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domingo, 18 de agosto de 2013

DESAFIO: Participar de uma degustação de queijos da Polenghi Selection!

Degustação de Queijos da Polenghi Selection
Na nossa última temporada em Campos do Jordão, vivemos uma experiência gastronômica muito interessante: uma Desgustação de Queijos, patrocinada pela Polenghi! Dentro do Espaço Veja São Paulo, a Polenghi montou uma "La Fromagerie" ou Loja de Queijos, tradicionalmente encontradas na França! Muito charmoso! Na pequena loja era possível comprar os produtos Polenghi, degustar os queijos da marca e, o mais legal: participar de uma palestra de uma especialista em queijos (ou "mestre queijeira"), com a degustação de alguns queijos da marca!

Eu, obviamente, estava interessadíssima na palestra e anotei tudo!! Foi rápido (apenas 1 hora), mas já deu para se ter uma ideia de quanto eu sou ignorante no tema!!!



Cada participante recebeu um disco com 10 pedaços de queijos, divididos por tipo, e provados em uma sequência do mais suave para o mais forte... Aliás, esta é a regra para qualquer processo de degustação... E muitos goles de água para limpar o paladar...

Antes de iniciar a degustação, a especialista nos explicou quais são os critérios de avaliação de cada queijo:
  • Exame Visual: Cor (de branco a amarelo intenso), Textura (massas de textura fechada, com orifícios ou olhaduras pequenas ou grandes). Falando um pouco das "olhaduras", elas podem ser causadas por um tipo de fermento (propiônico) que geram gases durante um processo lento de fermentação. É o caso do Ementhal, que possui olhaduras enormes. As olhaduras pequenas são lácteas ou mecânicas, provocadas quando se bate bastante a massa do queijo. No caso de texturas granulosas (como o parmesão), há formação de cristais de tirosina (durante longas fermentações de 9 meses a 3 anos). Há também texturas marmorizadas, como o Gorgonzola, obtidas a partir da inserção de fermento penicilium rockford por meio de agulhas que perfuram o queijo!
  • Exame Olfativo: Pode-se sentir aromas amanteigados, lácteos, frutados, adocicados...
  • Exame Gustativo: no paladar, sentem-se sabores como: doce, salgado, azedo, amargo, picante. Ainda no exame gustativo há também a avaliação do retrogosto (sabor que fica na boca depois de ingerido o queijo). Refere-se à persistência do sabor do queijo.
Para acompanhar uma degustação de queijos, recomenda-se pães sem condimentos como baguetes (sem gergelim), pão italiano ou pão francês. Frutas frescas como uvas sem semente, maçãs, peras, morangos, figos e frutas secas como amêndoas, damascos e figos são excelentes acompanhamentos. Para beber, vinhos (de doces a tintos encorpados, passando por vinhos brancos secos e tintos suaves) e cervejas "gourmet" são excelentes para acompanhar os diversos tipos de queijo!

Como vocês podem perceber, é um mundo gastronômico novo que se abre!!

Outra informação importante e interessante refere-se à maturação do queijo após a sua fabricação... Quando compramos um queijo no supermercado, normalmente nos atentamos apenas para sua data de validade. O que eu descobri é que, dependendo da "fase" da validade, o queijo pode oferecer sabores e sensações bem diferentes! E cada pessoa deve descobrir em qual momento da sua maturação o queijo lhe dá mais prazer!

A regra da maturação é até simples: Divida o prazo de validade do queijo em 3 (por exemplo, se um queijo tem 90 dias de validade, há 3 períodos de 30 dias). No primeiro terço (de 1 a 30 dias), o queijo costuma estar mais suave e mais firme (no caso do brie e do camember); no segundo terço (dos 30 aos 60 dias) o queijo está em sua plenitude, com todas as suas características de aroma e sabor; no último terço (dos 60 aos 90 dias), o queijo está bem maduro, com coloração mais escura e sabores mais pronunciados! E aí, qual é a sua preferência?? Lembre-se disso quando for comprar seu próximo queijo!!

A Tábua de Degustação
`Para começar, provamos 2 queijos do tipo amarelo (Saint Paulin) e Tilsit, e um queijo do tipo "processado":


Em seguida, entramos nos queijos de mofo branco (os meus preferidos)! Descobri, nesta etapa, que, no Brasil, o Brie e o Camembert são o mesmo queijo, só variando o formato... Esta descoberta foi um alento e uma decepção... Um alento porque eu nunca vi diferença nenhuma entre eles... rs... E uma decepção porque não temos uma diferenciação que é importantíssima na França: o Brie é um queijo refinadíssimo, considerado um dos mais antigos e tradicionais... O "Pai de todos os queijos"! Já o camembert, surgido muito tempo depois, é um queijo considerado popular, para ser consumido no dia a dia... Como temos aqui o Queijo Minas fresco!


No quesito "queijos duros", provamos o Gruyére, de origem francesa, o Reino (de origem holandesa, maturado dentro da sua embalagem, uma bola) e o Parmesão ou Parmentino, de origem italiana, e muito difundidos no Brasil:


Por último, os queijos de sabor mais intenso e marcante, do tipo "Mofo Azul" como o Gongonzola (italiano) e o Bleu de Brésse:


Nossa turma se divertiu muito! Até a pequena Camila, de apenas 7 anos, tomou nota e prestou atenção em tudo! Uma graça! Já uma pequena gourmet!

Nossos queridos degustadores de queijo: Camila, Nara, Gustavo e Ian
No final da palestra, não resisti e fiquei alguns minutos a mais com a "mestre queijeira" para aproveitar ainda mais o seu vasto conhecimento! E pedi a ela uma receita de Fondue, feito em casa! Ainda não testei, mas já vou compartilhar com vocês!

Receita de Fondue de Queijo (4 pessoas)

  • 200gr de queijo Gruyére
  • 200gr de queijo Emental
  • 200gr de queijo Estepe ou Saint Paulin
  • 1 xícara de chá de vinho branco seco
  • 1 colher de sopa de fécula de batatas
  • 1 cálice de kirsch (licor de cerejas)
  • noz moscada a gosto
  • 1 pão italiano cortado em cubos pequenos
Rale todos os queijos. Coloque todos os ingredientes em uma panela de fundo bem grosso em fogo bem baixo e mexa até todos os queijos estarem derretidos e a mistura fique bem homogênea e pastosa. Aqueça levemente o pão italiano cortado no forno, coloque o queijo em um rechaud de cerâmica (com vela) e sirva com espetinhos. E Bon Appetit!!

Fondue de Queijo

Importante: Todas as informações deste post foram fornecidas durante a Degustação patrocinada pela Polenghi, em Campos do Jordão. Para mais informações sobre os produtos mencionados, consulte o site da Polenghi.
Este não é um post patrocinado.

terça-feira, 30 de julho de 2013

DESAFIO: Homenagear Campos do Jordão com uma receita de Risotto de Pinhão!

Risotto de Pinhão e Alecrim
Pinhão é um ingrediente que eu adoro e já foi tema de vários posts... Já falamos do simples e básico "Pinhão Cozido", já fizemos uma maravilhosa farofa onde o pinhão processado substitui a farinha... Já assamos um bolo de Pinhão, perfeito para acompanhar um café... Já inventamos um Pesto de Pinhão, deixando de lado os "milionários pignoli"... E agora, era hora de transformar o nosso ingrediente nacional (e tão presente na cidade de Campos do Jordão, onde passamos as férias de julho), em um saborosíssimo Risotto de Pinhão! Como eu estava sem acesso a internet, não consegui nenhuma receita... Então, resolvi "inventar"!
Tomei como base a receita básica de risotto e acrescentei os pinhões já cozidos, descascados e salteados na manteiga com alecrim (veja o utensílio que eu utilizo para facilitar o processo de "descascar" logo abaixo)... Mas se não tiver o "pinholino", não desanime... Utilize uma faca e mãos a obra!!

O "pinholino", foto da net
E o resultado final??? Maravilhoso!!! Suave e cheio de personalidade, ao mesmo tempo! E o alecrim, como sempre, deu o toque "gourmet"!! rs

Risotto de Pinhão e Alecrim

  • 1,2 litros de caldo de legumes
  • 400 gr de arroz para risotto (arbóreo)
  • 1 cebola picadinha
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 200 ml de vinho branco seco
  • 300 gr de pinhão cozido, descascado e cortado em pequenos pedaços
  • alecrim picado fresco, a gosto
  • 100 gr de parmesão ralado grosso 
  • sal moído na hora
  • 2 colheres de sopa de manteiga 
  • lascas de parmesão para decorar
  • galho de alecrim para decorar
Preparo: Prepare o caldo de legumes e deixe-o aquecido. Em uma frigideira, frite os pinhões em 1 colher de sopa de manteiga, junte o alecrim picado e reserve. Aqueça uma panela de fundo grosso com o azeite e frite a cebola até murchar. Coloque o arroz, deixe fritar um pouco e junte o vinho. Mexa até o vinho evaporar. Vá juntando, aos poucos, o caldo, mexendo sempre para liberar bem o amido do arroz (é este o processo que deixa o risoto mais cremoso e cozido por igual). Quando o arroz estiver cozido (depois de uns 20 minutos), junte os pinhões, o queijo ralado e a manteiga restante. Mexa para todos os ingredientes incorporarem. Prove o sal e coloque mais se necessário. Tampe e deixe descansar por 2 minutos. Sirva imediatamente, decorando com lascas de parmesão e o galho de alecrim.





E o desafio de harmonização ficou por conta do meu maridão, meu sommelier predileto!! Um delicioso e delicado Chardonnay chileno, que caiu como uma luva!! Bón Appetit e timtim!!



segunda-feira, 29 de julho de 2013

DESAFIO: Fazer trilha de Mountain Bike e almoçar no Rancho da Cília!

Rancho da Cília - em Campos do Jordão
Nestas férias de julho em Campos do Jordão, uma das atividades foram os passeios de Mountain bike em família! Que delícia! Mas não é fácil porque, como o próprio nome do esporte já diz, tem muita montanha no seu caminho! Isso significa muita subida!! É incrível como você demora para subir e, quando vem a descida, ela dura segundos! rs

Nosso primeiro itinerário é conhecido como a Volta da Ferradura: começa na Igreja matriz, no centrinho e sobe, sobe, sobe, sobe, sobe para o Alto (muito alto, rs) de Capivari... Depois, em algumas estradas de terra e single tracks, vamos descendo (graças a Deus uma descida... rs) até sair na Estrada do Horto Florestal... Prá falar a verdade, eu estava um pouco perdida no itinerário, que estava sendo brilhantemente conduzido por meu marido, e fiquei muito feliz quando vi que estávamos na Estrada do Horto! Bem pertinho de um restaurante de comida mineira bem antigo aqui de Campos: o Rancho da Cília! Desde que frequento Campos, há mais de 20 anos, vamos comer a comidinha caseira da Cília... E é sempre ela que está lá, conduzindo os trabalhos na cozinha! É uma comida bem simples e, como toda a comida mineira, um pouco pesada, com muita fritura e carnes gordurosas... Mas, depois de uma pedalada desta magnitude, estamos com créditos, vocês não acham?? rs



A parte mais divertida dos passeios é chegar nos restaurantes de bike... Fica todo mundo olhando prá gente com cara de "quem-são-estes-malucos"?? E os garçons também, quando perguntamos onde podemos "estacionar" as bikes!!


A fome, depois de 20km, era grande! E tive que controlar os meninos para não pedirem comida demais!! O olho é sempre maior que a boca! E eu fico doida quando sobra comida... Acho que é herança do meu pai que, por ter vivido, ainda criança, na Guerra (2a. Guerra Mundial), nunca admitiu desperdício de comida quando éramos pequenas... Mas isso é uma outra história...

Pedimos, como entrada, uma porção de pasteis de queijo... Depois, Alê e eu dividimos um gigantesco Filet de Frango à Milanesa com Creme de Milho e Legumes na Manteiga... O Ian pediu "meio" Filet Monteiro Lobato (com couve, ovo, arroz, feijão) e o Erik foi na Picanha na chapa, com farofa e fritas (também meia porção, sob protestos)! E os pratos ainda acompanham uma generosa salada, com beterraba e berinjela em conserva (para mim, a melhor parte da refeição!). Os pratos para duas pessoas (como o Filet de Frango) custam entre R$60,00 e 80,00, mas a Cília serve "meia porção", pela metade do preço! Não é barato, mas o local é tão agradável e pitoresco que vale a pena!!

Fica a dica para sua própria viagem a Campos do Jordão! Dizem que a especialidade é o Leitão a Pururuca, mas este eu nunca tive coragem de provar... E se for fazer um passeio de bike antes, melhor ainda! Vai queimar as calorias antes de consumí-las!!! E Bón Appetit!


E para quem quiser saber mais sobre o Rancho da Cília, conheça a página deles no Facebook!

sábado, 27 de julho de 2013

DESAFIO: Degustar os "cafés do Brasil" da Melitta em Campos do Jordão!



Passar alguns dias em Campos do Jordão na temporada de julho já é tradição das férias da nossa família... Embora a cidade fique lotada e o trânsito fique tão ruim quanto o de São Paulo (acho que a paulistada não quer sentir saudades de casa, então sai todo mundo de carro prá ficar "travado" no centrinho de Campos... rs), nós já desenvolvemos técnicas para escapar destes incômodos comuns em cidades turísticas na temporada... Uma delas é ir à pé para a cidade... A outra é aproveitar os espaços e restaurantes nos dias de semana, e não no final de semana, quando há filas de espera para tudo!! E são muitos os espaços montados especialmente para a temporada, tornando a cidade ainda mais festiva e atrativa! O Centrinho fica cheio de gente elegante, com seus casacos de couro, gorros de pele, luvas que ficaram o ano todo esperando para aparecer neste momento! Afinal, morando no Brasil, temos poucas oportunidades de desfilar nossas roupas de inverno pesado! E Campos em julho é uma destas oportunidades!

Um dos meus espaços preferidos na temporada é o Espaço Veja São Paulo... Localizado ao lado do Tênis Clube, em uma propriedade grande e arborizada, possui atrações como cinema (patrocinado pelo Santander), restaurantes (este ano era da "Petybon"), atividades "radicais" como arborismo e tirolesa, um pequeno teatro para shows e peças, espaço para recreação infantil e os estandes de marcas como Polenghi, Melitta, Air Pick, etc...

E foi no estande da Melitta que conheci e degustei a nova linha de cafés "Regiões Brasileiras". Já havia visto no supermercado, mas nunca havia me interessado... Normalmente gosto de comprar os cafés de melhor qualidade, com grãos selecionados, 100% arábica... O meu preferido sempre foi o "Brazilian Santos" da Café do Ponto, mas não consigo mais encontrá-lo nos supermercados!!

Por isso, também, me interessei pela degustação dos novos sabores da Melitta, baseados em 3 regiões produtoras de café: Cerrado, Mogiana e Sul de Minas.

Os cafés são de primeira qualidade (e, portanto, não são baratos: comprei o Cerrado de 250 gramas por R$ 7,00, preço de 1 kg dos cafés "normais"). O mais suave, com notas de chocolate (e, portanto, o meu preferido), é o Cerrado. Depois, vem o café da região Mogiana (interior de São Paulo, próximo a Minas Gerais), um pouco mais encorpado que o Cerrado, seguido pelo Sul de Minas, perfeito para quem gosta de um café mais forte e encorpado...


Os cafés eram preparados da forma tradicional, com coador de papel e podiam ser servidos puros (a recomendação era que o primeiro gole fosse "sem adoçar", para sentir melhor o sabor dos grãos...). Eu acabei conseguindo tomar o café puro, embora ainda não esteja 100% acostumada com isso... Ainda me sinto tentada a colocar um saquinho de adoçante... Mas meu lado "gourmet" sabe que eu preciso saber apreciar um café sem adoçá-lo!!!


Mas a novidade ficou por conta das variações feitas com café coado... Capucchino, com café, leite, espuma de leite e chocolate em pó, o Moka, com café, leite e pedacinhos de chocolate e o Café com Paçoquinha, o que mais me agradou!! Segue a receita para vocês fazerem em casa! É diferente e muito bom!!

E parabéns a Melitta pelo estande caprichado, pelos atendentes educados e pelos cafés de primeira qualidade! Foi uma forma muito interessante de divulgar a marca e os produtos! Para quem quiser saber mais detalhes sobre cada tipo de café, acesse o site da Melitta!

Café com Paçoquinha (1 xícara grande)


  • 1/2 xícara de café coado quente
  • 1/2 xícara de leite quente
  • 1 paçoquinha tipo "rolha"
  • 1 colher de sopa de doce de leite
  • espuma de leite para finalizar


Esfarele a paçoquinha e misture com o doce de leite. Coloque o café em uma xícara grande e distribua a mistura de paçoquinha por toda a borda. Complete com o leite quente e finalize com a espuma de leite. Na hora de tomar, misture a paçoquinha com o café e o leite e se delicie!!! Bon Appetit!!

Bia em Campos do Jordão!!


quarta-feira, 11 de julho de 2012

DESAFIO: Fazer um tour gastronômico por Campos do Jordão - Vila Chã!

Restaurante Vila Chã em Campos do Jordão
Continuando o tour gastronômico por Campos do Jordão no inverno, fomos ao restaurante preferido de meus pais, que também frequentam Campos há muitos anos, o Vila Chã, especializado em comida portuguesa. Nosso objetivo, comer um belo prato de Bacalhau!!!

O ambiente é bem simples e tradicional, com gravuras, quadros e porcelanas de Portugal pendurados nas paredes. Sobre as mesas, simpáticos galinhos de Barcelos, um dos símbolos de Portugal. Diz a lenda que um condenado que se dizia inocente invadiu a casa do juiz que o condenara e apontou para um galo assado em cima da mesa e disse: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!" O juiz fez pouco caso mas, na hora do enforcamento, o tal galo assado se levantou e cantou, fazendo com que o homem fosse libertado. Galinho porreta!! rs


O Galinho de Barcelos


Os pedidos seguiram as indicações de minha mãe: Bolinho de Bacalhau como entrada e o Bacalhau a Gomes de Sá como prato principal.

A porção com seis bolinhos, acompanhada de uma pequena salada estava ótima! Muito bacalhau no recheio, douradinhos e sequinhos! Hummmm!


Em seguida, chegou o prato... Eu arrisquei pedir um prato de bacalhau a Gomes de Sá (R$ 105,00) para os quatro, afinal minha mãe havia dito que era bem servido... E não é que era mesmo?? O garçom montou 4 bem servidos pratos com arroz, batatas, cebolas e lindas postas de bacalhau, além de muito azeite português, é claro...


Foi um almoço delicioso, tranquilo e divertido... E todos elogiaram muito a comida! Sucesso total na escolha do restaurante e dos pratos! Tim-tim!!



terça-feira, 10 de julho de 2012

DESAFIO: Fazer um tour gastronômico por Campos de Jordão - Restaurante Gato Gordo

Restaurante Gato Gordo - Campos do Jordão
Conheço o Gato Gordo há muitos anos... E sempre fui fã deste charmoso restaurante de Campos do Jordão, localizado em um local bucólico, na Estrada do Horto Florestal, à beira do Rio Sapucaí... É verdade que o Gato Gordo já teve seus altos e baixos nestes anos... Já tive experiências maravilhosas lá e outras, nem tanto... Dava a impressão que havia troca de pessoal e a qualidade dos pratos e do atendimento oscilavam muito, principalmente na época da temporada em Campos, quando todos os restaurantes têm dificuldades para atender bem.

Mas, no geral, ficou sempre uma boa lembrança: pizzas saborosas com massa bem fina e crocante, feita com farinha integral... Enormes e recheadas batatas assadas no forno a lenha... Berinjelas gratinadas, trutas assadas com um delicioso arroz integral feito com passas... O pupunha assado, inesquecível... E as sobremesas fartas, como a pizza Larica do Gato, feita de brigadeiro e sorvete Hagen Daaz!

Há alguns meses fiquei sabendo que o Gato Gordo havia mudado de endereço... O antigo e bucólico local foi trocado por uma casa bem no centro de Campos... Parece que houve problemas com as autoridades ambientais por sua localização à beira do rio... O que era o grande diferencial, sua localização charmosíssima, acabou sendo o motivo de sua mudança... Ironias do destino...

E nesta minha semana de férias em Campos do Jordão, hoje foi o dia de provar o "Novo Gato Gordo"...  E a ideia nem foi minha, foi de meu filho de 15 anos, que também tinha boas lembranças "de infância"... Meus dois enteados e uma amiga deles estavam também conosco e haviam estado no Gato Gordo na temporada passada, já no novo endereço... E eles não tinham tido uma boa impressão desta ocasião: muita demora, erros nos pedidos e uma "desculpa" para não modificar um item no pedido da truta porque o prato era "congelado"...

Nosso pedido foi bem variado: pizza para as meninas, pupunha assado como entrada, batata assada com parmesão e manteiga para o Ian e Truta com Molho de Ervas para o Erik e para mim... Os preços estavam salgados, como sempre,  mas R$ 67,00 pelo pupunha, achei bem exagerado... Como o "desejo" do Erik e do Ian era grande, acabei cedendo... O meu "desejo" era a truta com ervas e fiquei bem decepcionada quando a garçonete me disse que não acompanhava mais o arroz integral e sim o arroz branco... Pedi para trocar e ela disse que eu teria que pedir uma porção adicional do arroz, mais R$ 19,00 em um prato de R$ 59,00 para uma pessoa. Um verdadeiro disparate... e eu acabei abrindo mão do arroz integral... snif, snif, snif...

Depois de uns 15 minutos veio a pizza das meninas, meia Pepperoni, meia rúcula com tomate seco (tomate este que estava em falta... veio tomate fresco no lugar)... Estava bonita, mas bem pequena, só quatro pedaços (R$ 45,00)...
A pizza (ou metade dela... rs)
Elas só se contentaram com esta quantidade porque já estavam "de olho" na sobremesa, o Waffle de Brigadeiro. Ian, Erik e eu ficamos olhando as duas comerem, pois nossos pratos só chegaram uns 20 minutos depois... O pupunha, que deveria ser a "entrada", chegou por último... foi a "saída"... rs...

O Pupunha com 3 molhos
A batata assada estava bem servida, e com um preço compatível: R$ 27,00. Casca bem assada, crocante e bastante queijo como recheio. Foi a melhor pedida da noite.

Batata Assada
A truta foi uma decepção... Estava cozida demais, sem tempero (acabei colocando o molho pesto que acompanhava o pupunha para dar mais sabor ao prato)... O Erik também achou bem "sem graça", embora seja fã de truta... E eu continuava desolada com a ausência do arroz integral... O mesmo aconteceu com a mesa ao lado, que acabou pedindo o arroz "à parte"... Tão "à parte" que a truta veio e o arroz só chegou depois que a senhora havia terminado de comer o peixe... Um fiasco...

Truta ao Molho de Ervas
A sobremesa das meninas, para terminar, também deixou a desejar... Nem sombra do delicioso brigadeiro escuro e cremoso e do sorvete Hagen Daaz da Larica do Gato... Segundo as meninas, o brigadeiro estava "fraco", como se tivesse sido feito com achocolatado (e não com cacau em pó)...

Fiquei triste... Teria sido muito bom reviver as boas experiências que já tive no Gato Gordo... Mas ainda há esperanças, pois a proposta é interessante, os pratos são saborosos, o espaço é bem acessível e está bem montado... Só é preciso um maior cuidado nos ingredientes e, principalmente, no atendimento aos clientes... Afinal, não estamos pagando pouco para estar lá, não é mesmo?

Ah! E desculpas pela qualidade das fotos... Não estava com a super máquina do Alê pois passamos o dia na cidade... As fotos foram tiradas com o celular do Erik! Valeu, filho!! rs