domingo, 18 de maio de 2014

DESAFIO: Camarão à Provençal

Camarão a Provençal
 Esta é mais uma receita de família! Uma das especialidades da minha mãe: Camarão a Provençal! Tomates frescos, vinho branco, muito manjericão, cebola, alho! Um molho simples e aromático, que valoriza o ingrediente principal: camarões!

Quando perguntei ao meu filho como queria que preparasse uma bandeja de camarões congelados que havia comprado no Natural da Terra, ele foi direto: "Quero o camarão com tomates frescos que a vovó faz!"

E lá fui eu ligar para minha "Home-mãe-chef"!

Ela me explicou tudo direitinho e falou: "Você comprou camarões frescos e grandes, certo??"... Hum... Não exatamente... rs... Eram pequenos e congeladinhos!

Mas segui em frente... Sabia que era arriscado, sabia que poderia por tudo a perder... Mas uma Home-Chef precisa ser corajosa, enfrentar seus medos... kkkkkk

Tudo bem... Ficou uma delícia e meu filho comeu muuuuuito! Mas não chegou nem aos pés da versão "grande e fresca" da mamãe... Por serem congelados, os pequenos camarões soltam bastante água e não ficam levemente grelhados... Por serem pequenos, parecem parte do molho de tomates, e não o ingrediente principal... Mas não me arrependi... Afinal, esta receita de família é incrível e leva menos de 45 minutos para ser preparada! Bon Appetit!!

Camarão a Provençal

(4 porções)


  • 500 gr de camarões grandes e limpos
  • suco de 1/2 limão
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 6 tomates italianos frescos
  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes de alho grandes picados
  • 1/2 xícara de vinho branco seco
  • 1 punhado de manjericão
  • azeite extra virgem
  • arroz branco para acompanhar

Tempere os camarões com sal, pimenta e o suco de limão. Reserve. Pique as folhas de manjericão (reserve algumas inteiras para finalizar).


Tire as peles e as sementes dos tomates (Dica: ferva uma panela com água. Desligue o fogo e coloque os tomates inteiros, tampe e deixe por 5 minutos. Tire a água quente, jogue água fria sobre os tomates e, com a ajuda de uma faca afiada, retire a pele. Corte ao meio e esprema cada metade para retirar as sementes). Pique os tomates em pedaços pequenos.

Aqueça uma frigideira grande com azeite e frite bem a cebola. Junte os tomates picados, o manjericão picado, tempere com um pouco de sal e pimenta e deixe apurar por 20 minutos. Em outra frigideira, aqueça mais azeite e frite os dentes de alho picados. Junte o camarão e deixe fritar bem.


Em outra frigideira, aqueça mais azeite e frite os dentes de alho picados. Junte o camarão e deixe fritar bem. Retire os camarões da frigideira e junte o vinho. Deixe evaporar bem. Coloque os tomates cozidos, os camarões, as folhas inteiras de manjericão. Tampe e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Sirva com arroz branco.



Camarão à Provençal, by Desafios Gastronômicos

domingo, 11 de maio de 2014

DESAFIO: Salmon Lox, by Gordon Ramsey


Salmon Lox - Salmão Marinado com Wasabi e Ervas Frescas
Quando o Alê falou que teria que viajar para fora do país a negócios, fiquei triste, bem triste... Passaria uma semana sem ele, o que é bastante estranho, já que somos um casal bem grudadinho... Quando deixei o Alê no aeroporto, precisava fazer algo para me distrair e aliviar minha tristeza... Calma, calma! Não fui para a balada não: fui para o supermercado!! rs E comprar alguns ingredientes pouco usuais na minha cozinha: salmão, lula, camarão! (como já mencionei aqui diversas vezes, meu marido é alérgico a peixes e frutos do mar... ). Minha solidão seria (parcialmente) preenchida por desafios gastronômicos "marítimos"! E meu companheiro nesta jornada seria meu filho Erik (que ama frutos do mar).

A primeira receita da semana veio do livro do Gordon Ramsay: Salmon Lox, um salmão marinado de um dia para outro no sal grosso e açúcar cristal! Depois, temperado com wasabi (raiz forte) e ervas frescas, fatiado bem fininho e servido com um molho de aceto balsâmico e mostarda dijon, sobre fatias de pão fresco!

A receita original, do Livro do Gordon Ramsay
Embora seja tradicionalmente uma entrada, Erik e eu degustamos o salmão como prato principal! E estava delicioso! O sal grosso e o açúcar "cozinham" e secam o salmão, deixando-o mais alaranjado e consistente, parecido a um salmão defumado. A raiz forte com ervas dá um sabor exótico e refrescante, complementado pelos sabores mais ácidos da mostarda e do aceto! Uma explosão de sabores sobre uma fatia de pão crocante! Ficou com água na boca? Então veja como é feita esta iguaria! E Bon Appetit!

Salmon Lox (Salmão marinado com wasabi e ervas)

4 porções

  • 1 pedaço de salmão com 300 a 400 gr
  • 25 gr de sal grosso
  • 25 gr de açúcar cristal
  • 1 colher de sopa de wasabi (raiz forte)
  • ervas frescas (salsinha, cebolinha, manjericão, sálvia, alecrim...)
  • 1 colher de sopa de mostarda dijon
  • 1 colher de sopa de aceto balsâmico
  • 4 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • pães diversos para acompanhar

Prepare com antecedência: lave bem o pedaço de salmão, retire a pele escura. Misture o sal grosso e o açúcar cristal. Passe a mistura por todo o salmão. Embrulhe-o em um filme plástico e leve à geladeira por 12 horas.

Retire do filme plástico, descarte a água que se formou. Passe a raiz forte (wasabi) pela superfície superior. Pique todas as ervas e coloque por cima do salmão. Leve novamente à geladeira por uns 30 minutos. Prepare o molho, misturando a mostarda, o aceto e o azeite. Reserve.


Corte o salmão em fatias bem finas, arrume em uma travessa e sirva com o molho e os pães cortados em fatias!



Salmon Lox - Salmão Marinado com Wasabi e Ervas Frescas

domingo, 4 de maio de 2014

DESAFIO: Biscotti, um biscoito de amêndoas com sotaque italiano

Biscotti by Desafios Gastronômicos
Provei estes biscoitos, pela primeira vez, na Disney! Como assim, biscoitos italianos na Disney?? É isso mesmo: estávamos nós no Epcot, em uma área dedicada à Itália, depois de almoçar no Restaurante Alfredo (que não tinha o famoso "Spaghetti a Alfredo", para minha completa decepção...), quando veio o cafezinho acompanhado de um biscoito delicioso e crocante, feito de amêndoas... Perguntei o que era e assim descobri o tal Biscotti! Comprei um saquinho e virei fã! Como vocês podem ver, Disney também é cultura! Até gastronômica! rs

Os Biscotti são preparados de uma forma bem inusitada: é o único biscoito que eu conheço que é assado duas vezes! Primeiro, é assado como se fosse um pão... Depois, é cortado em fatias e a assado novamente! Isso sem contar o preparo das amêndoas, que precisam ser descascadas, torradas e picadas! Dá um pouco de trabalho, mas o resultado é bem interessante: fica crocante e com uma aparência rústica e charmosa! Perfeito para acompanhar um café (expresso, para seguir a tradição italiana)! Bon Appetit! Ou, neste caso, Buon Appetito!!

Biscotti (Biscoito Italiano de Amêndoas)

24 unidades


  • 1 xícara de amêndoas com casca
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 2 ovos grandes
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 4 colheres de sopa (50 gr) de manteiga derretida

Aqueça o forno a 180 graus. Ferva as amêndoas em água por alguns minutos. Retire a água, deixe esfriar um pouco e tire as cascas, apertando para sair. Coloque as amêndoas em uma assadeira e leve para assar por 15 a 20 minutos (até estarem levemente douradas). Retire do forno, deixe esfriar e pique-as grosseiramente com a ajuda de uma faca meia lua. Reserve.

Em uma panela pequena, derreta a manteiga e deixe esfriar.


Peneire a farinha e o açúcar em uma tigela e misture as amêndoas. Acrescente o fermento e o sal. Em uma outra tigela, bata bem os ovos e junte a manteiga derretida. Acrescente o líquido às farinhas, misturando com as mãos até formar uma bola. Divida a massa e modele cada parte no formato de um rocambole, conforme a foto abaixo:


Leve ao forno já aquecido por 20 minutos (ou até dourar e rachar). Deixe esfriar um pouco e corte cada rocambole em fatias diagonais com cerca de 2 cm de espessura. Arrume as fatias novamente na assadeira e leve para assar por 10 minutos. Retire os biscoitos do forno, vire-os para que dourem do outro lado e leve para o forno por mais 10 minutos. Deixe os biscoitos esfriarem em uma grade. Guarde-os em saco ou pote hermético (duram até 1 semana).




Biscotti (Biscoitos Italianos de Amêndoas) by Desafios Gastronômicos

segunda-feira, 21 de abril de 2014

DESAFIO: Bife Hamburguês

Bife Hamburguês com Salada Alemã
 Depois de algumas semanas de retiro “profissional”, os Desafios estão de volta!!

Vocês devem imaginar o trabalho que dá preparar cada receita, tirar fotos com produção, editar as fotos, escrever o texto, publicar o post... Mas não estou reclamando não!! É que, trabalhando “full time” agora (em um assunto “nada a ver” com gastronomia), fica um pouco mais difícil postar com frequência aqui no blog... Mas os Desafios podem perder um pouco da velocidade, mas não param nunca!! Afinal, sou ou não sou uma verdadeira “home chef”??

A boa notícia é que as receitas, com a minha absoluta falta de tempo até para cozinhar para a família, tendem a ficar mais “práticas” e rápidas de fazer! Mas sem perder o charme gourmet, claro!!

Já comentei antes aqui no blog que a “carne moída de primeira” é um ingrediente dos mais versáteis e sempre me salva dos apertos, quando preciso preparar algo de "última hora"! Quantos pratos já fizemos a partir de uma bandeja de meio quilo de carne moída? Kafta, Bolo de Carne Recheado, Quibe Assado, Hamburguer, Escondidinho, Pastel, Empanadas...

Esta receita de Bife Hamburguês foi inspirada nas receitas que minha mãe preparava quando éramos crianças, e é a versão germânica do tradicional hambúrguer americano... Criada na cidade de Hamburgo, por um açougueiro local, a receita do Bife Hamburguês teve sua inspiração na carne feita pelos mongóis, que era "moída" e "cozida" sob a sela dos cavalos... (vou parar esta história por aqui, senão ninguém mais vai ter vontade de comer o bife hamburguês... kkkkk... mas para quem quiser mais "detalhes sórdidos" desta receitinha mongol, clique aqui para ver). A receita alemã foi levada para os Estados Unidos e lá foi popularizada, sendo servida com pão e queijo!

Como é uma receita de família, não havia nada escrito... Só a minha memória visual e gustativa!! A carne moída é misturada a diversos temperos e à farinha de rosca ou pão... Depois, é modelada em formato de hambúrgueres e passada no ovo e na farinha de rosca. Frita no óleo quente, a carne fica macia por dentro e crocante por fora... Como acompanhamento, uma salada de repolho ou acelga ao estilo alemão, temperada com maionese e dill (endro)... E, para finalizar, um toque de mostarda adocicada da Hemmer (se não encontrar, misture um pouco de mostarda amarela com mel...). Rápida (cerca de 40 minutos) e deliciosa!! Bom Appetit!!

Bife Hamburguês com Salada Alemã

(4 porções)

  • 500 gr de carne moída de primeira
  • 1 cebola picada
  • Salsinha e cebolinha picadas
  • 1 colher de sopa de mostarda amarela
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 3 colheres de sopa de farinha de rosca (ou pão duro ralado)
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 ovo batido para empanar
  • Farinha de rosca para empanar
  • Óleo para fritar
Para a salada
  • 6 folhas grandes de repolho ou acelga picadas bem finas
  • 1 colher de sopa de maionese
  • 1 colher de chá de mostarda amarela (para a salada)
  • Dill picado a gosto
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Mostarda adocicada para decorar o bife (ou mostarda amarela misturada com um pouco de mel)
Misture a carne com os demais ingredientes (cebola, salsinha, mostarda, molho inglês, sal, pimenta e farinha de rosca). Faça hambúrgueres com uns 4 dedos de diâmetro. Passe no ovo e na farinha de rosca. Reserve na geladeira enquanto prepara os demais.

Aqueça óleo em uma frigideira pequena. Frite um hambúrguer de cada vez, secando-o bem no papel  toalha. Repita o procedimento para todos os hambúrgueres. Reserve os bifes em local aquecido.


Prepare a salada: misture todos os ingredientes em uma tigela (menos a mostarda adocicada).


Na hora de servir: disponha a salada sobre o prato e, por cima, um bife hamburguês. Decore com um pouco da mostarda adocicada.


Bife Hamburguês com Salada Alemã, by Desafios Gastronômicos

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DESAFIO: Ceviche Colorido de Salmão

Ceviche Colorido de Salmão
Imaginem o dilema de uma cozinheira que tem um marido alérgico a qualquer tipo de peixe ou frutos do mar (inclusive passa mal com o cheiro de peixe) e um filho que adora sushi, sashimi, salmão ou atum grelhados, camarão...

Aí, encontrei um jeito: quando o Alê vai dar aulas à noite, eu preparo alguns pratos com peixe! Mas nada que deixe cheiro na casa... Por isso, o Ceviche é perfeito: fácil e rápido de fazer, não é cozido e, portanto, não deixa a casa cheirando peixe!!

Ceviche é um prato típico do Peru, feito à base de peixe cru e vários temperos que ajudam a "cozinhar" a carne, como cebola, limão, sal...

Comprei uma posta bem bonita de salmão no Natural da Terra (um pouco caro, R$ 50 o quilo) e o atendente tirou a pele escura (o que facilita ainda mais o preparo do prato).

A receita foi inspirada na minha amiga Roberta, do Veleiro Maremio, que preparou um Ceviche delicioso em um domingo na Ilha da Cotia, feito com peixe branco (não me lembro o tipo...). Mas o que me chamou a atenção na receita foi o colorido que ela deu ao prato, acrescentando pimentão amarelo e vermelho, além do coentro picado!

O trabalho que esta receita dá é picar os ingredientes: além do salmão (picado em pedaços médios), pimentão vermelho, pimentão amarelo, cebola roxa, cebolinha verde e dill (ou endro, uma erva fresca e aromática!).

Além das ervas, coloquei também suco de limão siciliano (mais suave que o tahiti), azeite extra virgem, pimenta rosa, sal e pimenta do reino!

Para servir, uma guarnição verde (alface ou acelga) e fatias de pão branco, bem crocante! Ficou maravilhoso!!

E o mais interessante é que, no mesmo dia, assisti ao programa do Oliver Anquier visitando a América Latina e mostrando o mais famoso restaurante de Ceviche do mundo, o Chez Wong, em Lima, Peru! O peixe, um enorme linguado do Pacífico, chega diariamente e é preparado na frente dos clientes, que lotam a pequena garagem para ver o emblemático chef e provar o famoso ceviche! Além do peixe, leva também pedaços de polvo cozido, muito limão, cebola roxa, sal, pimenta e... só!! Pode ser o mais famoso ceviche do mundo, mas a minha versão "colorida" pareceu mais apetitosa!! rs

O "Melhor Ceviche do Mundo", do Chez Wong - Lima/Peru (foto do Paladar)

Ceviche Colorido de Salmão

(4 porções)


  • 400 gr de salmão limpo e sem pele
  • 1 cebola roxa picada
  • 1/2 pimentão vermelho
  • 1/2 pimentão amarelo
  • suco de 1/2 limão siciliano
  • 1/2 xícara de azeite extra virgem
  • sal a gosto
  • pimenta rosa em grãos a gosto
  • dill fresco picado a gosto
  • folhas de acelga picadas para acompanhar
  • pão fresco para acompanhar

Pique o salmão em pedaços pequenos (cerca 1 cm). Tempere com o sal, pimenta rosa, azeite e suco de limão siciliano. Pique a cebola roxa, coloque em um pote de vidro, cubra com água e leve ao microondas por 1 minuto. Coe a água e jogue água fria. Coloque a cebola no salmão. Junte também os pimentões picados e o dill. Misture tudo e reserve na geladeira. Arrume as folhas de acelga picadas em um prato grande ou em pratos individuais. Coloque o salmão sobre a acelga e sirva imediatamente. Para acompanhar, rodelas de pão fresco!



Ceviche Colorido do Salmão by Desafios Gastronômicos

quarta-feira, 26 de março de 2014

DESAFIO: Grissinis

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Grissini é um tipo de pão italiano, em formato de palito, bem crocante e perfeito para acompanhar pastinhas e patês! Vocês devem se lembrar da versão industrializada da Bauducco que, atualmente, se chama "Biscuit", muito utilizada para servir aperitivos! 

Mas quando falamos da versão "caseira" dos Grissini, estamos falando de algo totalmente diferente, tanto na estética quanto no sabor e textura! 

A receita básica da massa leva farinha, água, fermento, açúcar, sal e azeite. A versão mais tradicional é coberta com gergelim branco, mas as possibilidades são inúmeras! Esta é mais uma daquelas receitas em que a criatividade pode voar alto!! No livro Illustrated Baking, de onde tirei a receita básica, há algumas sugestões bem legais, além do gergelim: com páprica e parmesão, com presunto de parma (enrolado no grissini depois de assado)... Na internet, encontrei variações feitas com ervas frescas, com sal grosso... 

A receita é demorada (como qualquer pão feito com fermento biológico ou fresco), pois há dois momentos de espera para crescimento da massa e exige uma certa destreza no momento de se cortar as tiras e colocá-las na forma para assar... 

Minha primeira tentativa foi um fracasso total... Mas a culpa foi totalmente minha (embora a receita do livro pedisse mais água que o necessário - fui esperta e dosei a água aos poucos, evitando que a massa ficasse grudenta)... Falta de atenção e cozinha não combinam mesmo! Olhem o que aconteceu: a massa estava no seu segundo tempo de crescimento (dentro do forno desligado) e eu fui buscar o meu filho na escola... Para "adiantar", resolvi ligar o forno (que é elétrico) e me esqueci completamente que a massa estava crescendo lá dentro, sobre uma tábua de silicone e coberta por um pano de prato!! Por sorte, voltei a tempo de perceber a burrada e retirar a tábua do forno, antes que tudo pegasse fogo!! Mas a massa estava perdida... Moral da história: nunca ligue seu forno antes de olhar se há algo lá dentro! Básico, não??

A segunda tentativa foi um sucesso: fiz a receita básica, mas inclui páprica (doce e picante) na massa e cobri metade dos grissinis com gergelim e a outra metade com parmesão! Ficaram lindos, rústicos e dourados... Pessoalmente, o sabor do parmesão me encantou mais... E você, qual prefere? Acho que terá que provar os dois antes de emitir uma opinião! rs! Bon Appetit!

Grissini

(30 unidades)

  • 3 colheres de chá de fermento biológico seco
  • 3/4 de xícara de água morna
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 2 1/4 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 colheres de chá de sal
  • 1 colher de chá de páprica doce
  • 1/2 colher de chá de páprica picante
  • gergelim para a cobertura
  • parmesão ralado para a cobertura

Dissolva o fermento em 1/4 de xícara de água morna. Deixe descansar por 5 minutos. Em uma tigela grande, coloque a farinha, o sal, o açúcar, as pápricas. Faça um buraco no centro e coloque o azeite e o fermento dissolvido. Comece a misturar tudo, juntando o restante da água aos poucos (não coloque tudo de uma vez, para poder ir sentindo a textura - quando soltar das mãos sem grudar, não precisa mais colocar água). Sove na bancada por 10 minutos, até a massa ficar bem elástica. Coloque em uma tigela grande, cubra com filme plástico e deixe descansar por 1 hora (ou até dobrar de volume).
Sove novamente e abra a massa em uma bancada salpicada com farinha em um retângulo de 15x40cm.


Cubra com papel manteiga e com um pano de prato limpo. Deixe descansar por 45 minutos.
Aqueça o forno a 200 graus. Pincele um pouco de água sobre a massa e coloque a cobertura (gergelim ou parmesão ralado - ou ambos, dividindo a massa), pressionando levemente. Com uma faca afiada, corte fatias de 1 cm (com 15 cm de altura) e coloque-as em uma forma salpicada com farinha de trigo (ou forrada com silpat ou silicone), deixando 2 cm de distância entre os grissinis.
Leve para assar por 10 minutos, até ficarem douradinhos. Deixe esfriar em uma grade e guarde em um pote hermético.


Dica: Se ficarem moles, é só voltar ao forno por mais 5 minutos.


Sirva com pastinhas, como acompanhamento de sopas, cozidos, massas... Ou com esta deliciosa abobrinha marinada com azeite, limão siciliano e alecrim da foto...




sexta-feira, 21 de março de 2014

DESAFIO: Tortillas e suas mil e uma utilidades

Tortillas com Chilli Beans by Desafios Gastronômicos
Depois de testar as receitas de Naan (pão indiano) e Pão Pita (sírio), mais uma receita de "flat bread" (ou pães achatados), agora de origem mexicana: as Tortillas! Muito fáceis de fazer, levam fermento para bolo (e não o fermento para pão, como as outras receitas) e gordura hidrogenada (para a massa ficar maleável depois de cozida) e são grelhados rapidamente na frigideira antiaderente! Nesta receita, também retirada do livro Illustrated Baking, fiz a versão com farinha de trigo, mas há também as "tortillas" feitas com milho (que testarei em um próximo "desafio"!).

A única "pegadinha" desta receita é a temperatura da frigideira, que deve estar bem quente... Se a temperatura não estiver alta, a massa vai cozinhar e ficar dura... O ideal é que fique bem tostada (formando "bolhas") e bem maleável, para ser dobrada. Depois que estiver "assada", coloque em um prato e pincele ou borrife um pouco de água, cobrindo com um pano levemente úmido... Assim, as tortillas se manterão hidratadas e não ficarão endurecidas!

Um acompanhamento charmoso para patês, cozidos, molhos... É também a base para vários pratos mexicanos (veja o nosso pequeno "glossário" abaixo). Na primeira vez que fiz, servi com Bifes Marinados no Azeite, Ervas e Limão Siciliano (clique aqui para ver a receita). Na segunda vez, preparei um saboroso Chilli Beans (Carne com Feijão com pimenta Chilli). Uma outra versão desta combinação são os "burritos": tortillas enroladas com recheio (como frango, carne, legumes). Ou então, faça as "fajitas", que são as tortillas dobradas ao meio e recheadas com carne, creme azedo, queijo, guacamole, pimenta...

Com as sobras, fiz torradinhas super crocantes (em formato triangular, semelhante aos "nachos" ou "doritos") e "quesadillas", que nada mais são que as tortillas com recheio de queijo, grelhadas em uma chapa quente!

Ficou confuso (a) com tantos termos culinários mexicanos?? Eu também!! rs Então vamos a um pequeno "glossário":

  • Tortilla: é pão achatado feito com farinha de trigo ou farinha de milho, grelhado em uma chapa quente;
  • Fajita: é tortilla (normalmente feitas de milho), dobrada ao meio (pode ser macia ou dura), recheada com algum tipo de carne, queijo cheddar, alface, creme azedo, pimenta, alface, etc;
  • Burrito: é a tortilla (normalmente feita de trigo), enrolada como uma panqueca e recheada com carne, frango ou legumes;
  • Nacho: é a tortilla (de milho), cortada em pequenos triângulos e torrada ou frita (semelhante aos "Doritos");
  • Quesadilla: é a tortilla (de milho ou trigo), recheada com queijo e grelhada em uma chapa quente e depois cortada em triângulos;
  • Chilli: tipo de pimenta (semelhante ao dedo de moça), vermelha ou verde;
  • Chilli Beans: é o cozido de carne com pimenta chili e feijão;
  • Guacamole: é um molho salgado à base de abacate picado, tomates, cebola, coentro.

Como vocês podem ver, aprender a fazer "tortillas" abrirá muitas possibilidades de receitas na cozinha mexicana! rs Agora é sua vez de usar a criatividade e surpreender a família!! Bon Appetit!

Tortillas (de Farinha de Trigo)

8 unidades

  • 1 3/4 xícaras de farinha de trigo
  • 4 colheres de sopa de gordura vegetal gelada
  • 1 colher de chá rasa de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento químico (para bolo)
  • 1/3 xícara de água morna (ou o quanto baste)
Coloque a farinha, o fermento e o sal em uma tigela. Corte a gordura em pedaços pequenos e junte à mistura de farinha. Com a ponta dos dedos, vá transformando a gordura em uma farofa. Junte a água morna (aos poucos) e misture bem até virar uma bola. Sove a massa por alguns minutos. Cubra com um filme plástico e deixe descansar por 30 minutos em local protegido.

Divida a massa em 8 partes iguais. Polvilhe a bancada com farinha de trigo. Com um rolo, abra uma das partes da massa até ficar bem fina (quase transparente). Aqueça uma frigideira grande de fundo grosso (no fogo alto). Coloque a massa e deixe fritar por 1 minuto de cada lado. Coloque em um prato, pincele ou borrife um pouco de água e cubra com um pano levemente úmido. Repita o processo para os demais pedaços de massa. Mantenha as tortillas sempre cobertas com um pano para não endurecer. Sirva com Chilli Beans!

Tortillas de Farinha de Trigo
Chilli Beans

terça-feira, 18 de março de 2014

DESAFIO: Bacalhau a Gomes de Sá, um clássico português!

Não sei se vocês sabem, mas sou 37,5% alemã, 12,5% francesa e 50% portuguesa (minha avó paterna era filha de francês com alemã, meu avô paterno era alemão, e meus avós maternos eram filhos de portugueses! Não é à  toa que tenho a gastronomia correndo nas veias!! rs

E esta miscelânea cultural certamente influenciou minhas tendências gastronômicas... Da culinária francesa, me encantaram as técnicas e o refinamento dos ingredientes e dos pratos... Da cozinha alemã, aprendi a preparar doces (não muito doces) e os pratos à base de carne de porco e embutidos... E finalmente, da culinária portuguesa, herdei o gosto pela fartura da mesa, rodeada pela família e amigos, com muitos pratos rústicos e cheios de sabores marcantes como o do alho frito no azeite e o tão característico bacalhau...

E é sobre "bacalhau" que vamos falar neste post... Um preparo bem trabalhoso (pelo processo de dessalgar o peixe), caro (todo bacalhau vendido no Brasil é importado, principalmente das regiões frias da Noruega) mas, em compensação, é um prato muito versátil, que rende bastante e é perfeito para refeições especiais como Páscoa, Natal, Dia das Mães...

Como meu marido é alérgico a peixe, não costumo fazer bacalhau sempre... As receitas do blog feitas com bacalhau foram preparadas por minha mãe, uma expert no assunto (Bacalhau com Couve Tronchuda e Bacalhau a Espanhola). Até que recebi, da Bacalhau Dias (uma empresa portuguesa que comercializa o produto dessalgado e congelado aqui no Brasil), várias caixas com postas congeladas! Aí não teve jeito... Tive que "entrar na dança" do bacalhau! rs

Minha primeira "empreitada" foi a Empanada de Bacalao (uma receita espanhola feita pelo Claude Troigros em seu programa "Que Marravilha Revanche"). Convidei meus pais (especialistas em bacalhau, rs) para provarem a receita (em um dia que o Alê não ia jantar em casa...). A aprovação foi tanta que me pediram para fazer o prato novamente no Natal! Sucesso total!

Na semana passada, quando meu marido foi viajar a negócios, pensei em preparar as duas caixas restantes de bacalhau congelado! E lá foram meus pais novamente convocados para a empreitada! E o Erik também!

Escolhi a receita de Bacalhau a Gomes de Sá, a base de batatas cozidas, ovos, cebola, azeitonas portuguesas e muito, muito alho e azeite! E, mesmo com a batata, preparei também um arroz branco e alho frito em fatias, que meu filho adora!

Como as postas estavam dessalgadas, só tive que descongelá-las, cozinhá-las no leite e limpar a pele e as espinhas (nada de ficar de molho por vários dias... rs). As batatas precisam ser cozidas antes, mas não muito, para ficarem macias e firmes ao mesmo tempo depois de irem ao forno... A cebola também tem um pequeno truque: um choque térmico para tirar a acidez! Também o alho não é colocado cru para temperar o prato... Deve ser frito para potencializar o seu sabor e não deixar gosto na boca depois! Resultado? Uma delícia de prato, saboroso e completo!! Bón Appetit!

Bacalhau a Gomes de Sá

8 porções


  • 4 postas de bacalhau dessalgadas e limpas (cerca de 700 gr)
  • 1 kg de batatas sem casca cortadas em rodelas
  • 1 litro de leite
  • 3 cebolas cortadas em fatias finas
  • 100 gr de azeitonas portuguesas
  • 8 dentes de alho grandes
  • 1 xícara de azeite extra virgem
  • salsinha picada para decorar
  • 3 ovos
  • pimenta do reino e sal (se necessário)

Cozinhe as postas de bacalhau no leite até ferver. Desligue o fogo e deixe descansar por 30 minutos. Limpe as postas de bacalhau, retirando a pele e as espinhas.
Cozinhe as batatas em água (sem sal) até ficarem "al dente". Coe e reserve.


Coloque as cebolas cortadas em uma tigela de vidro, cubra com água e leve ao microondas por 1 minuto. Coe a água quente, jogue água fria, coe novamente e reserve. Frite em 2/3 de xícara de azeite 5 dentes de alho picados. Reserve.

Aqueça o forno a 180 graus. Em uma travessa que possa ir ao forno, faça uma camada de bacalhau, uma camada de rodelas de batata, cebolas e azeitonas. Regue com metade do azeite frito com alho e com a pimenta do reino. Repita as camadas. Leve ao forno por 1 hora.


Enquanto o bacalhau está no forno, corte os demais dentes de alho em fatias finas e frite no restante do azeite. Reserve. Cozinhe os ovos por 15 minutos. Descasque e corte em 4.

Retire do forno, decore com os ovos e com a salsinha picada. Sirva com o alho em fatias frito no azeite. Se desejar, sirva também com arroz branco. Para harmonizar, nada melhor que um bom vinho verde gelado! Tim tim!


Bacalhau a Gomes de Sá, by Desafios Gastronômicos

quarta-feira, 12 de março de 2014

DESAFIO: Bolo (Salgado) de Pão de Queijo

Bolo de Pão de Queijo by Desafios Gastronômicos
Provei esta receita pela primeira vez em um local bem inusitado... Dentro dágua! Isso mesmo: estávamos em Paraty, passeando no nosso veleiro quando encontramos outro veleiro amigo, o "Vento", do Coca e da Maria Helena. Atracamos perto de uma ilha e fomos nadar - ou melhor - boiar com nossos "espaguetes". Não tem nada mais gostoso que ficar boiando na água (quase morna) e batendo papo! Até que começou a bater uma fominha e a Maria Helena foi até seu barco e nos serviu fatias de um bolo salgado delicioso, com sabor de queijo (e nós continuávamos dentro dágua, que folga... rs). Claro que eu pedi a receita e me surpreendi quando ela falou que era um Bolo de Pão de Queijo, feito com polvilho (sem farinha de trigo).

Receita facílima e prática: em menos de 45 minutos um delicioso lanche está pronto (com bem menos trabalho que fazer as "bolinhas" do pão de queijo), mas com o mesmo sabor e textura! Adorei!! A única modificação que fiz foi substituir uma das xícaras de polvilho doce (eram 3 na receita original) por uma de polvilho azedo... Acho que o polvilho azedo dá aquele gostinho tão peculiar do pão de queijo! A recomendação da Maria Helena também foi utilizar o queijo ralado da marca Vigor, mas pode ser feito com parmesão ralado na hora também! Testei das duas formas e ambas ficaram ótimas! Agora, se você quiser fazer o pão de queijo "tradicional" em casa, também tenho uma receita ótima: clique aqui!

Bolo de Pão de Queijo


(1 bolo grande)


  • 1/2 xícara de óleo
  • 1 xícara de leite
  • 3 ovos
  • 200 gr de parmesão ralado
  • 2 xícaras de polvilho doce
  • 1 xícara de polvilho azedo
  • 1 colher de chá de orégano (opcional)
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • queijo ralado para polvilhar (opcional)
  • óleo para untar a forma

Aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma de bolo com buraco no meio com óleo. Bata no liquidificador o óleo, o leite e os ovos por 2 minutos. Acrescente o queijo parmesão e bata mais alguns segundos. Coloque os polvilhos, o fermento e o orégano (opcional) em uma tigela. Acrescente o líquido aos poucos e vá misturando até  ficar bem homogêneo. Coloque na forma, polvilhe com queijo parmesão (opcional) e leve para assar por 30 minutos, ou até ficar bem dourado e o palito sair limpo.


Dica: sirva morno. Depois que esfria, a massa fica com uma textura diferente, semelhante a um bolo feito com farinha de trigo. Para voltar a ficar com textura de "pão de queijo" - com casquinha crocante e o interior meio puxa-puxa - aqueça por alguns minutos no forno ou no forninho elétrico. Se desejar, antes de aquecer novamente, polvilhe com queijo parmesão.