sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DESAFIO: Preparar um Menu Tailandês para uma amiga especial!

Um Menu Tailandês para uma Convidada Especial!!
Desde que provei a cozinha tailandesa, me apaixonei pelos aromas, pelos sabores, pelo frescor, pela picância... Sua combinação de ingredientes provoca os sentidos, abre o apetite, instiga o paladar!

Minha referência de cozinha tailandesa é o Thai Brasil, restaurante charmoso e criativo em Paraty - RJ comandado por uma chef alemã - Marina -  que viajou para a Tailândia e de lá trouxe conhecimento, ingredientes e receitas. Para conhecer o Thai Brasil, veja o post que fiz sobre ele há alguns anos (clique aqui).

A parte mais difícil da culinária tailandesa são os seus ingredientes... Molho de Ostra, Molho de Peixe, Macarrão de Arroz... No post sobre o Macarrão Tailandês com Frango, Shitake e Legumes falei sobre estes ingredientes exóticos para nós, mas indispensáveis para reproduzir a culinária tailandesa. Clique aqui para saber mais sobre estes ingredientes e onde adquiri-los.

Este desafio começou com a ideia de preparar um jantar especial para minha querida amiga Nara (também conhecida como #BFF, rs). Como viajo bastante para fora de São Paulo e com a proximidade do aniversário dela, a ocasião era perfeita para uma comemoração da nossa amizade!

De entrada, servi uma Salada Picante de Pepino, receita do Jamie Oliver. Embora simples, o charme desta salada está na forma de servir o pepino: em tiras bem fininhas!! E o molho, super aromático e picante, feito com shoyu, limão, óleo de gergelim, azeite e pimenta dedo de moça.

Como prato principal, preparei uma versão diferente do Macarrão de Arroz Tailandês, desta vez acompanhado de lulas (aproveitando que meu marido alérgico a peixe e frutos do mar estava viajando e não participaria do jantar... rs). Segui basicamente a mesma receita da versão com Frango, Shitake e Legumes, com algumas variações na forma de preparo, pois a lula é mais delicada que o frango, precisa de menos cozimento e pode ficar borrachuda! Todo cuidado é pouco para não estragar um ingrediente nobre e muito caro! (330 gr de lula fresca já limpa custou R$ 48,00!!!). Este é um prato que deve ser preparado minutos antes de servir, de preferência junto com os convidados, o que fica bem charmoso!! Não esqueça também de selecionar um vinho branco! Um Torrontés ou um Chardonnay irão harmonizar muito bem!

Para a sobremesa, uma opção "light", a pedido da convidada: Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre! Bem gelado e refrescante, servido em um copo de cristal, decorado com coco fresco e uma fatia de gengibre. Fácil de preparar, charmoso de servir! Deve ser feito com antecedência, para que fique bem gelado na hora de servir (umas 3 horas antes).

Para explicar as receitas, vou relacionar os ingredientes de cada uma... Mas a forma de preparo será "integrada", ou seja, descreverei o passo a passo para realizar as 3 receitas do nosso Menu Tailandês! Vai aceitar o desafio??

Salada Picante de Pepino

(4 porções)


  • 4 a 5 pepinos japoneses
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • suco de 1/2 limão
  • raspas de limão
  • 2 colheres de sopa de shoyu
  • meia pimenta dedo de moça sem sementes picada
  • algumas gotas de óleo de gergelim branco
  • 1 colher de chá de açúcar
  • coentro fresco picado para finalizar

Macarrão de Arroz com Lulas e Shitake ao Molho de Ostra

(4 porções)


  • 200 gr de macarrão de arroz
  • 350 gr de anéis de lula
  • shoyu e gengibre picados a gosto para marinar a lula
  • 1 pacote (300gr) de shitake
  • 150 ml de caldo de peixe ou frango
  • 1 colher de sopa de maisena
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 50 ml de shoyu
  • 50 ml de molho de soja
  • 4 talos de cebolinha cortados em 2 cm
  • para a pasta tailandesa
  • 2 dentes de alho picados
  • 3 colheres de sopa de raiz de coentro picadas
  • 1 pimenta dedo de moça sem sementes picada
  • 2 colheres de sopa de gengibre fresco picado
  • óleo de amendoim para fritar
  • Coentro picado para finalizar

Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre

(4 porções)


  • 2 mangas maduras cortadas em pedaços pequenos
  • 1 vidro pequeno de leite de coco
  • gengibre ralado a gosto
  • açúcar (se necessário)
  • Coco ralado fresco para decorar
  • 1 fatia de gengibre para decorar

Passo a Passo do Menu Tailandês


  • 3 horas antes:


1. Prepare o Creme de Manga: bata no liquidificador as mangas com o leite de coco, o gengibre picado e o açúcar. Distribua o creme em 4 copos transparentes baixos e com a boca larga (como copos de whisky). Decore com o coco ralado e a fatia de gengibre. Cubra cada copo com filme plástico e leve para gelar até a hora de servir.

2. Coloque também o vinho branco para gelar.

  • 1 hora antes:


3. Prepare a pasta tailandesa: utilizando um pilão, amasse bem o alho, o gengibre, a pimenta e a raiz de coentro.

4. Coloque o macarrão para hidratar na água fria (aqui, atenção: o tempo de hidratação depende da espessura do macarrão. O que utilizei era bem grosso, necessitando de 1 hora de hidratação. Ser for fino, este tempo será menor).

5. Tempere a lula com um pouco de shoyu e com gengibre picado. Reserve na geladeira.

6. Prepare o mise en place do macarrão (isso significa separar e picar todos os ingredientes para facilitar o preparo). Já misture em uma jarra o caldo, o shoyu, o molho de ostra, o açúcar e a maisena.
30 minutos antes

7. Prepare a Salada de Pepinos: com a ajuda de um fatiador de legumes, faça fatias finas com o pepino, desprezando a fatia inicial com casca e a parte que começa a sair com as sementes do pepino.
Reserve.

8. Prepare o molho, misturando os demais ingredientes (menos o coentro picado). Misture o molho ao pepino, salpique o coentro, distribua em bowls individuais. Reserve na geladeira até a hora de servir.


  • 10 minutos antes


9. Aqueça uma wok grande com oleo de amendoim. Frite a pasta tailandesa até liberar bem os aromas. Junte a lula e frite rapidamente. Junte o shitake e frite por alguns segundos também. Em seguida, coloque o caldo preparado e misture bem. Escorra o macarrão e coloque na wok. Misture bem, deixe ferver alguns segundos (certifique-se que a massa está cozida mas "al dente"). Desligue o fogo e junte a cebolinha. Tampe a panela.
  • Na hora do jantar

10. Assim que desligar o fogo da wok, sirva a Salada de Pepino já com uma taça de vinho branco.

Salada de Pepinos Picante

11. Em seguida, prepare porções individuais do Macarrão com Lulas e Shitake, salpicando o coentro.

Macarrão de Arroz com Lulas e Shitake ao Molho de Ostras

  • Na hora da sobremesa


12. Sirva o Creme de Manga com Coco.

Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre

E Bon Appetit a todos!!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DESAFIO: O maravilhoso Pão Ciabatta!

Pão Ciabatta
Um pão simples e maravilhoso! Poucos ingredientes (água, farinha, fermento, sal e azeite), textura super macia, com uma casquinha crocante, que se obtém pincelando-se água de 10 em 10 minutos enquanto assa no forno. Mais uma Receita do Livro Illustrated Baking, testada e aprovada (havia um erro na quantidade de água da receita original, já corrigida na receita abaixo).

Mãos na massa!!

Ciabatta

(1 pão grande ou 2 médios)

  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de chá de fermento biológico seco
  • 1 xícara de água morna
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de sal
  • água para pincelar
Dissolva o fermento na água morna. Deixe crescer por 5 minutos.
Misture a farinha e o sal. Junte a água com fermento e o azeite e sove por 10 minutos. Se necessário, coloque mais água (se estiver duro) ou mais farinha (se estiver grudando). Faça uma bola de massa, coloque em um bowl untado com azeite, cubra com filme plástico e deixe descansar em local aquecido por 1 hora e meia (até dobrar de volume).

Sove um pouco novamente e modele o pão (1 grande ou 2 menores). Coloque em uma forma grande forrada com papel vegetal e deixe crescer por mais 1 hora.

Aqueça o forno a 180 graus. Asse o pão por 40 a 45 minutos. Após 20 minutos de cozimento, retire o pão e pincele com água. Volte ao forno. Repita este processo a cada 10 minutos.

Quando estiver dourado por cima e por baixo, retire do forno e deixe esfriar sobre um rack.

Ainda morno, corte em fatias e sirva com azeite aromatizado com alecrim e sal. Simples assim!



Bon Appetit!

DESAFIO: Broinha (Aerosa) de Milho, receita da Rita Lobo!

Broinha Aerosa de Milho
Sempre adorei aquelas broinhas de milho ocas por dentro que se vendem em algumas padarias aqui de São Paulo (chamo de "Broinha Aerosa")! A melhor que provei (macia e saborosa) é a da Padaria Gemel, no Alto da Boa Vista, perfeita para acompanhar um cafezinho! Embora fã, não sei porquê, nunca havia tentado fazer!

E lá estava a receita da Broinha no meu livro da Rita Lobo, Cozinha Prática! A oportunidade perfeita foi o último almoço de domingo, com inspiração mineira (Frango com Quiabo era o prato principal e Doce de Abóbora com Coco e Queijo Minas como sobremesa)... As broinhas complementariam a sobremesa, e seriam servidas acompanhadas de uma deliciosa geleia (caseira) de morangos.

A forma de preparo é semelhante a da massa choux (aquela dos profiteroles e das bombas), perfeita para rechear, porque fica oca por dentro: a massa é cozida antes de ser assada!

Minhas broinhas ficaram um espetáculo, desmanchando na boca, com sabor suave de milho e da erva doce seca, que eu adoro! Receita sensacional da Rita Lobo (prá variar... rs). E o melhor... rende bastante (16 broinhas), apesar de parecer pouca farinha (um pouco mais de 1 xícara, somando a farinha e o fubá)!

Broinha Aerosa de Milho

(16 unidades)


  • 1/3 de xícara de fubá
  • 3/4 de xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de leite
  • 1/2 xícara de água
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 75 gramas de manteiga 
  • 1 colher de chá de erva doce
  • 3 ovos
  • fubá para polvilhar

utensílios

  • batedeira com pá triangular
  • panela média de fundo grosso
  • forma rasa grande teflon (ou untada com manteiga e fubá)
  • boleador ou saco de confeitar com bico grande

Aqueça o forno a 220 graus.

Aqueça a água, o leite, o açúcar, o sal e a manteiga em uma panela de fundo grosso. Quando ferver, junte a farinha, o fubá e a erva doce. Mexa bem e cozinhe por uns 2 minutos (deve desgrudar do fundo da panela).

Coloque a massa para bater por 5 minutos na batedeira, até esfriar (se tiver, use o batedor triangular).

Junte os ovos, um a um, batendo bem. Bata por 2 minutos para deixar a massa bem brilhante.

Com um boleador ou um saco de confeitar (buraco grande), faça bolinhas da massa em uma assadeira grande (deixe uns 3 cm entre cada broinha). Polvilhe com fubá.

Leve para assar por 15 minutos no forno alto. Depois abaixe o forno para 180 graus e asse por mais 20 minutos.



E Bon Appetit!

domingo, 2 de outubro de 2016

DESAFIO: Pudim de Pão com Bananas!


Pudim de Pão com Banana
Bananas super maduras na fruteira... Domingão a tarde... Vontade de fazer um bolo de banana... Mas acabou o fermento!! E a preguiça de ir comprar?? Olha de um lado, olha de outro, encontrei uns pãezinhos amanhecidos... E aí veio a ideia de um pudim de pão com bananas! Não precisa de fermento!! Como seria uma receita inédita, lá fui eu pesquisar na internet.

Encontrei várias receitas e fui mesclando algumas para adaptar ingredientes, quantidades e forma de preparo (minha maior dúvida foi fazer direto no forno ou no banho-maria. Optei pelo segundo, mais trabalhoso, mas mais conservador...)

Não vou dizer que é "super" simples... Precisa caramelizar a forma, bater os ingredientes (menos as bananas) no liquidificador, depois assar em banho maria... Mas é mais rápido que o Pudim de Leite!

E não é que saiu um pudim bem legal e bem bonitinho?? Ficou uma mistura de pudim de caramelo com bolo "invertido" de bananas! Da próxima vez, só vou distribuir as rodelas de banana com maior cuidado... Ficou meio "bagunçado", né?? rs

Pudim de Pão com Banana

1 pudim médio


  • 3 pães franceses amanhecidos em pedaços
  • 2 xícaras de leite quente
  • 2 colheres de sopa de manteiga amolecida
  • 2 ovos
  • baunilha a gosto
  • 1 xícara de açúcar

para a cobertura

  • 5 colheres de sopa de açúcar
  • 3 bananas nanicas em rodela

utensílios

  • forma de pudim ou bolo com buraco no meio
  • liquidificador
  • forma redonda ou retangular para colocar a forma de pudim no banho maria
  • papel alumínio
  • prato raso grande para servir o pudim

Ferva o leite e coloque sobre os pães, para amolecerem bem.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva uma panela com água (para o banho maria).

Coloque o açúcar do caramelo na forma e deixe caramelizar, com cuidado para não queimar. Distribua bem o caramelo também nas laterais da forma e reserve.

Corte as bananas em rodelas e coloque-as na forma, sobre o caramelo.

Bata no liquidificador o pão com leite, os ovos, o açúcar, a manteiga e a baunilha.

Despeje o líquido sobre a forma. Coloque a forma do pudim (coberta com papel alumínio) sobre a forma maior, coloque-a no forno e, com cuidado, despeje a água fervendo para o banho maria na forma maior. Deixe assar por 45 minutos a uma hora. Retire do forno, deixe esfriar em temperatura ambiente e desenforme no prato raso.



Bon Appetit!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DESAFIO: Polenta Mole com Ragu de Frango, inspirada no Festival da Polenta!

Polenta Mole com Ragu de Frango
Pode parecer uma receita complicada e demorada, mas não é! Usando alguns artifícios, como a panela de pressão para cozinhar o frango, o molho de tomates pronto (no meu caso, uso sempre o caseiro - faço um panelão e congelo em porções - veja a receita aqui) e a Polenta instantânea (fica pronta em 3 minutos, sem necessidade de cozinhar o fubá por um tempão - usei a marca Divella, muito boa), surge um prato maravilhoso, super saboroso e reconfortante! O "diferencial" deste prato está em cozinhar a polenta no próprio caldo do cozimento do frango! Fica muuuito rico em sabor!!

A inspiração de fazer uma receita de Polenta veio de um Festival da Polenta que fomos no Rio Grande do Sul, no CTG (Centro de Tradições Gaúchas) em Caiçara, uma pequena cidade do Alto Uruguai. Foi um evento maravilhoso, super família, com um jantar delicioso a base de polenta: Polenta com Ragu de Carne, polenta com ervas, polenta frita... Para acompanhar, a Fortaia (que já foi tema de post aqui no blog - um omelete de queijo e salame colonial - clique aqui para ver), carne de porco assada e o incrível galeto na brasa (meu preferido!!!).

Momentos do Festival da Polenta em Caiçara, RS
Infelizmente não fiz a receita tradicional (que precisa cozinhar bastante, sempre mexendo), como na foto acima!! Mas ficou uma delícia na versão "pré cozida" e nos fez lembrar os momentos legais que tivemos no Festival da Polenta, com nossos amigos gaúchos (Fernando, Vanessa, Alline e Rafael). Obrigada mais uma vez pelo convite e pela acolhida!!

Voltando a nossa receita, a Polenta com Ragu de Frango pode ser servida em um almoço de domingo, em uma travessa grande, ou em um jantar informal com os amigos, em pequenos bowls, com porções individuais! Na foto, a versão "individual"!

Polenta Mole com Ragu de Frango

(4 porções)


  • 2 coxas com sobrecoxas
  • 1/2 cenoura em rodelas
  • 1/2 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 folha de louro
  • 1 talo de salsão picado
  • ervas frescas (salsinha, manjericão, alecrim)
  • 1 tomate sem sementes picado
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 colher de chá de colorau
  • 400 gr de molho de tomate temperado (veja a receita aqui)
  • 150 gr de polenta pré cozida (Divella)
  • parmesão para servir

Cozinhe todos os ingredientes na panela de pressão (menos a polenta e o parmesão) por 30 minutos.
Separe o frango e desfie. Descarte ossos e pele. Coe o caldo de frango e reserve.

Coloque o frango desfiado e o molho de tomate para cozinhar por uns 15 minutos.


Prepare a polenta: Complete o caldo de frango com água até ter 600 ml de líquido (se gostar da polenta mais mole, acrescente mais água). Quando ferver, junte a polenta aos poucos, mexendo sempre. Cozinhe por 2 minutos.


Em uma travessa grande, coloque a polenta e cubra com o molho de frango. Finalize com o parmesão. Outra opção para servir são bowls individuais.


Bon Appetit!

DESAFIO: Cassoulet Express!

Cassoulet Express
Quando eu disser que a minha receita de Cassoulet Express demora "só" 3 horas para ficar pronto vocês vão me chamar de louca... Mas loucura foi a outra versão de Cassoulet que fiz há algum tempo (clique aqui para ver o post)... Demorou 15 dias!! rs

Ironias a parte, a receita original do Cassoulet (receita de origem francesa, a base de feijão branco e carnes variadas) leva o famoso Confit de Canard (ou pato confitado), que demora 15 dias para ficar pronto! Como decidi preparar o tal Cassoulet na sexta, para o almoço de domingo, tive que me adaptar!!

E o resultado foi ótimo!! Outra "otimização" de tempo foi o molho do feijão branco (normalmente deveria ficar 12 horas de molho) - só deixei 1 hora - e o posterior cozimento lento, cerca de 2 horas... Usei a panela de pressão e em menos de 1 hora estava cozido.

Enquanto o feijão cozinhava, adiantei o preparo das carnes (linguiça fresca, lombo e frango - no lugar do pato) no forno, por 1 hora, até dourarem bem (usei o grill).

Também fui criativa para substituir a gordura de porco (oriunda do preparo do Confit) da receita original: fritei o bacon e reservei a gordura! E completei com um pouco de azeite. Além de Express, também é mais Light essa receita!

Depois, é só juntar tudo em uma panela com tampa (ou coberta com papel alumínio reforçado) e deixar no forno baixo por 1 hora.

Outra mudança na receita anterior: finalizar o Cassoulet gratinando sua superfície com farinha de rosca (usei Panko - uma farinha mais grossa e crocante - utilizada na culinária oriental).

A versão nova ficou bem legal! Mais leve e mais fácil de fazer!! Se conseguir preparar no dia anterior, fica melhor ainda. Antes de servir, aqueça e gratine a farinha de rosca.
Segue a receita:

Cassoulet Express

8 pessoas

  • 600 gr de feijão branco
  • 1 cenoura em rodelas
  • 1 talo de salsão picado em pedaços grandes
  • 2 folhas de louro
  • 250 gr de costelinha defumada
  • 250 gr de bacon
  • 250 gr de linguiça toscana fresca (aprox. 3 unidades)
  • 350 gr de sobrecoxas (aprox. 3 unidades)
  • 250 gr de lombo de porco em cubinhos
  • 2 cebolas grandes em rodelas
  • 3 dentes de alho em fatias
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • salsinha e cebolinha picados a gosto
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • farinha de rosca ou panko para polvilhar
  • arroz branco e salada mista para acompanhar
Deixe o feijão de molho por 1 hora. Coe e coloque na panela de pressão com a cenoura, o salsão, o louro e a costelinha de porco em pedaços. Cubra com água. Cozinhe por 45 minutos a 1 hora (até ficar cozido, mas ainda firme).

Coe o caldo e reserve. Retire do feijão a cenoura, o salsão e o louro e descarte os legumes. Retire também a costelinha e reserve.

Enquanto o feijão cozinha, aqueça o forno a 180 graus e coloque as carnes (linguiça, sobrecoxas, lombo) em uma forma, temperando com sal e pimenta do reino. Leve para assar por 1 hora, virando as carnes na metade do cozimento.


Frite o bacon até ficar bem dourado. Reserve a gordura e os pedaços de bacon separadamente.

Em uma frigideira grande, coloque um pouco da gordura do bacon e frite o alho em fatias até ficarem bem dourados. Junte a cebola e frite bem. Tempere com um pouco de sal. Coloque a cebola e o alho em um liquidificador. Junte o restante da gordura do bacon, as 4 colheres de sopa de azeite, a salsinha e cebolinha e processe tudo, até virar uma pasta. Se necessário, coloque um pouco do caldo do feijão para dar "liga". Reserve.

Prepare as carnes: Corte a linguiça em fatias médias, desosse o frango e tire os ossos das costelinhas reservadas do cozimento do feijão. Junte a estas carnes o bacon frito e o lombo já assado.

Aqueça o forno a 160 graus. Em uma panela grande, que pode ir ao forno com tampa, coloque uma camada com 1/3 do feijão, metade da pasta de cebola e metade das carnes. Cubra com 1/3 de feijão, o restante da pasta de cebola e o restante das carnes. Cubra com o restante do feijão. Por último, despeje o caldo do cozimento do feijão (cerca de 3 xícaras). Tampe (#Dica: Se não tiver panela com tampa que vai ao forno, cubra com papel alumínio) e leve para o forno por 2 horas, mexendo depois de 1 hora para incorporar melhor os temperos (verifique se necessidade de mais sal) e colocar mais líquido se secar demais.

Quando faltar 30 minutos para servir, acenda o grill do forno. Polvilhe a superfície com a farinha de rosca ou Panko e leve ao forno para gratinar (cerca de 20 minutos). Sirva com arroz branco e uma salada de folhas!


E assim foi o nosso almoço de domingo... Com o Cassoulet com a estrela principal!!!
Bon Appetit!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DESAFIO: Fortaia, ou Omelete Colonial!

Este desafio começou com a compra de 2 ingredientes típicos da região de colonos no Rio Grande do Sul: o salame e o queijo coloniais. 

A ideia original era fazer um risoto italiano com inspiração colonial: seguindo a receita tradicional de risoto, acrescentei, no final do cozimento do arroz, o salame colonial picadinho e o queijo tipo colônia ralado grosso. 

O salame era do tipo "bem curado" e salgado. Existem versões menos curadas também, com o salame mais macio. 

O queijo "tipo Colônia" e bem suave, com pouco sal e com a textura semelhante ao do queijo coalho (ou seja, não derrete totalmente, ficando mais "pedaçudo" no meio do risoto).

Os ingredientes inspiradores deste desafio...

O Risotto com o Salame Colonial e o Queijo tipo Colônia
Quando postei a foto dos ingredientes, recebi outras sugestões incríveis de receitas. Uma delas - de uma amiga gaúcha, claro - foi a Fortaia! Pergunta imediata: o que é Fortaia?? Nunca tinha ouvido falar!!

Coincidentemente, descobri o que era no Evento que fomos em Caiçara RS, a Festa da Polenta!
Fortaia é um tipo de omelete, que acompanha a polenta, feito com salame colonial e queijo! Nada é por acaso nessa vida!

Festival da Polenta em Caiçara - RS
Dia seguinte, com os ingredientes que sobraram do Risotto do dia anterior, lá fui eu preparar a tal Fortaia! Além do salame picadinho e do queijo, incrementei com cebola, tomate e salsinha. E servi com Salada Verde (depois do Festival da Polenta, precisava de algo mais light... rs).

Ficou uma delícia! Fácil, rápido, nutritivo e muito saboroso!! E viva a culinária gaúcha!!

Caso não encontre os ingredientes originais, utilize um salame bem curado e um queijo minas padrão. Vai ficar delicioso também!!

Fortaia (Omelete de Salame e Queijo Colonial)

2 porções

  • 4 ovos batidos
  • 1 cebola picada
  • 1 tomate sem sementes picado
  • salsinha picada a gosto
  • 1/2 xícara de salame picado
  • 1/2 xícara de queijo colonial (ou minas padrão) ralado grosso
  • sal a gosto
  • azeite para fritar
  • Salada verde para acompanhar
  • 1 frigideira média de fundo grosso e lateral alta
  • 1 prato raso grande para virar a omelete
Aqueça a frigideira com o azeite e frite a cebola. Acrescente o tomate e deixe fritar até murchar um pouco. Em uma vasilha a parte, misture os ovos, o sal, o queijo, o salame e a salsinha. Acrescente à frigideira. Tampe e deixe cozinhar por alguns minutos. Quando estiver bem dourado embaixo, vire a omelete com o auxílio de um prato raso (vire a omelete sobre o prato e escorregue a omelete de volta para a frigideira). Deixe dourar do outro lado. Corte em 4 partes e sirva com uma saladinha verde.


A Fortaia servida com Salinha verde

Bom Appetit!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DESAFIO: Sagu de vinho, sobremesa típica do Sul!


Sagu de Vinho
Nesta nossa temporada trabalhando no Sul do país, tenho aproveitado para também aprender muito sobre a culinária local, com forte influência italiana, alemã e campeira (típica dos Pampas gaúchos).

O churrasco (no espeto), indispensável nos eventos mas também no dia a dia, traz um aroma de fumaça nas proximidades de todos os restaurantes! Minha preferência absoluta é o galeto (coxa ou sobrecoxa), assado no espeto na brasa, bem temperadinho e suculento, com aquela casquinha dourada e crocante por fora! Como acompanhamento, o mais tradicional é a Maionese de Batatas, já tema de um post aqui no blog, imperdível.

E agora chegou a hora de falar das sobremesas! E a campeã de audiência nos restaurantes e nas casas é o sagu de vinho, feito com vinho colonial. Para quem nunca provou, o vinho colonial é feito com uvas comestíveis, como a niágara, a bordô e a moscatel (denominadas "vitis americana"), ao contrário dos vinhos que costumamos tomar aqui em São Paulo, feitos com uvas próprias somente para vinhos ("vitis vinifera").

Os vinhos coloniais tem um teor alcoólico menor e tem um sabor mais forte de suco de uva. E nós tivemos o privilégio de provar uma produção caseira do pai do nosso amigo Fernando, na cidade de Caiçara-RS. Neste caso, fazer sagu com este vinho seria uma heresia! rs... É bom demais!

O sagu é tão presente no dia a dia dos gaúchos que chega a ser desprezado, sendo considerado "acompanhamento" de outras sobremesas, como a Torta de Bolacha e o Chico Balanceado (aguardem para saber mais destas outras sobremesas típicas aqui no blog!).

Para nós, paulistas, que não estamos habituados com esta sobremesa no dia a dia, virou um vício! Impossível não comer depois de cada refeição, ainda mais por ser cortesia em todos os restaurantes! Fizemos até um ranking do melhor sagu! Rs

Minha primeira tentativa de fazer o sagu foi um fiasco. Deixei muito tempo de molho (umas 2 horas) e cozinhei demais, com medo de deixar as "bolinhas" brancas. Resultado: virou uma gororoba, que acabou no lixo! O segredo está em parar o cozimento mesmo antes de parecer estar pronto. Difícil, né? Mas siga a receita abaixo que não tem erro! Já testei duas vezes!! E o Creme Inglês casa perfeitamente com o sagu, deixando-o mais cremoso e mais suave! A inspiração desta receita foi o site Panelinha, da Rita Lobo.

Sagu de Vinho com Creme Inglês

(12 porções)

Para o Sagu

  • 1 xícara de sagu
  • 750 ml de vinho tinto suave (de preferência colonial)
  • 750 ml de água
  • 1 xícara de açúcar (se gostar menos doce, coloque só 1/2 xícara).
  • canela em pau a gosto
  • cravos a gosto

Para o Creme Inglês

  • 6 gemas
  • 2/3 de xícara de açúcar (dividida em 2 porções iguais)
  • 500 ml de leite
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

Deixe o sagu de molho em água por 30 minutos.


Aqueça o vinho, a água, o açúcar, a canela e os cravos em uma panela grande e deixe ferver por 15 minutos.

Acrescente o sagu e cozinhe em fogo baixo por 30 minutos, mexendo sempre, para não grudar no fundo. #Dica 1: Embora o sagu ainda pareça um pouco "aguado", não deixe cozinhar demais. Ele continuará cozinhando após desligar o fogo.

Desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar por mais 30 minutos. Leve para a geladeira. #Dica 2: O sagu vai adquirir a consistência ideal depois de esfriar na geladeira.

Prepare o creme: bata as gemas e metade do açúcar na batedeira até virar uma gemada bem clarinha. Ferva o leite, o restante do açúcar e a baunilha. Acrescente à gemada aos poucos (para o ovo não talhar), mexendo bem. Volte ao fogo baixo e cozinhe até engrossar (sem parar de mexer). Deixe esfriar um pouco e leve a geladeira.

Sirva o sagu com o creme por cima.




E Bon Appetit!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DESAFIO: Geleia de Morangos para aproveitar a safra!

Geleia Caseira de Morangos
Esta semana eu estava inspiradíssima para cozinhar... Baixou o espírito da camponesa (tenho certeza que já fui uma em vidas passadas...)!!! Lembram do post do Cassolet com Confit de Pato?

Fiz pão integral, bolo, pudim de leite, ricota caseira, molho de tomate (só com tomates), caldo de frango (para congelar)... E, para completar, vi uma oferta de morangos daqueles caminhões bem na esquina de casa: 4 caixas por 10,00! Simplesmente irresistível! Não comprei 4 caixas... Comprei 8! Perfeito para aproveitar a safra de morangos e estocar geleia para os próximos meses!

Só tem um probleminha... Quando vocês provarem essa geleia feita em casa, sem corante, sem espessante, sem conservante, cheia de pedaços deliciosos de morango, vai ser difícil vocês querem voltar para o produto industrializado... E aguardem um próximo desafio que está na minha lista: Doce de Leite feito em casa! Super "camponesa"!

Geleia Caseira de Morangos

(3 potes de 200 gr)


  • 1,5 kg de morangos lavados, sem a coroa, cortados ao meio
  • 1 kg de açúcar refinado
  • suco de meio limão


Coloque os morangos, o açúcar e o limão em uma panela grande, com fundo grosso. Coloque para cozinhar. Conforme vá se formando uma espuma branca na superfície, retire com uma colher de sopa. Despreze a espuma (#dica 1: Retirar a espuma elimina a acidez e deixa a geleia mais brilhante).

Quando a calda ficar encorpada, retire do fogo e deixe esfriar. Acondicione em potes herméticos esterilizados previamente (dica 2: para esterilizar os potes, ferva uma panela grande com água e coloque os potes abertos e as tampas soltas. Deixe ferver por 1 minuto. Retire com uma pinça, escorra bem a água residual e deixe secar naturalmente.). Desta forma, a geleia se conservará por mais tempo, ainda mais se for colocada na geladeira. (#dica 3: você também pode congelar a geleia). (#dica 4: se quiser preparar uma calda mais rala - para usar em bolos, tortas ou sorvetes - retire mais cedo do fogo).


E Bon Appetit!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DESAFIO: Pão Integral feito com Malzbier!

Pão Integral de Malzbier
A minha receita básica de pão - 500 gr de farinha, 10 gr de fermento seco biológico, 300 ml de água, 10 gr de mel, 1 colher de chá de sal, 4 colheres de sopa de azeite - pode ter inúmeras variações!

Além da variação de formatos (redondo, filão, mini redondo, mini filão, trançado, etc, etc, etc...), você também pode mesclar diversos tipos de farinhas (sempre mantendo os 500 gr) como farinha integral, farinha de aveia, glúten, farinha de linhaça, sementes (mas fica a dica: sempre coloque no mínimo metade de farinha branca para dar maciez e leveza ao pão)...

O mel pode ser substituído por açúcar refinado, açúcar mascavo, melado de cana, melaço (de milho)...

No lugar do azeite pode-se colocar manteiga derretida, óleo de canola, óleo de coco... E, finalmente, a água pode ser substituída por cerveja! Normalmente utilizo a cerveja normal (pilsen), que não altera a coloração do pão... Mas, nesta receita, usei um ingrediente inédito: a Cerveja Malzbier! Bem escura e super adocicada, é a queridinha da mulherada aqui em casa para acompanhar o churrasco (se perguntar para os homens, falarão que não é cerveja... rs).

Pesquisando na Wikipedia, descobri que eles estão quase certos... Por seu baixíssimo teor alcoólico (menos de 1%) e a adição de açúcar, na Alemanha é considerada "bebida energética":

Malzbier é um tipo de cerveja, criada por Henrique Adriano Miller, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 - 4%), de cor escura, que é fermentada como uma cerveja normal, porém com a fermentação de levedo por volta do 0 °C. O CO₂ e o açúcar é adicionado depois. A Malzbier é geralmente usada como uma bebida energética.
As Malzbiers brasileiras são cervejas do tipo american pale lager na qual, após a filtração, são adicionados caramelo e xarope de açúcar, dando a coloração escura (que não vem do malte tostado) e o sabor adocicado. Dizem inclusive que, antigamente, cerca de 20 anos atrás, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões. Hoje em dia isso não acontece mais e a cerveja ganhou um pouco em qualidade. Muito famosa no Brasil, não possui muitos correspondentes fora do país. Na Alemanha, seu país de origem, nem é mais considerada cerveja e sim, bebida energética. Enquadra-se normalmente no grupo de “outras cervejas com baixo teor alcoólico”, já que a Malzbier original não chega nem a 1% de álcool, pois, apesar de ser produzida como qualquer outra cerveja, ela quase não tem fermentação.

Independentemente de ser ou não cerveja, a Malzbier é realmente muito doce e, portanto, na nossa receita de pão, acabei excluindo o mel. Também utilizei farinha integral (200 gr) e sementes de kümmel (alcarávia) para decorar e dar sabor.

O resultado foi um pão super macio e moreninho, bem neutro (nem salgado e nem doce), perfeito para o café da manhã, acompanhado de manteiga e geleia "pedaçuda" de morangos... Aliás, aguardem, em breve, a receita da geleia de morangos (não percam a temporada desta fruta para estocar geleia para o ano todo!!).

Pão Integral de Malzbier


1 pão grande

  • 10 gr de fermento biológico seco
  • 300 ml de malzbier morna
  • 300 gr de farinha de trigo
  • 200 gr de farinha de trigo integral
  • 1 colher de chá de sal
  • 4 colheres de sopa de azeite extra virgem para a massa
  • sementes de kümmel (ou alcarávia) para decorar (se desejar pode colocar um pouco na massa também)
  • azeite para untar 
  • 1 forma redonda de 20 cm com aro removível

Dissolva o fermento em metade da cerveja morna. Deixe crescer por 5 minutos. Em um bowl grande, coloque as farinhas, o azeite e o sal. Faça um buraco no meio. Junte o fermento e comece a misturar com as mãos. Aos poucos vá juntando o restante da cerveja até desgrudar das mãos. Sove em uma superfície lisa por 10 minutos. Coloque em um bowl untado com azeite, cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora (até dobrar de volume). Volte a sovar um pouco, faça uma bola com a massa e coloque na forma redonda com aro removível. Cubra com um pano limpo e deixe crescer por mais uma hora em ambiente protegido.
Quando faltar 15 minutos para terminar o 2o. crescimento, aqueça o forno a 180 graus.
Asse o pão por 35 a 40 minutos, até estar dourado em cima (#dica: para saber se o pão não está cru por dentro, retire da forma e dê pancadinhas embaixo dele. Se o som for um som "oco", o pão está assado).


Deixe amornar e sirva, cortado em fatias médias!


E Bon Appetit!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DESAFIO: Pão de Alho e Ervas, com recheio feito em casa!

Pão de Alho e Ervas com recheio feito em casa!
 O Churrasco de Dia dos Pais deste ano rendeu novos experimentos gastronômicos, principalmente com as dicas e receitas que estamos tendo dos nossos amigos do Rio Grande do Sul.

Foi o caso da Maionese de Batatas à Moda Gaúcha (clique aqui para ver a história e a receita) e do Frango Assado Marinado na Cerveja, receita do nosso amigo Márcio (as sobrecoxas devem marinar de um dia para o outro na cerveja clara, com sal grosso)...

E também do Pão de Alho, que experimentei na casa do Fernando e da Vanessa... O Fernando vai dizer que ele queimou o pão e que ficou imprestável... Mas há controvérsias, rs... Mesmo "meio tostadinho demais", deu para experimentar e perceber o tempero suave, a base de manteiga, alho e ervas, o que dava ao recheio uma coloração esverdeada. Também o pão era diferente do que encontramos normalmente nas versões de Pão de Alho compradas no supermercado: era um pão bem crocante, tipo pão francês... E havia sido preparado em uma padaria próxima à casa deles.

E lá fui eu tentar fazer o tal Pão com Alho!! E não é que ficou uma delícia? Utilizei uma baguete bem fresquinha e recheei com uma pasta de alho, manteiga, ervas frescas, sal e um toque de pimenta do reino. Ficou tão parecida com a original, que até o "queimadinho" tinha... rs... né, Alê??

Brincadeiras à parte, o Pão com Alho feito na churrasqueira corre mesmo o risco de queimar com facilidade... Por isso, embrulhe em papel alumínio e controle as labaredas!

Pão de Alho com Ervas

(4 unidades)


  • 2 baguetes grandes cortadas na metade (ou 4 baguetes mini)
  • 100 gr de manteiga
  • 6 dentes de alho descascados
  • ervas frescas a gosto (manjericão, tomilho, orégano, alecrim...)
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • papel alumínio para embrulhar

Aqueça o forno a 200 graus (caso não vá usar a churrasqueira).

Faça o recheio no triturador, colocando a manteiga, alho, ervas, sal e pimenta, até ficar bem homogêneo.


Faça sulcos no pão (com espessura de 2 a 3 cm, sem cortar até o final). Preencha os sulcos com a pasta de alho, manteiga e ervas.


Embrulhe cada pão com o papel alumínio.

Leve ao forno (ou a churrasqueira) por cerca de 20 minutos ou até ficar douradinho por fora.



Desembrulhe os pães e sirva imediatamente!

Pão de Alho com recheio feito em casa! (alho, manteiga, ervas frescas, sal e pimenta do reino).
 Ficou perfeito: crocante por fora e macio por dentro! Ao contrário de muitos pães de alho comprados prontos, o recheio ficou suave, saboroso e pouco gorduroso! Vale a pena experimentar a receita!

Bon Appetit!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DESAFIO: A melhor Maionese de Batatas do Mundo!

Maionese de Batata típica do Sul
Que os gaúchos são famosos por seu churrasco impecável, não é novidade para ninguém! As melhores churrascarias em São Paulo são de origem gaúcha, que incorporaram o rodízio e os cortes tradicionais ao gosto do paulistano!

Agora, o que eu não sabia é que eles fazem também a melhor Maionese de Batata do mundo (pelo menos, do "meu mundo", rs)!! Acompanhamento perfeito para um bom churrasco!!

Desde março deste ano, estamos (meu marido e eu) desenvolvendo um projeto de Consultoria no Norte do Rio Grande do Sul, mais especificamente em Frederico Westphalen, uma pequena cidade de 28 mil habitantes, próxima do Rio Uruguai, que divide os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Uma região agrícola maravilhosa, com paisagens incríveis e um povo educadíssimo, com muita tradição e respeito aos valores familiares.

Amanhecer com Chuva em Frederico Westphalen (foto de Eliandra Ribas dos Santos)

Região do Alto Uruguai - foto de Eliandra Ribas dos Santos

Por do Sol em Frederico Westphalen - RS (vista da janela do nosso apartamento)

Obviamente, além do trabalho e de conhecer as paisagens desta região linda, estou aproveitando muito para aprender sobre as tradições culinárias dos gaúchos! Fazer churrasco não é muito a minha praia (deixo esta especialidade para o maridão), mas os acompanhamentos são comigo mesmo!! E a maionese de batatas que eles fazem para acompanhar o churrasco é maravilhosa! Simples, saborosa e muito cremosa! Logo percebi que o segredo estava na maionese, feita em casa... Mas me surpreendi quando me falaram que é feita sem  gemas cruas... A base, além do óleo, é leite!!

Outro "segredinho" que minha amiga gaúcha Vanessa me contou é o tipo da batata: tem que ser a de casca rosa (ou asterix), mais firme e que não vira uma "massa" depois de cozida. É importante sentir os pedacinhos de batata na maionese! E foi na casa dela que eu comi a minha maionese de batatas "referência" para a receita deste post!

O Churrasco do nosso amigo gaúcho Fernando...

... E a forma super interessante de servir à mesa (à esquerda, Fernando e Vanessa, que fizeram este jantar
incrível). Destaque para a maionese da mãe da Vanessa, no fundo da mesa, à direita.
E lá fui eu, no último domingo, Dia dos Pais, "criar" a minha receita de Maionese de Batatas a moda gaúcha, juntando as várias dicas que recebi! Ficou incrível, bem parecida com as que tenho comido (e me deliciado) lá nos Pampas!! Até o nosso churrasqueiro estava "à caráter"! Só faltou o chimarrão!

Alê de Churrasqueiro Gaúcho, no Dia dos Pais!

Maionese de Batatas à moda gaúcha

(6 porções)

  • 2 batatas asterix (rosa) grandes, descascadas e picadas em cubinhos pequenos
  • 1 cenoura descascada e picada em cubinhos pequenos (opcional - se não quiser a cenoura, coloque mais uma batata)
  • 3 ovos inteiros, com casca
  • água com sal para cozinhar
para a maionese de leite
  • 150 ml de leite integral
  • suco de meio limão
  • 1 colher de sopa de mostarda amarela
  • 1 colher de chá de sal
  • pimenta do reino a gosto
  • 3 gemas cozidas (dos ovos cozidos acima - opcional)
  • 300 ml de óleo (ou o quanto baste para engrossar a maionese)

Cozinhe as batatas, as cenouras e os ovos inteiros em água com sal por 20 a 25 minutos.

Escorra a água, retire os ovos inteiros e deixe as batatas e as cenouras esfriarem.

Descasque os ovos: separe as gemas e pique as claras. Reserve (separadamente).

Prepare a maionese: em um liquidificador ou triturador coloque o leite, as gemas cozidas (opcional - serve para encorpar e dar mais cor ao molho), a mostarda, sal, pimenta e o suco de limão. Acrescente um pouco do óleo e bata em velocidade baixa. Aos poucos, vá juntando o restante do óleo, até a maionese engrossar. Reserve.

Misture as batatas, cenouras e as claras de ovos (tudo já frio) com a maionese de leite. Mantenha na geladeira até a hora de servir.


E Bon Appetit ao estilo gaúcho!

DESAFIO: O Pudim de Leite Perfeito (Sem furinhos)!

Pudim de Leite Condensado sem furinhos
A sobremesa mais tradicional nos almoços de família dos brasileiro é cremosa, saborosa, aparentemente tão simples e cheia de técnica para ser preparada... É o famoso Pudim de Leite Condensado! Não conheço ninguém que não goste deste doce à base de leite, com sabor intenso de caramelo!

Poucos ingredientes (leite condensado, leite, ovos, açúcar), uma forma de preparo trabalhosa e demorada (preparação do caramelo, cozimento em banho maria, no fogo ou no forno) e muita polêmica quanto ao resultado: você prefere com ou sem furinhos??

Já falei sobre a polêmica dos "furinhos" em um post anterior (clique aqui para ver). Nesta receita anterior, fiz uma versão individual do Pudim. Mas faltava, aqui no blog, a versão "família", mais tradicional! E a oportunidade surgiu no aniversário do meu cunhado Lu, quando um amigo dele, João, levou de presente um maravilhoso pudim de leite, totalmente sem furinhos! Do jeito que eu gosto!

Claro que eu pedi a receita. E claro que eu tinha que testar! A primeira tentativa foi "meia boca", literalmente: só tinha uma lata de leite condensado e, portanto, fiz metade da receita. Deixei assar demais no forno e a calda queimou levemente... O povo comeu tudo, achou uma delícia... Mas o meu perfeccionismo não curtiu...

A segunda tentativa ficou perfeita, exatamente como o original do João! Bingo!! Mas não vou enganar os leitores... Não foi fácil! Demorou bastante para assar (quase 2 horas) e a tensão na hora de virar foi enorme!! Difícil ter certeza se está no ponto certo! Mas, no final, tudo deu certo!! Segue a receita, com todas as dicas e "pegadinhas"!! Espero que curtam! A família e os amigos por aqui curtiram bem! rs

Pudim de Leite Condensado (sem furinhos)

12 pedaços


  • 2 latas de leite condensado
  • 300 ml de leite
  • 6 gemas peneiradas
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 forma de pudim
  • 1 forma redonda (para o banho maria)
  • papel alumínio

Prepare o caramelo: coloque o açúcar na forma e leve diretamente ao fogo baixo, até derreter e ficar bem "moreninho" (#Dica 1: cuidado para não dourar demais, senão o pudim fica com gosto de queimado). Retire do fogo e gire a forma de forma a cobrir suas laterais com o caramelo. Deixe esfriar.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva água para o banho maria.
Misture o leite condensado, as gemas e o leite. (#Dica 2: não bata no liquidificador, use somente uma colher para incorporar os ingredientes).  Coloque a mistura na forma caramelizada.
Cubra a forma com papel alumínio e coloque sobre a forma redonda. Preencha com a água quente. Leve ao forno por 1 hora e meia a 2 horas (#Dica 3: para saber se o pudim está no ponto, enfie uma faca, que deverá sair limpa). Deixe esfriar e leve para a geladeira por umas 2 horas.
Para desenformar, #Dica 4: leve a forma ao fogo por alguns segundos, até sentir que o pudim está solto na forma. Vire sobre um prato com bordas (por causa da cauda). #Dica 5: Para aumentar a calda, coloque um pouco de água no fundo da forma (onde ficou parte do caramelo endurecido) e leve ao fogo até derreter o caramelo. Deixe esfriar e incorpore ao pudim.




E Bon Appetit!