Mostrando postagens com marcador doces. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doces. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de agosto de 2017

DESAFIO: Crostata di Ricotta (Torta Doce de Ricota)

Crostata di Ricotta (Torta Doce de Ricota)
A inspiração desta receita foi um jantar italiano (e vegetariano) para duas amigas muito queridas. Eu queria uma sobremesa típica, saborosa e leve, para acompanhar a Panzanella (Salada de Pão e tomates) e o Spaghetti a la Norma.

Pessoalmente, adoro doces com ricota, tanto na massa quanto no recheio. Por isso optei por esta Crostata (ou Torta Doce em italiano), com um recheio leve à base de ricota, aromatizado com Amaretto e raspas de laranja.

Com recheio leve na textura e sabor marcante, realçado pela massa levemente doce e crocante, o charme da torta fica por conta do acabamento entrelaçado na superfície. Corte 10 tiras da massa, coloque 5 em um sentido (com 2 a 3 cm entre elas) e vá levantando uma sim e uma não para passar a tira no outro sentido... Fica lindo!!!

Fiz meia receita, para uma torta pequena (de 20 cm). Para uma torta grande (forma de 30 cm), dobre os ingredientes!

Crostata di Ricotta (Torta Doce de Ricota)

(1 torta pequena de 20cm)

Massa

  • 125 gr de manteiga ou margarina gelada
  • 1,5 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1/2 ovo (bater um ovo e separar metade)

Recheio

  • 500 gr de ricota fresca
  • 50ml de licor Amaretto
  • raspas de uma laranja
  • 1/2 xícara de açúcar confeiteiro
  • 1 ovo
  • ovo batido para pincelar
  • açúcar confeiteiro para finalizar

Forma de Preparo:

Prepare a massa: bata no processador a manteiga, a farinha e o açúcar até virar uma farofa. Junte o ovo (meio) e bata até aglutinar e formar uma bola. Coloque na geladeira por 1 hora.

Prepare o recheio: bata todos os ingredientes (menos as raspas) no processador. Junte as raspas e reserve na geladeira.

Monte a torta: abra 3/4 da massa para forrar uma forma redonda com fundo removível de 20cm de diâmetro. Coloque o recheio. Abra o restante da massa e corte tiras, formando uma tela na superfície.
Pincele a massa com o ovo batido.

Aqueça o forno a 180 graus. Leve para assar por 40 minutos, ou até dourar e o recheio ficar firme. Deixe amornar, polvilhe o açúcar confeiteiro e sirva!



Bon Appetit!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

DESAFIO: Doce Cremoso de Abóbora com Coco, para uma Almoço Mineiro!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco
Tivemos, há alguns meses, uma ótima produção de mandioca e de abóbora no nosso sítio... A produção de mandioca virou uma série de receitas ótimas (clique aqui para ver)!

E a abóbora também foi inspiradora, mas acabei congelando a maior parte, em pedaços já descascados (obrigada, Nenê, por esta valiosa ajuda! rs). E chegou a vez da abóbora quando decidi fazer um Almoço de Domingo com inspiração mineira, onde o prato principal seria o delicioso Frango com Quiabo, feito na panela de barro (só não usei o fogão a lenha porque não tenho...).

E a abóbora entraria como a sobremesa: Doce de Abóbora com Coco, acompanhado de queijo minas... Tem coisa mais mineira que isso??

Preparei a receita com um dia de antecedência, para que ficasse mais saboroso na hora de servir! A abóbora era bem fibrosa, e se desfez quando cozida... E o coco ralado fresco garantiu mais sabor e crocância ao doce. Sucesso total!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco

  • 1 kg de abóbora em pedaços
  • 500 gr de açúcar
  • 1 xícara de coco fresco ralado
  • canela em pau (2 pedaços grandes)
  • cravo a gosto
  • queijo minas para acompanhar
Em uma panela grande de fundo grosso, coloque a abóbora, o açúcar, a canela e o cravo para cozinhar até a abóbora se desfazer e restar pouca água (deixe um pouco para que o doce fique mais cremoso).


Junte o coco, misture bem e deixe esfriar. Coloque em um pote fechado e leve para a geladeira de um dia para outro.


Sirva com queijo minas! E Bon Appetit!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DESAFIO: Geleia de Morangos para aproveitar a safra!

Geleia Caseira de Morangos
Esta semana eu estava inspiradíssima para cozinhar... Baixou o espírito da camponesa (tenho certeza que já fui uma em vidas passadas...)!!! Lembram do post do Cassolet com Confit de Pato?

Fiz pão integral, bolo, pudim de leite, ricota caseira, molho de tomate (só com tomates), caldo de frango (para congelar)... E, para completar, vi uma oferta de morangos daqueles caminhões bem na esquina de casa: 4 caixas por 10,00! Simplesmente irresistível! Não comprei 4 caixas... Comprei 8! Perfeito para aproveitar a safra de morangos e estocar geleia para os próximos meses!

Só tem um probleminha... Quando vocês provarem essa geleia feita em casa, sem corante, sem espessante, sem conservante, cheia de pedaços deliciosos de morango, vai ser difícil vocês querem voltar para o produto industrializado... E aguardem um próximo desafio que está na minha lista: Doce de Leite feito em casa! Super "camponesa"!

Geleia Caseira de Morangos

(3 potes de 200 gr)


  • 1,5 kg de morangos lavados, sem a coroa, cortados ao meio
  • 1 kg de açúcar refinado
  • suco de meio limão


Coloque os morangos, o açúcar e o limão em uma panela grande, com fundo grosso. Coloque para cozinhar. Conforme vá se formando uma espuma branca na superfície, retire com uma colher de sopa. Despreze a espuma (#dica 1: Retirar a espuma elimina a acidez e deixa a geleia mais brilhante).

Quando a calda ficar encorpada, retire do fogo e deixe esfriar. Acondicione em potes herméticos esterilizados previamente (dica 2: para esterilizar os potes, ferva uma panela grande com água e coloque os potes abertos e as tampas soltas. Deixe ferver por 1 minuto. Retire com uma pinça, escorra bem a água residual e deixe secar naturalmente.). Desta forma, a geleia se conservará por mais tempo, ainda mais se for colocada na geladeira. (#dica 3: você também pode congelar a geleia). (#dica 4: se quiser preparar uma calda mais rala - para usar em bolos, tortas ou sorvetes - retire mais cedo do fogo).


E Bon Appetit!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DESAFIO: O Pudim de Leite Perfeito (Sem furinhos)!

Pudim de Leite Condensado sem furinhos
A sobremesa mais tradicional nos almoços de família dos brasileiro é cremosa, saborosa, aparentemente tão simples e cheia de técnica para ser preparada... É o famoso Pudim de Leite Condensado! Não conheço ninguém que não goste deste doce à base de leite, com sabor intenso de caramelo!

Poucos ingredientes (leite condensado, leite, ovos, açúcar), uma forma de preparo trabalhosa e demorada (preparação do caramelo, cozimento em banho maria, no fogo ou no forno) e muita polêmica quanto ao resultado: você prefere com ou sem furinhos??

Já falei sobre a polêmica dos "furinhos" em um post anterior (clique aqui para ver). Nesta receita anterior, fiz uma versão individual do Pudim. Mas faltava, aqui no blog, a versão "família", mais tradicional! E a oportunidade surgiu no aniversário do meu cunhado Lu, quando um amigo dele, João, levou de presente um maravilhoso pudim de leite, totalmente sem furinhos! Do jeito que eu gosto!

Claro que eu pedi a receita. E claro que eu tinha que testar! A primeira tentativa foi "meia boca", literalmente: só tinha uma lata de leite condensado e, portanto, fiz metade da receita. Deixei assar demais no forno e a calda queimou levemente... O povo comeu tudo, achou uma delícia... Mas o meu perfeccionismo não curtiu...

A segunda tentativa ficou perfeita, exatamente como o original do João! Bingo!! Mas não vou enganar os leitores... Não foi fácil! Demorou bastante para assar (quase 2 horas) e a tensão na hora de virar foi enorme!! Difícil ter certeza se está no ponto certo! Mas, no final, tudo deu certo!! Segue a receita, com todas as dicas e "pegadinhas"!! Espero que curtam! A família e os amigos por aqui curtiram bem! rs

Pudim de Leite Condensado (sem furinhos)

12 pedaços


  • 2 latas de leite condensado
  • 300 ml de leite
  • 6 gemas peneiradas
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 forma de pudim
  • 1 forma redonda (para o banho maria)
  • papel alumínio

Prepare o caramelo: coloque o açúcar na forma e leve diretamente ao fogo baixo, até derreter e ficar bem "moreninho" (#Dica 1: cuidado para não dourar demais, senão o pudim fica com gosto de queimado). Retire do fogo e gire a forma de forma a cobrir suas laterais com o caramelo. Deixe esfriar.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva água para o banho maria.
Misture o leite condensado, as gemas e o leite. (#Dica 2: não bata no liquidificador, use somente uma colher para incorporar os ingredientes).  Coloque a mistura na forma caramelizada.
Cubra a forma com papel alumínio e coloque sobre a forma redonda. Preencha com a água quente. Leve ao forno por 1 hora e meia a 2 horas (#Dica 3: para saber se o pudim está no ponto, enfie uma faca, que deverá sair limpa). Deixe esfriar e leve para a geladeira por umas 2 horas.
Para desenformar, #Dica 4: leve a forma ao fogo por alguns segundos, até sentir que o pudim está solto na forma. Vire sobre um prato com bordas (por causa da cauda). #Dica 5: Para aumentar a calda, coloque um pouco de água no fundo da forma (onde ficou parte do caramelo endurecido) e leve ao fogo até derreter o caramelo. Deixe esfriar e incorpore ao pudim.




E Bon Appetit!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

DESAFIO: Donuts (ou Doughnuts) - Gordice pura!


Donuts by Desafios Gastronômicos
Se você está de regime ou quer evitar "gordices" a qualquer custo, pare imediatamente de ler este post... O que você vai ler (e ficar com vontade de comer) a seguir é extremamente prejudicial ao seu regime e à sua força de vontade... Afinal, é praticamente impossível resistir a este bolinho redondinho, fofinho, macio, todo besuntado de açúcar e que surpreende nossos sentidos quando a mordida revela uma deliciosa e suculenta geleia de frutas vermelhas, que escorre pela boca... Ops... Ops... Vamos parando por aqui, pois, além de proibido para quem está de regime, este post vai acabar proibido para menores de idade também!! rs

Donuts (ou Doughnuts) são pequenos bolinhos feitos com massa de pão doce, fritos em óleo e recheados com creme de baunilha, chocolate, geleia de frutas... É primo-irmão dos tradicionais Sonhos das nossas padarias... Há também a versão "rosquinha", sem recheio, mas com cobertura (que são os preferidos do personagem Homer Simpson, para quem curte desenhos animados...).

Os Donuts são extremamente populares nos Estados Unidos e contribuem significativamente para a obesidade do povo americano... Mas vamos deixar esta "neura" pelas calorias do tal bolinho de lado... Afinal, somos pessoas comedidas, controladas e responsáveis por nossa saúde! Só vamos comer um, certo??? rs (e as 220 calorias podem facilmente desaparecer depois de uma corridinha... rs).

Para quem já costuma fazer pão doce, não há muito segredo no preparo da massa (segui a receita do livro Illustrated Baking, mas a quantidade de farinha estava errada - tive que colocar bem mais para dar o ponto - problema já corrigido na receita abaixo). O maior desafio para sua execução perfeita, porém, está na fritura, que deve ser feita a 180 graus (se o óleo ficar muito frio, não vai dourar... Se ficar muito quente, vai queimar por fora e ficar cru por dentro)... É importante ter um termômetro de panela para garantir esta temperatura.

Outra ferramenta importante é a "injeção" para a geleia... Eu utilizei um equipamento de fazer churros, com um bico para rechear (clique aqui para ver a receita), mas é possível utilizar também um saco de confeitar com bico fino.

Eu já disse que os donuts são calóricos e também não são muito fáceis de fazer... Como vou convencer meus queridos leitores a experimentarem esta receita? Simples... Olha a foto dos degustadores! E se tivesse som, vocês ouviriam: Hum... hum... hum... hum... hum... hum...

Família Mondejar e Roberta, na árdua tarefa de degustar os Donuts!
Agradecimentos especiais à Roberta, ao Carlão, ao Alê, à Milena, Andreia, Leo e Terêncio que se sacrificaram para participar deste post!!! Valeu, pessoal, vocês foram muito corajosos!! Aguardem os próximos desafios!! Vou precisar de vocês em breve!! rs

Donuts com Geleia

(12 unidades)

  • 5 colheres de sopa de manteiga (80 gramas)
  • 2/3 xícara de leite
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha
  • 2 colheres de chá (ou 10 gramas) de fermento biológico seco
  • 2 ovos grandes
  • 1/3 xícara de açúcar
  • 450 a 500 gr de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 litro de óleo
para o recheio
  • 1 vidro de geleia de sua preferência (framboesa, morango, blueberries...)
  • água para amolecer a geleia
para cobertura
  • açúcar impalpável
Derreta a manteiga no leite. Deixe amornar. Junte o fermento biológico, a essência de baunilha e 1 colher de sopa do açúcar e deixe crescer por alguns minutos. Bata bem os ovos e reserve.


Coloque em uma bancada ou tigela a farinha (450 gr), o restante do açúcar e o sal. Faça um buraco no meio e acrescente os ovos e o líquido com fermento. Comece a misturar até formar uma massa que desgruda das mãos (se necessário complete com o restante da farinha). Sove por 10 minutos, coloque em uma tigela grande, cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora ou até dobrar de volume em um ambiente protegido e aquecido (dentro do forno ou do microondas desligados).


Quando a massa crescer, sove novamente por 1 minuto e divida a massa em 12 partes iguais (cerca de 75 gr cada pedaço). Faça bolinhas e leve para descansar em uma assadeira grande por mais 1 hora. Prepare o recheio de geleia, misturando um pouco de água para ficar mais líquido.


Aqueça o óleo em uma panela de borda alta (que comporte 3 donuts por vez). Controle a temperatura até ficar entre 170 e 180 graus (se, mesmo com o fogo mais baixo a temperatura ainda subir, eleve a panela com outra grade do fogão - conforme a foto). Coloque, com a ajuda de uma escumadeira, 3 donuts de cada vez e deixe fritar por 1 minuto. Vire e frite do outro lado por mais um minuto (vire os bolinhos só uma vez, para que se forme uma linha mais clara no meio deles - típico dos donuts).
Deixe escorrer sobre papel absorvente.


Coloque a geleia no aparelho ou no saco de confeitar e recheie os bolinhos (cuidado para não deixar vazar). Passe os bolinhos no açúcar impalpável e deixe esfriar, com o buraquinho do recheio para cima!



Donuts by Desafios Gastronômicos

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DESAFIO: Ambrosia para minha BFF

Ambrosia by Desafios Gastronômicos
 A Nara (minha BFF - Best Friend Forever) nem se lembrava mais, mas há alguns meses, ela me fez um pedido/desafio: Ambrosia! E eu estava só esperando uma oportunidade para preparar esta iguaria dos deuses, quando combinamos de almoçar no domingo em sua casa, e eu iria levar a sobremesa! Pronto, encontrei a ocasião perfeita!

Chamar a Ambrosia de "iguaria dos deuses" não foi por acaso... Na mitologia grega, a Ambrosia era um alimento mágico que dava forças aos deuses e semi deuses... Mas devia ser ingerido com cuidado, pois seu excesso poderia ser fatal... No nosso caso, se ingerido em excesso, vai certamente elevar sua glicose e seu colesterol! rs

Ambrosia também foi o nome que os portugueses deram a um doce feito à base de leite, ovos e açúcar, que se tornou muito comum também no Brasil, desde a época do descobrimento. Nesta época, era considerado um doce muito refinado, para ser servido em jantares especiais! Atualmente, está mais "popular" e é vendido em vidros de conserva, ao lado do doce de leite e do doce de abóbora! rs

Existem algumas versões da receita mas todas elas levam leite, ovos e açúcar. Encontrei algumas variações também com leite condensado (que não deixa de ser "leite e açúcar"), mas a receita escolhida para este desafio veio do Livro de Receitas Portuguesas que tenho há muitos anos e é muito semelhante com a receita do livro da Helena Sangirardi ("A Alegria de Cozinhar"). Em ambas, faz-se uma calda de água e açúcar, juntam-se os ovos e o leite, aromatizados somente com baunilha! Para caprichar, utilizei a própria fava da baunilha, que deixou aqueles pontinhos pretos tão característicos por todo o doce! E as cascas das favas ficaram ótimas como decoração final (parece canela em pau, mas não é, rs)! Em algumas das receitas que vi na internet, a Ambrosia também pode ser aromatizada com cravo, canela e raspas de limão... Também há receitas que não levam água e o açúcar é engrossado com o leite, formando uma calda com cor mais "caramelo"... A gosto do freguês!

A receita não é difícil de fazer, só é necessário ficar girando a panela (sem mexer, mas não desfazer os "grumos") durante o cozimento no fogo. Quando fica pronto, o doce ainda parece que está com "excesso" de água, mas, depois de gelar, a calda fica mais encorpada! Bon Appetit!

Ambrosia

(6 porções)


  • 1 xícara de água (200 ml)
  • 1 1/2 xícaras de açúcar (300 gr)
  • 3 claras
  • 5 gemas
  • 2 xícaras de leite (480 ml)
  • 1/2 fava de baunilha (ou 1 colher de chá de essência)

Variações: utilize cravo, canela em pau e raspas de limão no lugar da baunilha

Ferva a água com o açúcar em uma panela de fundo grosso e deixe até engrossar (consistência de mel). Enquanto ferve a calda, bata ligeiramente os ovos (claras e gemas) e junte o leite e a baunilha (Dica: para ver como se raspa a fava de baunilha, clique aqui). Se utilizar a fava, acrescente as cascas também para dar mais gosto.


Assim que a calda estiver grossa, despeje o líquido de leite e ovos na panela e vá fazendo movimentos circulares com a panela (não use nada para mexer). Aos poucos, a mistura vai começar a empelotar.

Continue mexendo a panela de tempos em tempos. Deixe ferver em fogo baixo por cerca de 30 minutos, até a calda ficar mais grossa.


Retire do fogo, deixe esfriar e leve à geladeira por algumas horas. Sirva em pequenas porções, porque é um doce muito doce!


Ambrosia by Desafios Gastronômicos

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DESAFIO: Madeleines com Especiarias, agora no formato certo!

Madeleines com Especiarias - Para presente!
Minha primeira experiência com Madeleines foi uma adaptação da receita tradicional: como não tinha a forma característica, fiz as "Bialeines", usando a forma para mini-cupcakes e recheando com blueberries! Criatividade gastronômica!

Mas, obviamente, não sosseguei até conseguir comprar as formas de Madeleines! Finalmente pedi pelo correio (na Loja Barra Doce) uma versão de silicone!



As "Bialeines", antes de ter a forma de
Madeleines!
Agora que eu tinha as formas próprias, pude testar uma receita que estava guardando há anos, na Revista Claudia Cozinha, de 2006: Madeleines com Especiarias! Além de levar gengibre, canela e noz moscada, esta versão também levava açúcar mascavo, que conferia às madeleines uma coloração mais escura e apetitosa!

Resultado: ficaram lindas! E, embaladas uma a uma, e colocadas em uma caixa bem bonita, com laço e logo dos Desafios Gastronômicos, viraram um presente bem charmoso!

Agora, se você quiser fazer a receita da massa original de madeleines, é só clicar aqui! Bon Appetit!

Madeleines com Especiarias

(18 unidades)


  • 3/4 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher de chá de canela em pó
  • 1/2 colher de chá de gengibre em pó
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 pitada de sal
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 3 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 2 ovos grandes
  • 1/2 xícara de manteiga derretida
  • açúcar confeiteiro para polvilhar
  • forma especial para madeleines (ou forma para mini cupcakes)

Aqueça o forno a 180 graus. Unte a forma com manteiga. Na batedeira, bata os ovos e os açúcares até ficar um creme bem espesso. Peneire a farinha de trigo, o bicarbonato e as especiarias e junte à mistura, incorporando bem. Por último, acrescente a manteiga derretida.
Coloque pequena quantidade de massa (cerca de 3/4 da capacidade da forminha) e leve ao forno por 5 minutos. Abaixe o forno para 160 graus e asse por mais 6 minutos.
Retire do forno, deixe esfriar uns 5 minutos, retire da forma e coloque em uma grade para esfriar. Coloque mais massa nas forminhas e repita o processo até terminar a massa (no meu caso, foram 2 fornadas de 9 madeleines em cada).
Quando estiverem frios, polvilhe os bolinhos com açúcar confeiteiro.




Madeleines com Especiarias - embaladas para presente - by Desafios Gastronômicos


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DESAFIO: Stollen, uma tradição do Natal alemão!

Stollen, uma tradição do Natal Alemão
A história do Stollen começa no século XV, na Europa, em uma época em que era proibido pela Igreja usar manteiga nas receitas (que absurdo!! rs). O príncipe da Saxônia (região onde hoje está a Alemanha), então, descontente com o sabor horrível dos bolos e pães preparados com óleo ou gordura animal, escreveu ao Papa da época, Nicolau, pedindo a liberação desta restrição ao menos para a família real. O pedido foi sumariamente negado. A família real continuou tentando até que o quinto Papa após Nicolau finalmente enviou uma carta (conhecida como a "Carta da Manteiga") autorizando a família real e seus serviçais a utilizarem manteiga nas receitas. Posteriormente, seu uso foi liberado para toda a população, desde que um imposto fosse pago, para custear a construção da Catedral de Freiburg! Esta história é especialmente incrível por dois motivos: primeiro, porque fiquei imaginando como seria a vida dos cozinheiros medievais sem manteiga, só utilizando óleo ou gordura em seus bolos, tortas e pães... Que falta de qualidade de vida!! rs (talvez por isso os franceses passaram a considerar a manteiga um ingrediente tão fundamental na sua refinada cozinha...). O segundo motivo é que parte da minha família já morou em Freiburg (minha Tia Ellen, irmã do meu pai, e minha prima Mônica, que ainda mora lá com a família). Visitei a cidade por duas vezes e conheci sua famosa (e maravilhosa) Catedral medieval... Jamais imaginei que aquela torre espetacular fora construída com impostos sobre a manteiga!! Não é incrível?? rs

Freiburg (Alemanha) e sua Catedral Medieval
Bom, mas foi graças à utilização da manteiga nas receitas de confeitaria que o antigo Stollen feito somente de água, fermento e farinha virou o Stollen como é hoje: um pão levemente doce e fermentado, enriquecido com (muita!) manteiga, leite, especiarias e frutas secas e cristalizadas! É um doce tipicamente natalino e seu formato lembra o Menino Jesus embrulhado na manjedoura. Atualmente, o Stollen mais famoso da Alemanha é feito em Dresden, por apenas 150 confeiteiros homologados e vendido, na época do Natal, na feira da cidade! O Stollen é tema do mais famoso Festival da Cidade: tem até eleição da Miss Stollen e a produção de um Stollen Gigante, que chega a pesar 4.000 quilos! Fiquei imaginando o tamanho do forno para caber este stollen... Acho que este desafio eu vou ter que "pular"! kkkkk



Com uma história tão interessante como esta e com minha origem alemã, eu não poderia deixar de me desafiar a fazer este delicioso doce natalino em casa! A receita escolhida foi retirada do Illustrated Baking e é suficiente para fazer um Stollen enorme (cerca de 1,5 kg), 2 médios (750 gr) ou 3 pequenos (500 gr)! É trabalhoso, demanda tempo (quase 4 horas no total), mas vale a pena!

Stollen

2 pães médios (750 gr cada)
  • 120 ml de leite morno
  • 10 gr de fermento biológico seco
  • 50 gr de açúcar
  • 2 ovos
  • 200 gr de manteiga sem sal amolecida
  • 450 a 500 gr de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha
  • especiarias a gosto (cravo, canela, cardamomo, noz moscada...)
  • 100 ml de rum ou outra bebida de sua preferência
  • 100 gr de passas brancas
  • 100 gr de passas pretas
  • 200 gr de frutas cristalizadas
  • 150 gr de amêndoas grosseiramente picadas (ou nozes, ou avelãs)
  • açúcar confeiteiro para finalizar

Na noite anterior, deixe as passas hidratando no rum.

Dissolva o fermento no leite morno, com metade do açúcar. Deixe descansar por uns 10 minutos.
Coloque a farinha, o restante do açúcar, o sal e as especiarias em uma tigela grande. Faça um buraco no centro e junte o leite com fermento. Junte os ovos batidos e a manteiga e comece a incorporar tudo, até formar uma massa homogênea que não gruda nas mãos (coloque um pouco mais de farinha de necessário). Sove a massa por 10 minutos (na mão ou na batedeira com pá para massa).


Em uma bancada polvilhada com farinha, coloque a massa e abra-a bem com as mãos. Coe as passas (descarte o rum) e passe um pouco de farinha nelas (para secar). Coloque as amêndoas, as passas e as frutas cristalizadas no meio da massa e feche-a. Com cuidado, comece a sovar a massa, para distribuir bem as frutas. Deixe a massa descansar em uma tigela coberta, em local protegido, por uma a uma hora e meia, até dobrar de volume.


Volte a sová-a por alguns minutos e divida-a nas porções desejadas. Modele no formato do stollen e coloque em uma forma grande, forrada com papel manteiga (ou silpat). Cubra com um pano e deixe descansar por mais uma hora, até crescer novamente.


Aqueça o forno a 180 graus e leve os stollen para assar até ficarem dourados.
Deixe esfriar em uma grade. Ainda morno, salpique açúcar confeiteiro na superfície e sirva sozinho ou acompanhado de sorvete ou chantilly.


A receita ficou deliciosa: um pão super aromático, repleto de frutas secas e cristalizadas, não muito doce! Gostei tanto que resolvi, este ano, dar pequenos Stollen como lembrancinha de natal para a família e para os amigos queridos! A produção de Stollen por aqui vai ser grande até o final do ano!! rs... Bon Appetit!



Stollen embrulhados para presente by Desafios Gastronômicos




domingo, 22 de setembro de 2013

DESAFIO: Profiteroles!

Profiteroles by Desafios Gastronômicos
Dizem que os Profiteroles (pequenas bolinhas feitas de massa cozida e assada, recheadas com creme e cobertas com calda) são uma criação francesa do século XVI, mais precisamente do Chef Popelini, que servia à Rainha da França, Catherina de Médici! Se for verdade, esta realmente é uma sobremesa especial, que, há alguns anos, aparecia nos cardápios dos melhores restaurantes!

Mas, assim como aconteceu com os Petit Gateau, que foram popularizados e viraram sobremesa congelada de churrascaria rodízio (nada contra as churrascarias rodízio, mas a confeitaria fina não é o forte deles! rs), também os Profiteroles sofreram "exposição excessiva" e caíram em desuso... Percebi isso quando disse aos adolescentes aqui de casa que iria ter "Profiteroles" para sobremesa, achando que eles iriam pular de alegria... Afinal esta era uma das minhas sobremesas prediletas em restaurantes quando eu era adolescente (ok, isso já faz um "tempinho"... rs). Meu filho olhou espantado e me disse: Mãe, isso tá mais parecendo nome de exame de laboratório... tipo "Vou fazer uma profiterólise amanhã"! Ou então, parece nome de uma reação química! kkkkkkk

A base dos Profiteroles é a massa choux, muito comum na confeitaria francesa, e base para diversas sobremesas. A origem do nome desta massa vem de "patê à chaud" (massa cozida), que depois virou "patê à choux" (massa para fazer repolhos, pois seu formato mais comum se assemelha a pequenos repolhos!).

A massa choux é cozida inicialmente e depois assada. Leva, basicamente, manteiga, farinha e ovos. Tem como característica ficar oca por dentro, sendo ideal para ser recheada. Os formatos mais conhecidos são as carolinas (bolinhas) e as bombas (alongadas).

Eu já havia tentado fazer a massa choux antes, mas sem muito sucesso... Faz tempo, mas me lembro que a massa ficou dura e borrachuda... Problemas com a receita ou falta de prática mesmo...

Mas fazer a massa choux estava na minha lista de desafios há tempos! E, quando vi a receita de Profiteroles no livro Illustrated Baking, me animei a tentar novamente!

A receita do livro Illustrated Baking - A minha bíblia da confeitaria!!
A massa não é difícil de se fazer, mas exige alguma técnica, principalmente na parte de se formar as bolinhas, com o saco de confeitar... E um dos passos explicados na receita foi totalmente novidade para mim: depois de assadas, as carolinas deveriam ser furadas com uma pequena faca, para que o ar quente interno fosse liberado... Feito isso, elas voltam para o forno por alguns minutos para finalizar! E ficam perfeitas! Crocantes por fora e ocas e macias por dentro!

A calda de chocolate da receita também ficou espetacular! Exatamente como eu esperava!! Utilizei metade de chocolate ao leite e metade de meio amargo, embora a receita pedisse somente o amargo... Mas eu sei que os meninos preferem o chocolate ao leite, então acabei fazendo um "blend"! Ficou delicioso!

Outra mudança foi a troca do recheio: no lugar de chantilly, coloquei sorvete de creme! Adoro o contraste entre o geladinho do sorvete e a calda quente de chocolate! E para não derreter tudo muito rápido, servi a calda em pequenas jarras, para serem jogadas sobre as carolinas recheadas pelos convidados! Os meninos adoraram esta parte!! Desafiio cumprido, profiterólise realizada com sucesso!!! rs

Profiteroles 

(6 porções)
Para a massa

  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 2 ovos grandes
  • 2/3 xícara de água


Para o Recheio

  • sorvete de creme ou chantilly 

Para a Cobertura

  • 1 xícara de creme de leite fresco
  • 100 gr de chocolate ao leite
  • 100 gr de chocolate meio amargo
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 colheres de sopa de xarope de milho (Karo)


Modo de Preparo:

Peneire a farinha. Em uma panela, derreta a manteiga e a água. Coloque rapidamente a farinha e mexa até formar uma bola de massa bem homogênea.


Deixe a massa esfriar. Bata os ovos e junte à massa aos poucos, misturando bem depois de cada adição.
Ligue o forno a 180 graus e forre uma forma grande com papel manteiga (ou silpat).


Coloque a massa em um saco de confeitar com bico liso, com 1 cm de diâmetro. Faça bolinhas com a massa, diretamente na forma. Leve ao forno por 20 minutos ou até ficar crescido e dourado. Retire do forno, e fure cada bolinha com uma pequena faca, para sair o ar quente. Volte ao forno por mais dois minutos. Retire e coloque sobre uma grade para esfriar.


Prepare a cobertura de chocolate: misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo até derreter e começar a ferver, mexendo sempre.


Na hora de servir, abra cada carolina e recheie com sorvete (ou chantilly). Disponha as carolinas recheadas em um prato e sirva com a calda morna. Se preferir, coloque a calda em pequenas jarras para que os próprios convidados despejem a calda! E Bon Appetit!



Profiteroles by Desafios Gastronômicos