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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

HOME CHEF de Novembro: Sueli Gomes

Quando recebo um email de um (a) leitor (a) contando que se inspirou nos Desafios para preparar uma receita, ou uma festa, ou um jantar e que foi um sucesso, sinto que todo o trabalho que tenho para produzir este blog vale muito a pena!! Inspirar as pessoas a terem momentos felizes nas suas casas, com suas famílias e amigos não tem preço! E é exatamente o que vivencio quando preparo um evento aqui em casa, por mais simples que seja. Toda a dedicação, carinho e vontade de agradar o outro faz bem a alma... Dá sentido à vida... 

E um destes emails inspiradores veio da Sueli Gomes... Eu já a "conhecia" virtualmente por conta do nosso Concurso Cultural (clique aqui para ver)... Ela foi uma das participantes e ganhadoras, com o Desafio do Crumble, que fez em sua estadia nos Estados Unidos! E agora descobri, conversando mais com ela que, de alguma forma, os Desafios a ajudaram a preencher o tempo livre e a matar a saudade do nosso querido Brasil! 

Quando retornou dos EUA, resolveu preparar um almoço para amigas de longa data e se esmerou na produção: cardápio bem elaborado (e impresso!!), mesa com decoração caprichada (com identificação das convidadas!!), lembrancinhas (personalizadas!!) E um gesto de carinho que me emocionou demais: ela me enviou um texto com fotos sobre o evento, finalizando-o com uma foto de todo o grupo, e ela vestindo o avental dos Desafios! Todo este trabalho só para me deixar feliz!! Demais!! Vejam como foi o evento:




Isso me fez refletir sobre o público leitor dos Desafios e sobre mim mesma... O que nós somos, afinal?? O que temos em comum, que nos fez formar esta grande comunidade que hoje já soma mais de 60.000 seguidores?? Não somos cozinheiros profissionais nem chefs de cozinha... Mas também não somos apenas "donas (os) de casa":  pois queremos mais do que simplesmente cozinhar no dia a dia... Somos "polos agregadores" da família e dos amigos quando inventamos um evento ou uma comemoração ou preparamos uma refeição especial... Somos "artistas" quando caprichamos em uma receita ou na decoração da mesa e da casa... Somos "cientistas" quando testamos novas receitas, investigamos novos ingredientes, experimentamos novas formas de preparo... Ás vezes com muito sucesso, às vezes nem tanto... E somos, acima de tudo, aprendizes e autodidatas, sempre pesquisando, sempre querendo aprender mais sobre o tema que nos apaixona... Aí fiquei matutando: como consolidar tudo isso em um único conceito, uma única terminologia?? 


Surgiu, então, o conceito de "Home-Chef", para denominar todas estas pessoas maravilhosas que fazem coisas incríveis para suas famílias e amigos pelo puro prazer de cozinhar e receber bem!! E surgiu a ideia também de criar, no blog, a seção "Home-Chef do Mês", para homenagear estas pessoas!

Vejam como foi a reação da Sueli quando soube que era a Home Chef de Novembro:
"Alô Bia,

Nossa, não posso nem dizer como estou feliz e orgulhosa por ser escolhida para a Home Chef de Novembro!
E pensar que tudo isso começou porque um dia, numa das minhas imensas tardes livres nos EUA, achei o "Desafios Gastronômicos" e comecei a sonhar que poderia sair da mesmice e fazer com que os encontros com familiares e amigos se tornassem em algo especial.

O almoço com as amigas foi a minha primeira experiência. Programei tudo com muito cuidado e foi um momento mágico!

Agora estou programando um almoço de Ação de Graças com meus familiares.

Ainda estou muito longe de fazer reuniões como as suas, mas estou muito animada. Obrigada pelo incentivo!"

Saiba mais sobre a nossa "Home-Chef":

  • Nome: Sueli  Fernandes Pereira Gomes
  • Local onde mora: Rio de Janeiro, no bairro do Grajaú
  • O que mais curte na gastronomia:  Preparar receitas novas e ficar na expectativa que ficarão divinas! (nem sempre isso dá certo)
  • O que mais gosta de cozinhar: Adoro fazer sobremesas (isso explica o meu aumento de peso)
  • Um desafio que cumpriu com sucesso: uma cheesecake de chocolate branco que fiz no último final de semana. Achei a receita meio estranha, porque o creme de leite fresco era fervido com o chocolate, mas fiz assim mesmo.  No final ficou ótima. Valeu a pena não desistir daquela receita.
O Cheesecake de Chocolate Branco da Sueli (veja a receita abaixo!)
  • Um desafio que pretende fazer: Sempre imaginei fazer uma reunião com pratos típicos de diversos países. Tenho testado receitas de diversos lugares (algumas muito boas outras nem tanto) mas ainda não consegui realizar esse desejo.
  • Dicas para os outros Home-Chefs: Algumas pessoas nascem com talentos especiais para cozinhar ou para decorar com perfeição uma mesa. Eu não nasci com nenhum desses talentos, muito pelo contrário, mas descobri que com o incentivo certo e com um carinho especial pelas pessoas que estarão conosco à mesa, daremos sempre o nosso melhor.
Sueli, muito obrigada por compartilhar conosco sua história, suas experiências e seus anseios! 

E segue agora a receita "desafiadora" da nossa Home Chef (será que foi pura coincidência ou a Sueli usou esta cobertura estonteante de cerejas só para me deixar feliz?? rs)

Cheesecake de Chocolate Branco

  • 200g de biscoito de leite triturado
  • 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal
  • 1 e 1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
  • 170g de chocolate branco picado
  • 2 embalagens de Cream Cheese Philadelphia (300g)
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 3 ovos
  • 2 xícaras (chá) de frutas vermelhas
  • 4 cravos-da-índia

Modo de Preparo

Em uma tigela, misture os biscoitos com a manteiga derretida até formar uma farofa. Forre o fundo de uma forma de aro removível e reserve. Leve o creme de leite ao fogo, quando ferver junte o chocolate e mexa até derreter completamente. Bata, na batedeira, o Cream Cheese Philadelphia com uma e meia xícara (chá) de açúcar e os ovos. Junte à mistura de chocolate, coloque na forma sobre a massa de biscoito e leve para assar em forno preaquecido em temperatura média-baixa por 50 minutos. Deixe esfriar e leve à geladeira por 3 horas. Em uma panela coloque o açúcar restante, as frutas vermelhas e os cravos. Leve ao fogo, mexendo de vez em quando até formar uma calda grossa e deixe esfriar. Coloque a calda sobre o cheesecake desenformado. Corte em fatias e sirva.

Não fiz a cobertura da receita; usei a cobertura em lata da foto!




quarta-feira, 5 de junho de 2013

DESAFIO: Preparar Madeleines sem ter a forma para madeleines!!

As "Bialeines" ou "Madeleines Inventadas da Bia"
Madeleines são pequenos bolinhos de massa amanteigada (tipo "sponge cake") feitos em formato de conchas... Lindos, delicados, perfeitos para serem comidos em uma única mordida, acompanhados de chá ou café...

Sempre tive vontade de testar uma receita de madeleines, mas a ausência da forma específica me impedia... Na realidade, não conseguia imaginar as "madeleines" em outro formato que não fossem as tradicionais conchas...

Pesquisando na internet, encontrei muitas histórias sobre o famoso doce francês, conforme nos conta uma interessantíssima reportagem do Paladar:

A versão mais difundida para a origem das madeleines conta que, em 1755, numa situação de emergência, pois o confeiteiro titular faltara ao serviço, uma jovem empregada da marquesa Perrotin de Baumont preparou a receita da avó para um banquete em homenagem a Stanislas. O ex-rei e então duque de Lorena adorou a novidade e quis conhecer a autora, perguntando-lhe o nome, onde nascera e como se chamava a invenção. Ela disse chamar-se Madeleine Paulmier e revelou ter nascido em Commercy. Como o bolinho não possuía nome, Stanislas o batizou: “Vai se chamar madeleine de Commercy”. No dia seguinte, enviou a novidade para a filha comilona, Maria Leszczynski, mulher de Luís XV, na Corte de Versalhes. Até a morte do duque de Lorena, em 1766, a receita permaneceu secreta. Para alguns pesquisadores, foi Pantaléon Colombé, patriarca de uma família de confeiteiros e padeiros, quem a liberou ao conhecimento público. Segundo o historiador Charles Dumont, as madeleines de Commercy só começaram a fazer sucesso na França em meados do século 19, com a inauguração da estrada de ferro. Em 1939, ainda resultavam de produção artesanal, preparadas por seis confeiteiros, que elaboravam diariamente cerca de 2.500 bolinhos. Existem também as madeleines de Liverdum, igualmente na Lorena, porém menos conhecidas.

Entretanto, o mais destacado protagonista da história da especialidade foi o escritor francês Marcel Proust. No Caminho de Swann, primeiro dos sete volumes da obra-prima Em Busca do Tempo Perdido, ele conta como conheceu as madeleines e revela o prodígio que operaram em sua vida e arte. Num dia de inverno, chegando em casa com frio, a mãe lhe deu o bolinho acompanhado de uma taça de chá. Ao levar um pedaço à boca, amolecido pela bebida, veio-lhe à mente não apenas a lembrança do passado, mas a sensação de resgatar a própria infância. A madeleine tinha o mesmo sabor da que sua tia Léonine lhe oferecia todo o domingo de manhã, anos antes. Essa metáfora do paladar revivido, uma experiência desprezada por tantos adultos, pode ser interpretada como a vitória da memória sobre a sovinice do tempo. Uma coisa é certa: Proust ingressou tardiamente na saga do bolinho, mas sem ele as madeleines não obteriam a mesma fama internacional.

Mas a minha inspiração não foi a história ou a origem da Madeleine, tão pouco o seu sabor que remete a infância (já que não nasci na França...) Foi um programa super gracinha chamado "A Pequena Cozinha em Paris", no canal BBC, onde uma jovem chef inglesa, Rachel Khoo apresenta receitas francesas em seu minúsculo apartamento em Paris, que também é um restaurante! Certamente o menor restaurante do mundo, para duas pessoas, no máximo!! Com apenas um fogão de 2 bocas, uma geladeira pequena e um forno, ela faz receitas deliciosas, como estas madeleines recheadas de lemon curd e framboesas!


Mesmo com esta linda inspiração, eu continuava "travada" por não ter a forma correta... Aí, meu maravilhoso livro "Illustrated Baking" me deu uma luz: em sua receita de Madeleines, ele indicava duas possibilidades de forma: a de madeleines (óbvio!) e a de mini cupcakes! Bingo!!! Mas esta forma eu tenho!!!!


Mas não basta a inspiração, a receita, os utensílios e os ingredientes disponíveis! Tem que ter a oportunidade também!! E ela surgiu em pleno domingo, no meio do preparo de um Churrasco para a família!! Enquanto o Alê esperava o carvão (que estava molhado...) ficar em brasas, lá fui eu fazer algo para a sobremesa: as Madeleines na forma improvisada (ok... nada a ver com churrasco, mas oportunidade é assim, surge quando você menos espera... kkkkk).

Não levou nem 30 minutos para ficarem prontas!! E a "criatividade" ficou por conta de mirtilos (ou blueberries) que coloquei no centro de cada bolinho... Bem ao estilo Rachel Khoo!! E assim, na minha (não tão) pequena cozinha em São Paulo, estavam criadas as "Bialeines"!!

"Bialeines" (ou Madeleines Improvisadas da Bia) (20 unidades)

  • 4 colheres de sopa de manteiga derretida e fria
  • 1/3 de xícara de farinha de trigo peneirada
  • 1/3 de xícara de açúcar
  • 2 ovos grandes, em temperatura ambiente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1/4 de colher de chá de fermento em pó
  • blueberries ou mirtilos
  • raspas de limão ou laranja (opcional)
  • açúcar confeiteiro para polvilhar
  • 1 forma de mini cupcakes com 24 unidades
Aqueça o forno a 180 graus. Unte a forma de cupcakes com manteiga e farinha.

Coloque o açúcar, os ovos e a baunilha na batedeira e bata até que a mistura cresça e fique esbranquiçada (cerca de 5 minutos).

Acrescente a farinha peneirada (e as raspas de limão ou laranja), a manteiga derretida fria e misture delicadamente com um fuê. Com uma colher, coloque a massa até a metade de cada molde e decore com alguns mirtilos no centro de cada bolinho. Leve para assar por 15 minutos.

Deixe esfriar um pouco, desenforme e coloque para esfriar em uma grade. Na hora de servir, polvilhe com o açúcar confeiteiro!


Foto de Alexandre F. Caetano

Foto de Alexandre F. Caetano
Podem não ter o formato tradicional da conchinha, mas ficaram lindinhas, não ficaram?? E o sabor... hummmm... desmanchavam na boca!! Bon Appetit!

quarta-feira, 20 de março de 2013

DESAFIO: Fazer um Cheesecake estilo "padaria", para agradar meu filho!!

Cheesecake de Amoras, "padoca style"!
Sabem aquele ditado, "Quem pergunta quer saber"? Foi o que aconteceu quando perguntei ao Erik que sobremesa ele queria para o jantar no sábado à noite... Eu quis fazer um "agrado" porque o prato principal era Lasanha a Bolonhesa e ele não curte muito molho a Bolonhesa... Aí eu tive que ouvir: "Mãe, eu quero um Cheesecake de frutas vermelhas igual ao da padaria (Santa Marcelina)!" Então tá, né... Desafio é desafio e a gente não pode fugir da raia!!

Bom, primeiro, vamos analisar o que o Cheesecake de padaria tem de "especial"... Uma base de biscoito maisena, um recheio de queijo, à base de gelatina, pois não precisa ser assado e uma cobertura de geléia de frutas vermelhas...

Um típico Cheesecake  de Padaria

Para conseguir o resultado esperado, fiz algumas adaptações nas receitas que eu já tinha e juntei: a Base de biscoito do Cheesecake da Nigella (que não vai ao forno, facílima de fazer), o recheio do Cheesecake de Morangos, com cream cheese, creme de leite, açúcar e gelatina e uma calda caseira de amoras, para aproveitar algumas frutas já congeladas que tinha no freezer.

Outras versões de Cheesecake que já preparei!

E não é que ficou bom o meu Cheesecake "Padoca Style"??? O desafiante aprovou (e os outros convidados também!). Esta receita é ótima para quem não quer (ou não pode) usar o forno! E se quiser facilitar ainda mais, utilize uma geléia de frutas comprada pronta. Vai ficar ótimo também! Só precisa deixar algumas horas na geladeira antes de servir!

Cheesecake de Amoras

Base de Biscoito

  • 1 pacote de 200gr de biscoito maisena
  • 100 gr de manteiga derretida
Recheio de Cream Cheese
  • 250 gr de cream cheese
  • 100 gr de açúcar
  • 200 gr de creme de leite fresco
  • 4 gr de gelatina sem sabor

Calda de Amoras

  • 200 gr de amoras frescas ou congeladas
  • 100 gr de açúcar
  • gotas de limão
  • folhas de hortelã para decorar

Prepare a base: triture os biscoitos no liquidificador ou processador. Misture com a manteiga derretida. Forre uma forma de torta com fundo removível, formando uma borda de 2 cm nas laterais, pressionando bem. Reserve na geladeira (não precisa assar).

Prepare o recheio: hidrate a gelatina com um pouco de água. Bata o cream cheese e o açúcar na batedeira, por uns 5 minutos, até ficar bem cremoso. Aqueça 50 gr do creme de leite, desligue o fogo e junte a gelatina hidratada. Misture até dissolver bem. Deixe esfriar um pouco. Bata o restante do creme de leite na batedeira até formar um "chantilly". Misture a gelatina com creme de leite à mistura de queijo e, delicadamente, misture também o chantilly. Coloque o creme sobre a base de biscoitos e leve a geladeira por, no mínimo, 3 horas antes de servir.


Prepare a calda: Leve ao fogo as amoras, o açúcar e as gotas de limão e deixe ferver até começar a engrossar. Vá retirando a espuma branca que se forma na superfície durante o cozimento. Deixe esfriar.

Na hora de servir, desenforme, coloque em um prato alto, cubra com a calda de amoras e decore com uma folhinha de hortelã. Não deixe muito tempo fora da geladeira, pois o recheio fica mole demais. E Bón Appetit!

Cheesecake de Amoras


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

DESAFIO: Desejar Feliz Natal a todos com um Bouche de Noel!

Para comemorar o Natal com uma receita inédita e cheia de tradição, o desafio foi preparar um Bouche de Noel, ou Tronco de Natal! A tradição é francesa e começou com os camponeses que comemoravam a época de Natal levando um tronco para casa. Este tronco era lavado, enfeitado, regado com vinho e, depois de orações da família ao redor do fogo, pedindo proteção e fartura, o tronco era queimado até virar cinzas.

Com o passar do tempo, o tronco de madeira virou uma sobremesa preparada na época do Natal. Depois de olhar várias fotos na internet e pesquisar algumas receitas, resolvi criar a minha versão do Bouche de Noel: uma massa de pão de ló, um recheio de chantilly com amoras frescas e, para o efeito do tronco, uma cobertura macia de ganache.

Para ficar mais realista, depois de montado, o rocambole deve ser levemente entortado e amassado, e os veios da madeira devem ser feitos com a ajuda de um garfo. Para as laterais, utilizei um saco de confeitar para fazer o efeito do miolo do tronco. Para finalizar, utilize enfeites de natal! Em algumas fotos que vi, são colocados "cogumelos" de marzipan, duendes, pequenas árvores... Lindo!

Bouche de Noel com Frutas Vermelhas

Massa

  • 4 ovos
  • 75 gr de farinha peneirada (1/2 xícara)
  • 125 gr açúcar peneirado (3/4 xícara)
  • 5 gotas de essência de baunilha
Recheio
  • 300 ml de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
  • 1 xícara de frutas vermelhas frescas ou congeladas (framboesa, blueberry, amora...)
  • papel manteiga/ forma de 33 x 22
Cobertura
  • 300 gr de chocolate picado
  • 200 ml de creme de leite fresco
Preparo: Aqueça o forno a 180 graus. Prepare a massa. Bata as claras em neve com a batedeira. Reserve. Bata as gemas com o açúcar (dica: peneire as gemas para tirar a pele que deixa gosto de ovo na massa). Junte a farinha e as gotas de baunilha. Bata até ficar bem homogêneo. Junte as claras em neve e misture delicamente (não use a batedeira). Forre a forma com papel manteiga. Distribua a massa na forma e leve para assar por 5 minutos (até dourar). Deixe esfriar um pouco. Prepare o chantilly, misturando o creme de leite (dica: deixe o creme de leite antes de bater por 30 minutos no congelador, para o chantilly não desandar) e o açúcar de confeiteiro. Depois do creme ficar espesso, misture delicadamente as frutas vermelhas picadas. Reserve na geladeira. Forre uma bancada com um pano de prato limpo. Por cima, coloque um pedaço de papel manteiga salpicado de açúcar de confeiteiro. Retire a massa da forma virando-a sobre o papel manteiga com açúcar. Retire delicamente o papel que foi assado com a massa. Distribua o chantilly em toda a massa e, por cima, a geléia de frutas (Dica: se estiver muito espessa, dissolva-a em um pouco de água). Comece a enrolar o rocambole pelo seu lado maior (Dica: use o pano de prato para ajudar a modelar bem o rocambole). Leve para gelar.


Prepare a cobertura de ganache: aqueça o creme de leite fresco até ferver. Misture ao chocolate picado e vá misturando lentamente, do centro para fora, até ficar totalmente homogêneo. Deixe esfriar em um bowl com gelo. Quando ficar espesso, cubra todo o Bouche (com uma colher ou com um saco de confeitar). Faça ranhuras com um garfo por toda a cobertura. Finalize as laterais com um saco de confeitar com bico de pitanga pequeno, fazendo um desenho circular (que imite a parte interna de um tronco). Decore com motivos natalinos. Se desejar, salpique açúcar confeiteiro para finalizar. Deixe na geladeira até a hora de servir.



Bon Appetit e Feliz Natal a todos!! São os votos dos Desafios Gastronômicos a todos os que participaram das nossas aventuras gastronômicas neste ano!!!


domingo, 2 de setembro de 2012

DESAFIO: Criar um "Bolo Delícia de Frutas" para homenagear uma amiga!


Bolo Delícia de Frutas
Quando vi a receita do Bolo de Morangos e Peras no blog da querida Helena Gasparetto (que já me inspirou a fazer Quadradinhos de chocolate com frutas secas), fiquei com água na boca! Adoro a mistura de bolo com frutas frescas... Tanto que o Bolo de Blueberries (Torta di Nada, do Jamie Oliver) é um dos meus preferidos!

E a oportunidade de experimentar a receita (que parecia deliciosa) surgiu esta semana, quando decidi preparar um Bolo de aniversário para uma amiga querida! Pronto: Ideia + Oportunidade = Desafio Gastronômico! rs

A receita original de Helena
Gasparetto
Mas, decidi inovar a receita: além de morango e pera, minha ideia foi colocar muitas outras frutas! Afinal, minha amiga merece um bolo bem "espetaculoso" e "delícia", não é, Rosaninha! kkkk

Assim nasceu o "Bolo Delícia de Frutas", com 7 frutas deliciosas: além dos morangos e peras, acrescentei maçã, nectarina, amoras, blueberries e a maior novidade: groselha!! Encontrei esta fruta fresca no Natural da Terra e, apesar do preço, não resisti! Pequenas, vermelhas e azedinhas, elas estouram quando assadas dentro da massa, liberando uma calda cremosa!

A massa ficou dourada, fofa e as frutas perfumaram toda a cozinha! Quando esfriou, decorei com as geléias (vermelha e amarela), que deram um lindo brilho às frutas! Tudo polvilhado com açúcar de confeiteiro! Perfeito!!

Bolo Delícia de Frutas

  • 1/2 xícara de manteiga ou margarina (100gr)
  • 1 xícara de açúcar (200 gr)
  • 2 ovos
  • 1 colher de chá de baunilha
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo (200gr)
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó (15gr)
  • 1/2 xícara de leite (150ml)
  • 1 pitada de sal
Para a cobertura
  • Frutas diversas cortadas em pedaços: maçã, pera, nectarina (em fatias), morangos (cortados ao meio), frutas vermelhas (amoras, blueberries, groselha), frescas ou congeladas
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar
  • geléia amarela (damasco ou laranja) e geléia vermelha (morango ou framboesa, ou amora)
Aqueça o forno a 170 graus. Unte uma forma grande de torta (com fundo removível). Bata na batedeira a manteiga e o açúcar até virar um creme. Junte os ovos, um de cada vez. Peneire a farinha, o fermento e o sal. Vá colocando na batedeira, alternando com o leite.

Coloque a massa na forma e decore com as frutas. Polvilhe o açúcar e leve para assar por 40 minutos, até ficar dourado e bem assado.


Deixe esfriar um pouco, desenforme e decore as frutas com as geléias (frutas vermelhas com geléia vermelha, frutas amarelas com a geléia amarela). E já pode comer!! Morna mesmo!! Hummm!!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

DESAFIO: Encarar o longo processo de preparação de um Confit de Canard!

Confit de Canard com Purê de Mandioquinha
e Tomatinhos Cereja
Se este não foi o desafio mais complicado que já encarei, certamente foi o mais demorado! Que paciência é preciso ter para preparar um Confit de Canard!!

Confit significa "conserva". Canard significa "pato". O processo de confitar uma carne consiste em cozinha-la lentamente em sua própria gordura por horas e depois guardar os pedaços de carne em sua própria gordura por até 1 ano! Era a forma de conservar as carnes quando não havia geladeira.

E, nos dias de hoje, onde refrigeração não é mais um problema, o Confit de Canard (Pato Confitado) virou uma especialidade gourmet, servida em bons restaurantes com inspiração francesa. E eu aqui, inventando de fazer isso em casa!! rs

Além de um preparo demorado (no mínimo 1 a 2 semanas antes do dia em que você pretende servir o prato...), não é em qualquer lugar que se encontra coxa/sobrecoxa de pato... Eu encontrei no Mercado de Santo Amaro e paguei uma pequena fortuna por elas... R$ 80,00 por 6 sobrecoxas!

A gordura indicada é a do próprio pato... A segunda opção é a banha de porco, conforme explica Claude Troigros em sua receita de Confit de Canard. Até encontrei gordura de ganso, no Empório Santa Luzia, mas 350 gramas custavam R$ 28,00... Façam a conta para chegar aos 2 quilos da receita... Aff!

Optei pela banha de porco e esta foi mais fácil de achar: no supermercado, na seção de manteigas e margarinas! rs... Foi a primeira vez que comprei este ingrediente... Nunca me imaginei cozinhando com banha de porco... Estes desafios me levam a limites nunca imaginados! rs

Depois de uma marinada seca (sal grosso e ervas) por 24 horas, o processo de cocção é a "chave do sucesso" do confit... A gordura não pode passar dos 90 graus durante 3 a 4 horas... Não pode nem borbulhar... Deve cozinhar lentamente, muito lentamente a carne do pato... Agora, você pensa que é fácil conseguir que a sua gordura fique estabilizada em 90 graus?? Isso me deu o maior trabalho!! Fiquei um tempão medindo a temperatura até que percebi que, mesmo no fogo mais baixo do meu fogão, a temperatura chegava a 100 graus! Uma catástrofe!!

Fui pedir ajuda ao meu marido... E ele chegou a conclusão que eu precisava afastar mais a panela do fogo... Colocando um suporte de metal ou algo assim... Foi aí que eu tive a ideia de colocar outro suporte do fogão por cima do suporte atual! Sucesso total!!! A temperatura ficou entre 85 e 90 graus!


Depois de cozinhar, esfriar e acondicionar as coxas de pato em potes herméticos cobertos pela própria gordura do cozimento, era hora de sentar e esperar... Tive bastante tempo para idealizar os acompanhamentos do prato, para o grande dia em que seria servido... Minha maior preocupação era o excesso de sal... Tive a impressão (depois de provar um pequeno pedaço), que o canard havia ficado salgado demais... E isso tirou meu sono! Quando pensei nos acompanhamentos, pensei em um purê de batatas... Aí troquei para um purê de mandioquinhas... Adoro a cor e o sabor adocicado... Imaginei que ficaria ótimo com uma carne forte, de caça... Para finalizar, uns tomatinhos cereja (para dar o tom vermelho ao prato) e galhos de alecrim (para o tom verde)... Como tive tempo, muito tempo (rs), acabei incrementando os tomatinhos cereja, que viraram Tomatinhos Confitados (clique aqui para ver a receita, que também deve ser preparada com um ou dois dias de antecedência...).

No grande dia, pedi ao Alê que escolhesse um vinho de nossa pequena adega... O escolhido foi um  tinto italiano, Renato Ratti Barbera D´alba 2010, que combinou muito bem com o sabor forte do pato.

Foi também um pouco antes do jantar que pensei na sobremesa... Frutas Vermelhas marinadas no Vinho Tinto. Aproveitei frutas congeladas (framboesas e blueberries) e uma bandeja de morango fresco... A base da sobremesa foi uma massa de biscuit (sobras de massa de entremets que cortei em pequenos discos e congelei - extremamente prático!!) embebida em vinho do porto, as frutas vermelhas marinadas (por uns 30 minutos, no mínimo) e coberta com chantilly e hortelã. Lindo!!!

Bom, no total, foram 10 dias de preparação! Vejam, abaixo, a retrospectiva, as receitas e o passo a passo desta aventura gastronômica!

Retrospectiva do Confit de Canard


  1. Dia 0, 12h - Compra dos ingredientes no Mercadão... Coxas de Pato (congeladas) e banha de porco
  2. Dia 0, 18h - Coxas descongeladas, colocadas na marinada de sal grosso, alecrim, louro e tomilho
  3. Dia 1, 18h - Início do cozimento na banha de porco, a 90 graus
  4. Dia 1, 22h - Término do cozimento
  5. Dia 2, 7h - Coxas totalmente cobertas por gordura colocadas na geladeira, em potes herméticos
  6. Dia 8, 12h - Compra das mandioquinhas e dos tomatinhos cereja
  7. Dia 9, 18h - Preparação dos tomatinhos cereja confitados (clique aqui para ver a receita)
  8. Dia 10, 19h - Início da preparação do purê de mandioquinha (45 minutos)
  9. Dia 10, 19:30h - Preparação das frutas vermelhas marinadas e do chantilly
  10. Dia 10, 20h - Início da preparação das coxas: retirar da gordura, aquecer o forno, deixar tostar por uns 15 a 20 minutos
  11. Dia 10, 20:15h - Escolha do vinho (Alê), um italiano Renato Ratti Barbera D´alba 2010, indicado para carnes mais fortes e queijos curados.
  12. Dia 10, 20:30h - Montagem dos pratos com a mousseline de mandioquinha, o confit de pato grelhado por cima e a decoração de tomatinhos confit. Finalizar com galhinhos de alecrim
  13. Dia 10, 21:00h - Montagem das Tacinhas de Frutas Vermelhas com Vinho do Porto!

Confit de Canard (Pato Confitado)

  • 6 coxas/sobrecoxas de pato
  • sal grosso (cuidado para não salgar demais...)
  • alecrim fresco a gosto
  • tomilho fresco a gosto
  • 2 folhas de louro
  • 2 kg de banha de pato ou de porco


Purê de Mandioquinha

  • 500gr de mandioquinha
  • 1/2 xícara de creme de leite
  • 1/2 xícara de leite (ou mais, se necessário)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal a gosto


A montagem do prato: coloque 2 colheres grandes do purê de mandioquinha e por cima o confit. Decore as laterais com o tomatinho confitado. Decore com alecrim fresco.

Tacinha de Frutas Vermelhas com Vinho do Porto

Para as frutas marinadas
  • 10 morangos
  • 1 porção de blueberries
  • 1 porção de framboesas
  • 1/2 xícara de vinho do porto
  • gotinhas de baunilha
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 2 bases de biscuit (ou 2 biscoitos champagne despedeçados)
para o chantilly
  • 100ml de creme de leite
  • 1 colher de sopa de açúcar confeiteiro
  • gotinhas de baunilha
  • folhas de hortelã para decorar



O jantar foi muito especial... O Alê é maravilhoso, adora tudo o que eu faço... Elogia, comenta, descreve os sabores, sugere avanços... Como é gostoso ficar conversando, apreciando uma boa comida e um bom vinho com quem você ama... Até parecia que havia alguma uma comemoração especial! E havia mesmo! Estávamos provando o meu primeiro Confit de Canard!! rs

Embora estivesse tudo lindo e maravilhoso, vocês já perceberam que eu sou perfeccionista... E o Confit realmente ficou salgado, como eu temia ...

E ainda tenho 4 coxas do Canard... Mas o Plano B já está montado: eles vão participar de um outro desafio, também da culinária francesa "rústica"... O Cassoulet!! Aguardem!! Já imaginaram um prato que começa com o preparo com um Confit de Canard??

Bón Appetit!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DESAFIO: Voltar às origens preparando um Bolo Cuca ou Streuzelkuchen!

Bolo Cuca de Blueberries
Três caixas de blueberries frescos na geladeira dando "sopa"! Quer desafio mais delicioso que este? Pensei em várias opções: Cheesecake, Bolo Toscano do Jamie Oliver, Torta Frangipane... Mas eu queria testar uma receita nova! Senão não é desafio, não é mesmo??

Pesquisa daqui, pesquisa dali, lembrei-me de ter visto, no Mercadão de Santo Amaro, umas bandeijinhas de Bolo Cuca com Frutas Vermelhas... Para quem não conhece, o Bolo Cuca é um bolo típico alemão, chamado de Streuzelkuchen, que tem como característica uma massa de bolo tradicional coberta por uma farofa crocante! Os mais incrementados levam frutas também, como maçãs, bananas, frutas vermelhas... E eu, apesar de ser filha de alemães, não tinha um Bolo Cuca no meu blog!! Que absurdo!!! Mas, tenho uma boa desculpa: toda minha experiência culinária vem da minha mãe, neta de portugueses... O lado alemão, a família do meu pai, apesar de ter 4 tias, uma avó e várias primas, ninguém era muito chegado nas prendas domésticas, muito menos em ficar na cozinha fazendo bolo!!! rs

Encontrei várias receitas na internet e nos livros de receita de casa... Todas com o mesmo princípio (massa básica + cobertura crocante), mas gostei muito de uma que encontrei na Receitas na Net, no blog As Receitas Favoritas do Formigão.
  
Prá variar, fiz algumas alterações... Coloquei mais blueberry do que a receita pedia (fruta nunca é demais) e utilizei uma forma redonda de fundo removível, que eu uma cara de "torta" ao bolo! Ficou espetacular! Cresceu absurdamente!!

Bolo Cuca de Blueberries (Blaubeeren Streuzelkuchen)

Para a massa
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de açúcar
  • 2 colheres de sopa de fermento
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 colheres de chá de canela
  • 1 xícara de leite
  • 2 ovos
  • 2 colheres de chá de essência de baunilha
  • 1/4 xícara de manteiga derretida

Para o recheio
  • 300 gr de mirtilos (ou blueberries) frescos ou congelados

Para a cobertura (farofa)
  • 1/2 xícara de farinha
  • 1/4 xícara de açúcar
  • 1/4 xícara de manteiga gelada
Aqueça o forno a 180 graus. Prepare a massa peneirando todos os ingredientes secos (farinha, açúcar, fermento, sal e canela). Misture o leite, os ovos, a baunilha e a manteiga. Junte os ingredientes secos e misture bem (eu usei a batedeira para misturar melhor).

Unte uma forma redonda com fundo removível com margarina e farinha. Coloque a massa, cubra com os blueberries e, polvilhe a farofa por cima.


Leve ao forno e deixe assar por uns 30 a 40 minutos, até ficar bem dourado e as frutas estourarem!


No quesito "beleza", o bolo estava certamente aprovado... No quesito "sabor" também, Alê e eu adoramos... Agora, a avaliação do quesito "genuinidade" não era tão simples... Tive que chamar um alemão genuíno também (embora todos digam que ele parece mais um português e até o nome o povo mudou... De Freitag (pronuncia-se fraitag em alemão), virou "Freitas"...rs): meu pai!!  Convidei-o para jantar (com minha mãe, é claro) por puro interesse! Interesse de ouvir sua opinião sobre o tal Bolo! Fiz questão de aquecer levemente no forno, para recuperar a crocância da cobertura e a maciez da massa e servi o primeiro pedaço... Nada... nenhum comentário! Ele me olhou muito sério e disse: Preciso provar um segundo pedaço para ter certeza.... (kkkkkk... este meu pai, de bobo, não tem nada!). Depois desta aprovação tácita, veio a explícita! Ele disse que o bolo era totalmente "alemão" e lembrava muito os bolos que alguém da família fazia (só não se lembra quem... rs)... Mas o bolo era feito com uvas pretas! Com caroço e tudo!!

E assim, termina mais um desafio!! Bón Appetit! Ou melhor, neste caso, Guten Appetit!!

Bolo Cuca de Blueberries

sábado, 3 de março de 2012

DESAFIO: Inventar aperitivos charmosos para acompanhar um champagne geladinho!

Aperitivos para champagne
O jantar daquele sábado era resposta a um desafio do Alê: Coq Au Vin! Ele, que já é fã absoluto do Boeuf Bourguignon, queria provar a sua versão "galinácea"! Mas um jantar completo não é só feito de um prato principal... Tem que ter aperitivo, entrada, acompanhamentos e sobremesa! Pensa que é fácil?? rs

Conversando com minha amiga Renata que já morou em Paris a trabalho, os franceses costumam convidar para o jantar e servem, assim que os convidados chegam (na hora marcada, obviamente...), um champagne gelado com alguns aperitivos simples como tomatinhos cereja, nozes, amêndoas, queijos, damascos secos... Achei ótima a ideia, e, já que o Coq Au Vin tem sotaque francês, estes aperitivos com champagne ficariam perfeitos como "o abre alas" do jantar!!

Para fazer as vezes do champagne (que só pode receber esta denominação se for produzido na França, na região da Champagne), comprei um vinho frisante chileno Santa Carolina, Démi Sec. Os aperitivos deveriam, portanto, ter um toque adocicado. "Bolei", então, dois tipos de aperitivo: um Canapé de Damasco Seco com Cream Cheese e Pistache e Pedacinhos de Brie com Morango e Geléia de Blueberry. Em ambos, o objetivo foi criar combinações contrastantes e, ao mesmo tempo, balanceadas entre o doce e o salgado, o macio e o crocante, o suave e o marcante!

Canapés de Damasco Seco com Cream Cheese e Pistache
  • 20 damascos secos
  • 1 pote de cream cheese
  • 50 gramas de pistaches sem casca
Primeiro, toste bem os pistaches em uma frigideira e pique-os bem. Monte os canapés com a base de damasco, recheie com o queijo e, para finalizar, vire a parte do queijo sobre os pistaches picados.

Canapés de Damasco Seco com Cream Cheese e Pistache

Pedacinhos de Brie com Morango e Geléia de Blueberry
  • 1 queijo brie  (150 gramas)
  • 2 morangos fatiados (bem fininhos)
  • geléia de blueberry (com as frutinhas inteiras)
Corte o brie em quadradinhos. Coloque uma fatia de morango por cima de cada pedaço e finalize com um pouquinho da geléia, de preferência colocando os blueberries inteiros.

Pedacinhos de Brie com Morango e Blueberry
É bem fácil e rápido de fazer e o  resultado visual é surpreendente. Quanto ao sabor, ambos os aperitivos combinaram super bem com o vinho frisante! Bón Appetit!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

DESAFIO: Fazer tartelettes de frutas vermelhas, lindinhas como as da Pâtisserie Douce France!

Tartelettes de Frutas Vermelhas (da Bia!!)
Eu simplesmente adoro ir tomar café na Douce France (doceria francesa na Alameda Jaú, nos Jardins e no Shopping Morumbi) e ficar apreciando os lindos docinhos da vitrine!! Muitas vezes, além de apreciar com os olhos, eu também aprecio com a boca!! kkkk

Inspirei-me na vitrine do Douce France para montar estas tartelettes de frutas vermelhas. A base da torta é a mesma da Torta Frangipane, uma massa à base de manteiga e farinha, bem delicada e crocante. O recheio é de Créme Patisser (ou Creme Confeiteiro), feito à base de ovos, leite, amido de milho e baunilha. E por cima de tudo, frutas vermelhas (infelizmente não encontrei os adorados blueberries... comprei morangos e amoras congelados mesmo...).

Tartelettes de Frutas Vermelhas (12 porções)

Massa
  • 150 gr de farinha de trigo
  • 75 gr de manteiga
  • 40 gr de leite
  • 20 gr de ovo
  • 15 gr de açúcar
  • 1 gr de sal
Recheio de Creme Confeiteiro
  • 400 ml de leite
  • 100 gr de açúcar (em duas partes de 50 gr cada)
  • 32 gr de amido de milho (Maizena)
  • 80 gr de gema (aprox. 4 gemas)
  • 20 gr de manteiga
  • 20 gotas de essência de baunilha
Para decorar
  • 400 gr de Frutas Vermelhas frescas ou congeladas
Comece preparando a massa. Misture a manteiga cortada em cubinhos e a farinha de trigo com as pontas dos dedos, até formar uma farofa. Junte o açúcar, o sal e os ovos, misturando rapidamente com as mãos. Coloque o leite aos pouquinhos, até formar uma bola que se desgruda das mãos (não use todo o leite se não for necessário, pois a massa pode ficar grudenta...). Embale e coloque na geladeira por 2 horas.

Enquando a massa "descansa", prepare o Creme Confeiteiro. Aqueça o leite com 50 gramas de açúcar e a baunilha, até o ponto antes de ferver. Em um bowl, misture com um fuet as gemas, o restante do açúcar e, por último, a maizena. Vá adicionando lentamente o leite quente a esta mistura, continuando a mexer. Volte ao fogo baixo e continue mexendo até engrossar. Não se assuste: quando começa a engrossar, parece que vai empelotar tudo... rs... continue mexendo que a mistura ficará homogênea!
Reserve o Creme Confeiteiro na geladeira

Monte as forminhas com a massa, distribuindo-a de forma bem homogênea, de dentro para fora. Corte as "rebarbas" com as costas de uma faca grande. Faça furinhos com um garfo e leve ao forno médio (180 graus) por uns 15 a 20 minutos, até começar a dourar. Retire do forno, deixe esfriar e recheie com o creme confeiteiro.

Uma hora antes de servir a torta, descongele as frutas, deixando escorrer bem o líquido (se não fizer isso, sua torta vai ficar toda manchada... aprendi errando... rs)


Na hora de servir, decore a torta com as frutas vermelhas! Se quiser fazer uma versão "grande" da torta, também fica bem legal:

Torta de Frutas Vermelhas