sexta-feira, 18 de março de 2011

DESAFIO: Avaliar se a vista maravilhosa compensa os altos preços do Restaurante do Hiltinho, em Paraty!

Restaurante do Hiltinho - Ilha do Algodão, Paraty RJ
Quando se paga por um local paradisíaco, com uma vista desumbrante em um restaurante?? Há muito tempo tenho vontade de experimentar o famoso Restaurante do Hiltinho, na Ilha do Algodão, em Paraty... Especializado em frutos do mar, só é possível se chegar de barco... Se não tiver o seu próprio (ou, melhor ainda, o barco de um amigo!!), é possível alugar um "popopó" no porto de Paraty e navegar até lá (demora cerca de 50 minutos). No nosso caso, fomos até lá de "Black Swan"!

Era domingo e o almoço seria nossa última parada antes de voltar para o porto depois de uma noite tranquila ancorados na Ilha da Cotia... Atracamos o Black Swan em uma poita do próprio restaurante e um barco de madeira, conduzido pelo simpático Bira nos levou até o cais do restaurante...

O barqueiro Bira nos levando até o restaurante
e o Black Swan ao fundo...
Do cais, seguimos por uma escada de pedras, toda irregular, cortando a mata atlântica... Lá no alto, avistamos o restaurante... Todo aberto, com um lindo paisagismo tropical e orquídeas sobre as mesas... Charmosíssimo!

Ainda tivemos sorte porque, normalmente, é necessário fazer reserva (pelo UHF, canal 16...), mas aquele era um final de semana atípico, logo após o carnaval... Por isso, estava tão vazio... Havia apenas uma mesa ocupada. Tínhamos todo o restaurante à nossa disposição e escolhemos sentar em uma mesa sob um lindo e rústico quiosque...

Restaurante do Hiltinho - Ilha do Algodão - Paraty RJ 
O cardápio era bem reduzido... algumas entradas, pratos principais de frutos do mar (moqueca de peixe e de camarão, peixes grelhados, lula, casadinho de camarão) e duas opções de carne (o que foi um alívio para mim, pois meu marido é alérgico a peixe e frutos do mar...) e três opções de sobremesa.

Todos os pratos de frutos do mar e peixe serviam duas pessoas... E as moquecas, podiam serviam até três... Também, com o que custavam... R$ 250,00 por uma moqueca é beeeem salgado, vocês não acham?? Os pratos de peixe custavam cerca de R$ 90,00 e os de carne, entre R$ 50,00 e 60,00... Será que a experiência toda valeria o alto custo do almoço?

Pedimos a Lula Grelhada com Batata Sautée (para mim), R$ 78,00, e Filet Mignon com Palmito na Manteiga e Arroz Branco (para o Alê), R$ 58,00.


Lula Grelhada com Batata Sautée - Restaurante do Hiltinho
A Lula estava macia e bem saborosa, com toques de alho, ervas, alecrim e salsinha... Sentia-se também o sabor do limão e do azeite... Depois de bem temperadas, foram levemente salteadas na chapa... As batatas sautée estavam gostosas, com bastante sabor de manteiga, mas eram um pouco grosseiras... Eu gosto mais de batatas pequenas, redondinhas, ou ainda, cortes menores e mais torradinhos... Para acessar minha receita de Batatas Sautée, clique aqui!


Filet com Palmitos na manteiga - Restaurante do Hiltinho
O filet do Alê estava ao ponto (embora o pedido tenha sido: "ao ponto, para mal"), mas ele simplesmente se deliciou com os palmitos na manteiga... E eu pensando... um complemento tão simples e que nunca lembro de fazer: corte os palmitos em pedaços grandes e passe na frigideira com manteiga derretida, deixando fritar um pouco... está pronto seu palmito na manteiga!!

Depois de comermos muito, ainda sobrou um espacinho para a sobremesa, que nunca deixo de experimentar em um novo restaurante... Pedimos a sobremesa mais tradicional da casa, Banana Frita com Açúcar e Canela:

Banana Frita com Açúcar e Canela - Restaurante do Hiltinho
A banana também tinha um preço "nada doce" (R$ 20,00), mas, pelo menos, era bem servida, suficiente para nós dois! Eram fatias bem finas de banana da terra, fritas em óleo e salpicadas de açúcar refinado e canela.

Como vocês podem perceber, os pratos estavam saborosos e fartos, mas eram de execução bem simples... Resumindo, eram pouco elaborados "gastronomicamente" para o que custavam... Talvez a moqueca me surpreendesse mais, mas era grande (e cara!) demais só para mim!

Mas, como já disse antes, a experiência gastronômica não se resume à comida... Estar em um lugar tão exclusivo que só se chega de barco, almoçar apreciando uma vista do mar de Paraty tão maravilhosa, rodeados de orquídeas e bromélias, ser carinhosamente recebidos por todos os funcionários, do barqueiro ao garçom... compensam o precinho salgado da conta no final!!!

A linda vista do Restaurante do Hiltinho

segunda-feira, 14 de março de 2011

DESAFIO: Degustar um Cabernet Sauvignon Chileno de 2007, Marques de Concha y Toro!

Degustando Marques Concha y Toro Cabernet 2007
Final de semana só com o maridão... no nosso veleiro em Paraty, o Black Swan... Ótima oportunidade para continuarmos com nossas degustações de vinho! Depois do excelente Alpha Crux e do italiano Lungarotti, era a vez de experimentarmos uma garrafa trazida diretamente do Chile, da Vinícola Concha y Toro, que visitamos na nossa lua de mel... Degustamos este mesmo vinho lá, e a impressão foi muito boa...
Será que iria se repetir quando abríssemos a garrafa, após 15 meses da primeira degustação??
Era um Marques Cabernet Sauvignon 2007, 91 pontos na Wine Spectator, o 55o. vinho na lista dos 100 Melhores de 2009! Quantas credenciais!! E quanta expectativa!!
Achei que uma carne assada iria combinar bem com o vinho, envelhecido por 14 meses em barris de carvalho francês (melhores que os barris americanos...). Preparei antecipadamente uma Maminha Recheada com Molho de Legumes e, na hora, um Risotto com Pêra e Parmesão... A carne tinha um leve sabor de bacon, suavizado pelo molho de legumes (cenoura, cebola, salsão) e o risotto era cremoso, levemente adocicado, mas bem neutro...
Maminha Recheada com Molho de Legumes e Risotto de Peras e Parmesão
Abrimos o vinho... Não temos decanter no barco, por isso deixamos a garrafa respirar por alguns minutos... Mesmo assim, ao ser servido, o aroma de álcool era muito forte, sendo possível até ver a camada de álcool na taça...
Apresentava uma cor vermelha intensa, semelhante a groselha (aquela Milani, lembram? rs)... Aliás, esta frutinha também aparecia no paladar quando o provamos... O sabor de carvalho e fumaça, que deveria ser pronunciado pelo envelhecimento do vinho por 14 meses, não apareceu de forma marcante... Não nos pareceu um vinho complexo, o que era esperado pelos pontos recebidos dos especialistas...
Harmonizou bem com o prato servido, ressaltando os sabores da carne... E o sabor de frutas vermelhas (como a groselha) combinou com o adocicado leve do risotto de peras...
Degustação do Marques de Concha y Toro no Veleiro Black Swan
Tomamos meia garrafa... Não foi um vinho que causou empolgação... O sabor de álcool era excessivo e o paladar não era complexo... Acompanhou bem a refeição, mas não dominou os sabores... E o excesso de álcool causou uma senhora "dor de cabeça" depois! E tomamos só 2 taças cada um!!
Nota da Bia e do Alê: 6/10
Para mais detalhes sobre outras avaliações deste vinho, clique aqui!

sexta-feira, 11 de março de 2011

DESAFIO: Atravessar o mangue para um delicioso jantar caiçara na Ilha Grande!!

Refúgio das Caravelas - Ilha Grande RJ
Alguns restaurantes são bem acessíveis... chega-se de carro, pára-se na porta, o manobrista se apresenta... Outros, nem tanto... Imagine um restaurante em que você precisa ir de barco até uma enseada em uma ilha distante do continente, descer âncora, subir em um bote, entrar em um manguezal, descer do bote com água pelo joelho, caminhar em água salobra puxando o bote por uns bons 50 metros, amarrar seu bote para, finalmente, chegar??


Localização do Restaurante Refúgio das Caravelas

O estacionamento do restaurante

Este é o "sacrifício" que se precisa fazer para chegar ao Refúgio das Caravelas, um restaurante de comida caiçara, localizado no fundo do Saco do Céu, na Ilha Grande, RJ, conduzido pelo casal Cadiquinho e Dona Ângela... Estivemos lá no último feriado e a experiência foi deliciosa, incluindo a forma inusitada de se chegar lá! Além do atendimento caloroso, a comida estava especial!

Caseira, saborosa, bem apresentada... Havíamos passado o dia velejando no Black Swan e estávamos famintos! Os pratos, para duas pessoas, serviam de 3 a 4! Pedimos, como entrada, Casquinha de Siri e Lula a Dorê. Depois, Bobó de Camarão, Risoto de Frutos do Mar e Peixe assado na Folha de Bananeira! Um verdadeiro banquete!!  

Casquinha de Siri

A Casquinha de Siri não é gratinada, mas sim refogada com tomate, alho, cebola, azeite e leite de côco... E muita, muita carne de siri... Pesquisando na net, encontrei uma Receita de Casquinha de Siri similiar... É rápida e fácil de fazer, e para ficar charmoso, sirva em conchas naturais ou em potinhos em formato de concha! Se quiser, salpique queijo ralado, como está na foto!


Lula a Dorê
A Lula a Dorê estava sequinha e tenra... E muito bem acompanhada por limão amarelo, mais saboroso que o comum! Segundo o saudoso Saul Galvão, o segredo do preparo está em secar muito bem a lula fresca antes de passar a farinha de trigo... Umas duas ou três vezes com pano... Depois, é só passar na farinha e fritar aos poucos, até ficarem levemente douradas... Para mais detalhes, veja a reportagem no Paladar do Estadão...

Bobó de Camarão
 O Bobó de Camarão estava especial... Tempero suave, mas com personalidade... Os camarões médios estavam cozidos no ponto certo e o creme de mandioca estava super cremoso, com o leve sabor do leite de côco... A receita é feita em duas etapas, fazendo-se primeiro um refogado de tomate, cebola, temperos. Depois de apurado, junta-se o camarão limpo e deixa-se cozinhar por alguns minutos. À parte, prepara-se o creme de mandioca, na pressão, com leite de côco... Depois, é só juntar tudo e servir com um arroz branco bem fresquinho! Hummm! Para mais detalhes da receita, também com sugestão de vinho, clique aqui!

Peixe Assado na Folha de Bananeira

O peixe assado na folha de bananeira é uma receita tipicamente caiçara, preparada originalmente em um buraco com pedras e brasa na areia... A folha de bananeira ajuda a reter os líquidos do peixe e a assar mais rápido! Tempera-se bem o peixe inteiro, embrulha-se na folha de bananeira e assa-se na churrasqueira ou forno normal por uns 20 minutos... Como acompanhamento, farofa, arroz e pirão de peixe! E a foto acima é de meia porção deste prato no Refúgio das Caravelas! Segue uma sugestão de receita...

 
Risoto de Frutos do Mar

E, finalmente, o Risoto de Frutos do Mar, preparado do jeito caseiro de se fazer risoto... Com arroz branco comum, misturando-se os frutos do mar refogados em cebola, alho tomate...
Nada de arroz arbóreo neste risoto! E fica uma delícia! Clique aqui para maiores detalhes de uma receita similar!

E esta comida maravilhosa, saboreada em um local aconchegante e inóspito ao mesmo tempo... Quero mais desafios como este em minha vida!!!


quarta-feira, 2 de março de 2011

Cappelletti ao Molho Rosé

Cappelletti ao Molho Rosé
Este é um prato para ser feito quando uma visita não esperada aparece para o jantar, pois demora 15 minutos para preparar! Basta ter um pacote de cappelletti fresco na geladeira ou um pacote de cappelletti seco na despensa! Nesta receita, usei o cappelletti de frango da Massa Leve e estava bem gostoso! Só não é um prato muito light, portanto, sirva com uma saladinha leve e frutas como sobremesa!


Para o Cappelletti
  • 1 pacote de 500 gr de cappelletti
  • 2 litros de água
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 1 colher de chá de sal
Para o Molho Rosé
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola média picada
  • 1 lata de creme de leite
  • 1/2 xícara de caldo de legumes
  • 2 colheres de sopa de extrato de tomate ou catchup
  • sal e pimenta a gosto
Ferva a água com o óleo e o sal. Acrescente o cappelletti e deixe cozinhar por 10 minutos.



Aqueça a manteiga e frite a cebola até dourar.


Acrescente o extrato de tomate ou catchup e o caldo de legumes, deixando apurar um pouco. Coloque o creme de leite (com o soro) e tempere com sal e pimenta.



Coloque o molho na massa e está pronto!!

DESAFIO: Conhecer as variações do Cheesecake (Torta de Queijo) ao redor do mundo!

Cheesecake Romeu e Julieta (com goiabada cascão)
Hoje vamos falar de Cheesecake, uma das sobremesas mais populares em todo o mundo... Uma base de massa crocante, um recheio cremoso e levemente azedo, uma cobertura de frutas vermelhas, morango, amoras, blueberries... Mas esta é uma das variações possíveis... Cheesecake é todo e qualquer bolo ou torta feitos com queijo! Isso amplia muito os horizontes desta sobremesa, vocês não acham?

Segundo a Wikipedia, "existem mais teorias sobre o bolo de queijo, do que pessoas que saibam prepará-lo".

Criada pelos gregos, foram os americanos que a popularizaram na década de 70. Pesquisando sobre as variações na sua forma de preparo, encontrei inúmeras versões de torta de queijo ao redor do mundo:

Nos Estados Unidos, normalmente é feita com massa de biscoito amanteigado e recheio assado feito com cream cheese e cobertura de frutas vermelhas... Um dos cheesecakes "american style" mais bonitos e deliciosos que provei foi o da Cheesecake Factory, servido com morangos frescos...


Cheesecake com Morangos Frescos (Cheesecake Factory)
A versão francesa da torta de queijo é feita com recheio sem assar, como o que provei no MSC Armonia, coberta de goibada e apelidada de "Torta Romeu e Julieta"... A base pode ser de massa podre ou de biscuit... Para endurecer o recheio, além do queijo, acrescenta-se gelatina sem sabor:

Cheesecake do MSC Armonia
A versão italiana, feita com ricota, também assada, costuma ser um pouco mais seca que a versão americana e a base não é de biscoito...

Cheesecake na versão italiana
A versão alemã é elaborada com queijo quark e costuma levar bastante baunilha e uvas passas pretas... Tenho uma receita de família de Käsekuchen já publicada aqui no blog... Só que o queijo quark foi substituído pela ricota, mais comum no nosso país!

Cheesecake estilo alemão, com passas
E uma versão brasileira com cobertura de goiabada cascão...

Cheesecake com Goiabada Cascão

Cheesecake de padaria

Existem muitas outras versões segundo a Wikipedia... grega, inglesa, japonesa, austríaca... E o Erik, meu filho, lembrou de mais uma, a versão "Santa Marcelina", uma padaria perto de casa, que tem, segundo ele, o melhor cheesecake de todos... rs (vai de gosto, né...) E se é extrapolar, porque não mencionar também a deliciosa versão "sorvete", da Hagen Daas?? É a minha preferida, sem dúvida... Tem pedacinhos de massa de torta e de morango!! Hummm!!


Vamos, então à receita da nossa versão desta sobremesa tão famosa, com goiabada. A massa é feita com farinha e manteiga (massa podre) e deve ser pré assada, o recheio leva cream cheese, ovos, açúcar e creme de leite azedo e a cobertura é feita com goiabada cascão derretida! A foto desta versão está no início deste post, e foi feita por mim!! Utilize uma forma pequena com fundo removível de 20 cm para que o recheio fique mais alto... Eu utilizei uma maior e o recheio ficou "baixinho"... rs)

Cheesecake Romeu e Julieta
Massa
  • 120 gr de farinha de trigo peneirada
  • 35 gr de açúcar
  • 40 gr de manteiga gelada
  • 1 ovo
  • 1 pitada de sal
  • raspas de 1 limão pequeno
Recheio
  • 300 gr de cream cheese (2 pacotes)
  • 150 gr de açúcar peneirado
  • 5 gotas de essência de baunilha
  • 1 ovo
  • 1 gema
  • 120 gr de creme de leite fresco
  • 15 gr de suco de limão
Cobertura
  • 150 gr de goiabada cascão em cubos
  • 1 xícara de água
Aqueça o forno a 180 graus e prepare a massa: misture a farinha, o açúcar, o sal, as raspas de limão com a manteiga gelada, até formar uma farofa. Acrescente o ovo e incorpore bem até formar uma massa homogênea. Forre a forma, perfure toda a massa com um garfo e leve para pré assar por 15 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.

Prepare o creme de leite azedo: Esquente o creme de leite em banho maria até 50 graus. Adicione o suco de limão e deixe esfriar em local aquecido.

Prepare o recheio: Bata o cream cheese na batedeira, adicione o açúcar aos poucos. Sem parar de bater, junte a baunilha, o ovo e a gema. Por último, acrescente o creme de leite azedo e misture levemente.

Passe a clara de ovo pela massa pré assada e fria e adicione o recheio. Leve para assar por cerca de 45 minutos, no forno a 180 graus, até massa e recheio ficarem bem dourados.


Enquanto assa, prepare a cobertura, levando a goiabada com água ao fogo e mexendo até derreter e virar uma calda grossa. Reserve.


Depois que a torta esfriar, coloque a cobertura, desenforme e sirva!  


terça-feira, 1 de março de 2011

Cappuccino (normal e diet)

Tomei este cappuccino na casa de minha mãe! É delicioso, e a versão diet é muito saborosa também, indicada para pessoas com restrições a açúcar e calorias!! Faz-se a mistura dos ingredientes secos que pode ficar guardada por muito tempo, em recipiente hermético. E o mais legal, pode ser diluído também em água gelada!

Coloquei entre parênteses os ingredientes para a "versão diet":
  • 1 lata de leite Ninho integral (Molito Desnatado)
  • 2 colheres de sopa de chocolate em pó (Achocolatado Goodlight Diet)
  • 1 pacote de Nescafé granulado
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 copo de açúcar (Tal e Qual)
Bata tudo no liquidificador. Guarde em recipiente hermético. Na hora de preparar, misture bem uma colher de sopa da mistura à uma xícara pequena de água quente. Para fazer Cappuccino Gelado, misture 2 colheres de sopa a um copo de água gelada e bata no liquidificador. Se quiser bem gelado, bata com gelo!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Strogonoff de Frango

Esta é uma versão do Strogonoff Tradicional feito com cubos de peito de frango. Fica mais leve e é um ótimo jeito de variar receitas com frango! Na foto ao lado, servi o Strogonoff de Frango com Sete Cereais e Salada de Alface e Cenoura temperada com azeite, balsâmico e sal!
  • 1 kg de filet de frango em tiras
  • 1 cebola picada
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 200 gr de champignon fresco picado
  • 3 colheres de sopa de catchup
  • 3 colheres de sopa de molho de tomate
  • 1 colheres de sopa de mostarda
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 1 xícara de café de conhaque
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • sal moído na hora
  • 150 ml de leite
  • salsinha ou cebolinha para decorar 
Preparo: Enxugue bem os cubos de frango para não soltar líquido durante a fritura. Derreta 2 colheres de sopa de manteiga e frite o frango aos poucos, reservando-o. Em outra panela (dica: é importante trocar de panela para não ficar com resíduos do frango), derreta o restante da manteiga e frite a cebola até ficar transparente. Junte os champignons e o frango, o molho inglês e flambe com o conhaque (dica: aqueça o conhaque diretamente na boca do fogão em uma concha de metal e incline levemente para pegar fogo. Aí, derrame o líquido inflamado na panela e deixe terminar de flambar). Misture o catchup, o molho de tomate, a mostarda, o sal e a farinha dissolvida no leite.
Derrame a mistura na panela e mexa até incorporar com o frango e engrossar um pouco. Por último, acrescente o creme de leite sem soro (outra dica: para tirar o soro, deixe a lata de creme de leite uns 30 minutos no freezer. O soro vai ficar no fundo da lata). Acerte o sal, decore com salsinha ou cebolinha e está pronto para servir! Dá para 4 pessoas.

DESAFIO: Preparar Mini Pavlovas de Frutas Vermelhas marinadas ao Vinho do Porto!

Bailarina Anna Pavlova, de "Cisne Branco"
Este doce é uma homenagem à uma grande bailarina russa, Anna Pavlova, falecida em 1930, com menos de 50 anos, de pneumonia. Há controvérsias sobre sua criação (Austrália ou Nova Zelândia) e uma das histórias é que o doce foi criado pelo chef do hotel em Wellington que hospedou a bailarina em sua turnê de 1926. Basicamente a Pavlova é um bolo com massa de merengue, creme e frutas frescas, muito comum na Oceania, principalmente na época de natal.

A sobremesa descrita aqui é uma "releitura" da Pavlova, em porções individuais, feita com 2 pequenos discos de suspiro, creme chantilly e frutas vermelhas (morango, framboesas e blueberries) marinados por algumas horas em vinho do porto... A crocância do suspiro se ameniza pela cremosidade do chantilly e o sabor cítrico das frutas vermelhas é adocicado pelo vinho do porto... Simplesmente delicioso! Uma dica: faça os discos de suspiro com 1 dia de antecedência, para que fiquem bem secos. Deixe também as frutas marinando por várias horas, para absorver bem o sabor do vinho do porto!

Mini Pavlovas de Frutas Vermelhas marinadas ao Vinho do Porto (4 porções)

Para o suspiro
  • 50 gr de claras
  • 100 gr de açúcar de confeiteiro
Para o chantilly
  • 100 gr de creme de leite fresco
  • 20 gr de açúcar confeiteiro
  • 5 gotas de essência de baunilha
Para a marinada de frutas vermelhas
  • 50gr de morangos cortados em fatias finas
  • 50 gr de  framboesas frescas ou congeladas
  • 50 gr de blueberries frescos ou congelados
  • 100 ml de vinho do porto
Para fazer o suspiro: bata as claras em neve. Acrescente o açúcar aos poucos, batendo bem, até ficar um creme liso, brilhante e bem espesso. Em uma forma forrada com papel manteiga (ou silpat), faça pequenos discos (4 cm de diâmetro), usando o saco de confeitar. Deixe assar em forno a 100 graus por 45 minutos (os discos devem ficar bem durinhos, mas ainda brancos). De preferência, deixe descansar por 12 horas para secar bem.

Para fazer o chantilly: bata o creme de leite fresco com o açúcar e a baunilha até encorpar bem (se o dia estiver quente, deixe o creme de leite por 30 minutos no freezer para gelar bem). Guarde na geladeira.

Para fazer a marinada de frutas: Lave bem e corte os morangos em fatias finas. Em um recipiente com tampa, coloque todas as frutas e o vinho do porto. Deixe tomar gosto por algumas horas.

Para montar a sobremesa: Coloque um disco de suspiro, cubra com chantilly. Coloque o outro disco, cubra novamente com chantilly e, por cima, coloque algumas frutas marinadas. Ao redor do prato, disponha mais frutas com bastante calda!

Mini Pavlovas de Frutas Vermelhas marinadas ao Vinho do Porto

DESAFIO: Elaborar um Risotto para harmonizar com vinho tinto da Umbria!

Aspargos Frescos
Fazer risotto é uma arte! O arroz deve ficar cozido, cremoso, porém “al dente”...o caldo deve ser saboroso e os sabores escolhidos devem harmonizar entre si... Na última sexta feira, iríamos abrir um vinho italiano de 1997 (Lungarotti San Giorgio) e eu queria um risotto para harmonizar... Esta combinação de aspargos frescos verdes (vindos do Peru), crocantes e adocicados, queijo Saint paulin, cremoso e do grada padano, salgado e picante, ficou perfeita!
 
Queijo Saint Paulin
 
Queijo Grana Padano










Risotto de Aspargos Frescos, Saint Paulin e Grana Padano (2 pessoas)

  • 1 xícara de arroz arbório (Rizzo)
  • 3 a 4 xícaras de caldo de legumes
  • ½ xícara de vinho branco
  • ½ cebola picada
  • ½  talo de salsão picado
  • 8 talos de aspargos frescos verdes, cortados em pedaços de 2 cm
  • Salsinha picada a gosto
  • 2 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 100 gr de queijo sain paulin ou brie em pedaços pequenos
  • 100 gr de grana padano ou parmesão ralado grosso
  • Sal a gosto
Prepare o caldo de legumes e coloque sal a gosto. Prepare o refogado dos aspargos: aqueça o azeite (1 colher de sopa), junte os aspargos, sal e deixe ficar “al dente”. Por último, acrescente a salsinha e reserve.

Refogue a cebola e o salsão em 1 colher de azeite. Acrescente o arroz e deixe refogar um pouco. Junte o vinho e mexa enquanto evapora. Vá juntando o caldo aos poucos, mexendo sempre, até o arroz ficar cremoso e cozido. Acrescente os aspargos, o queijo Saint paulin e a manteiga e misture bem. Acerte o sal. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar por 2 minutos. Salpique o grana padano e sirva imediatamente, de preferência em pratos fundos e aquecidos.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

DESAFIO: Degustar um Lungarotti San Giorgio 1997 da Umbria, Itália!

Sexta feira à noite... Dia de happy hour do casal... Dia de abrir um bom vinho e degustá-lo sem pressa, cuidadosamente... O vinho como a estrela do momento... Nossa ideia inicial era abrir um camenére chileno e, para acompanhá-lo, um risotto de aspargos frescos e brie...

Enquanto eu preparava o risotto, o Alê foi buscar o vinho em nossa adega... E mudou de ideia quando encontrou um umbriano de 1997, Lungarotti San Giorgio... Afinal, o vinho já estava próximo a sua validade e precisava ser tomado logo. Quando aberto, percebemos que estávamos certos em abri-lo... A rolha já estava começando a se impregnar de vinho, sinal claro de início de deterioração da bebida. A temperatura estava um pouco baixa demais, 12 graus, e deixamos descansar um pouco no decânter. Devíamos ter deixado mais, pois, quando atingiu a temperatura ambiente, o vinho ganhou muito mais vida.






Nossas observações durante a degustação:
  • Visual - rubi intenso bordas de caramelo lágrima fina e rápida
  • Sensação olfativa - metal, ferrugem, bolor, fumaça. O aroma de metal, um pouco forte demais, talvez fosse por estar próximo à sua idade...
  • Sabor - cacau, cherry brand, manteiga, frutas vermelhas maduras, adstringente enquanto estava até a temperatura de 14 graus, aveludado depois de ficar à temperatura certa, corpo leve a moderado (o que foi uma surpresa...), final prolongado.

  • Acompanhamento: Casou perfeitamente com o risotto de aspargos verdes, queijo saint paulin e um toque de grana padano. O sabor suave e adocicado dos aspargos se complementou à cremosidade e lembrou muito o sabor de um brie bem maduro, sem a casca branca; e o grana padano deu o toque picante ao prato... Aliás, a ideia original da receita era utilizar um brie... Mas havia um pedaço do saint paulin na geladeira e eu resolvi arriscar... Que surpresa interessante! E o vinho realmente pedia uma carne ou um queijo forte e maduro. Como comer carne e beber uma garrafa de vinho não é muito recomendável à noite, a opção do risotto com uma combinação de dois queijos, um mais cremoso e outro mais forte e picante foi muito adequada.

Risotto de Aspargos Frescos, Queijo Saint Paulin e Grana Padano

Abaixo as informações da Vinícola Lungarotti sobre este vinho... mas só encontramos dados da safra de 2004... (para quem fala italiano...)
  • Tipologia: rosso robusto da lungo invecchiamento
  • Uve: Sangiovese 40%, Canajolo 10% e Cabernet
  • Sauvignon 50% raccolte nella seconda metà disettembre. Doppio cordone speronato; 4.000-5.000
  • ceppi/ha; resa: ql. 45/ha
  • Terreno: la vigna del Cabernet Sauvignon ha buonapresenza di scheletro su medio impasto ed ètendenzialmente calcarea; la vigna del Sangiovese e delCanajolo è argillo-sabbiosa con sottosuolo calcareo
  • Vinificazione: fermentazione in acciaio con macerazionesulle bucce per 15/20 giorni. Seguono 12 mesi inbarriques e 36 in bottiglia dopo una leggera filtrazione.
  • Immesso sul mercato a 4-5 anni dalla vendemmia
  • Colore: rosso rubino molto intenso con riflessi granato
  • Profumo: esuberante e fresco frutto, richiama la baccarossa e la marasca con note persistenti di confettura diprugna; boisé elegante con sentori di cannella e cacao e sottofondo balsamico. Chiusura con note di cuoio erabarbaro
  • Gusto: attacco decisamente concentrato, denso epolposo, con tannini maturi e avvolgenti; evolve condelicato frutto maturo, finale lungo e persistente
  • Gradazione alcolica: 13,5% Vol.
  • Consumo: se ben conservato, ha lunga vita; dato il lungoaffinamento in bottiglia, se ne consiglia la decantazione.
  • Servire a 16°-18°C in calice ampio
  • Abbinamenti: si esalta con arrosti di carne rossa,cacciagione, selvaggina, formaggi piccanti
  • Focus: il primo “superumbrian” nel 1977. Si distingue perl’impronta data dal Sangiovese piuttosto che dalCabernet
  • Curiosità: porta la firma di Giorgio Lungarotti perché, conla sua continua voglia di sperimentare, volle provarequesto uvaggio, allora inconsueto
  • Etichetta: San Giorgio e il drago, tratto dal famosodipinto di Raffaello conservato al Louvre, in omaggio allatradizionale festa di San Giorgio, quando a Torgiano,
  • ancora oggi, vengono accesi falò propiziatori nelle vigne
  • Formato: ml 750; ml 1500; ml 3000
  • Bottiglie prodotte: 30.000
Informações encontradas na internet (Wines from Bedford), depois da nossa degustação. Vejam como algumas percepções são coincidentes (agora em inglês):
  • 50% Cabernet Sauvignon, 40% Sangiovese, 10% Canaiolo, estate bottled and unfiltered
  • The label depicts Saint George and the dragon, from the superb painting by Raffaello, now part of the Louvre's permanent collection
  • The bottle bears the signature of Giorgio Lungarotti, winery founder
  • Produced since 1977 only in the best vintages. As the first "Superumbrian," this is a classic wine that symbolizes Italy's best winemaking and expresses typicity and elegance exalted by a long bottle aging
  • Stainless steel fermentation with 15-20 days of maceration on the skins
  • Aged 12 months in barriques, then bottle refined for a minimum of 36 months before release
  • Deep and intense ruby red color with violet hints. The nose is very intense, immediately displaying notes of red fruits and black cherry jam
  • Warm structure with an enveloping opening and solid, fleshy body. Powerful yet extremely elegant with discreet and velvety tannins
  • Long, persistent and juicy finish
  • Accompaniment: roasted and braised red meats; sharp cheeses
  • Ratings by vintage:
  • 2000: Parker 91; Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90
  • 2001: Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Decanter Silver Medal; Wine Enthusiast 90
  • 2003: Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90; Tanzer 90
  • 2004: Parker 89; Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 91
 Nossa nota para o Lungarotti San Giorgio 1997: 8