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sábado, 22 de janeiro de 2011

Ingredientes que não podem faltar na cozinha prática e gourmet!

Tem coisa melhor que fazer uma refeição rápida, fácil e totalmente gourmet?? Parece impossível?? Não é, desde que você tenha os ingredientes certos à mão!! Quantas vezes a receita surge a partir dos ingredientes que estão disponíveis?? Uma frittata de cebola, um spaguetti ao funghi secchi, um cuscuz marroquino com legumes... Para facilitar esta "improvisação gastronômica", é importante ter os ingredientes certos em casa!

Elaborei, então, uma lista de ingredientes que você precisa ter em sua despensa, em seu freezer, em sua geladeira, nos seus potes de tempero... Procurei escolher ingredientes que não são muito perecíveis, para evitar perdas e desperdícios (odeio desperdícios! rs). E, com estes ingredientes, você será capaz de preparar, rapidamente, 20 receitas deliciosas!! Abasteça sua despensa, monte sua combinação de entrada, prato principal , acompanhamento e sobremesa e arrase sem stress! Vai parecer que você passou o dia planejando aquele jantar! clique na figura para ampliá-la!



Legenda dos Ingredientes
  • Verdes - Despensa
  • Azuis - Freezer
  • Lilás - Geladeira
  • Laranja - Temperos


E para maiores detalhes das receitas, Seguem os links!!

Entradas:
Pratos Principais:
Acompanhamentos:
Sobremesas:
E mãos à obra! Ou melhor, aos ingredientes!! E Bon Apettit!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DESAFIO: Conhecer os ingredientes típicos da Bahia!

A Feira de Monte Gordo - BA rendeu muitas novidades para os Desafios Gastronômicos! Além de conhecer as frutas típicas da região, como graviola, côco, jaca, umbu... (veja o post anterior) a feira também era muito rica em ingredientes regionais! Carnes, crustáceos, farinhas, manteigas, legumes, temperos, ervas...
Logo na entrada, um engradado com galinhas vivas... Isso mesmo... Você escolhe a ave e o vendedor termina o serviço... ai!! Acho que, se eu morasse aqui, ia preferir virar vegetariana!! Como é bom comprar o frango congelado no supermercado!! 


E os caranguejos são vendidos vivos... Quem tem que fazer o "trabalho sujo" é a cozinheira!! Credo!! Até me lembrou o filme da Julia e Julie, quando a Julie tem que preparar a lagosta... e a bichinha vem viva!! Que dureza!!


As manteigas são vendidas fora da geladeira... A comum, bem salgada, lembra a manteiga Aviação. E a manteiga de garrafa... já vem líquida, mesmo fria, pois já foi previamente aquecida. É utilizada no preparo dos pratos típicos, como a carne do sol.

Os biscoitos também são diferentes! Estes são os biscoitos fofos, levemente adocicados, com sabor de côco ou de canela! A massa é parecida com um pão sírio torrado. Bem gostosinho!


E o biscoito de polvilho, aqui se chama "Avoador". É bem miúdo e com sabor de queijo:


Os grãos também são bem diferentes. Feijão fradinho é a base para o acarajé... E o andu, verde, é cozido em um tipo de feijoada local, com carne de boi salgada, carne de porco, linguiça... Mas você precisa debulhá-lo antes!


mandioca é base para a elaboração de farinhas, como a "goma", de onde é feita a tapioca ou beijú. Aqui, uma observação importante: a "mandioca paulista" aqui é conhecida por aipim ou macaxeira. É a raiz que pode ser cozida, frita... A mandioca mesmo é maior e é venenosa! Só serve para fazer farinha, depois de muito tratamento.

 O maxixe, da foto abaixo, é bem espinhudo e é ralado antes de ser preparado. É a base da Maxixada, um prato que leva este tubérculo com carne e camarão seco.


As barraquinhas de farináceos apresentavam muita variedade de ingredientes... As farinhas de milho podem ser finas, grossas... As de mandioca também... São base para biscoitos, bolos, farofas, mingaus... Que loucura!! Difícil absorver tanta novidade!


As famosas pimentas malaguetas... vendidas frescas, a granel...

O camarão seco, ingrediente para o Acarajé...


As ervas medicinais, para todos os tipos de males...

A carne do sol... Que deve ser dessalgada antes de ser preparada... É mais suave que o charque:


Os doces caseiros... como o de banana, feito na própria folha...

E o famoso queijo coalho... A "mussarela" nordestina, ideal como recheio da tapioca... Com côco ralado fresco... hummm....

E o melaço da cana, ou "mel do engenho", que também casa muito bem na tapioca e em outras sobremesas com queijo coalho... O azeite de dendê é fundamental para a moqueca e para o acarajé. E o leite de côco... combina muito bem com peixes, com doces, com batidas...


Agora, vem outro desafio... Utilizar nas receitas estes ingredientes maravilhosos!! Já estou me preparando para levar alguns deles para casa. Vamos lá!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DESAFIO: Conhecer as frutas típicas da Bahia na feira de Monte Gordo!


A alegre feira de domingo em Monte Gordo - BA
Estamos em férias na Bahia, mais precisamente em Guarajuba, a 40 km de Salvador. E ontem, domingo, o programa foi ir à Feira de Monte Gordo, cidade vizinha a Guarajuba. Um paraíso para quem quer conhecer novos ingredientes, sabores e a culinária regional! E o melhor, acompanhada por D. Graça, mãe de nosso amigo Luciano, soteropolitana e conhecedora da culinária baiana!

A feira tem de tudo... Roupas, utensílios, flores, comida pronta, Carne do sol, frutas típicas, temperos, ingredientes, biscoitos, ervas medicinais, barraquinhas vendendo mingau! Uma típica festa nordestina!

Antes de irmos às compras, primeiro tomamos nosso "café da manhã"! Mingau! De carimã (mais liso e perfumado) e de mungunzá (parecendo uma canjica mais líquida e quente!!). Provei os dois, deliciosos com canela em pó! Havia também o mingau de milho amarelo, muito semelhante a um curau mais líquido e quente!


Mingau de Carimã

Mingau de Mungunzá
Depois do café da manhã super saboroso (eu escolhi o Mingau de Mungunzá), fomos comprar as frutas. Fiquei maravilhada com as novidades regionais! Parava em cada banca para perguntar nomes, sentir aromas... Os feirantes me olhavam com surpresa e divertimento! Mas foram todos muito receptivos e pacientes com a "freguesa-turista-tiradora-de-fotos-de-comida"! Algumas frutas (como o côco) são mais familiares... outras, como o umbu, eu nunca tinha visto!

Côco verde
Côco seco

Jaca
Umbu

Acerola, limão, caju, laranja...
Carambolas...
Jenipapo
Graviolas

Manga Rosa, Manga Espada...
As mangas da região merecem um comentário especial... No condomínio onde estamos hospedados, é possível colher diretamente do pé! E quanta variedade! Hoje eu provei, no café da manhã, a Manga rosa (mais fibrosa, doce e amanteigada) e a Manga Espada (miúda, verde por fora, muito doce por dentro, com poucas fibras)... Deliciosas! Mas os tipos não param por aí... Carlota (casca verde e amarela), Espada Roxa (arroxeada, como o próprio nome já diz...), Pingo de Ouro (pequena e dourada), Itiúba (enorme, quase do tamanho de uma graviola), Casca de Queijo (vermelha como o queijo bola)... Quem sabe ainda consigo provar estas também?? 

Ainda faltaram fotos de frutas bem conhecidas por aqui... a seriguela e a mangaba... O suco de mangaba é bem grosso, parece uma vitamina e a fruta tem um leve sabor de banana! Muito diferente, um sabor que não havia sentido antes!

Mas a experiência da feira baiana não termina por aqui! Aguardem os próximos posts com as novidades em ingredientes e temperos!! Também estou aprendendo novas receitas com estes ingredientes... como cuscuz doce, tapioca com queijo coalho, carne do sol...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DESAFIO: Conhecer novos temperos!

Nos meus Desafios Gastronômicos, tenho me deparado com temperos que nunca havia usado antes! Tenho um porta-temperos com 16 potinhos... Orégano, Manjericão Seco, Curry, Cuminho em Pó, Pimenta do Reino em Grão, Cravo da Índia, Páprika Doce, Páprika Picante... e muitos outros!
Quando comprei o porta temperos, achei que ia dar e sobrar!! Mas já estou precisando de outro, dada a quantidade de novos temperos que estou comprando para elaborar as novas receitas! São novos sabores, novos aromas! Um mundo se abre!! Vejam alguns exemplos destas "novidades" na minha cozinha:


Pimenta da Jamaica


Segundo a Wikipedia, a Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica) é uma árvore que chega a medir até 10 metros, da família das mirtáceas. Tal espécie de árvore possui casca lisa e acinzentada, folhas coriáceas, flores em cimeiras axilares e frutos bacáceos. Nativa da América Central e Caribe, sua madeira é própria para o fabrico de bengalas, e a casca, os frutos e as sementes são estimulantes, carminativos, aromáticos e sucedâneos da pimenta-do-reino. Também é conhecida pelos nomes de murta-pimenta, pimenta e pimenta-de-coroa.
As folhas desta árvore têm aplicações medicinais (ex.: em males ginecológicos ou como analgésico) e no fabrico de cosméticos e perfumes. A madeira utiliza-se para construção de móveis e de edifícios rurais. As flores são úteis para a produção de mel e as árvores para o ensombramento de cafezais, como cercas vivas ou como ornamentais. Na Culinária, o seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. O interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial.

Onde eu experimentei este tempero? No Tender com Molho Jus de Bananas Passas, Pimenta da Jamaica e Mel.

Zimbro

Segundo o site http://www.fleischmann.com.br/:

Especiaria picante e levemente adocicada, semelhante à pimenta-rosa, o zimbro é um frutinho roxo e redondo utilizado na cozinha européia, especialmente na escandinava. É a única especiaria que pertence à família dos pinheiros. Sua árvore possui até 5 metros de altura e cresce nas zonas temperadas da Europa e da Ásia. O nome latino da planta iuniperus é de origem incerta, possivelmente celta. Nas línguas anglo-saxãs, o nome está relacionado a árvores, carvalho, força e verdade. Antigamente acreditava-se que o zimbro afastava energias negativas. Conta-se, também, que José e Maria teriam se abrigado sob ramos de zimbreiro para fugir do rei Herodes. Além de 32% de açúcares e 10% de resina, seu uso é devido ao óleo essencial em concentrações que variam entre 0,2 e 2%, dependendo de sua origem.
Outros Nomes: Fruto-de-Genebra, Junípero e Junipo
Nome Científico: Juniperus communis

O zimbro é tradicionalmente utilizado nas cozinhas da Escandinávia, do centro da Europa e do sul da Alemanha para temperar legumes em conserva, juntamente com o kümmel e o louro. Seu sabor picante e adocicado vai bem com carnes pesadas e de caça, como antílope, perdiz e javali. Use-o também em marinados, patês e batatas. É essencial para a aromatização da genebra e de outros destilados, como o gin inglês. Como tempero, pode ser aplicado a carnes e conservas em geral. Como aromatizador, usado em cervejas e gim. Muito utilizado em receitas tradicionais da Europa central, como o chucrute, onde o repolho fermentado é temperado com junípero, kümmel e louro e permanece em conserva para realçar os sabores da mistura antes de ser consumido como salada ou acompanhamento.

Onde eu já usei zimbro? Rillettes de Queijos com Especiarias!

Summac
É um pó vermelho e ácido extraído das frutas da planta sumagre. Acelga recheada e tabule são alguns dos pratos preparados com este tempero.  Sumak (Rhus corioria), também conhecido como sumac ou sumagre, este pó tem gosto ácido de fruta silvestre. Vem das folhas vermelhas de um arbusto que cresce nas montanhas do Líbano. Enquanto no Ocidente é considerada apenas ornamental, os cozinheiros do Oriente Médio usam muito as espigas que a planta produz. Por ser amarga, foi usada pelos romanos antes de os limões terem chegado à Europa. É usada para temperar saladas e pastas, só para pratos frios por ter o gosto parecido com o do limão. Misturada com iogurte e ervas, tem um sabor leve e refrescante. Se misturada com azeite, pode servido com pão como aperitivo. É um dos ingredientes do zahtar.

Usei pela primeira vez em uma entrada deliciosa: Salada de Frutas Natalinas com Presunto de Parma.

Melaço de Romã

Segundo uma reportagem que encontrei na internet da Revista Caras, a romãzeira (Punica granatum), da família das punicáceas, é originária da Pérsia, hoje Irã. Trata-se de um arbusto de 5 a 7 metros de altura. Do tamanho de uma laranja, a romã tem metade de seu peso em partes não comestíveis, como a casca e sementes, ricas em tanino e usadas na medicina caseira e pela indústria farmacêutica.

Aproveita-se como alimento apenas a cápsula vermelha ou rosa que rodeia as sementes. Seu sumo é adocicado e algo ácido. Apesar de a romãzeira produzir em vários climas, só se obtêm boas frutas quando o tempo é quente e seco no período do amadurecimento. Hoje ela é cultivada em vários países tropicais, incluindo os da América Central, Líbano, Paquistão e Índia. No Sul da França, é consumida fresca ou usada na produção do xarope. Como a fruta não tem açúcar natural suficiente para fermentar, a melhor forma de conservá-la é concentrando o suco até adensar certa quantidade de açúcar.

Com o acréscimo do açúcar, ficou ainda mais fácil fazê-lo, embora perca a intensidade de cor e sabor. Na França, é chamado grenadine, que vem de grenade, nome francês da romã. Foi com esse nome que o xarope ficou conhecido no mundo todo. Infelizmente, a fórmula não é mais a mesma. Vermelho natural e acidez da semente foram substituídos por corantes e acidulantes. Cor e sabor são intensificados com suco e extrato de outras frutas vermelhas. Com sumo se faz também o melaço, xarope de consistência mais densa. É ideal para o tempero de saladas de trigo ou de marinadas para carnes. Já o grenadine é usado sobretudo no preparo de bebidas, para perfumar sobremesas e como acompanhamento para sorvetes, crepes e pudins.

Quer experiementar o Melaço de Romã em uma receita? Mesclun de Folhas com Trouxinhas de Massa Phyllo e Tapenade de Azeitonas Pretas! Prove!

Pimenta Caiena


Segundo a Wikipedia:
Pimenta-caiena, Pimenta-de-Caiena ou pimenta-vermelha é uma especiaria muito picante produzida a partir de uma variedade de Capsicum frutescens. Deve o seu nome à cidade de Caiena na Guiana francesa.
Também é assim designada a planta e o fruto de que é derivada a especiaria. O fruto da pimenta-caiena é seco e depois moído e daqui resulta um condimento muito picante utilizado na cozinha indiana e chinesa. Por vezes utilizam-se para a pimenta-caiena também outras variedades de Capsicum frutescens ou até de Capsicum annuum, sendo neste caso mais correcto a designação de pimenta-vermelha.

Utilizei este tempero nos Rillettes de Queijos com Especiarias!

Macis


Segundo a Fleischmann, "Deriva do latim nux muscatus, noz almiscarada ou do grego makir, que denota um tempero oriental que poderia ser o macis. Em algumas línguas européias, o macis é denominado flor de noz moscada. O gênero Myristica tem origem no grego myron, bálsamo, unção, relacionado possivelmente à mirra. O nome da espécie frangrans, significa em latim fragrante, aromático.
Impossível falar do macis sem falar da noz-moscada. Elas são especiarias muito aromáticas, de sabor amadeirado e levemente amargo, originárias de uma das Ilhas Molucas, na Indonésia. Apesar do nome, a noz-moscada não é uma noz, mas a semente de um fruto que, ao amadurecer, libera a especiaria, envolvida por uma renda alaranjada chamada macis.
Mais raro no mercado, o macis é mais aromático e menos amargo do que a noz-moscada.
O macis possui concentração de óleo essencial próxima a 12%, com uma composição similar à da Noz-moscada em quantidades um pouco diferentes.
A noz moscada não é uma noz, mas o caroço de um fruto similar ao damasco. O macis é o revestimento fino similar a uma rede que envolve o caroço, logo abaixo da polpa do fruto. O macis são utilizados nos países árabes para temperar carnes, no norte da Índia, Marrocos, Tunísia e Arábia Saudita para compor misturas de temperos. Na culinária ocidental, são populares em biscoitos, bolos e frutas cozidas, sendo utilizados para aromatizar queijos (em fondues por exemplo), combinadas a espinafre em massas recheadas na Itália, ou com repolho, batatas, vegetais, cozidos, molhos, sopas e carnes na Holanda."

Onde utilizei o Macis? Ainda em nenhum lugar, embora seja ingrediente dos Rillettes de Queijos com Especiarias. Não encontrei em nenhum lugar... vou continuar procurando... Para substituir, me parece que a noz moscada é uma boa alternativa!