quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DESAFIO: Fazer tapioca com queijo coalho e mel de engenho!

Na Bahia, você encontra barraquinhas de tapioca (ou beijú, como é conhecido aqui) como encontra em São Paulo as casas de pão de queijo! A foto ao lado foi tirada na Casa de Farinha, na praia do Forte, que reproduz uma casa de farinha original, com os utensílios utilizados antigamente para a preparação da farinha da tapioca! A farinha, depois de umedecida e peneirada, é colocada na chapa ou frigideira, sem gordura, até dar "liga" e formar uma panqueca branca. Aí o recheio é colocado e metade dela é dobrada sobre o recheio. Está pronta a sua tapioca ou beijú!


Os recheios podem ser salgados ou doces... Os salgados mais tradicionais são feitos com queijo coalho e côco. Os doces levam doce de leite, leite condensado, mel de engenho, queijo com goiabada...

Na nossa semana aqui em Salvador, resolvemos fazer a tapioca em casa. Na feira de Monte Gordo compramos a farinha já pronta, umedecida. É possível comprar somente a farinha ou "goma", que deve ser umedecida e peneirada antes de ser preparada (dá um pouco mais de trabalho, mas em São Paulo é difícil encontrar a farinha já pronta para este fim.)


Compramos também o queijo coalho em pedaço e o mel de engenho para acompanhar.



Nossa amiga Cris, esposa do Beto, foi a "chef" desta noite. Ela espalhava a farinha por toda a frigideira já aquecida, formando uma camada grossa...



 Depois de uns 2 minutos, colocava as fatias de queijo coalho...


... dobrava a tapioca e deixava o queijo derreter.


Ficou perfeita, uma delícia! A minha, além do queijo coalho, foi complementada com o mel de engenho! hummm!!


É uma refeição completa, gostosa de fazer, deliciosa de comer!!

DESAFIO: Conhecer os ingredientes típicos da Bahia!

A Feira de Monte Gordo - BA rendeu muitas novidades para os Desafios Gastronômicos! Além de conhecer as frutas típicas da região, como graviola, côco, jaca, umbu... (veja o post anterior) a feira também era muito rica em ingredientes regionais! Carnes, crustáceos, farinhas, manteigas, legumes, temperos, ervas...
Logo na entrada, um engradado com galinhas vivas... Isso mesmo... Você escolhe a ave e o vendedor termina o serviço... ai!! Acho que, se eu morasse aqui, ia preferir virar vegetariana!! Como é bom comprar o frango congelado no supermercado!! 


E os caranguejos são vendidos vivos... Quem tem que fazer o "trabalho sujo" é a cozinheira!! Credo!! Até me lembrou o filme da Julia e Julie, quando a Julie tem que preparar a lagosta... e a bichinha vem viva!! Que dureza!!


As manteigas são vendidas fora da geladeira... A comum, bem salgada, lembra a manteiga Aviação. E a manteiga de garrafa... já vem líquida, mesmo fria, pois já foi previamente aquecida. É utilizada no preparo dos pratos típicos, como a carne do sol.

Os biscoitos também são diferentes! Estes são os biscoitos fofos, levemente adocicados, com sabor de côco ou de canela! A massa é parecida com um pão sírio torrado. Bem gostosinho!


E o biscoito de polvilho, aqui se chama "Avoador". É bem miúdo e com sabor de queijo:


Os grãos também são bem diferentes. Feijão fradinho é a base para o acarajé... E o andu, verde, é cozido em um tipo de feijoada local, com carne de boi salgada, carne de porco, linguiça... Mas você precisa debulhá-lo antes!


mandioca é base para a elaboração de farinhas, como a "goma", de onde é feita a tapioca ou beijú. Aqui, uma observação importante: a "mandioca paulista" aqui é conhecida por aipim ou macaxeira. É a raiz que pode ser cozida, frita... A mandioca mesmo é maior e é venenosa! Só serve para fazer farinha, depois de muito tratamento.

 O maxixe, da foto abaixo, é bem espinhudo e é ralado antes de ser preparado. É a base da Maxixada, um prato que leva este tubérculo com carne e camarão seco.


As barraquinhas de farináceos apresentavam muita variedade de ingredientes... As farinhas de milho podem ser finas, grossas... As de mandioca também... São base para biscoitos, bolos, farofas, mingaus... Que loucura!! Difícil absorver tanta novidade!


As famosas pimentas malaguetas... vendidas frescas, a granel...

O camarão seco, ingrediente para o Acarajé...


As ervas medicinais, para todos os tipos de males...

A carne do sol... Que deve ser dessalgada antes de ser preparada... É mais suave que o charque:


Os doces caseiros... como o de banana, feito na própria folha...

E o famoso queijo coalho... A "mussarela" nordestina, ideal como recheio da tapioca... Com côco ralado fresco... hummm....

E o melaço da cana, ou "mel do engenho", que também casa muito bem na tapioca e em outras sobremesas com queijo coalho... O azeite de dendê é fundamental para a moqueca e para o acarajé. E o leite de côco... combina muito bem com peixes, com doces, com batidas...


Agora, vem outro desafio... Utilizar nas receitas estes ingredientes maravilhosos!! Já estou me preparando para levar alguns deles para casa. Vamos lá!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DESAFIO: Conhecer as frutas típicas da Bahia na feira de Monte Gordo!


A alegre feira de domingo em Monte Gordo - BA
Estamos em férias na Bahia, mais precisamente em Guarajuba, a 40 km de Salvador. E ontem, domingo, o programa foi ir à Feira de Monte Gordo, cidade vizinha a Guarajuba. Um paraíso para quem quer conhecer novos ingredientes, sabores e a culinária regional! E o melhor, acompanhada por D. Graça, mãe de nosso amigo Luciano, soteropolitana e conhecedora da culinária baiana!

A feira tem de tudo... Roupas, utensílios, flores, comida pronta, Carne do sol, frutas típicas, temperos, ingredientes, biscoitos, ervas medicinais, barraquinhas vendendo mingau! Uma típica festa nordestina!

Antes de irmos às compras, primeiro tomamos nosso "café da manhã"! Mingau! De carimã (mais liso e perfumado) e de mungunzá (parecendo uma canjica mais líquida e quente!!). Provei os dois, deliciosos com canela em pó! Havia também o mingau de milho amarelo, muito semelhante a um curau mais líquido e quente!


Mingau de Carimã

Mingau de Mungunzá
Depois do café da manhã super saboroso (eu escolhi o Mingau de Mungunzá), fomos comprar as frutas. Fiquei maravilhada com as novidades regionais! Parava em cada banca para perguntar nomes, sentir aromas... Os feirantes me olhavam com surpresa e divertimento! Mas foram todos muito receptivos e pacientes com a "freguesa-turista-tiradora-de-fotos-de-comida"! Algumas frutas (como o côco) são mais familiares... outras, como o umbu, eu nunca tinha visto!

Côco verde
Côco seco

Jaca
Umbu

Acerola, limão, caju, laranja...
Carambolas...
Jenipapo
Graviolas

Manga Rosa, Manga Espada...
As mangas da região merecem um comentário especial... No condomínio onde estamos hospedados, é possível colher diretamente do pé! E quanta variedade! Hoje eu provei, no café da manhã, a Manga rosa (mais fibrosa, doce e amanteigada) e a Manga Espada (miúda, verde por fora, muito doce por dentro, com poucas fibras)... Deliciosas! Mas os tipos não param por aí... Carlota (casca verde e amarela), Espada Roxa (arroxeada, como o próprio nome já diz...), Pingo de Ouro (pequena e dourada), Itiúba (enorme, quase do tamanho de uma graviola), Casca de Queijo (vermelha como o queijo bola)... Quem sabe ainda consigo provar estas também?? 

Ainda faltaram fotos de frutas bem conhecidas por aqui... a seriguela e a mangaba... O suco de mangaba é bem grosso, parece uma vitamina e a fruta tem um leve sabor de banana! Muito diferente, um sabor que não havia sentido antes!

Mas a experiência da feira baiana não termina por aqui! Aguardem os próximos posts com as novidades em ingredientes e temperos!! Também estou aprendendo novas receitas com estes ingredientes... como cuscuz doce, tapioca com queijo coalho, carne do sol...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

DESAFIO: Fazer o Bolo de Nozes todo decorado com chantilly!

Este bolo já é tradição no Natal da nossa família. Mas, este ano, eu quis caprichar mais! Normalmente faço uma decoração simples, passando chantilly por todo o bolo e salpicando umas nozes inteiras ou picadas na superfície dele. O desafio foi fazer a decoração utilizando o próprio chantilly, o que não é nada fácil, principalmente considerando esta época do ano (verão!!!), pois o chantilly derrete com muita facilidade e aí a decoração vai para o espaço! rs

Primeiro, fiz o massa do bolo:
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de chocolate em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 125 gr  de margarina ou manteiga
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 ovos
  • 1 xícara de leite
  • 200 gr de nozes moídas

Aqueci o forno a 190 graus. Untei uma forma redonda de 30 cm. Peneirei junto a farinha, o fermento, o chocolate e o sal.
Bati em creme a margarina com o açúcar. Juntei os ovos um a um, batendo bem depois de cada adição. Acrescentei os ingredientes secos, alternando-os com o leite, Por último, misturei as nozes moídas (sem bater).
Assei em forno médio, até dourar na superfície (uns 40 minutos). Deixei esfriar bem antes de começar a decoração. O ideal é que o bolo esteja bem gelado.
Para a decoração:
  • 2 garrafas de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro (peneirado) 
  • 10 gotas de essência de baunilha (ou um saquinho de açúcar vanilla)
  • 50 gr de nozes picadas (para decorar)
Deixei as garrafas de creme de leite por 30 minutos gelando no freezer. Fiz o mesmo com a tigela, as pás da batedeira e o saco de confeitar. Em seguida, preparei o chantilly, batendo o creme de leite bem gelado com o açúcar e a baunilha até fazer picos. Voltei ao freezer, para ficar bem gelado (não se assustem! é um "leva-e-traz" mesmo da geladeira e do freezer para evitar que fique mole!!)
Cortei o bolo ao meio (há duas formas de se fazer isso: uma, utilizando uma linha dupla de costura, passando cuidadosamente pelo meio do bolo. A outra, é com uma faca de pão, bem comprida, cortando o bolo ao meio). Recheei com metade do chantilly e cobri todo o bolo com uma fina camada de chantilly, alisando bem com a espátula. Voltei o bolo à geladeira.
Aí começou a parte mais complicada. Enchi o saco de confeitar (bem gelado também) com metade do chantilly que havia sobrado e, cuidadosamente, comecei a decorar o bolo, com um bico de pitanga pequeno (na foto, o segundo da esquerda para a direita).
A decoração começa por toda a lateral do bolo, fazendo uma pequena flor na base inferior e subindo com o chantilly até a base superior do bolo, terminando com outra flor... Fiz isso em toda a lateral do bolo.
Com a ajuda de uma régua, fiz um quadriculado na superfície do bolo. Enchi novamente o saco de confeitar com o restante do chantilly. Seguindo as marcações, preenchi com chantilly. Depois, alternando os quadrados, preenchi com florzinhas, deixando um com flores e outro sem.
No final, preenchi os quadrados vazios com as nozes picadas! Será que deu para entender?? rs...
Da próxima vez, vou tirar fotos do passo-a-passo! Mas eu estava sozinha na cozinha e era praticamente impossível parar para tirar fotos, ainda mais com o leva-e-traz da geladeira!! Fora que tudo deve ser feito bem rápido, porque o próprio calor das mãos no saco de confeitar amolece o chantilly! Mas vale a pena, porque fica bem bonito! Parece até comprado pronto!!! E não precisa esperar o próximo natal para fazer! Fica bem bonito para festas de aniversário ou para um chá com as amigas!! Só tem um probleminha... Dá uma pena de cortar!! No Natal, fiquei adiando a sobremesa só para o bolo ficar inteirinho mais um pouco... rs... Mas não deu prá segurar muito...
  

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Molho Concassé (Tomates Frescos)


Molho Concassé
Que tal um molho de tomates leve, bem temperado e ainda por cima fácil de fazer?? O Molho Concassé leva tomates frescos, muito manjericão, alho, cebola e azeite! E, para deixar o molho bem adocicado, açúcar! Sirva com massas recheadas (cappelletti, ravioli)... Como o Ravioli Ráscal, verde, recheado de mussarela de búfala!






  • 3 kg de tomates italianos bem maduros

  • 1 maço de manjericão fresco (metade picado e a outra metade nas folhas inteiras)

  • 1 cebola média picada

  • 3 dentes de alho picados

  • 20 gr de açúcar

  • 1/2 colher de sopa de sal

  • 3/4 xícara de azeite extra virgem


  • Ferva água em uma panela bem grande. Desligue o fogo e coloque os tomates inteiros. Tampe e deixe por 5 minutos. Retire a água quente e jogue água fria nos tomates, para dar um "choque térmico". Isso fará com que a pele se solte mais facilmente. Retire a pele dos tomates, corte-os no meio e esprema delicamente para sair as sementes. Pique em pedaços pequenos.

    Em uma panela grande, refoque a cebola picada, o alho e 3 colheres de sopa de azeite. Junte o sal e o manjericão picado e deixe refogar mais um pouco. Quando a cebola estiver transparente, acrescente os tomates picados, o açúcar, o restante do azeite e as folhas inteiras de manjericão. Deixe apurar por uns 15-20 minutos.

    segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

    Purê de Mandioquinha

    Mandioquinha em São Paulo, Batata Baroa no Rio de Janeiro... Não importa o nome que se dá, o importante é que este tubérculo bem amarelinho é delicioso! Fica ótimo na sopa de legumes, como sopa-creme e, como nesta sugestão, na forma de um purê! Acompanhamento perfeito para carne ou frango!

    • 500 gr de mandioquinha
    • 1 tablete de caldo de carne
    • 1/2 xícara de leite
    • 1 colher de sopa de manteiga
    • sal a gosto
    Descasque e cozinhe a mandioquinha em água temperada com o caldo de carne por 20 minutos. Escorra a mandioquinha e passe no espremedor de batatas. Leve ao fogo novamente, junte o leite e a manteiga e deixe cozinhar um pouco. Acerte o sal. Se ficar muito grosso, coloque mais leite.
    Decore com folhinhas de manjericão ou um galhinho de alecrim!

    DESAFIO: Preparar uma Paleta de Porco para o Natal!

    Este desafio começou com minha irmã me ligando, dizendo que havia ganhado uma paleta desossada da Perdigão. Como eu estava responsável pela ceia de Natal, resolvi incluir a tal paleta no cardápio, embora nem soubesse de que parte do porco estávamos falando! Pesquisando, descobri que a paleta é a perna dianteira do porco, enquanto que o pernil é a perna traseira! Li muitos elogios sobre esta peça suína... carne macia, menor que o pernil, saborosa... Embora a peça que minha irmã ganhou fosse bem pequena (cerca de 1 kg) fiquei animada em experimentar mais esta opção de carne para o natal, saindo um pouco dos "batidos" tender e peru (que, obviamente, também faziam parte da Ceia!).

    Encontrei 2 receitas bem interessantes... Uma, da Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, em um blog chamado Chá com Arroz:
    • 1 pernil de vitelo de aproximadamente 4 kg
    • 2 xícaras (chá) de vinho branco
    • 1/2 xícara (chá) de shoyu
    • 1/2 xícara (chá) de suco de limão siciliano
    • 1 cebola picada grosseiramente
    • 4 dentes de alho picados grosseiramente
    • 3 colheres (sopa) de alecrim fresco picado grosseiramente
    • 1 colher (sopa) de sálvia picada grosseiramente
    • 1 folha de louro
    • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
    A outra receita veio do site do Wessel, http://www.receitasdowessel.com.br/, que, aliás, tem muitas receitas interessantes para todos os tipos de carne! E esta foi a receita escolhida, por estar mais detalhada que a receita da Carla Pernambuco. Fiz algumas adaptações na receita original, já registradas aqui! Ficou deliciosa! Aliás, foi super bem aceita na Ceia de Natal, com mais saída que o concorrente Tender!
    Paleta de Porco ao Limão Caramelizado
    • 1 kg de paleta de porco desossada
    • 8 galhos de alecrim fresco
    • 200 ml de vinho branco seco
    • 50 g de açúcar
    • 50 ml de suco de limão
    • 2 colheres de sopa de conhaque
    • sal e pimenta branca moída na hora
    • 200 ml de caldo de carne (utilizei o caldo em que cozinhei o tender)
    Comecei preparando a carne no dia anterior. Como a peça já estava temperada (era da Perdigão), fiz cortes longitudinais com 1,5 cm de profundidade na carne e encaixei os ramos de alecrim. Acrescentei o vinho, um pouco de sal e pimenta do reino e deixei marinar na geladeira.
    No dia seguinte, pela manhã, aqueci o forno a 220 ºC. Tirei a carne da marinada de vinho e coloquei em uma assadeira. Quando coloquei a carne para assar, baixei a temperatura para 180ºC. Depois de meia hora, adicionei um pouco do caldo de carne na assadeira. E voltei ao forno.
    Misturei o açúcar, suco de limão siciliano e o conhaque até o açúcar dissolver completamente. Depois de uma hora, retirei a carne do forno, pincelei com o molho de limão e acrescentei um pouco mais de caldo. A cada 15 minutos, pincelei a carne com o molho de limão e acrescentei mais caldo de carne sempre que a assadeira começava a ficar seca. Ficou no forno mais umas 2 horas, aproximadamente.

    Na hora de servir, montei uma "cama" de ramos de alecrim, fatiei a paleta bem fininha (pode ser servida fria ou levemente aquecida) e joguei o molhinho caramelizado de limão que ficou na assadeira por cima da carne fatiada!

    Ficou uma delícia! Levemente agridoce, bem macia, com pouca gordura!
    Certamente será um prato que irei repetir em outras ocasiões! Talvez até na ceia de Reveillon!! E vou experimentar agora a Paleta com Osso! Mais um desafio!
    Paleta de Porco ao Limão Caramelizado

    E a versão com osso! Veja o comentário abaixo!

    Paleta de Porco com Osso Assada
    Huuummmmmm!!!!!!

    domingo, 26 de dezembro de 2010

    Rosbife de Mignon com Crosta de Pimentas

    Rosbife de Mignon com Crosta de Pimentas
    Os chefs renomados costumam dizer que o filet mignon não é a carne preferida deles, por ser "sem gosto". Eles preferem desafios maiores, como carnes de segunda que ficam horas no forno para ficarem macias... Mas, na cozinha prática e gourmet, o filet mignon é presença fundamental!! É fácil de preparar e não fica duro nunca! rs. Esta receita é criação minha e ficou muito saborosa. A crosta de pimentas "sela" a carne e dá um sabor levemente exótico. Se quiser mais bem passada, deixe a carne fritar por mais tempo. Pode ser servido quente, mas é mais difícil de cortar bem fininho. E frio fica uma entrada bem glamourosa, com um molho rosé ou de mostarda dijon.
    Esta receita dá para 4 pessoas.
    • 1 peça de file mignon limpa (800 gr)
    • 5 grãos de pimenta da jamaica
    • 5 grãos de pimenta rosa
    • 5 grãos de pimenta do reino
    • 5 grãos de pimenta branca
    • sal moído na hora
    • azeite extra virgem para untar
    Triture as pimentas em um pilão de pedra (tenho aquele do Jamie Oliver, bem pesado). Enxugue bem a carne com um pano limpo e passe as pimentas e o sal por toda ela. Para dar mais formato ao rosbife, amarre toda carne com um barbante, dando-lhe um formato de cilindro. Besunte com azeite. Deixe descansar alguns minutos. Aqueça uma frigideira de fundo grosso e teflon e frite a carne até deixá-la bem torradinha por todos os lados (cerca de 3 minutos de cada lado). Tire da frigideira, deixe esfriar, envolva em um filme plástico e leve à geladeira por 1 hora. A carne deverá estar bem gelada para permitir o corte bem fininho. Na hora de servir, remova o barbante e, com uma faca bem afiada, corte as fatias finas. Sirva com um molho rosé (maionese, catchup e um pouquinho de conhaque) ou molho de mostarda (maionese e mostarda dijon).

    sábado, 25 de dezembro de 2010

    Risotto de Cogumelos Selvagens

    Risotto é um prato muito versátil. A partir da receita básica, é possível criar inúmeras variações do prato! Esta é muito saborosa pois leva 3 tipos diferentes de cogumelos frescos: shitake, shimeji e cogumelo paris. Se não encontrar algum deles, substitua por cogumelos em conserva! Esta receita dá para 4 pessoas, como prato principal, ou 6 pessoas, se for acompanhamento de uma carne ou frango... Experimente!
    • 1,2 litros de caldo de legumes
    • 400 gr de arroz para risotto (arbóreo)
    • 1/2 cebola picadinha
    • 1 talo de salsão picadinho
    • 5 colheres de sopa de azeite
    • 200 ml de vinho branco seco
    • 150gr de shimeji
    • 150gr de shitake
    • 150gr de cogumelo Paris ou 1 vidrinho de cogumelo em conserva 
    • salsinha picada a gosto
    • 100 gr de grana padano ralado grosso 
    • sal moído na hora
    • 1 colher de sopa de manteiga 
    • lascas de grana padano para decorar
    Preparo: Prepare o caldo de legumes e deixe-o aquecido. Em uma frigideira, frite cada porção de cogumelo em uma colher de azeite e deixe secar bem. Reserve e faça o mesmo com as demais porções de cogumelo (não coloque tudo de uma vez porque vai juntar água...). Aqueça uma panela de fundo grosso com o restante do azeite e frite a cebola até murchar. Junte o salsão e frite mais um pouco. Coloque o arroz, deixe fritar um pouco e junte o vinho. Mexa até o vinho evaporar. Vá juntando, aos poucos, o caldo, mexendo sempre para liberar bem o amido do arroz (é este o processo que deixa o risoto mais cremoso e cozido por igual). Quando o arroz estiver cozido (depois de uns 20 minutos), junte os cogumelos, a salsinha, o queijo ralado e a manteiga. Mexa para todos os ingredientes incorporarem. Prove o sal e coloque mais se necessário. Tampe e deixe descansar por 2 minutos. Sirva imediatamente, decorando com salsinha e lascas de grana padano.

    Molho Rápido de Tomate com Azeitonas e Alcaparras

    Nem sempre tenho tomates frescos em casa para preparar o Molho ao Sugo... Aí, a solução é utilizar uma lata de tomate pelado italiano! Fica muito bom! Não tem conservantes e outros temperos, só tomate!
    Segue uma receita gostosa com azeitona e alcaparras, para servir com spaguetti ou outra massa da sua preferência!



    • 2 latas de tomate pelado italiano com o suco
    • 1 cebola picada
    • 2 colheres de sopa de azeite
    • 3 colheres de sopa de azeitonas pretas ou verdes picadas sem caroço
    • 2 colheres de sopa de alcaparras
    • sal e pimenta a gosto
    Frite a cebola no azeite. Junte os tomates e as azeitonas e alcaparras e deixe apurar por 30 minutos. Acerte o sal (cuidado por que a azeitona e a alcaparra são bem salgadas). Cozinhe a massa de sua preferência e sirva com queijo ralado e decore com salsinha picada!

    Brigadeiro de Colher

    Eu sempre achei muito trabalhoso enrolar os brigadeiros, abrir forminhas, passar no granulado... Este trabalho todo compensa quando há uma festinha de aniversário... E quando não há uma data especial? Faça o brigadeiro de colher! O sucesso é o mesmo e é muito mais fácil e rápido! Se quiser incrementar, coloque os brigadeiros em potinhos ou xícaras de café! Ou então, sirva quente com rodelas de bananas ou morangos! É um "fondue" improvisado!!
    • 1 lata de leite condensado
    • 2 colheres de sopa de manteiga
    • 2 colheres de sopa de chocolate em pó
    Misture tudo em uma panela de teflon, leve ao fogo, mexendo sempre enquanto cozinha. Desligue quando começar a desgrudar do fundo! Está pronto!

    quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

    DESAFIO: Conhecer novos temperos!

    Nos meus Desafios Gastronômicos, tenho me deparado com temperos que nunca havia usado antes! Tenho um porta-temperos com 16 potinhos... Orégano, Manjericão Seco, Curry, Cuminho em Pó, Pimenta do Reino em Grão, Cravo da Índia, Páprika Doce, Páprika Picante... e muitos outros!
    Quando comprei o porta temperos, achei que ia dar e sobrar!! Mas já estou precisando de outro, dada a quantidade de novos temperos que estou comprando para elaborar as novas receitas! São novos sabores, novos aromas! Um mundo se abre!! Vejam alguns exemplos destas "novidades" na minha cozinha:


    Pimenta da Jamaica


    Segundo a Wikipedia, a Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica) é uma árvore que chega a medir até 10 metros, da família das mirtáceas. Tal espécie de árvore possui casca lisa e acinzentada, folhas coriáceas, flores em cimeiras axilares e frutos bacáceos. Nativa da América Central e Caribe, sua madeira é própria para o fabrico de bengalas, e a casca, os frutos e as sementes são estimulantes, carminativos, aromáticos e sucedâneos da pimenta-do-reino. Também é conhecida pelos nomes de murta-pimenta, pimenta e pimenta-de-coroa.
    As folhas desta árvore têm aplicações medicinais (ex.: em males ginecológicos ou como analgésico) e no fabrico de cosméticos e perfumes. A madeira utiliza-se para construção de móveis e de edifícios rurais. As flores são úteis para a produção de mel e as árvores para o ensombramento de cafezais, como cercas vivas ou como ornamentais. Na Culinária, o seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. O interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial.

    Onde eu experimentei este tempero? No Tender com Molho Jus de Bananas Passas, Pimenta da Jamaica e Mel.

    Zimbro

    Segundo o site http://www.fleischmann.com.br/:

    Especiaria picante e levemente adocicada, semelhante à pimenta-rosa, o zimbro é um frutinho roxo e redondo utilizado na cozinha européia, especialmente na escandinava. É a única especiaria que pertence à família dos pinheiros. Sua árvore possui até 5 metros de altura e cresce nas zonas temperadas da Europa e da Ásia. O nome latino da planta iuniperus é de origem incerta, possivelmente celta. Nas línguas anglo-saxãs, o nome está relacionado a árvores, carvalho, força e verdade. Antigamente acreditava-se que o zimbro afastava energias negativas. Conta-se, também, que José e Maria teriam se abrigado sob ramos de zimbreiro para fugir do rei Herodes. Além de 32% de açúcares e 10% de resina, seu uso é devido ao óleo essencial em concentrações que variam entre 0,2 e 2%, dependendo de sua origem.
    Outros Nomes: Fruto-de-Genebra, Junípero e Junipo
    Nome Científico: Juniperus communis

    O zimbro é tradicionalmente utilizado nas cozinhas da Escandinávia, do centro da Europa e do sul da Alemanha para temperar legumes em conserva, juntamente com o kümmel e o louro. Seu sabor picante e adocicado vai bem com carnes pesadas e de caça, como antílope, perdiz e javali. Use-o também em marinados, patês e batatas. É essencial para a aromatização da genebra e de outros destilados, como o gin inglês. Como tempero, pode ser aplicado a carnes e conservas em geral. Como aromatizador, usado em cervejas e gim. Muito utilizado em receitas tradicionais da Europa central, como o chucrute, onde o repolho fermentado é temperado com junípero, kümmel e louro e permanece em conserva para realçar os sabores da mistura antes de ser consumido como salada ou acompanhamento.

    Onde eu já usei zimbro? Rillettes de Queijos com Especiarias!

    Summac
    É um pó vermelho e ácido extraído das frutas da planta sumagre. Acelga recheada e tabule são alguns dos pratos preparados com este tempero.  Sumak (Rhus corioria), também conhecido como sumac ou sumagre, este pó tem gosto ácido de fruta silvestre. Vem das folhas vermelhas de um arbusto que cresce nas montanhas do Líbano. Enquanto no Ocidente é considerada apenas ornamental, os cozinheiros do Oriente Médio usam muito as espigas que a planta produz. Por ser amarga, foi usada pelos romanos antes de os limões terem chegado à Europa. É usada para temperar saladas e pastas, só para pratos frios por ter o gosto parecido com o do limão. Misturada com iogurte e ervas, tem um sabor leve e refrescante. Se misturada com azeite, pode servido com pão como aperitivo. É um dos ingredientes do zahtar.

    Usei pela primeira vez em uma entrada deliciosa: Salada de Frutas Natalinas com Presunto de Parma.

    Melaço de Romã

    Segundo uma reportagem que encontrei na internet da Revista Caras, a romãzeira (Punica granatum), da família das punicáceas, é originária da Pérsia, hoje Irã. Trata-se de um arbusto de 5 a 7 metros de altura. Do tamanho de uma laranja, a romã tem metade de seu peso em partes não comestíveis, como a casca e sementes, ricas em tanino e usadas na medicina caseira e pela indústria farmacêutica.

    Aproveita-se como alimento apenas a cápsula vermelha ou rosa que rodeia as sementes. Seu sumo é adocicado e algo ácido. Apesar de a romãzeira produzir em vários climas, só se obtêm boas frutas quando o tempo é quente e seco no período do amadurecimento. Hoje ela é cultivada em vários países tropicais, incluindo os da América Central, Líbano, Paquistão e Índia. No Sul da França, é consumida fresca ou usada na produção do xarope. Como a fruta não tem açúcar natural suficiente para fermentar, a melhor forma de conservá-la é concentrando o suco até adensar certa quantidade de açúcar.

    Com o acréscimo do açúcar, ficou ainda mais fácil fazê-lo, embora perca a intensidade de cor e sabor. Na França, é chamado grenadine, que vem de grenade, nome francês da romã. Foi com esse nome que o xarope ficou conhecido no mundo todo. Infelizmente, a fórmula não é mais a mesma. Vermelho natural e acidez da semente foram substituídos por corantes e acidulantes. Cor e sabor são intensificados com suco e extrato de outras frutas vermelhas. Com sumo se faz também o melaço, xarope de consistência mais densa. É ideal para o tempero de saladas de trigo ou de marinadas para carnes. Já o grenadine é usado sobretudo no preparo de bebidas, para perfumar sobremesas e como acompanhamento para sorvetes, crepes e pudins.

    Quer experiementar o Melaço de Romã em uma receita? Mesclun de Folhas com Trouxinhas de Massa Phyllo e Tapenade de Azeitonas Pretas! Prove!

    Pimenta Caiena


    Segundo a Wikipedia:
    Pimenta-caiena, Pimenta-de-Caiena ou pimenta-vermelha é uma especiaria muito picante produzida a partir de uma variedade de Capsicum frutescens. Deve o seu nome à cidade de Caiena na Guiana francesa.
    Também é assim designada a planta e o fruto de que é derivada a especiaria. O fruto da pimenta-caiena é seco e depois moído e daqui resulta um condimento muito picante utilizado na cozinha indiana e chinesa. Por vezes utilizam-se para a pimenta-caiena também outras variedades de Capsicum frutescens ou até de Capsicum annuum, sendo neste caso mais correcto a designação de pimenta-vermelha.

    Utilizei este tempero nos Rillettes de Queijos com Especiarias!

    Macis


    Segundo a Fleischmann, "Deriva do latim nux muscatus, noz almiscarada ou do grego makir, que denota um tempero oriental que poderia ser o macis. Em algumas línguas européias, o macis é denominado flor de noz moscada. O gênero Myristica tem origem no grego myron, bálsamo, unção, relacionado possivelmente à mirra. O nome da espécie frangrans, significa em latim fragrante, aromático.
    Impossível falar do macis sem falar da noz-moscada. Elas são especiarias muito aromáticas, de sabor amadeirado e levemente amargo, originárias de uma das Ilhas Molucas, na Indonésia. Apesar do nome, a noz-moscada não é uma noz, mas a semente de um fruto que, ao amadurecer, libera a especiaria, envolvida por uma renda alaranjada chamada macis.
    Mais raro no mercado, o macis é mais aromático e menos amargo do que a noz-moscada.
    O macis possui concentração de óleo essencial próxima a 12%, com uma composição similar à da Noz-moscada em quantidades um pouco diferentes.
    A noz moscada não é uma noz, mas o caroço de um fruto similar ao damasco. O macis é o revestimento fino similar a uma rede que envolve o caroço, logo abaixo da polpa do fruto. O macis são utilizados nos países árabes para temperar carnes, no norte da Índia, Marrocos, Tunísia e Arábia Saudita para compor misturas de temperos. Na culinária ocidental, são populares em biscoitos, bolos e frutas cozidas, sendo utilizados para aromatizar queijos (em fondues por exemplo), combinadas a espinafre em massas recheadas na Itália, ou com repolho, batatas, vegetais, cozidos, molhos, sopas e carnes na Holanda."

    Onde utilizei o Macis? Ainda em nenhum lugar, embora seja ingrediente dos Rillettes de Queijos com Especiarias. Não encontrei em nenhum lugar... vou continuar procurando... Para substituir, me parece que a noz moscada é uma boa alternativa!