que sim), mas isso não diminui o mérito e a capacidade daquela anfitriã de organizar um evento tão caprichado como aquele. Pensei comigo: "Quando eu crescer quero ser uma anfitriã como ela..."

Falando do cardápio, o prato que mais me marcou foi a entrada, uma singela sopa creme de Couve Flor, cremosa e muito saborosa (apesar de couve flor não ser o legume mais colorido e saboroso que existe). Elogiei a receita para a anfitriã que, gentilmente, compartilhou o seu "segredinho": a sopa levava batata cozida junto com a couve flor, para dar textura e cremosidade, além de um toque de parmesão e noz moscada, para dar sabor!

Recentemente recebi amigos em casa e, depois de alguns anos com essa receita "esquecida", resolvi incluí-la naquele menu, como entrada, seguida de um Rosbife de Filet Mignon com Molho de Mostarda Dijon (receita adaptada do Livro Cozinha Prática - da Rita Lobo), acompanhado de Purê de Mandioquinha e Legumes no Vapor. Para sobremesa, uma Mousse de Chocolate com Morangos Marinados no Saquê e Tomilho (uma variação da receita original, onde os morangos são marinados no aceto balsâmico e no manjericão). Todo jantar foi preparado com antecedência (com exceção do Rosbife que deve ser assado 30 minutos antes de servir, para ficar bem rosado), de modo que a cozinheira e anfitriã (EU!!) pudesse conversar e interagir com os convidados, sem stress!! Um jantar singelo e tranquilo, totalmente inspirado naquele jantar do passado, mas que influenciou muito o meu gosto por cozinhar e por receber em casa!

 Espero que esta breve história inspire ainda mais outros Home Chefs que também se dedicam, ainda que de forma amadora e caseira, à incrível arte de agregar pessoas queridas ao redor da mesa e doar o seu amor por meio de pratos cheios de conforto e carinho!

Para tornar a nossa receita ainda mais atraente e colorida, servi com acompanhamentos que dão cor e um sabor extra ao prato: crispy de bacon, salsinha picada e pimenta dedo de moça picada! E se for servir como prato principal, acrescente uma fatia de pão ou uma torrada para acompanhar!

Sopa Creme de Couve Flor

4 porções

  • 1 couve flor (somente as flores)
  • 1 batata grande em pedaços pequenos
  • caldo de legumes (800 ml) - clique aqui para ver como se faz
  • sal e pimenta do reino moídos na hora a gosto
  • noz moscada a gosto
  • 50 gr de parmesão ralado
  • Acompanhamentos
    • bacon frito em cubinhos pequenos
    • salsinha picada
    • pimenta dedo-de-moça picada
    • pão integral ou torrada (em caso de ser prato principal)
Aqueça o caldo de legumes. Acrescente a batata e deixe cozinhar por 10 minutos. Acrescente as flores de couve flor e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Desligue o fogo, deixe esfriar um pouco e bata os legumes com um pouco do liquidificador, até ficar homogêneo, reservando o restante do líquido para ser acrescentado, caso fique grossa demais. Volte tudo para a panela, tempere com sal, pimenta, parmesão, noz moscada. Misture bem, deixe ferver uns 2 minutos. Reserve.

Frite os pedaços de bacon com um pouco de  azeite até ficarem bem torradinhos. Retire o excesso de gordura com um papel toalha.

Sirva o creme com os pedacinhos de bacon, salsinha e pimenta dedo-de-moça picadas por cima.


Variação: Substitua a couve flor por brócoli. Também fica delicioso!

Bon Appetit!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

DESAFIO: Frango Tailandês com Shitake, Legumes e Macarrão de Arroz

Frango Tailandês com Shitake, Legumes e Macarrão de Arroz
Meu primeiro contato com a culinária tailandesa começou em Paraty - RJ, quando conheci um pequeno restaurante tailandês chamado Thai Brazil, e sua Chef alemã (!!!), Marina. Ingredientes super frescos, muitos legumes, temperos muito aromáticos e uma forma de preparo simples e saudável cativaram o meu paladar e meu coração!! Já falei sobre isso em um post anterior, sobre o Frango ao Curry Verde, deliciosamente aromático e exótico!

Para quem quer se aventurar no maravilhoso mundo da culinária tailandesa, alguns avisos importantes: terá que investir em um utensílio especial e muito versátil (a panela Wok) e buscar alguns ingredientes não muito comuns nos supermercados tradicionais.

Primeiro vamos falar da panela Wok... Este utensílio é básico para as culinárias orientais: chinesa, japonesa, tailandesa... E, depois que você tiver uma, vai pensar... Por que não comprei antes??

O formato da Wok (redonda, com fundo também arredondado, com cabo ou com duas alças - prefira a de cabo, que facilita o processo da "viradinha") é ideal para saltear os alimentos (uma fritura com pouco óleo, que mantem a textura firme, a cor e o sabor dos alimentos). Sabe o famoso Yakisoba, ícone da culinária japonesa e chinesa, muito comum no Brasil? É feito na wok!

Eu já tinha uma panela Wok da Tramontina, de Teflon, com 2 alças (veja a "Home Chef" em ação... rs):

Wok com Alças

Mas, recentemente, na minha última visita ao Bairro da Liberdade, em SP, comprei uma versão com cabo, que permite melhores "manobras" com a Wok, para misturar os alimentos durante o cozimento:

Wok com cabo

Ambas as panelas possuem tampa, o que é ótimo para manter o prato aquecido ao servir e também para um cozimento no vapor.

Neste esquema feito pela Folha (clique aqui para ver a reportagem completa sobre a Wok, "panela prá toda obra"), você aprende a fazer a "viradinha", fundamental para o cozimento homogêneo dos alimentos na Wok), sempre utilizando fogo bem alto:

Fonte: Reportagem da Folha (veja aqui)

Adquirida a sua wok, é hora de conseguir encontrar os ingredientes tailandeses fundamentais para sua viagem gastronômica:
  • Talharini  de Arroz Tailandês: É um macarrão com massa branca, a base de arroz (e portanto, sem glúten), que precisa ficar de molho para amolecer e, em seguida, utilizado nas receitas (não é necessário cozinhar em água fervente).
  • Arroz Jasmine (ou tailandês): Este é um ingrediente que é possível encontrar em supermercados tradicionais, inclusive da marca Tio João. Sua forma de preparo difere um pouco do arroz branco normal, e seu sabor é mais aromático, além de ficar mais "grudadinho".
  • Molho de Ostra - bem salgado e, ao mesmo tempo adocicado, é indispensável na culinária tailandesa. Não dá para sentir sabor de ostra, mas tem um leve sabor de peixe.

  • Raiz de Coentro - sabe aquele maço de coentro que você compra na feira? Os talos costumam vir com uma raiz na ponta... É esse o nosso ingrediente tailandês! Não deixe cortar fora a raiz, pelo amor de Deus!! rs
  • Pimenta Dedo de Moça - Este está fácil! Pois este é um ingrediente super comum na culinária brasileira também. Use com semente se quiser soltar fogo pela boca!!
  • Molho de peixe - Feito a base de anchovas secas e glutamato monossódico (vulgo Ajinomoto), é o ingrediente mais polêmico, na minha opinião... Não amei de paixão, prá ser sincera, pois o sabor de peixe é extremamente forte... Mas também está presente na maioria dos pratos tailandeses (principalmente o Pad Thai) e, portanto, você deve experimentar! 

  • Pasta de Tamarindo: Este foi difícil de achar... tive que pedir pela internet... É uma pasta com sabor azedinho e adocicado ao mesmo tempo. Utilizada no Pad Thai.

  • Green Curry (ou curry verde): pasta de temperos verdes como coentro, salsinha, talo de capim cidreira, pimenta verde... Também encontrada pronta nas casas especializadas (só cuidado, porque a versão pronta é suuuuper apimentada!!) 
  • Red Thai Curry (ou curry vermelho): Também pode ser encontrada pronta, ou em pó, como esta versão da marca Bombay, a base de temperos como paprica doce, pimenta do reino, cebola, alho, cominho, pimenta calabresa, sal, coentro, erva cidreira e gengibre.  

Para quem mora em São Paulo, o local para encontrar todos estes ingredientes é o Bairro da Liberdade... Para quem está mais distante, há a opção de pedir pela internet. Já utilizei um site chamado Asian Shop (www.asianshop.com.br) e funcionou bem (mas os preços da Liberdade são melhores).

Agora, depois de tanta explicação, vamos ao que interessa, a nossa receita tailandesa! Depois de testar algumas vezes, acrescentar e retirar ingredientes, esta versão ficou perfeita! Sabores balanceados, pimenta na medida... Uma refeição completa, que pode ser preparada na frente dos seus convidados!

 Nesta versão, o "acompanhamento" foi o Macarrão de Arroz, mas fica ótimo também com o Arroz Tailandês, servido à parte! Outra variação é a proteína: no lugar do frango, coloque camarões, lulas ou mesmo iscas de carne (filet mignon). Espero que vocês gostem! 

Frango Tailandês com Shitake, Legumes e Macarrão de Arroz

6 porções


  • 500 gr de sobrecoxas desossadas sem pele e cortadas em cubinhos, marinados em shoyu e gengibre ralado por 1 hora
  • 300 gr de shitake, cortados em tiras finas
  • 300 gr legumes variados (cenoura em rodelas, repolho em pedaços grandes, flores de brócolis pequenas...)
  • 3 talos de cebolinha, cortados em pedaços de 2 cm
  • 500 gr de macarrão de arroz tailandês, deixado de molho em água morna (de 20 a 60 minutos, dependendo da espessura da massa)
  • Molho Thai (misturar todos os ingredientes)
    • 50 ml de shoyu
    • 50 ml de molho de ostra
    • 150 ml de água
    • 1 colher de sopa bem cheia de maisena
    • 1 colher de sopa rasa de açúcar
  • Tempero thai (processar tudo no pilão, até virar uma pasta)
    • gengibre picado a gosto
    • raizes de coentro picadas (mesma quantidade do gengibre)
    • 3 dentes de alho picados
    • 1 pimenta dedo de moça sem sementes picada
  • óleo de amendoim (ou girassol) - 6 colheres de sopa
  • coentro picado para finalizar
  • pimenta dedo de moça sem sementes picada para finalizar (opcional)
  • panela Wok de 32 cm

Aqueça a Wok em fogo alto. Acrescente 2 colheres de sopa de óleo de amendoim e frite o Tempero Thai. Acrescente o frango marinado e frite bem. Retire da wok e reserve. Coloque mais 2 colheres de sopa de óleo e frite os legumes, até ficarem levemente murchos. Retire da wok e reserve. Coloque mais 2 colheres de sopa de óleo e frite os shitakes. Volte o frango e os legumes para a Wok. Acrescente o Molho thai e o macarrão de arroz (escorrido). Misture tudo e deixe cozinhar por alguns minutos, até o macarrão estar no ponto (al dente). Coloque as cebolinhas, o coentro, a pimenta dedo de moça picada e sirva imediatamente.

Frango Tailandês com Shimeji, Legumes e Macarrão de Arroz

E aguardem, logo, logo, mais receitas "thai"... o Frango ao Curry Vermelho, o Pad Thai...

Bon Appetit!!


quinta-feira, 28 de julho de 2016

DESAFIO: Arroz Pilaf com camarões!

Vou ser sincera com vocês... Embora tenha ouvido inúmeras vezes sobre o tal "Arroz Pilaf", eu não sabia o que era até testar esta receita, do Gordon Ramsay (aquele chef mau humorado do "Hell´s Kitchen", sabe??)

O desafio começou com uns camarões congelados que "sobraram" de uma receita do Jamie Oliver (Linguini com Camarões)... Resolvi pesquisar receitas no livro de Menus do Gordon Ramsay, editado pelo Senac, que é incrível! O livro tem suas páginas divididas em 3 partes: Entrada, Prato Principal e Sobremesa, classificadas por estações do ano (verão, primavera, outono, inverno) e influência regional (oriental, espanhola, italiana...), além de receitas e técnicas básicas de gastronomia. Ou seja, um livro que os "home-chefs" devem ter na sua biblioteca gastronômica!

De origem oriental, o Arroz Pilaf com Camarões é muito simples de executar, mas pede ingredientes não muito comuns (arroz basmati, sementes de cardamomo, curry, sementes de coentro...) e uma frigideira de borda larga, com tampa, que possa ir do fogão ao forno, pois o arroz cozinha no forno, em 20 minutos!! Também é feito com caldo de legumes, que eu recomendo fortemente que você prepare em casa, ao invés de utilizar os caldos prontos, cheios de sal e conservantes... Eu costumo fazer um panelão de caldo e congelar pequenas porções! Assim você não fica escravo (a) dos temperos prontos!!

O Pilaf pode ser servido como prato principal ou acompanhamento. É extremamente aromático e saboroso! Além de camarão, podem ser colocados lulas, mexilhões e pedaços de peixe, ao gosto do freguês! No meu caso, servi como prato principal (os camarões deveriam ser maiores, mas tudo bem... rs), acompanhado de um delicioso espinafre alho e óleo, como sugestão do próprio Gordon Ramsay!

Arroz Pilaf com Camarões e Espinafre Alho e Óleo

(4 porções)


  • 200 gr de arroz basmati
  • 200 gr de camarões limpos
  • 500 ml de caldo de legumes (veja a receita abaixo)
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 4 colheres de sopa de azeite para fritar
  • 10 sementes de cardamomo
  • 1 colher de chá de sementes de coentro
  • 1 colher de chá de cominho
  • 1,5 colheres de chá de curry amarelo (indiano)
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • coentro picado para decorar (opcional)
  • 1 frigideira grande, de borda alta, com tampa, que pode ir ao forno (Caso não tenha uma panela deste tipo, usar uma frigideira normal quando estiver utilizando a boca do fogão e transferir para uma travessa refratária, coberta com papel manteiga, com um furo no meio).

Para marinar os camarões

  • suco de meio limão
  • azeite a gosto
  • sal e pimenta do reino a gosto
Para fazer o caldo de legumes 
  • 3 litros de água
  • 1 cenoura picada
  • 1 talo de salsão picado
  • 1 cebola picada
  • 1 cravo da índia
  • 1 folha de louro
  • ervas frescas a gosto (alecrim, manjericão, salsinha, cebolinha, sálvia, tomilho...)
Para o acompanhamento de espinafre
  • 1 maço de espinafre lavado e sem os talos
  • 2 dentes de alho
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • sal e pimenta do reino a gosto
Coloque os camarões para marinar no limão, azeite, sal e pimenta por, no mínimo, uma hora na geladeira. Prepare o caldo de legumes, colocando todos os ingredientes para cozinhar por 1 hora, em fogo baixo. Coe e reserve 500 ml para a receita. O restante pode ser congelado para uma próxima receita.

Aqueça o forno a 180 graus. Macere as especiarias em um pilão (cardamomo, curry, sementes de coentro, cominho, sal e pimenta). Aqueça o caldo de legumes.

Aqueça a frigideira no fogão, coloque o azeite e doure a cebola e o alho. Acrescente as especiarias maceradas e deixe fritar. Acrescente o arroz e frite por uns 2 minutos, mexendo sempre. Coloque o caldo, misture bem e, por último, acomode os camarões sobre o arroz (o caldo da marinada deve ser colocado também, pois é super saboroso). Deixe o caldo ferver, tampe e leve ao forno por 15 a 20 minutos. Retire do forno e deixe descansar por, no mínimo, 5 minutos.

Assim que retirar o arroz do forno, prepare o espinafre: aqueça uma frigideira grande, frite o alho no azeite, coloque as folhas de espinafre e mexa por um minuto. Desligue o fogo e tampe a panela para terminar o cozimento (o espinafre não deve perder sua textura original, por isso o cozimento é bem rápido mesmo).



Salpique o coentro picado no arroz (se desejar) e sirva com o espinafre! Você vai surpreender sua família e/ou seus convidados!


Bon Appetit!