sábado, 16 de fevereiro de 2013

DESAFIO: Preparar o Bolo de Café com Leite da minha amiga Glória!

Estava eu a bordo do meu querido Black Swan quando me deu uma vontade de fazer um bolinho... Ainda mais agora que tenho batedeira no barco! E não é uma batedeira qualquer, é uma Kitchen Aid portátil!! "Chic no úrtimo"!! rs

Lembrei da receita que minha amiga Glória me passou, Bolo de Café com Leite.

Esta receita tem uma história engraçada: a Glória, que diz não ter muita "mão" para fazer bolos, resolveu apostar com um colega nosso do trabalho que, se ele conseguisse implantar um projeto na data, ela faria um bolo para a nossa a equipe. Maldosamente, o pessoal pediu a ela um "Charlotte de Bananas", desafio complicadíssimo que fiz e que levei ao escritório justamente quando a Glória fez aniversário! E ela aceitou a aposta!! rs

Charlotte de Banana
Pois é, Glória, eles implantaram o projeto dentro da data!! Cadê o Charlotte de Banana? (e eu, para colocar mais lenha na fogueira, até mandei a receita detalhada - e bem difícil - prá ela! rs).

Mas a Glorinha não deixou a peteca cair e surpreendeu a todos com um delicioso Bolo de Café com Leite! Tão fofo e gostoso que todos pediram a receita! E, pelo que percebi, a receita é portuguesa, pois as quantidades eram dadas em "chávenas". Pesquisando, descobrimos que são "xícaras"!! rs

E foi esta receita que eu reproduzi no Carnaval, dentro do Black Swan! Fácil de fazer, rápido de assar (o que é muito importante dentro do barco, para não ficarmos dentro de uma sauna!) e muito gostoso! Embora a receita original pedisse forma de bolo inglês, utilizei uma forma redonda com furo no meio, para reduzir o tempo de forno (e também porque eu não tinha forma de bolo inglês no barco... rs)

Um detalhe interessante: a receita não leva nenhum tipo de gordura, nem manteiga, nem óleo... Mesmo assim, ficou bem fofinho e fez o maior sucesso com nossos amigos dos barcos vizinhos!

Bolo de Café com Leite

  • 2 xícaras de farinha
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 ovos
  • 1 xícara de leite
  • 2 colheres de chá de café solúvel
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 colher de chá de canela
  • 1/2 xícara de nozes picadas grosseiramente 
  • açúcar e canela para polvilhar
Pré aqueça o forno a 180 graus. Bata os ovos inteiros com o açúcar. Acrescente a farinha, o fermento, a canela e o café com leite. Misture bem até obter uma massa lisa e acrescente as nozes.

Coloque a mistura numa forma redonda com buraco no meio, untada com um pouco de manteiga e polvilhada com farinha e leve ao forno durante cerca de 30 minutos, ou até o bolo estar assado.
Deixe esfriar, desenforme e polvilhe com açúcar e canela.




sábado, 9 de fevereiro de 2013

DESAFIO: Preparar um Guacaburger no Black Swan!!!


Lembram do Desafio da Lanchonete Teen? Então... Parte dos hamburguers que sobraram foram devidamente congelados e trazidos para Paraty, no nosso feriado de Carnaval a bordo do Black Swan!

Mas, ao contrário de preparar a mesma receita (Cheeseburguer), preparei um molho diferente para colocar nos hamburguers: Guacamole (aquele molho mexicano feito com abacate)!!! A ideia desta combinação veio de um livro de receitas e eu achei bem original! Hamburguer com Guacamole! Guacaburguer!!

A receita do Guacamole foi inspirada no Livro de Receitas do Veleiro Rapunzel, que tenho a bordo, com algumas alterações.


E, para evitar o calor e o "fumacê" do preparo do hamburguer dentro do veleiro (que obviamente não tem exaustor), usei meu fogãozinho portátil (aqueles de fazer Sukiaki na mesa, em restaurantes japoneses), na popa do barco!


Como complementos, além da Guacamole, coloquei alface e tomate!! Ficou delicioso!!!

Guacaburguer (para 4 pessoas)

  • 4 hamburguers caseiros (ver a receita aqui)
  • 4 pães de hamburguer
  • 4 folhas de alface
  • 8 fatias de tomate
Para a Guacamole
  • 1 abacate médio maduro
  • 2 colheres de sopa de suco de limão
  • 1/2 lata de creme de leite
  • 1 pimentão verde picado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de coentro picado
  • sal e pimenta tabasco a gosto
Amasse o abacate com um garfo e misture os demais ingredientes, formando uma pasta. Reserve na geladeira.


Aqueça uma chapa e frite os hamburguers, cerca de 2 a 3 minutos de cada lado. Monte o sanduíche: base do pão, hamburguer, guacamole, tomate, alface e a outra metade do pão!


E o mais legal... Comer este hamburguer original com uma linda vista do mar em Paraty!!!
Guacaburguer no Black Swan!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

DESAFIO: Montar uma Lanchonete Teen para comemorar o aniversário do meu filho!!

Que tal montar uma "Lanchonete Teen" em casa?? Foi esta a ideia para comemorar o aniversário de 16 anos de meu filho Erik. Essa é uma idade difícil, afinal, não são mais crianças, e tão pouco são adultos (embora eles achem que já são... rs). Festa infantil pode ser bem colorida, enfeitada, cheia de bexigas! Mas Festa de adolescente não pode ter esses micos todos, ainda mais se os amigos da mesma idade vierem!! Então, mãe, se controla e pega leve!!

O cardápio foi bem fácil de montar, com receitas que eu já tinha (com exceção dos "Onion Rings") e o maior trabalho ficou por conta do planejamento, das compras e da montagem da decoração! A dinâmica do evento foi diferente do que eu já havia feito: como eu estaria sozinha na "chapa", dentro da cozinha, montei pequenas comandas para que cada convidado preenchesse o seu pedido, escolhendo os complementos e os entregasse na janela da cozinha! E, quando o pedido estivesse pronto, eu tocava um "sininho" para os garçons de plantão viessem buscá-lo!!

A mesa tinha toalhas xadrezes individuais e, sobre elas, folhas brancas com uma etiqueta com o nome de cada convidado. Sobre o papel, um copo descartável também vermelho, personalizado, com o "kit lanchonete": guardanapo, canudo, comanda e canetinha! Ficou um charme!!

O evento exigiu um planejamento detalhado, pois havia muitos itens a serem comprados, principalmente quando "inventei" de montar um Buffet de Sorvetes, com todos aqueles complementos das sorveterias por quilo: 3 tipos de sorvete, chantilly, cerejas, farofa de amendoim, castanha de cajú, coberturas diversas (inclusive a de chocolate quente que endurece...), granulados, tubetes... E, para colocar os sorvetes, cestinhas comestíveis!! O que facilitou muito esta "viagem" pelo mundo das lanchonetes e sorveterias foi a ida a Chocolândia, um paraíso na Terra!! rs

Olhem como ficou o "mapa mental" para organização do evento:



Os hamburgueres foram preparados na véspera e colocados na geladeira em "pilhas", entremeados de papel manteiga para não grudarem. O Bolo pedido pelo Erik, de Cenoura, foi um desafio a parte, pois eu precisava deixá-lo com "cara de festa" e ele não queria a versão em "cupcakes". Fiz o Bolo em dois andares (utilizando duas formas redondas de tamanhos diferentes) e, após colocar a cobertura de chocolate, decorei com mini-cenouras de açúcar, também compradas na Chocolândia. Além da decoração, comprei também uma "super vela", em formato de bola de futebol, que prometia, na embalagem, um show de pirotecnia, várias velas acesas e, para completar, música de "Parabéns a você"!! Fiquei só imaginando a cara do Erik durante o "Parabéns"! kkkk (algum mico ele teria que passar, não é??)

Para facilitar a preparação do cardápio, acabei comprando as batatas fritas congeladas, na versão "preparo no forno", uma forma de reduzir as calorias (que não seriam poucas...) e conseguir prepará-las ao mesmo tempo em que fritava os anéis de cebola.

Durante o dia da festa, a atividade maior foi preparar a decoração (e rezar para não chover durante o evento...) e a montagem de todos os complementos (lavar a alface, cortar os tomates, fazer o vinagrete, fritar o bacon...).

Para as bebidas, comprei vários tipos de latinha de refrigerantes colocados em um grande balde com gelo e cada convidado se serviu, utilizando o copo descartável ou o canudo diretamente na lata! Prático!!

O Cardápio da Lanchonete Teen


  • Batatas Fritas (utilizei as Batatas McCain para assar no forno)
  • Hot Dogs (com salsichão viena, molho vinagrete, batata palha, maionese)

  • Buffet de Sorvetes (3 potes de sorvete de sabores diferentes, granulados, cerejas, castanha de caju, farofa, coberturas diversas, potinhos comestíveis, tubetes, chantilly...)

Decoração (para 16 pessoas)


  • 16 jogos americanos de tecido
  • 32 folhas de papel sulfite (ou 16 folhas A3) brancas
  • 16 copos descartáveis de papelão
  • canudos grossos
  • 16 guardanapos decorados
  • etiquetas brancas com borda vermelha
  • canetinhas coloridas
  • guardanapos brancos
  • 40 pratos descartáveis
  • sacos para hamburguer
  • sacos para hot dog
  • 1 vela de bola de futebol (ou outro tema de sua preferência)
  • 32 comandas (feitas na impressora)




Parabéns, filhão!! Muitas felicidades! E espero que você tenha gostado da festinha!!!

E agradecimentos especiais ao Alê e a Lili, garçon e garçonete eficientíssimos (eu mal tocava o sininho e eles já apareciam na janela da cozinha...rs), à minha querida mãe, brilhante auxiliar de chapeira, montando os hamburgueres e hot-dogs e à minha amiga Sofia, que nos nossos cafés de toda manhã, antes de começar o trabalho, contribui imensamente para as ideias dos eventos que eu fico inventando!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DESAFIO: Reproduzir os Onion Rings (Anéis de Cebola) do Burger King!!

As minhas Onion Rings!
Este desafio começou com o planejamento de mais um evento familiar: a comemoração de aniversário do 16o. aniversário do meu filhão Erik! Pensei em fazer um dos seus pratos prediletos (e de 99% dos adolescentes de hoje): Hamburguer!!

A ideia evoluiu para um evento tipo "Lanchonete Teen", não só com Hamburguer (e vários dos seus complementos), mas também Hot Dog (ou Cachorro Quente), e para acompanhar, Batata Frita e Onion Rings (ou anéis de cebola)!

E lá fui eu procurar receita para fazer as tais Onion Rings. Pensando nos melhores anéis de cebola que já comi, me lembrei do Fifties, do América (servido no buffet de saladas) e no Burger King! Encontrei uma receita que prometia ter desvendado os segredos das Onion Rings do Burger King (clique aqui para acessar a receita original, no blog Minhas Gostosuras)! Perfeito, era exatamente o que eu procurava!

Onion Rings do Fifties, do América e do Burger King (fotos da net)
Durante a execução da receita, fiz algumas alterações: troquei a pimenta do reino por páprica picante, para dar uma "cor" na massa e coloquei mais leite e mais água para cobrir melhor a cebola que deveria ficar de molho. O processo de preparo não é difícil, mas é um pouco lento, pois tanto a massa quanto a cebola devem ser preparados com 3 horas de antecedência. O resultado compensou a espera: as cebolas ficaram bem suaves, adocicadas (por conta do leite) e a casquinha ficou super crocante! Não sobrou nada, nem prá contar história! Os teens (e os adultos) adoraram!

Mas, elogios merecidos à parte, vamos ser sinceros, não ficou nada parecido com as Onion Rings do Burger King, como prometia a receita... Ficaram mais parecidas com as do América, vocês não acham??

Neste sentido, o desafio de reproduzir as Onion Rings do Burger King não foi superado... (e ao pesquisar novamente, verifiquei que a massa do Burger King é feita com farinha de rosca, para dar maior consistência e aquele efeito "crespinho"...) Mas, o desafio de fazer Anéis de Cebola deliciosos, crocantes, suaves e sequinhos foi totalmente vencido!! Isso é o que eu chamo de "sorte"!! rs

Onion Rings (Anéis de Cebola)

  • 3 cebolas grandes ou 4 médias
  • 1 xícara de leite
  • 1 xícara de água
  • 1 1/3 xícaras de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de óleo
  • sal
  • 1 colher de paprica picante ou pimenta do reino
  • 3/4 xícara de cerveja clara
  • óleo para fritar.
Corte as cebolas em rodelas médias e deixe de molho no leite e na água, na geladeira por, no mínimo, 3 horas.

Misture bem a farinha, os ovos, a colher de sopa de óleo, sal, páprica picante (ou pimenta do reino) e a cerveja (pode usar a batedeira ou um fuê). Deixe descansar na geladeira por 3 horas.




Aqueça uma frigideira alta com o óleo. Mergulhe os anéis de cebola na massa, deixe escorrer um pouco e frite. Coloque uma quantidade de anéis na frigideira de forma a não ficarem uns sobre os outros. Retire com uma escumadeira, escorra o óleo em papel toalha e sirva com ketchup!


E para acompanhar seus anéis de cebola, que tal um suculento X-Salada??? Bón Appetit!!




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DESAFIO: Inventar uma receita rápida e gourmet com Kanikama!

Bucatini com Kanikama, Cogumelos e Sálvia
Essa receita é daquelas invencionices completas que acabam dando certo!! Filho com fome, perguntando o que teremos para o jantar... Procuro algo no freezer e encontro alguns bastonetes de kanikama congelados (adoro kani!!)... Na geladeira, um pouco de creme de leite fresco ainda na validade (graças a Deus... rs). Olho na despensa e lá está um pote de cogumelos em conserva e um pacote de Bucatini (aquela massa mais grossa que o spaghetti, com um furo no meio)... Que tal misturar tudo e fazer um molho completamente diferente?? Para dar um sabor extra ao prato, vou até a minha "hortinha" de temperos e corto algumas folhas de sálvia (não muitas, para não ficar enjoativo)...

Em exatos 8 minutos, tempo de cozimento do Bucatini, preparo o molho fritando a sálvia no azeite, acrescentando o kani cortado em rodelas, os cogumelos (que, se fossem frescos, ficaria ainda melhor) e o creme de leite com o caldo de legumes (eu costumo usar o caldo Vitalle, mais suave, sem aquele gosto forte de tempero artificial...). Depois de apurar um pouco o molho, é só juntar à massa cozida (e escorrida) e está pronto um delicioso e rapidíssimo prato gourmet!! Vale a pena experimentar esta receita "exclusiva" dos Desafios!! Bon Appetit!!

Bucatini com Kanikama, Cogumelos e Sálvia (2 porções)

  • 250gr de Bucatini Barilla
  • 10 bastonetes de Kanikama cortado em rodelas finas
  • 100gr de cogumelos em fatias (conserva ou frescos)
  • 100ml de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • folhas de salvia a gosto
  • 1 tablete de caldo de legumes Vitalle
  • pimenta do reino moída na hora a gosto
  • grãos de pimenta rosa para decorar
Ferva 2,5l de água, temperada com um filete de óleo e sal a gosto. Coloque a massa para cozinhar por 8 minutos (ou o tempo que indicar a embalagem).

Aqueça uma frigideira grande e frite as folhas de sálvia no azeite. Junte o kanikama e deixe fritar. Acrescente os cogumelos, o creme de leite fresco e o tablete de caldo de legumes. Deixe ferver um pouco. Acrescente a pimenta do reino moída na hora.

Misture a massa já cozida na frigideira com o molho e misture bem até incorporar todo o molho. Desligue o fogo, monte os pratos e decore com os grãos de pimenta rosa.

Bucatini com Kanikama, Cogumelos e Sálvia


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DESAFIO: Fazer um Bolo de Milho, com sabor de infância e milho de verdade!!!

Bolo Cremoso de Milho
Por motivos óbvios, as pessoas adoram me sugerir desafios! Aliás, este sempre foi o propósito do blog, o que me deixa muito feliz!!!

Alguns desafios são feitos porque são difíceis... Outros, porque são os pratos preferidos de algum amigo ou família... Há desafios, porém, que são estimulados por nossas lembranças distantes, por nossa infância... Por puro saudosismo!!

Quando era pequena, costumávamos ir sempre ao sítio em Juquitiba... E nosso caseiro, na época, plantava alguns pés de milho que, miraculosamente (para nós, crianças), cresciam rapidamente e davam lindas espigas! Espigas estas que viravam pequenas "bonecas", com olhos pintados de canetinha e "cabelos ruivos", ou, ainda, nas mãos de minha habilidosa mãe, se transformavam em curau, pamonha, bolo de milho...


Mas hoje a vida é feita de praticidade! Tudo se compra pronto! Até o milho fresco foi, pouco a pouco, substituído pelo milho em lata... Há misturas prontas para curau, para creme de milho, para bolo de milho... A gente até se esqueceu de como o milho verde fresco pode ser um ingrediente saboroso...

Minhas lembranças de fazer curau com minha mãe, embora distantes no tempo, estão bem vívidas em minha memória: tínhamos que ralar, pacientemente, as espigas até extrair um caldo que era devidamente coado, para ficar sem as cascas... Açúcar, canela e fogo... Até engrossar... Depois, era só colocar na geladeira, decorar com canela e se deliciar! Ainda mais quando o milho havia sido colhido no pé, por você mesma!!

Este saudosismo aflorou em um café com minhas amigas Glória e Sofia... Meio da tarde, um cafezinho para dar uma relaxada no trabalho e "bateu uma fominha"... Que tal dividir um pedaço do Bolo de Milho que está na vitrine? Parecia tão apetitoso! E estava mesmo! Tão singelo, tão brasileiro, tão saboroso! É um bolo diferente, mais "consistente", com textura de um pudim, bem douradinho nas bordas.

E lá fui eu procurar uma receita de Bolo Cremoso de Milho... Procurar não foi bem o termo... A receita do bolo praticamente "pulou" no meu colo! Vendo uma revista sobre cafés, havia uma reportagem sobre bolos simples, ideais para tomar com um café quentinho. E lá estava a receita de Bolo de Milho da Maya Midori: Milho fresco, leite de côco e outros ingredientes, tudo batido no liquidificador!!

O maior trabalho foi separar os ingredientes! Até mesmo "debulhar" as espigas de milho foi muito simples: é só colocar a espiga em pé e, com uma faca afiada, ir cortando os grãos de milho. Depois, é só bater tudo no liquidificador e levar para assar!

Bolo Cremoso de Milho


  • 2 xícaras de milho cru (cortado de cerca de 3 espigas de milho)
  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de manteiga
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 xícara de leite
  • 1 vidro de leite de côco
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo
  • óleo para untar
  • assadeira com fundo removível de 25 cm de diâmetro


Aqueça o forno a 180 graus. Unte a assadeira com o óleo. Bata todos os ingredientes no liquidificador por 5 minutos. Coloque na forma e leve ao forno por cerca de 40 minutos, ou até crescer bem e ficar bem dourado. Deixe esfriar (vai murchar um pouco) e desenforme.


Ficou perfeito: douradinho por fora, cremoso e bem amarelinho como uma pamonha mais consistente por dentro... Dava prá sentir as casquinhas do milho e o leve sabor do leite de côco! Que sabor de infância eu senti! E as "meninas" do escritório também aprovaram, dizendo que estava igualzinho ao bolo que apreciamos tanto naquele café! Bón Appetit!!


E aí, fica a pergunta: com este resultado final lindo e delicioso, com uma forma de preparo simples, com ingredientes naturais e frescos, faz sentido comprar massa pronta de bolo?? Eu acho que não... E você, o que acha?? Deixe aqui a sua opinião!!


domingo, 27 de janeiro de 2013

DESAFIO: Degustar a mais alemã das cervejas brasileiras!


Degustação de Cervejas na Schornstein, Pomerode, SC
Cerveja nunca foi minha bebida preferida. Sempre a achei pesada, indigesta, amarga... Até mesmo os eventos regados a cerveja sempre me pareceram meio grosseiros... Churrascos com carnes gordurosas, gente meio bêbada, latinhas amassadas jogadas no chão, música barulhenta, homens arrotando, rs... Ok, estou sendo um pouco exagerada e até preconceituosa, mas a ideia que quero passar é que a cerveja, para mim, nunca esteve associada a eventos charmosos ou gourmet...

Mas este meu "preconceito" vem mudando ao longo do tempo, principalmente depois que iniciei meus "Desafios Gastronômicos". Cada vez mais a Cerveja está se posicionando como uma bebida elaborada, refinada e que combina perfeitamente com harmonizações e degustações muito interessantes!!

Aqui em casa mesmo, um dos eventos mais legais que fiz foi o Boteco Gourmet, onde harmonizamos cervejas gourmet com comidinhas de boteco! Ficou super charmoso!!


Há cerca de 3 anos, em uma viagem para o sul do país, visitamos Pomerode, em Santa Catarina, a mais alemã das cidades brasileiras e conhecemos a Cervejaria Schornstein, montada em um antigo prédio com uma enorme chaminé que deu o nome à famosa cerveja da cidade: Schornstein significa Chaminé, em alemão.

Portal da cidade de Pomerode (site www.vidadeturista.com.br)
A Cervejaria produz 6 tipos de cerveja, seguindo a famosa e antiga Lei alemã de Pureza da Cerveja, a Reinheitsgebot, promulgada em 1516 e que determina que as cervejas devem ser produzidas apenas com água, malte e lúpulo. Atualmente, somente as cervejarias tradicionais e de pequeno porte na Alemanha seguem a Lei de Pureza.

Ficamos muito impressionados com a qualidade da cerveja e a beleza da cervejaria, além da boa comida de seu restaurante típico alemão.

Por isso, quando retornamos a Santa Catarina três anos depois, com destino a Florianópolis, reservamos nossa primeira noite para dar um "pulinho" em Pomerode e degustar, novamente, as deliciosas cervejas da Schornstein! Só havia uma preocupação: será que o restaurante estaria aberto na terça feira a noite??

Ligamos diversas vezes, já com hotel reservado em Pomerode para aquela noite, sem conseguir uma confirmação... O site dizia que só abririam de quarta a domingo... Em uma das ligações, nos falaram que estaria aberto todos os dias de janeiro... Meio desconfiados, ligamos no mesmo dia da nossa chegada na cidade e houve a confirmação: o Restaurante está fechado à noite!! Que decepção!! Eu até tentei verificar no hotel de Florianópolis (nosso próximo destino) se poderíamos antecipar uma noite a nossa chegada, mas não havia disponibilidade... Decidimos seguir para Pomerode assim mesmo...

Na primeira volta que demos pelo centro, antes até de chegar ao hotel,passamos pela cervejaria e... pasmem!! Estava totalmente aberta!! Felizes por um lado e irritados por outro, descemos para a nossa tão esperada degustação imediatamente!



Alê e eu provamos os 6 tipos de cerveja da Schornstein! Mas, calma!! Não tomamos 6 copos inteiros, pedimos a degustação, com copos pequenos!! rs (texto e foto retirados do folheto da Cervejaria)

  • Pilsen Natural: É um chope do tipo Lager, que representa bem a tradição européia na fabricação de cervejas de alta qualidade. Tem um aspecto mais consistente e sabor caracterizado por um leve amargor e aroma, indicado aos apreciadores mais exigentes.
  • Pilsen Cristal: Este chope é o resultado da filtração, para retirada de leveduras, do nosso Pilsen Natural. O Pilsen Cristal caracteriza-se pela suavidade de seu sabor e por seu aspecto cristalino. Ideal para quem aprecia a leveza de um bom chope.
  • Weiss: Como as melhores receitas, o Schornstein Weiss leva o melhor malte de trigo alemão em sua composição. Chope mais consumido no sul da Alemanha, tem aroma marcante, sabor refrescante e coloração turva, tornando-se ideal para o consumo durante o ano inteiro.
  • India Pale Ale: O India Pale Ale, estilo inglês, tem coloração âmbar dourada, com aroma e amargor bastante acentuados e sabor frutado. A receita é assinada pela mestre-cervejeira Katia Jorge, uma referência neste setor em todo o Brasil.
  • Bock: Bock é um chope forte e encorpado, de baixa fermentação. Tem um inconfundível sabor levemente adocicado. É um tipo de chope originário do norte da Alemanha. A escolha ideal para o inverno na nossa região.
  • Imperial Stout: Produzida a partir de seis diferentes tipos de malte e dois de lúpulo, a Imperial Stout é uma cerveja encorpada, de cor escura e elevado teor alcoólico. A combinação de seus ingredientes proporciona uma sensação muito complexa e agradável na boca, ideal para acompanhar um bom charuto.
Foi muito interessante provar as cervejas em sequência, comparando os sabores, tão distintos, cores e transparências! E meu marido provou mais uma vez que tem um paladar incrível, e tirou "nota dez" no teste cego (aquele em que você prova a cerveja com os olhos vendados, adivinhando qual está tomando só pelo sabor).


Os dois primeiros (Natural e Cristal), mais claros e leves pareciam os chopes tradicionais que se toma nos botecos em São Paulo. O terceiro, de trigo (Weiss), considerado a "estrela" da cervejaria, estava turvo demais! O sabor também não estava bom... Parecia que a cerveja estava "passada"... O que aconteceu? Perguntamos ao garçom se havia algo errado e ele disse que era assim mesmo... Meu marido, que tem um paladar apuradíssimo tanto para vinho quanto para cerveja, não concordou muito...

O Pale Ale, mais encorpado que os pilsen, tinham um sabor interessante, puxando para o "caramelo", o que certamente me agradou mais!

Os dois últimos, Bock e Stout, são cervejas típicas de inverno, escuras e com alto teor alcoólico. Parecem bem interessantes para acompanhar um belo prato de Kassler (bisteca de porco defumada) ou de Einsbein (joelho do porco defumado), mas são fortes demais para o meu "delicado" paladar!! rs

Além da degustação de cervejas, pedimos também o inusitado Pão de Cerveja, feito com os resíduos da produção da cerveja e um combinado de salsichões com batata frita e bacon! Bem alemão e bem light!! Perfeitos para acompanhar a mais alemã das cervejas brasileiras! Prost (Saúde!! ) und Guten Appetit (Bom apetite)!!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DESAFIO: Almoçar com as Gaivotas, em Floripa!

Ir a bela ilha de Florianópolis, em Santa Catarina e não comer a Sequência de Camarão é como ir a França e não comer macarons ou ir a Portugal e não comer bacalhau... Ou, ainda, ir ao Mercadão do Centro e não comer o sanduíche de Mortadela (se você conseguir aguentar a enorme fila que sempre se forma por lá!!)

A Sequência de Camarão, como o próprio nome diz, é uma "sequência" de pratos feitos a base de camarão: Bolinho de Camarão, Camarão a Milanesa, Camarão ao Bafo (cozido no vapor), Camarão Alho e óleo, Camarão a Grega, Risoto de Camarão, Escondidinho de Camarão... Não parece o amigo do Forrest Gump, Bubba, contando a ele todos os pratos que se pode fazer com camarão??? Plágio total com os nossos amigos de Floripa!!


"Anyway, like I was sayin', shrimp is the fruit of the sea. You can barbecue it, boil it, broil it, bake it, saute it. Dey's uh, shrimp-kabobs, shrimp creole, shrimp gumbo. Pan fried, deep fried, stir-fried. There's pineapple shrimp, lemon shrimp, coconut shrimp, pepper shrimp, shrimp soup, shrimp stew, shrimp salad, shrimp and potatoes, shrimp burger, shrimp sandwich. That- that's about it."

Mas nossa experiência gastronômica foi muito além de comer camarão de diversas formas... Em um passeio pelo lado norte da Ilha, depois de visitar a badaladíssima Jurerê, onde os "meninos" ficaram bem impressionados com a beleza das catarinenses e das argentinas e as "meninas" acharam melhor ir almoçar longe dali (rs), fomos conhecer a praia de Sambaqui. Um paraíso: céu azul, vento, gaivotas voando, canoas de pescadores, areia branca... E nada de mulheres altas e loiras com biquinis minúsculos! Acho que o Alê vai questionar o meu conceito de "paraíso", mas tudo bem... O blog é meu e eu chamo de paraíso o que eu quiser! kkkk

Passamos por um pequeno restaurante à beira mar, com o estacionamento lotado, chamado Gaivotas de Sambaqui. Nas janelas, cartazes simples anunciavam a especialidade da casa: a famosa Sequência de Camarão. Ao entrar, nos deparamos com um ambiente simples, pequeno, com poucas (e ocupadas) mesas de madeira e grandes janelas de vidro emoldurando a linda paisagem marítima... Mas nada nos surpreendeu tanto quanto ver um enorme galho de árvore passando por dentro do restaurante, ao lado das mesas, cheio de brotos e folhas verdes! Lindo!!



E o nome do local não podia ser mais apropriado... Parecia até que as gaivotas haviam sido contratadas para ficar ali, passeando pela paisagem que avistávamos das janelas... Logo entendemos como funcionava a "contratação" delas: de tempos em tempos, o garçom retirava as sobras de camarão das mesas e efetuava o "pagamento" a suas famintas funcionárias, uma pechincha pelo lindo balé alado que elas proporcionavam aos extasiados clientes do local:


E as gaivotas tinham total razão: os camarões eram divinos! Feitos na hora, com muito capricho e bem servidos! Além da Sequência, nossa turma de esfomeados adolescentes se deliciou com as ostras: cruas, frescas, servidas com sal e limão e as gratinadas, com manteiga e parmesão!



 E tudo isso a um preço muito acessível e honesto: R$ 110,00 por uma Sequência para 4 pessoas e R$ 13,00 a dúzia da ostra crua! E tem gente que ainda prefere ficar em Jurerê Internacional!! Que mau gosto!! rs e Bon Appetit!!